Taxa de desemprego sofre elevação em Fortaleza


Taxa de desemprego sofre elevação em Fortaleza

Além de Fortaleza, outras seis regiões tiveram uma elevação em número de desemprego durante o mês de abril

Por Tribuna do Ceará em Fortaleza

2 de junho de 2013 às 09:50

Há 6 anos

Fortaleza teve uma elevação em número de desemprego durante o mês de abril. Além disso, outras seis regiões analisadas pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) e Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) também registraram elevação.

Segundo a pesquisa a taxa de desemprego passou de 11% em março para 11,3% em abril, nas sete regiões analisadas. Além disso, o total de desempregados nessas regiões foi estimado em 2,491 milhões de pessoas, 52 mil a mais do que no mês anterior.

Dados

O nível de ocupação nas regiões metropolitanas de Belo Horizonte, Fortaleza, Porto Alegre, do Recife, de Salvador, São Paulo e do Distrito Federal registrou retração de 0,4% devido à eliminação de 80 mil postos de trabalho, número maior do que o de pessoas que se retiraram do mercado (29 mil). O nível de ocupados nessas sete regiões foi calculado em 19,557 milhões e a população economicamente ativa em 22,047 milhões.

Por setores o nível de ocupação caiu na indústria de transformação (-98 mil postos de trabalho o que equivale a -3,4%), e no comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas (-47 mil empregos ou -1,2%). A quantidade de ocupados manteve-se estável em Serviços (34 mil ou 0,3%) e na Construção (4 mil ou 0,3%).

De acordo com a pesquisa, o número de assalariados registrou retração de 0,5%. A quantidade de empregados com carteira assinada caiu 0,7% e sem registro em carteira caiu 1,3%. Houve redução também de empregados domésticos (-1,4%) e aumento o número de autônomos (0,6%).

O rendimento médio dos ocupados registrou decréscimo de 0,4% em março e o dos assalariados teve queda de 0,3%, chegando aos valores de R$ 1.583 e R$ 1.622, respectivamente.

Análise

De acordo com a técnica do Dieese, Ana Maria Belavenuto, apesar de a taxa de ocupação ser negativa é promissora, pois é mais elevada do que a registrada em março (-1,1%). Ela ressaltou o desempenho da indústria, que foi um dos responsáveis pela queda no número de empregos.

“Temos visto por um bom tempo o setor da indústria caindo e o setor de serviços e comércio sustentando os empregos. Há indicativos da retomada da indústria ainda para este ano, mas não sei em que patamar”, disse.

Agência Brasil

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Taxa de desemprego sofre elevação em Fortaleza

Além de Fortaleza, outras seis regiões tiveram uma elevação em número de desemprego durante o mês de abril

Por Tribuna do Ceará em Fortaleza

2 de junho de 2013 às 09:50

Há 6 anos

Fortaleza teve uma elevação em número de desemprego durante o mês de abril. Além disso, outras seis regiões analisadas pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) e Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) também registraram elevação.

Segundo a pesquisa a taxa de desemprego passou de 11% em março para 11,3% em abril, nas sete regiões analisadas. Além disso, o total de desempregados nessas regiões foi estimado em 2,491 milhões de pessoas, 52 mil a mais do que no mês anterior.

Dados

O nível de ocupação nas regiões metropolitanas de Belo Horizonte, Fortaleza, Porto Alegre, do Recife, de Salvador, São Paulo e do Distrito Federal registrou retração de 0,4% devido à eliminação de 80 mil postos de trabalho, número maior do que o de pessoas que se retiraram do mercado (29 mil). O nível de ocupados nessas sete regiões foi calculado em 19,557 milhões e a população economicamente ativa em 22,047 milhões.

Por setores o nível de ocupação caiu na indústria de transformação (-98 mil postos de trabalho o que equivale a -3,4%), e no comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas (-47 mil empregos ou -1,2%). A quantidade de ocupados manteve-se estável em Serviços (34 mil ou 0,3%) e na Construção (4 mil ou 0,3%).

De acordo com a pesquisa, o número de assalariados registrou retração de 0,5%. A quantidade de empregados com carteira assinada caiu 0,7% e sem registro em carteira caiu 1,3%. Houve redução também de empregados domésticos (-1,4%) e aumento o número de autônomos (0,6%).

O rendimento médio dos ocupados registrou decréscimo de 0,4% em março e o dos assalariados teve queda de 0,3%, chegando aos valores de R$ 1.583 e R$ 1.622, respectivamente.

Análise

De acordo com a técnica do Dieese, Ana Maria Belavenuto, apesar de a taxa de ocupação ser negativa é promissora, pois é mais elevada do que a registrada em março (-1,1%). Ela ressaltou o desempenho da indústria, que foi um dos responsáveis pela queda no número de empregos.

“Temos visto por um bom tempo o setor da indústria caindo e o setor de serviços e comércio sustentando os empregos. Há indicativos da retomada da indústria ainda para este ano, mas não sei em que patamar”, disse.

Agência Brasil