Qualidade dos rios Cocó e Maranguapinho não atinge nível satisfatório em pesquisa


Qualidade dos rios Cocó e Maranguapinho não atinge nível satisfatório em pesquisa

Dos 30 corpos d’água monitorados em todo o Brasil, 70% foram classificados como “regular” e 30% no nível “ruim”

Por Roberta Tavares em Fortaleza

22 de março de 2013 às 15:21

Há 6 anos
rio-coco

Foto: Ascom PGE-CE

A qualidade das águas dos rios Cocó e Maranguapinho, em Fortaleza, não atingiu nível satisfatório em pesquisa realizada pela Organização Não Governamental (ONG) SOS Mata Atlântica. O levantamento foi divulgado nas vésperas do Dia Mundial da Água, comemorado nesta sexta-feira (22).

Os rios Cocó e Maranguapinho estão em situação “regular”, com 30 e 26 pontos, respectivamente. Dos 30 corpos d’água monitorados em todo o Brasil, 70% foram classificados como “regular” e 30% no nível “ruim”. Nenhum dos pontos de coleta conseguiu a soma necessária para alcançar os níveis “bom” ou “ótimo”.

Melhores e piores resultados

As análises que tiveram o melhor resultado foram as do Rio Vaza-Barris, em Aracajú (SE), com 34 pontos; e do Rio Pratagy, em Maceió (AL), com 33 pontos.

Uma curiosidade em relação a Maceió é que, ao mesmo tempo em que a cidade teve o segundo melhor índice, também teve um dos piores, dessa vez com o Rio Salgadinho, com 23 pontos. Rio que, segundo a ONG, já havia sido analisado em setembro de 2010 e agora, depois de dois anos, continua com a mesma classificação.

Outro com classificação negativa foi o Rio Bussocaba, de Osasco (SP), que também teve 23 pontos. Essa é a segunda vez que o rio é analisado. Em abril de 2010, sua nascente havia sido considerada “regular”, com 29 pontos.

Outros dois rios que pioram a situação foram Paquequer, de Teresópolis (RJ), classificado como “ruim”, com 26 pontos – em janeiro de 2010 sua classificação era regular, com 30 pontos – e o Rio Capibaribe, de Recife (PE), considerado “ruim”, também com 26 pontos e que, em 2010, havia sido considerado “regular”, com 28 pontos.

“Infelizmente, os monitoramentos indicam que os rios de nossas cidades estão, de maneira geral, com qualidade bem longe do ideal, um alerta para que as pessoas fiquem atentas e cobrem do poder público ações para transformar essa realidade”, conclui Malu Ribeiro, coordenadora do Programa Rede das Águas, da Fundação SOS Mata Atlântica.

Qualidade das águas

Para o monitoramento, é realizada a coleta de água usando um kit desenvolvido pelo programa Rede das Águas, da Fundação SOS Mata Atlântica, que possibilita uma análise que engloba 14 parâmetros físico-químicos, entre eles transparência da água, lixo, odor, entre outros. O kit classifica a qualidade das águas em cinco níveis de pontuação: péssimo (de 14 a 20 pontos), ruim (de 21 a 26 pontos), regular (de 27 a 35 pontos), bom (de 36 a 40 pontos) e ótimo (acima de 40 pontos).

tabela

Nota oficial

De acordo com a Secretaria Municipal de Urbanismo e Meio Ambiente (Seuma), a Prefeitura de Fortaleza tem uma ação para o Rio Cocó do PREURBIS, que é vinculado a SEINF, em parceria com o Governo do Estado do Ceará. Porém o monitoramento da qualidade da água é realizado pela Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace).

“Com relação ao Rio Maranguapinho, o governo do estado irá realizar processo de reurbanização da área, por meio da Secretaria das Cidades e a Seuma está avaliando parceria com a Cagece para realizar o monitoramento dos recursos hídricos que contempla o Rio Maranguapinho”, informou por meio de nota.

