Amigos de Fortaleza unem marcenaria e design inovador para fabricar peças com estilo

CRIATIVIDADE

Amigos de Fortaleza unem marcenaria e design inovador para fabricar peças com estilo

Há quase dois anos, a Oficina Faiz vem transformando as ideias dos clientes em trabalhos com qualidade. No local, também são oferecidos cursos como o de Marcenaria Básica.

Por Crisneive Silveira em Negócios

24 de maio de 2018 às 07:15

Há 1 ano
oficina, madeira

A oficina trabalha principalmente com madeira e aço. (FOTO: Davi Maia/FAIZ)

Cinco amigos se uniram para trabalhar com arte pelas mãos. Com madeira e aço, a Oficina Faiz transforma a ideia do cliente em realidade. E, claro, tudo acompanhado de muita criatividade. Mas, antes de virar negócio, o espaço servia apenas como manutenção de peças pessoais.

A ideia era despretensiosa: montar um espaço para fazer a manutenção de objetos pessoais, como bicicletas. A coisa foi ficando séria e, há pouco mais de um ano, a oficina virou negócio. A Faiz, além de fazer peças de design arrojado, também oferece workshops.

“A gente juntou as ferramentas, cada um tinha algumas, e aí abrimos a oficina. Com o passar do tempo, a gente viu que passou a ter uma demanda não só nossa, mas de amigos de amigos. Foi quando a gente decidiu expandir, formalizou e abriu a oficina”, diz Matheus Schommer, um dos sócios da empresa e estudante de Arquitetura.

Além dele, Davi Maia (fotógrafo), Anderson Bruno (artesão), Lucas Azevedo (engenheiro) e Hiago Teixeira (estudante de Arquitetura) também tocam o empreendimento. E não tem funcionário, viu? “A gente coloca a mão na massa”, ressaltou Matheus.

Eles fazem de tudo. Os suportes em madeira para bicicletas, que custam em média R$ 250, estão entre os mais pedidos. Facas, tábuas de corte e mesas para restaurantes também entram na lista. No entanto, foi um óculos de quatro pernas – isso mesmo – encomendado como presente de um namorado para a amada, que chamou mais atenção dos artesãos.

“A gente sempre busca querer fazer algo pra pessoa e não fazer um produto em larga escala, algo que realmente seja pessoal. As pessoas estão cansando de ter um móvel que todo mundo já tem, ou de materiais iguais, que industrialmente não são de tanta qualidade. A maioria dos nossos clientes tem como meta ter um móvel único, feito por artesões locais, isso é valorização do artista local. E móvel de materiais duráveis”, contou Hiago Teixeira.

O artesão ainda explica que as pessoas chegam com uma ideia de móvel ou de peça, e eles ajudam a desenvolver o produto.

“A gente recebe pedidos com modelos, mas na maioria dos casos o cliente fala das necessidades dele e a gente vai atrás da solução. Ele entrega uma referência pra gente projetar alguma coisa pra ele. Poucas vezes, o cliente chega com um modelo, mas também ocorre”, explicou Hiago.

Mas será que dá para viver do artesanato na era digital? Matheus garante que sim. A tecnologia é também aliada na hora de divulgar o serviço e fazer contatos. Além disso, ressalta que o trabalho manual valoriza ainda mais cada peça produzida.

“Sabendo usar a internet e a tecnologia, elas viram ótimas ferramentas não só para divulgação, mas também fonte de conhecimento e networking. Durante muito tempo o artesanato foi a única forma de produção, que acabava tornando o trabalho do artesão caro e para poucos. Com a Revolução Industrial, a produção mudou, e tudo começou a ser feito em grande escala, retirando toda a fatia de mercado do artesão. E foi assim durante muito tempo, mas recentemente as pessoas começaram a procurar cada vez mais o artesão em busca de um trabalho mais exclusivo e sofisticado. Cada peça feita por um artesão, tem uma história. O tato é maior”, revela.

A equipe oferece workshops para turmas com três pessoas. Por enquanto, há o de Marcenaria Básica e o de Cutelaria. O primeiro é um curso introdutório onde são mostrados os fundamentos, ferramentas e técnicas básicas em 12 horas de aulas. O aluno leva para casa o móvel feito por ele. No segundo, se aprende sobre forjar uma faca em aço, também feita por ele. Os dois têm aulas teóricas e práticas, e custam R$ 450 (cada). O curso de Luminária será lançado em breve, além de outras novidades.

