Referência no Nordeste, dona da Pardal começou vendendo picolé em feiras


Referência no Nordeste, dona da Pardal começou vendendo picolé em feiras

Exemplo de empreendedorismo, Joselma Maria vendia picolés em feiras para gerar renda extra. Hoje, produção diária é de 40 mil picolés

Por Roberta Tavares em Perfil

13 de julho de 2015 às 06:00

Há 4 anos
Joselma Maria Oliveira começou vendendo picolés na feira. Hoje, o Picolé Pardal é um dos mais conhecidos do Nordeste (FOTO: Reprodução)

Joselma Maria Oliveira começou vendendo picolés na feira. Hoje, o Picolé Pardal é um dos mais conhecidos do Nordeste (FOTO: Reprodução)

– “Olha, o Pardal!”
– “Ei, me dá um Pardal?”

Frases como essas são comuns nas ruas do Ceará. E mesmo que o picolé não seja da Pardal. A empresa, uma das maiores marcas de picolés e sorvetes do Nordeste, surgiu há 25 anos, na cidade de Currais Novos, interior do Rio Grande do Norte. “Comecei a minha história vendendo 30 picolés, eu mesma vendia na feira livre. Como não gostava de fazer serviços do lar, para poder pagar uma empregada, pedi a receita dos picolés à minha madrinha”, lembra a então dona de casa Joselma Maria de Lima Oliveira.

Mesmo no início, a paraibana, natural da cidade de Picuí, já usava sua imensa criatividade: nasceu a ideia de criar um picolé que se adequasse melhor ao formato da boca. Assim, surgiu o picolé cônico. De qualidade comprovada e com o sabor já conhecido pelos clientes, rapidamente o novo formato tornou-se um sucesso.

Com o crescimento, a venda dos Picolés Caseiros chegou à quantidade de 500 unidades por dia. A simples iniciativa teve de ir muito além da pequena cidade onde tudo começou. O sabor conquistou tanto o paladar dos potiguares, que a empresa precisou aumentar seu raio de distribuição e migrar para cidades maiores, como Assú, Mossoró (ambos no Rio Grande do Norte) e finalmente Fortaleza. “As vendas foram crescendo e, no intuito de chegar a uma cidade grande para educar os filhos, fui mudando”.

Quando a empresa chegou a Fortaleza, em 1994, na Rua Marechal Deodoro, no Benfica, ainda se chamava Picolé Caseiro. Já em 1997, surgiu a necessidade de criar uma marca própria, provocada pela expansão do mercado. Os concorrentes começaram a imitar o nome, o formato das letras e do próprio picolé. A novidade veio inspirada em um personagem da Walt Disney.

“O meu marido, seu Francisco, era conhecido como ‘Professor Pardal’, por inventar equipamentos que ajudavam a empresa. Um amigo falou que éramos professores pardais, por termos muita imaginação para empreender. Como não poderíamos usar ‘Professor Pardal’ [personagem de ficção em quadrinhos], ficou Pardal Sorvetes”, conta.

O destaque da Pardal, carinhosamente chamada pelos clientes, segundo a proprietária, é a qualidade dos produtos, sabores naturais extraídos de frutas da região e tecnologia. “Antigamente, os produtos locais eram conhecidos como ‘pau d’água’ ou ‘picolé de ameba’. A cultura dos empresários que já fabricavam localmente era a de que os picolés para ser vendidos deveriam custar R$ 0,10. A Pardal já chegou com um preço maior, qualidade superior e formato diferente. Então quebrou um paradigma”.

E a chegada a Fortaleza realmente não foi à toa. A maior clientela da empresa está presente no Ceará, mais precisamente na Região Metropolitana de Fortaleza. Mas não é para menos. Gelatos como os de castanha, nata com goiaba e tapioca são servidos nos quatro cantos da cidade, seja por vendedores ambulantes ou estabelecimentos comerciais. Os produtos são os mais diversificados possíveis, tendo desde picolés com sabores ao leite e frutas sem lactose a potes de sorvete e sundaes.

Se, no início, os picolés e sorvetes vendidos por Joselma ficavam armazenados e conservados em isopores pequenos, anos depois, em 2006, a Pardal alcançou um grande marco: a inauguração do parque industrial no município de Eusébio, local onde permanece até hoje. Graças à qualidade e ao delicioso sabor, a indústria é considerada a maior do segmento no Ceará.

São mais de 40 mil picolés e 8 mil litros de sorvete produzidos diariamente, para atender os estados do Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba. Joselma garante que o número de picolés vendidos é bem próximo ao que se é fabricado. Os valores dos picolés são bem acessíveis e variam de R$ 1 a R$ 4. “Para alimentos, não tem segredo mágico: matéria-prima de boa qualidade e processos bem feitos”, afirma. A empresa que começou apenas com a proprietária e seu marido, hoje conta com um quadro de mais de 100 funcionários. Joselma Oliveira vem colhendo bons frutos, literalmente.

