Governo demite PMs e policiais acusam perseguição


Governo demite PMs, e policiais acusam perseguição

Os policiais foram julgados por participação ativa na reunião/assembleia e liderança no movimento, o que seriam atos contrários aos valores militares

Por Hayanne Narlla em Polícia

22 de maio de 2013 às 18:58

Há 6 anos

A Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública publicou demissões de policiais militares que participaram do movimento grevista de 2011 no Diário Oficial do Estado, na terça-feira (21) e nesta quarta-feira (22). Entre os demitidos estão o presidente da Associação dos Cabos e Soldados Militares do Estado do Ceará (ACSMCE), Pedro Queiroz, e o dirigente da associação, Flávio Sabino.

Segundo o documento, eles foram “julgados incapacitados de permanecer no serviço ativo da Polícia Militar”, por causa de “participação ativa na reunião/assembleia e inequívoca demonstração de liderança no movimento, caracterizando tais atos, como contrários aos valores militares”. De acordo com Pedro Queiroz, ao todo são 44 policiais militares e 21 bombeiros envolvidos nos processos, que ocorrem desde fevereiro desse ano.

O tenente coronel Fernando Albano, relações públicas da Polícia Militar, disse não saber das demissões. Além disso, afirmou não ter se pronunciado sobre o caso.

Depoimento

Segundo Flávio Sabino, as demissões demonstram uma perseguição do governo do estado. “Demitem, porque querem. É a política da opressão para causar um sentimento de medo”, disse. Ele contou que, ao todo, são oito demissões. Além disso, ele ressaltou que o governo, mesmo declarando que fez todas as resoluções, não cumpriu todas as reivindicações.

“A gente não encontra nenhuma legalidade nos processos, mas o governo ainda se encontra com o orgulho ferido por causa do movimento paredista”, ressaltou Pedro Queiroz. Ele afirmou que está desacreditado e transtornado.

“Ele [Cid Gomes] quer reprimir a categoria. Prometeu a melhor segurança do mundo… e deixa a gente transtornado. É uma pessoa intransigente”. Ainda segundo Queiroz, há advogados se reunindo para tentar reverter a situação. “Mas o governador passou a ter poder absoluto. Os outros poderes chegam até a temer ir contra as decisões dele. Não consigo entender como pode um país republicano e democrático deixar um chefe conseguir fazer tais atitudes e nenhum outro poder agir contra”.

Dentre as reivindicações, permanecem a implantação de um auxílio alimentação, no valor de R$ 220 por mês; a promoção de servidores; escala de serviço de 40 horas semanais e reajustes salariais de 2013 e 2014, além da elaboração de um Código de Ética.

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Governo demite PMs, e policiais acusam perseguição

Os policiais foram julgados por participação ativa na reunião/assembleia e liderança no movimento, o que seriam atos contrários aos valores militares

Por Hayanne Narlla em Polícia

22 de maio de 2013 às 18:58

Há 6 anos

A Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública publicou demissões de policiais militares que participaram do movimento grevista de 2011 no Diário Oficial do Estado, na terça-feira (21) e nesta quarta-feira (22). Entre os demitidos estão o presidente da Associação dos Cabos e Soldados Militares do Estado do Ceará (ACSMCE), Pedro Queiroz, e o dirigente da associação, Flávio Sabino.

Segundo o documento, eles foram “julgados incapacitados de permanecer no serviço ativo da Polícia Militar”, por causa de “participação ativa na reunião/assembleia e inequívoca demonstração de liderança no movimento, caracterizando tais atos, como contrários aos valores militares”. De acordo com Pedro Queiroz, ao todo são 44 policiais militares e 21 bombeiros envolvidos nos processos, que ocorrem desde fevereiro desse ano.

O tenente coronel Fernando Albano, relações públicas da Polícia Militar, disse não saber das demissões. Além disso, afirmou não ter se pronunciado sobre o caso.

Depoimento

Segundo Flávio Sabino, as demissões demonstram uma perseguição do governo do estado. “Demitem, porque querem. É a política da opressão para causar um sentimento de medo”, disse. Ele contou que, ao todo, são oito demissões. Além disso, ele ressaltou que o governo, mesmo declarando que fez todas as resoluções, não cumpriu todas as reivindicações.

“A gente não encontra nenhuma legalidade nos processos, mas o governo ainda se encontra com o orgulho ferido por causa do movimento paredista”, ressaltou Pedro Queiroz. Ele afirmou que está desacreditado e transtornado.

“Ele [Cid Gomes] quer reprimir a categoria. Prometeu a melhor segurança do mundo… e deixa a gente transtornado. É uma pessoa intransigente”. Ainda segundo Queiroz, há advogados se reunindo para tentar reverter a situação. “Mas o governador passou a ter poder absoluto. Os outros poderes chegam até a temer ir contra as decisões dele. Não consigo entender como pode um país republicano e democrático deixar um chefe conseguir fazer tais atitudes e nenhum outro poder agir contra”.

Dentre as reivindicações, permanecem a implantação de um auxílio alimentação, no valor de R$ 220 por mês; a promoção de servidores; escala de serviço de 40 horas semanais e reajustes salariais de 2013 e 2014, além da elaboração de um Código de Ética.