Professor de História da Igreja defende valores da família


Professor de História da Igreja defende valores da família

Em seus 78 livros, o professor de História da Igreja Felipe Aquino aborda doutrina católica, espiritualidade, casamento e namoro

Por Thalyta Martins em Perfil

29 de outubro de 2013 às 20:00

Há 6 anos

Doutrina católica, espiritualidade, casamento e namoro são alguns dos temas abordados pelo professor de História da Igreja do Instituto de Teologia Bento XVI  Felipe Aquino em seus 78 livros publicados. Católico desde que nasceu por influência dos pais, o Doutor em Engenharia Mecânica pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), sempre esteve envolvido com assuntos da Igreja, desenvolvendo palestras, encontro de jovens e de casais, e participando ativamente na renovação carismática católica.

Em entrevista ao Tribuna do Ceará, o professor, que participa do evento “Um novo caminho” em Fortaleza, na noite desta terça-feira (29), conversou sobre as relações humanas diante das mudanças nas sociedades. Suas maiores preocupações estão relacionadas aos jovens e às famílias. “São duas coisas muito importantes, a sociedade depende da família é uma célula fundamental. Se a família se destruir, a sociedade se destrói.”

Novo modelo de família

“O Papa João Paulo II dizia que a família está ameaçada sobretudo por um tipo de família que não é como a instituída por Deus, a que você tem um pai, uma mãe e os filhos.” Para o teólogo, as novas formas de constituição de famílias preocupam a Igreja pelo fato de que relações homoafetivas, por exemplo, não possibilitam geração de filhos. Porém, afirma que a Igreja respeita e se esforça para mostrar que não é homofóbica com quem pensa diferente, colocando que homofobia seria perseguir ou atacar essas pessoas.

Relação pais e filhos

Pai de cinco filhos, Aquino admite a dificuldade que os pais enfrentam para conversar sobre assuntos como namoro, relação sexual ou outros problemas com os filhos, e coloca que não existe um momento certo para haver esse diálogo. “Eu conversava sobre qualquer assunto que eles quisessem na medida que eles levantassem o problema. O pai e a mãe não devem levantar uma questão de moral antes da hora. Cada criança tem o seu desenvolvimento, a sua maturidade.” E aconselha que também é muito importante que os pais tomem a iniciativa já que muitos filhos não se abrem quando tem dúvidas e questionamentos. “É muito importante que o pai e a mãe sejam muito amigos da criança.”

Casamento

Dada as mudanças nos padrões de casamento e a facilidade com que muitos se separam, atualmente a mentalidade sobre essa relação e os valores com os quais o professor cresceu são diferentes. “O mundo mudou. Quando eu me casei há anos atrás, você casava uma vez só. O pai, a mãe e a escola dizia ‘Olha o casamento é uma vez só e para sempre’ e a gente não discutia se podia separar ou não, não podia.” Ele relaciona essa transformação com o advento do divórcio da década de 70 e também com a ausência de uma formação melhor por parte de educadores e da Igreja. Formação essa, que ele defende começar no conceito de namoro que está fragilizado. “O casamento é um namoro que deu certo. É preciso que o namoro seja uma coisa sólida porque é o alicerce da casa. Não se tem tanto uma preocupação de escolher uma pessoa exata, adequada, com quem eu vou viver a vida inteira e criar os filhos.” Para ele, a rapidez das relações mostra que as pessoas querem apenas alguém agradável do lado sem se preocupar laços mais fortes.

Jovens

Os jovens são vistos como uma grande força no catolicismo, e ,segundo o pesquisador, esse envolvimento depende das pessoas que estão ao redor da Igreja. Para ele, os jovens precisam encontrar um ambiente alegre e que o desafie e dê oportunidades. “Se o jovem encontra um padre animado ele se engaja, padres bons, paróquia boa, movimento bom ou um grupo de oração bom. Eu me engajei porque encontrei o Padre Jonas na minha vida com 20 anos de idade, ele me puxou e até hoje.”