PARDAL SORVETES
1/8

PARDAL SORVETES

O destaque da Pardal, carinhosamente chamada pelos clientes, segundo a proprietária, é a qualidade dos produtos, sabores naturais extraídos de frutas da região e tecnologia (FOTO: Divulgação/Pardal)

PARDAL SORVETES
2/8

PARDAL SORVETES

O destaque da Pardal, carinhosamente chamada pelos clientes, segundo a proprietária, é a qualidade dos produtos, sabores naturais extraídos de frutas da região e tecnologia (FOTO: Divulgação/Pardal)

PARDAL SORVETES
3/8

PARDAL SORVETES

O destaque da Pardal, carinhosamente chamada pelos clientes, segundo a proprietária, é a qualidade dos produtos, sabores naturais extraídos de frutas da região e tecnologia (FOTO: Divulgação/Pardal)

PARDAL SORVETES
4/8

PARDAL SORVETES

O destaque da Pardal, carinhosamente chamada pelos clientes, segundo a proprietária, é a qualidade dos produtos, sabores naturais extraídos de frutas da região e tecnologia (FOTO: Divulgação/Pardal)

PARDAL SORVETES
5/8

PARDAL SORVETES

O destaque da Pardal, carinhosamente chamada pelos clientes, segundo a proprietária, é a qualidade dos produtos, sabores naturais extraídos de frutas da região e tecnologia (FOTO: Divulgação/Pardal)

PARDAL SORVETES
6/8

PARDAL SORVETES

O destaque da Pardal, carinhosamente chamada pelos clientes, segundo a proprietária, é a qualidade dos produtos, sabores naturais extraídos de frutas da região e tecnologia (FOTO: Divulgação/Pardal)

PARDAL SORVETES
7/8

PARDAL SORVETES

O destaque da Pardal, carinhosamente chamada pelos clientes, segundo a proprietária, é a qualidade dos produtos, sabores naturais extraídos de frutas da região e tecnologia (FOTO: Divulgação/Pardal)

PARDAL SORVETES
8/8

PARDAL SORVETES

O destaque da Pardal, carinhosamente chamada pelos clientes, segundo a proprietária, é a qualidade dos produtos, sabores naturais extraídos de frutas da região e tecnologia (FOTO: Divulgação/Pardal)

Publicidade

Dê sua opinião

Referência no Nordeste, dona da Pardal começou vendendo picolé em feiras

Exemplo de empreendedorismo, Joselma Maria vendia picolés em feiras para gerar renda extra. Hoje, produção diária é de 40 mil picolés

Por Roberta Tavares em Perfil

13 de julho de 2015 às 06:00

Há 4 anos
Joselma Maria Oliveira começou vendendo picolés na feira. Hoje, o Picolé Pardal é um dos mais conhecidos do Nordeste (FOTO: Reprodução)

Joselma Maria Oliveira começou vendendo picolés na feira. Hoje, o Picolé Pardal é um dos mais conhecidos do Nordeste (FOTO: Reprodução)

– “Olha, o Pardal!”
– “Ei, me dá um Pardal?”

Frases como essas são comuns nas ruas do Ceará. E mesmo que o picolé não seja da Pardal. A empresa, uma das maiores marcas de picolés e sorvetes do Nordeste, surgiu há 25 anos, na cidade de Currais Novos, interior do Rio Grande do Norte. “Comecei a minha história vendendo 30 picolés, eu mesma vendia na feira livre. Como não gostava de fazer serviços do lar, para poder pagar uma empregada, pedi a receita dos picolés à minha madrinha”, lembra a então dona de casa Joselma Maria de Lima Oliveira.

Mesmo no início, a paraibana, natural da cidade de Picuí, já usava sua imensa criatividade: nasceu a ideia de criar um picolé que se adequasse melhor ao formato da boca. Assim, surgiu o picolé cônico. De qualidade comprovada e com o sabor já conhecido pelos clientes, rapidamente o novo formato tornou-se um sucesso.

Com o crescimento, a venda dos Picolés Caseiros chegou à quantidade de 500 unidades por dia. A simples iniciativa teve de ir muito além da pequena cidade onde tudo começou. O sabor conquistou tanto o paladar dos potiguares, que a empresa precisou aumentar seu raio de distribuição e migrar para cidades maiores, como Assú, Mossoró (ambos no Rio Grande do Norte) e finalmente Fortaleza. “As vendas foram crescendo e, no intuito de chegar a uma cidade grande para educar os filhos, fui mudando”.