Serviço:

Oficina Faiz
Rua José Vilar, Aldeota, Fortaleza
Contato: (85) 99910.6621

FAIZ - Oficina
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FAIZ – Oficina

A oficina trabalha principalmente com madeira e aço. (FOTO: Davi Maia/FAIZ)

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A oficina trabalha principalmente com madeira e aço. (FOTO: Davi Maia/FAIZ)

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A oficina trabalha principalmente com madeira e aço. (FOTO: Davi Maia/FAIZ)

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A oficina trabalha principalmente com madeira e aço. (FOTO: Davi Maia/FAIZ)

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A oficina trabalha principalmente com madeira e aço. (FOTO: Davi Maia/FAIZ)

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A oficina trabalha principalmente com madeira e aço. (FOTO: Davi Maia/FAIZ)

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A oficina trabalha principalmente com madeira e aço. (FOTO: Davi Maia/FAIZ)

 

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Há quase dois anos, a Oficina Faiz vem transformando as ideias dos clientes em trabalhos com qualidade. No local, também são oferecidos cursos como o de Marcenaria Básica.

Por Crisneive Silveira em Negócios

24 de maio de 2018 às 07:15

Há 1 ano
oficina, madeira

A oficina trabalha principalmente com madeira e aço. (FOTO: Davi Maia/FAIZ)

Cinco amigos se uniram para trabalhar com arte pelas mãos. Com madeira e aço, a Oficina Faiz transforma a ideia do cliente em realidade. E, claro, tudo acompanhado de muita criatividade. Mas, antes de virar negócio, o espaço servia apenas como manutenção de peças pessoais.

A ideia era despretensiosa: montar um espaço para fazer a manutenção de objetos pessoais, como bicicletas. A coisa foi ficando séria e, há pouco mais de um ano, a oficina virou negócio. A Faiz, além de fazer peças de design arrojado, também oferece workshops.

“A gente juntou as ferramentas, cada um tinha algumas, e aí abrimos a oficina. Com o passar do tempo, a gente viu que passou a ter uma demanda não só nossa, mas de amigos de amigos. Foi quando a gente decidiu expandir, formalizou e abriu a oficina”, diz Matheus Schommer, um dos sócios da empresa e estudante de Arquitetura.

Além dele, Davi Maia (fotógrafo), Anderson Bruno (artesão), Lucas Azevedo (engenheiro) e Hiago Teixeira (estudante de Arquitetura) também tocam o empreendimento. E não tem funcionário, viu? “A gente coloca a mão na massa”, ressaltou Matheus.

Eles fazem de tudo. Os suportes em madeira para bicicletas, que custam em média R$ 250, estão entre os mais pedidos. Facas, tábuas de corte e mesas para restaurantes também entram na lista. No entanto, foi um óculos de quatro pernas – isso mesmo – encomendado como presente de um namorado para a amada, que chamou mais atenção dos artesãos.

“A gente sempre busca querer fazer algo pra pessoa e não fazer um produto em larga escala, algo que realmente seja pessoal. As pessoas estão cansando de ter um móvel que todo mundo já tem, ou de materiais iguais, que industrialmente não são de tanta qualidade. A maioria dos nossos clientes tem como meta ter um móvel único, feito por artesões locais, isso é valorização do artista local. E móvel de materiais duráveis”, contou Hiago Teixeira.

O artesão ainda explica que as pessoas chegam com uma ideia de móvel ou de peça, e eles ajudam a desenvolver o produto.

“A gente recebe pedidos com modelos, mas na maioria dos casos o cliente fala das necessidades dele e a gente vai atrás da solução. Ele entrega uma referência pra gente projetar alguma coisa pra ele. Poucas vezes, o cliente chega com um modelo, mas também ocorre”, explicou Hiago.

Mas será que dá para viver do artesanato na era digital? Matheus garante que sim. A tecnologia é também aliada na hora de divulgar o serviço e fazer contatos. Além disso, ressalta que o trabalho manual valoriza ainda mais cada peça produzida.

“Sabendo usar a internet e a tecnologia, elas viram ótimas ferramentas não só para divulgação, mas também fonte de conhecimento e networking. Durante muito tempo o artesanato foi a única forma de produção, que acabava tornando o trabalho do artesão caro e para poucos. Com a Revolução Industrial, a produção mudou, e tudo começou a ser feito em grande escala, retirando toda a fatia de mercado do artesão. E foi assim durante muito tempo, mas recentemente as pessoas começaram a procurar cada vez mais o artesão em busca de um trabalho mais exclusivo e sofisticado. Cada peça feita por um artesão, tem uma história. O tato é maior”, revela.

A equipe oferece workshops para turmas com três pessoas. Por enquanto, há o de Marcenaria Básica e o de Cutelaria. O primeiro é um curso introdutório onde são mostrados os fundamentos, ferramentas e técnicas básicas em 12 horas de aulas. O aluno leva para casa o móvel feito por ele. No segundo, se aprende sobre forjar uma faca em aço, também feita por ele. Os dois têm aulas teóricas e práticas, e custam R$ 450 (cada). O curso de Luminária será lançado em breve, além de outras novidades.

Serviço:

Oficina Faiz
Rua José Vilar, Aldeota, Fortaleza
Contato: (85) 99910.6621

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A oficina trabalha principalmente com madeira e aço. (FOTO: Davi Maia/FAIZ)

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