Chefe de gabinete do ex-vereador “Aonde É” confessa crime em interrogatório

PECULATO

Chefe de gabinete do ex-vereador “Aonde É” confessa crime em interrogatório

Claudemir confirmou que o dinheiro desviado da remuneração de assessores parlamentares era sacado por ele e depois repassado a Antônio Farias

Por Matheus Ribeiro em Política

28 de julho de 2016 às 19:03

Há 3 anos
aondevereador

Ex-vereador ‘Aonde é’ (FOTO: Divulgação)

O caso de corrupção envolvendo o ex-vereador Antônio Farias de Souza, conhecido popularmente como “Aonde é”, ganhou mais uma novidade. Nesta quarta-feira (27), o chefe de gabinete do então parlamentar, Claudemir da Silva Veras, confessou a prática do crime de peculato durante a audiência de interrogatório dos envolvidos no caso do ex-vereador.

Conforme a denúncia do Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), Claudemir confirmou que o dinheiro desviado da remuneração de assessores parlamentares era sacado por ele e depois repassado a Antônio Farias.

Segundo o titular da 18ª Promotoria de Justiça Criminal, promotor de Justiça Marcus Amorim, foram ouvidas quase 30 testemunhas. “Não somente Claudemir confessou a prática do crime, como também parentes dele admitiram que nunca trabalharam no gabinete de Antônio Farias, embora figurassem como assessores parlamentares”, afirmou. Ao ser interrogado, Antonio Farias negou a acusação, e insinuou que Claudemir gerenciava sozinho o esquema.

De acordo com a defesa de “Aonde é”, a respeito da legalidade da colaboração premiada de Juarez Freitas de Souza, o promotor de Justiça Marcus Amorim reitera que o procedimento foi totalmente regular, tendo o colaborador sido assistido pela Defensoria Pública e o acordo sido
homologado pelo Juízo.

Entenda o caso

A ação criminal contra o vereador “Aonde É” surgiu após uma série de apurações realizadas inicialmente pela Procuradoria dos Crimes contra a Administração Pública (PROCAP) referentes a suposta compra de apoio parlamentar em troca de emendas, ainda na gestão da ex-prefeita Luizianne Lins.

Contudo, depois de algumas diligências e medidas judiciais, por não se tratar de autoridade com foro privilegiado, o caso envolvendo especificamente o ex-parlamentar Antônio Farias, referente ao desvio de remuneração de “assessores fantasmas”, foi desmembrado da investigação original e repassado para a 18ª Promotoria de Justiça Criminal.

Publicidade

Dê sua opinião

PECULATO

Chefe de gabinete do ex-vereador “Aonde É” confessa crime em interrogatório

Claudemir confirmou que o dinheiro desviado da remuneração de assessores parlamentares era sacado por ele e depois repassado a Antônio Farias

Por Matheus Ribeiro em Política

28 de julho de 2016 às 19:03

Há 3 anos
aondevereador

Ex-vereador ‘Aonde é’ (FOTO: Divulgação)

O caso de corrupção envolvendo o ex-vereador Antônio Farias de Souza, conhecido popularmente como “Aonde é”, ganhou mais uma novidade. Nesta quarta-feira (27), o chefe de gabinete do então parlamentar, Claudemir da Silva Veras, confessou a prática do crime de peculato durante a audiência de interrogatório dos envolvidos no caso do ex-vereador.

Conforme a denúncia do Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), Claudemir confirmou que o dinheiro desviado da remuneração de assessores parlamentares era sacado por ele e depois repassado a Antônio Farias.

Segundo o titular da 18ª Promotoria de Justiça Criminal, promotor de Justiça Marcus Amorim, foram ouvidas quase 30 testemunhas. “Não somente Claudemir confessou a prática do crime, como também parentes dele admitiram que nunca trabalharam no gabinete de Antônio Farias, embora figurassem como assessores parlamentares”, afirmou. Ao ser interrogado, Antonio Farias negou a acusação, e insinuou que Claudemir gerenciava sozinho o esquema.

De acordo com a defesa de “Aonde é”, a respeito da legalidade da colaboração premiada de Juarez Freitas de Souza, o promotor de Justiça Marcus Amorim reitera que o procedimento foi totalmente regular, tendo o colaborador sido assistido pela Defensoria Pública e o acordo sido
homologado pelo Juízo.

Entenda o caso

A ação criminal contra o vereador “Aonde É” surgiu após uma série de apurações realizadas inicialmente pela Procuradoria dos Crimes contra a Administração Pública (PROCAP) referentes a suposta compra de apoio parlamentar em troca de emendas, ainda na gestão da ex-prefeita Luizianne Lins.

Contudo, depois de algumas diligências e medidas judiciais, por não se tratar de autoridade com foro privilegiado, o caso envolvendo especificamente o ex-parlamentar Antônio Farias, referente ao desvio de remuneração de “assessores fantasmas”, foi desmembrado da investigação original e repassado para a 18ª Promotoria de Justiça Criminal.