Operadoras reforçam estrutura da telefonia móvel para evitar pane durante a Copa do Mundo


Operadoras reforçam estrutura da telefonia móvel para evitar pane durante a Copa do Mundo

A Copa do Mundo acontece em junho e, com o aumento de vendas de tablets e smartphones, a tendência é que ocorram falhas no sinal devido ao intenso tráfego de dados

Por Roberta Tavares em Fortaleza

24 de janeiro de 2014 às 14:30

Há 5 anos
Operadoras ainda aguardam autorização para instalação de rede wifi (FOTO: Agência Brasil)

Operadoras ainda aguardam autorização para instalação de rede Wi-Fi nos estádios (FOTO: Agência Brasil)

A cinco meses da Copa do Mundo, muitos olhares estão voltados para as obras ainda inacabadas e para o funcionamento dos telefones móveis, incluindo serviços de mensagem de voz e internet. Com o avanço de tablets e smartphones com internet móvel, o intenso tráfego de dados poderá afetar Fortaleza, e as outras cidades-sede, e apresentar falhas durante o evento esportivo. As operadoras estimam consumo de 19,2 bilhões de gigabytes em 2014.

Para evitar que problemas aconteçam, as operadoras móveis formaram um consórcio para montar a infraestrutura nos estádios que vão receber a Copa do Mundo, com antenas, cabos e roteadores. Em Fortaleza, as prestadoras instalaram na Arena Castelão a “cobertura indoor” que, segundo a Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil), dará mais robustez ao sinal, já que a comunicação nas arquibancadas não dependerá das antenas instaladas fora dos estádios.

Essa cobertura permite a utilização das tecnologias de telefonia celular, inclusive a de 4G, dentro do estádio. Cada operadora ficou responsável pela implantação de rede de telecomunicações em cada arena. Foram investidos cerca de R$ 18 milhões. “Além da cobertura, as prestadoras propuseram à administração do estádio a instalação de rede Wi-Fi para reforçar a capacidade de transmissão de dados e garantir o uso gratuito da internet pelos torcedores, mas ainda não obtiveram autorização”, informa a Telebrasil, por meio de nota.

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Exigência

A cobertura inicial, exigida pela Agência Nacional de Telecomunicações, é de 50% da área urbana da cidade-sede. A prioridade será dada aos corredores de circulação dos moradores e turistas, como aeroportos, redondezas dos estádios, pontos turísticos e de grande concentração de pessoas, como os centros comerciais e empresariais. Em lugares onde o sinal de 4G ainda não estiver disponível, o telefone com esta tecnologia funcionará em 3G, assegura a Telebrasil.

As empresas vão montar uma operação ao redor das arenas para aumentar a capacidade de conexão utilizando, pelo menos, quatro caminhões com antenas móveis em ruas próximas aos locais dos jogos. Segundo a TIM, durante a Copa das Confederações a companhia instalou Estações Rádio Base (ERBs) móveis nas proximidades da Arena Castelão para suportar o aumento do tráfego de voz e dados no local. Estratégia semelhante deve ser realizada na Copa do Mundo.

Para a operadora Oi, a prestação de serviços de telecomunicações móveis em um evento de grande complexidade operacional, com enorme concentração de pessoas e fornecedores e com imensa atenção da imprensa mundial é um desafio. “Na Copa das Confederações, a Oi reforçou a cobertura e a capacidade de sua rede de telefonia móvel em diversos pontos-chave das cidades-sede do torneio, com a instalação de antenas celulares móveis e aumentou o número de pontos de acesso à rede Wi-Fi“.

Já a Claro informou que, até o fim de 2014, pretende investir R$ 6,3 milhões em infraestrutura e novas tecnologias, com fibra óptica e cabo submarino. Este último, “objetiva oferecer maior capacidade para serviços de dados e de longas distâncias para dar vazão ao grande fluxo interno e externo durante os grandes eventos, como a Copa do Mundo e os jogos olímpicos”, explica a assessoria, por meio de nota. O cabo terá extensão de 17,5 mil quilômetros e capacidade de até 500 Gbps, saindo do Rio de Janeiro, passando por Salvador e Fortaleza e chegando aos Estados Unidos.

O Tribuna do Ceará tentou entrar em contato com a assessoria da Vivo, mas as ligações não foram atendidas.