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Qualidade dos rios Cocó e Maranguapinho não atinge nível satisfatório em pesquisa

Dos 30 corpos d’água monitorados em todo o Brasil, 70% foram classificados como “regular” e 30% no nível “ruim”

Por Roberta Tavares em Fortaleza

22 de março de 2013 às 15:21

Há 6 anos
rio-coco

Foto: Ascom PGE-CE

A qualidade das águas dos rios Cocó e Maranguapinho, em Fortaleza, não atingiu nível satisfatório em pesquisa realizada pela Organização Não Governamental (ONG) SOS Mata Atlântica. O levantamento foi divulgado nas vésperas do Dia Mundial da Água, comemorado nesta sexta-feira (22).

Os rios Cocó e Maranguapinho estão em situação “regular”, com 30 e 26 pontos, respectivamente. Dos 30 corpos d’água monitorados em todo o Brasil, 70% foram classificados como “regular” e 30% no nível “ruim”. Nenhum dos pontos de coleta conseguiu a soma necessária para alcançar os níveis “bom” ou “ótimo”.

Melhores e piores resultados

As análises que tiveram o melhor resultado foram as do Rio Vaza-Barris, em Aracajú (SE), com 34 pontos; e do Rio Pratagy, em Maceió (AL), com 33 pontos.

Uma curiosidade em relação a Maceió é que, ao mesmo tempo em que a cidade teve o segundo melhor índice, também teve um dos piores, dessa vez com o Rio Salgadinho, com 23 pontos. Rio que, segundo a ONG, já havia sido analisado em setembro de 2010 e agora, depois de dois anos, continua com a mesma classificação.

Outro com classificação negativa foi o Rio Bussocaba, de Osasco (SP), que também teve 23 pontos. Essa é a segunda vez que o rio é analisado. Em abril de 2010, sua nascente havia sido considerada “regular”, com 29 pontos.

Outros dois rios que pioram a situação foram Paquequer, de Teresópolis (RJ), classificado como “ruim”, com 26 pontos – em janeiro de 2010 sua classificação era regular, com 30 pontos – e o Rio Capibaribe, de Recife (PE), considerado “ruim”, também com 26 pontos e que, em 2010, havia sido considerado “regular”, com 28 pontos.

“Infelizmente, os monitoramentos indicam que os rios de nossas cidades estão, de maneira geral, com qualidade bem longe do ideal, um alerta para que as pessoas fiquem atentas e cobrem do poder público ações para transformar essa realidade”, conclui Malu Ribeiro, coordenadora do Programa Rede das Águas, da Fundação SOS Mata Atlântica.

Qualidade das águas

Para o monitoramento, é realizada a coleta de água usando um kit desenvolvido pelo programa Rede das Águas, da Fundação SOS Mata Atlântica, que possibilita uma análise que engloba 14 parâmetros físico-químicos, entre eles transparência da água, lixo, odor, entre outros. O kit classifica a qualidade das águas em cinco níveis de pontuação: péssimo (de 14 a 20 pontos), ruim (de 21 a 26 pontos), regular (de 27 a 35 pontos), bom (de 36 a 40 pontos) e ótimo (acima de 40 pontos).

tabela

Nota oficial

De acordo com a Secretaria Municipal de Urbanismo e Meio Ambiente (Seuma), a Prefeitura de Fortaleza tem uma ação para o Rio Cocó do PREURBIS, que é vinculado a SEINF, em parceria com o Governo do Estado do Ceará. Porém o monitoramento da qualidade da água é realizado pela Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace).

“Com relação ao Rio Maranguapinho, o governo do estado irá realizar processo de reurbanização da área, por meio da Secretaria das Cidades e a Seuma está avaliando parceria com a Cagece para realizar o monitoramento dos recursos hídricos que contempla o Rio Maranguapinho”, informou por meio de nota.