Publicidade

Dê sua opinião

Professor de História da Igreja defende valores da família

Em seus 78 livros, o professor de História da Igreja Felipe Aquino aborda doutrina católica, espiritualidade, casamento e namoro

Por Thalyta Martins em Perfil

29 de outubro de 2013 às 20:00

Há 6 anos

Doutrina católica, espiritualidade, casamento e namoro são alguns dos temas abordados pelo professor de História da Igreja do Instituto de Teologia Bento XVI  Felipe Aquino em seus 78 livros publicados. Católico desde que nasceu por influência dos pais, o Doutor em Engenharia Mecânica pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), sempre esteve envolvido com assuntos da Igreja, desenvolvendo palestras, encontro de jovens e de casais, e participando ativamente na renovação carismática católica.

Em entrevista ao Tribuna do Ceará, o professor, que participa do evento “Um novo caminho” em Fortaleza, na noite desta terça-feira (29), conversou sobre as relações humanas diante das mudanças nas sociedades. Suas maiores preocupações estão relacionadas aos jovens e às famílias. “São duas coisas muito importantes, a sociedade depende da família é uma célula fundamental. Se a família se destruir, a sociedade se destrói.”

Novo modelo de família

“O Papa João Paulo II dizia que a família está ameaçada sobretudo por um tipo de família que não é como a instituída por Deus, a que você tem um pai, uma mãe e os filhos.” Para o teólogo, as novas formas de constituição de famílias preocupam a Igreja pelo fato de que relações homoafetivas, por exemplo, não possibilitam geração de filhos. Porém, afirma que a Igreja respeita e se esforça para mostrar que não é homofóbica com quem pensa diferente, colocando que homofobia seria perseguir ou atacar essas pessoas.

Relação pais e filhos

Pai de cinco filhos, Aquino admite a dificuldade que os pais enfrentam para conversar sobre assuntos como namoro, relação sexual ou outros problemas com os filhos, e coloca que não existe um momento certo para haver esse diálogo. “Eu conversava sobre qualquer assunto que eles quisessem na medida que eles levantassem o problema. O pai e a mãe não devem levantar uma questão de moral antes da hora. Cada criança tem o seu desenvolvimento, a sua maturidade.” E aconselha que também é muito importante que os pais tomem a iniciativa já que muitos filhos não se abrem quando tem dúvidas e questionamentos. “É muito importante que o pai e a mãe sejam muito amigos da criança.”

Casamento

Dada as mudanças nos padrões de casamento e a facilidade com que muitos se separam, atualmente a mentalidade sobre essa relação e os valores com os quais o professor cresceu são diferentes. “O mundo mudou. Quando eu me casei há anos atrás, você casava uma vez só. O pai, a mãe e a escola dizia ‘Olha o casamento é uma vez só e para sempre’ e a gente não discutia se podia separar ou não, não podia.” Ele relaciona essa transformação com o advento do divórcio da década de 70 e também com a ausência de uma formação melhor por parte de educadores e da Igreja. Formação essa, que ele defende começar no conceito de namoro que está fragilizado. “O casamento é um namoro que deu certo. É preciso que o namoro seja uma coisa sólida porque é o alicerce da casa. Não se tem tanto uma preocupação de escolher uma pessoa exata, adequada, com quem eu vou viver a vida inteira e criar os filhos.” Para ele, a rapidez das relações mostra que as pessoas querem apenas alguém agradável do lado sem se preocupar laços mais fortes.

Jovens

Os jovens são vistos como uma grande força no catolicismo, e ,segundo o pesquisador, esse envolvimento depende das pessoas que estão ao redor da Igreja. Para ele, os jovens precisam encontrar um ambiente alegre e que o desafie e dê oportunidades. “Se o jovem encontra um padre animado ele se engaja, padres bons, paróquia boa, movimento bom ou um grupo de oração bom. Eu me engajei porque encontrei o Padre Jonas na minha vida com 20 anos de idade, ele me puxou e até hoje.”