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Operadoras reforçam estrutura da telefonia móvel para evitar pane durante a Copa do Mundo

A Copa do Mundo acontece em junho e, com o aumento de vendas de tablets e smartphones, a tendência é que ocorram falhas no sinal devido ao intenso tráfego de dados

Por Roberta Tavares em Fortaleza

24 de janeiro de 2014 às 14:30

Há 5 anos
Operadoras ainda aguardam autorização para instalação de rede wifi (FOTO: Agência Brasil)

Operadoras ainda aguardam autorização para instalação de rede Wi-Fi nos estádios (FOTO: Agência Brasil)

A cinco meses da Copa do Mundo, muitos olhares estão voltados para as obras ainda inacabadas e para o funcionamento dos telefones móveis, incluindo serviços de mensagem de voz e internet. Com o avanço de tablets e smartphones com internet móvel, o intenso tráfego de dados poderá afetar Fortaleza, e as outras cidades-sede, e apresentar falhas durante o evento esportivo. As operadoras estimam consumo de 19,2 bilhões de gigabytes em 2014.

Para evitar que problemas aconteçam, as operadoras móveis formaram um consórcio para montar a infraestrutura nos estádios que vão receber a Copa do Mundo, com antenas, cabos e roteadores. Em Fortaleza, as prestadoras instalaram na Arena Castelão a “cobertura indoor” que, segundo a Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil), dará mais robustez ao sinal, já que a comunicação nas arquibancadas não dependerá das antenas instaladas fora dos estádios.

Essa cobertura permite a utilização das tecnologias de telefonia celular, inclusive a de 4G, dentro do estádio. Cada operadora ficou responsável pela implantação de rede de telecomunicações em cada arena. Foram investidos cerca de R$ 18 milhões. “Além da cobertura, as prestadoras propuseram à administração do estádio a instalação de rede Wi-Fi para reforçar a capacidade de transmissão de dados e garantir o uso gratuito da internet pelos torcedores, mas ainda não obtiveram autorização”, informa a Telebrasil, por meio de nota.

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Exigência

A cobertura inicial, exigida pela Agência Nacional de Telecomunicações, é de 50% da área urbana da cidade-sede. A prioridade será dada aos corredores de circulação dos moradores e turistas, como aeroportos, redondezas dos estádios, pontos turísticos e de grande concentração de pessoas, como os centros comerciais e empresariais. Em lugares onde o sinal de 4G ainda não estiver disponível, o telefone com esta tecnologia funcionará em 3G, assegura a Telebrasil.

As empresas vão montar uma operação ao redor das arenas para aumentar a capacidade de conexão utilizando, pelo menos, quatro caminhões com antenas móveis em ruas próximas aos locais dos jogos. Segundo a TIM, durante a Copa das Confederações a companhia instalou Estações Rádio Base (ERBs) móveis nas proximidades da Arena Castelão para suportar o aumento do tráfego de voz e dados no local. Estratégia semelhante deve ser realizada na Copa do Mundo.

Para a operadora Oi, a prestação de serviços de telecomunicações móveis em um evento de grande complexidade operacional, com enorme concentração de pessoas e fornecedores e com imensa atenção da imprensa mundial é um desafio. “Na Copa das Confederações, a Oi reforçou a cobertura e a capacidade de sua rede de telefonia móvel em diversos pontos-chave das cidades-sede do torneio, com a instalação de antenas celulares móveis e aumentou o número de pontos de acesso à rede Wi-Fi“.

Já a Claro informou que, até o fim de 2014, pretende investir R$ 6,3 milhões em infraestrutura e novas tecnologias, com fibra óptica e cabo submarino. Este último, “objetiva oferecer maior capacidade para serviços de dados e de longas distâncias para dar vazão ao grande fluxo interno e externo durante os grandes eventos, como a Copa do Mundo e os jogos olímpicos”, explica a assessoria, por meio de nota. O cabo terá extensão de 17,5 mil quilômetros e capacidade de até 500 Gbps, saindo do Rio de Janeiro, passando por Salvador e Fortaleza e chegando aos Estados Unidos.

O Tribuna do Ceará tentou entrar em contato com a assessoria da Vivo, mas as ligações não foram atendidas.