Quando a empresa chegou a Fortaleza, em 1994, na Rua Marechal Deodoro, no Benfica, ainda se chamava Picolé Caseiro. Já em 1997, surgiu a necessidade de criar uma marca própria, provocada pela expansão do mercado. Os concorrentes começaram a imitar o nome, o formato das letras e do próprio picolé. A novidade veio inspirada em um personagem da Walt Disney.

“O meu marido, seu Francisco, era conhecido como ‘Professor Pardal’, por inventar equipamentos que ajudavam a empresa. Um amigo falou que éramos professores pardais, por termos muita imaginação para empreender. Como não poderíamos usar ‘Professor Pardal’ [personagem de ficção em quadrinhos], ficou Pardal Sorvetes”, conta.

O destaque da Pardal, carinhosamente chamada pelos clientes, segundo a proprietária, é a qualidade dos produtos, sabores naturais extraídos de frutas da região e tecnologia. “Antigamente, os produtos locais eram conhecidos como ‘pau d’água’ ou ‘picolé de ameba’. A cultura dos empresários que já fabricavam localmente era a de que os picolés para ser vendidos deveriam custar R$ 0,10. A Pardal já chegou com um preço maior, qualidade superior e formato diferente. Então quebrou um paradigma”.

E a chegada a Fortaleza realmente não foi à toa. A maior clientela da empresa está presente no Ceará, mais precisamente na Região Metropolitana de Fortaleza. Mas não é para menos. Gelatos como os de castanha, nata com goiaba e tapioca são servidos nos quatro cantos da cidade, seja por vendedores ambulantes ou estabelecimentos comerciais. Os produtos são os mais diversificados possíveis, tendo desde picolés com sabores ao leite e frutas sem lactose a potes de sorvete e sundaes.

Se, no início, os picolés e sorvetes vendidos por Joselma ficavam armazenados e conservados em isopores pequenos, anos depois, em 2006, a Pardal alcançou um grande marco: a inauguração do parque industrial no município de Eusébio, local onde permanece até hoje. Graças à qualidade e ao delicioso sabor, a indústria é considerada a maior do segmento no Ceará.

São mais de 40 mil picolés e 8 mil litros de sorvete produzidos diariamente, para atender os estados do Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba. Joselma garante que o número de picolés vendidos é bem próximo ao que se é fabricado. Os valores dos picolés são bem acessíveis e variam de R$ 1 a R$ 4. “Para alimentos, não tem segredo mágico: matéria-prima de boa qualidade e processos bem feitos”, afirma. A empresa que começou apenas com a proprietária e seu marido, hoje conta com um quadro de mais de 100 funcionários. Joselma Oliveira vem colhendo bons frutos, literalmente.

PARDAL SORVETES
1/8

PARDAL SORVETES

O destaque da Pardal, carinhosamente chamada pelos clientes, segundo a proprietária, é a qualidade dos produtos, sabores naturais extraídos de frutas da região e tecnologia (FOTO: Divulgação/Pardal)

PARDAL SORVETES
2/8

PARDAL SORVETES

O destaque da Pardal, carinhosamente chamada pelos clientes, segundo a proprietária, é a qualidade dos produtos, sabores naturais extraídos de frutas da região e tecnologia (FOTO: Divulgação/Pardal)

PARDAL SORVETES
3/8

PARDAL SORVETES

O destaque da Pardal, carinhosamente chamada pelos clientes, segundo a proprietária, é a qualidade dos produtos, sabores naturais extraídos de frutas da região e tecnologia (FOTO: Divulgação/Pardal)

PARDAL SORVETES
4/8

PARDAL SORVETES

O destaque da Pardal, carinhosamente chamada pelos clientes, segundo a proprietária, é a qualidade dos produtos, sabores naturais extraídos de frutas da região e tecnologia (FOTO: Divulgação/Pardal)

PARDAL SORVETES
5/8

PARDAL SORVETES

O destaque da Pardal, carinhosamente chamada pelos clientes, segundo a proprietária, é a qualidade dos produtos, sabores naturais extraídos de frutas da região e tecnologia (FOTO: Divulgação/Pardal)

PARDAL SORVETES
6/8

PARDAL SORVETES

O destaque da Pardal, carinhosamente chamada pelos clientes, segundo a proprietária, é a qualidade dos produtos, sabores naturais extraídos de frutas da região e tecnologia (FOTO: Divulgação/Pardal)

PARDAL SORVETES
7/8

PARDAL SORVETES

O destaque da Pardal, carinhosamente chamada pelos clientes, segundo a proprietária, é a qualidade dos produtos, sabores naturais extraídos de frutas da região e tecnologia (FOTO: Divulgação/Pardal)

PARDAL SORVETES
8/8

PARDAL SORVETES

O destaque da Pardal, carinhosamente chamada pelos clientes, segundo a proprietária, é a qualidade dos produtos, sabores naturais extraídos de frutas da região e tecnologia (FOTO: Divulgação/Pardal)