"Véa da Pimenta" comanda loja sozinha há 56 anos no Mercado São Sebastião


“Véa da Pimenta” comanda loja sozinha há 56 anos no Mercado São Sebastião

Conhecida como “Véa da Pimenta”, Filomena de Aquino, de 83 anos, mantém uma loja no Mercado São Sebastião, onde é referência

Por Hayanne Narlla em Perfil

16 de agosto de 2015 às 07:00

Há 4 anos
"Véa da Pimenta" mostra produtos ao lado da amiga que vende café no Mercado (FOTO: Hayanne Narlla/ Tribuna do Ceará)

“Véa da Pimenta” mostra produtos ao lado da amiga que vende café no mercado (FOTO: Hayanne Narlla/ Tribuna do Ceará)

Malagueta, cumari ou dedo-de-moça. Para quem gostar de apimentar seus pratos, há uma verdadeira rainha da pimenta em Fortaleza: Filomena de Aquino. Conhecida como a “Véa da Pimenta”, a idosa de 83 anos mantém uma loja no Mercado São Sebastião, no Centro, onde é referência.

Vestida de vermelho tal qual seu produto, a idosa faz tudo sozinha. Desde comprar pimentas até a contabilidade final. Durante todo o dia, somente ela permanece no local. Diz que detesta conversar, mas não resiste ao ser questionada sobre sua família. Ela fala mesmo.

Sozinha, Leó – como gosta de ser chamada – abriu o primeiro “box” em 1959, no mercado. No início, vendia polpas de frutas, mas logo mudaria para a especialidade que fez sua fama: a pimenta. Explica que, com o dinheiro das vendas, sustentou os filhos e, agora, não consegue mais parar de trabalhar.

“Ficar em casa é ruim. Não me acostumo em casa. Meu filho ainda me pergunta, mas prefiro vir para cá. Faz bem para a cabeça. Tem gente da minha idade que não gosta de trabalhar, é preguiçoso”.

Desde 1959, Leó tem a mesma loja. Ela é conhecida por vender pimentas e molhos (FOTO: Hayanne Narlla/ Tribuna do Ceará)

Desde 1959, Leó tem a mesma loja. Ela é conhecida por vender pimentas e molhos (FOTO: Hayanne Narlla/ Tribuna do Ceará)

Leó produz os molhos, que são vendidos até para franceses, suíços e argentinos (FOTO: Hayanne Narlla/ Tribuna do Ceará)

Leó produz os molhos, que são vendidos até para franceses, suíços e argentinos (FOTO: Hayanne Narlla/ Tribuna do Ceará)

Trabalho

Todos os dias Leó acorda cedinho, limpa a casa, prepara a comida e sai para trabalhar. Chega pontualmente às 9h e permanece até às 17h. No domingo a rotina muda, já que chega às 5h e sai ao meio-dia.

Uma garrafa de vidro custa R$ 10, já uma de plástico de dois litros R$ 25. Dentre os fregueses, há alguns especiais. Um deles é um dono de um restaurante bem conhecido em Fortaleza, o Ordones. Há também franceses e suíços, que sempre visitam Fortaleza ou pedem para conhecidos comprar e levar para a Europa.

“Ficar em casa é ruim. Prefiro vir para cá. Faz bem para a cabeça”. (Filomena de Aquino)

Para a idosa, vender pimentas é mais que ganhar dinheiro ou passar o tempo, é fazer amigos. Acolhe a cada cliente como se fosse um filho. Nesse caso, amigos são amigos e os negócios não estão à parte.

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“Véa da Pimenta” comanda loja sozinha há 56 anos no Mercado São Sebastião

Conhecida como “Véa da Pimenta”, Filomena de Aquino, de 83 anos, mantém uma loja no Mercado São Sebastião, onde é referência

Por Hayanne Narlla em Perfil

16 de agosto de 2015 às 07:00

Há 4 anos
"Véa da Pimenta" mostra produtos ao lado da amiga que vende café no Mercado (FOTO: Hayanne Narlla/ Tribuna do Ceará)

“Véa da Pimenta” mostra produtos ao lado da amiga que vende café no mercado (FOTO: Hayanne Narlla/ Tribuna do Ceará)

Malagueta, cumari ou dedo-de-moça. Para quem gostar de apimentar seus pratos, há uma verdadeira rainha da pimenta em Fortaleza: Filomena de Aquino. Conhecida como a “Véa da Pimenta”, a idosa de 83 anos mantém uma loja no Mercado São Sebastião, no Centro, onde é referência.

Vestida de vermelho tal qual seu produto, a idosa faz tudo sozinha. Desde comprar pimentas até a contabilidade final. Durante todo o dia, somente ela permanece no local. Diz que detesta conversar, mas não resiste ao ser questionada sobre sua família. Ela fala mesmo.

Sozinha, Leó – como gosta de ser chamada – abriu o primeiro “box” em 1959, no mercado. No início, vendia polpas de frutas, mas logo mudaria para a especialidade que fez sua fama: a pimenta. Explica que, com o dinheiro das vendas, sustentou os filhos e, agora, não consegue mais parar de trabalhar.

“Ficar em casa é ruim. Não me acostumo em casa. Meu filho ainda me pergunta, mas prefiro vir para cá. Faz bem para a cabeça. Tem gente da minha idade que não gosta de trabalhar, é preguiçoso”.

Desde 1959, Leó tem a mesma loja. Ela é conhecida por vender pimentas e molhos (FOTO: Hayanne Narlla/ Tribuna do Ceará)

Desde 1959, Leó tem a mesma loja. Ela é conhecida por vender pimentas e molhos (FOTO: Hayanne Narlla/ Tribuna do Ceará)

Leó produz os molhos, que são vendidos até para franceses, suíços e argentinos (FOTO: Hayanne Narlla/ Tribuna do Ceará)

Leó produz os molhos, que são vendidos até para franceses, suíços e argentinos (FOTO: Hayanne Narlla/ Tribuna do Ceará)

Trabalho

Todos os dias Leó acorda cedinho, limpa a casa, prepara a comida e sai para trabalhar. Chega pontualmente às 9h e permanece até às 17h. No domingo a rotina muda, já que chega às 5h e sai ao meio-dia.

Uma garrafa de vidro custa R$ 10, já uma de plástico de dois litros R$ 25. Dentre os fregueses, há alguns especiais. Um deles é um dono de um restaurante bem conhecido em Fortaleza, o Ordones. Há também franceses e suíços, que sempre visitam Fortaleza ou pedem para conhecidos comprar e levar para a Europa.

“Ficar em casa é ruim. Prefiro vir para cá. Faz bem para a cabeça”. (Filomena de Aquino)

Para a idosa, vender pimentas é mais que ganhar dinheiro ou passar o tempo, é fazer amigos. Acolhe a cada cliente como se fosse um filho. Nesse caso, amigos são amigos e os negócios não estão à parte.