Cid Gomes se reúne com chefes da segurança pública e decide hoje sobre tropas federais


Cid Gomes se reúne com chefes da segurança pública e decide hoje sobre tropas federais

Governador se reúne hoje com secretário de segurança e comandante da PM, para analisar o assunto. Cid promete posicionamento ainda nesta terça-feira

Por Pedro Alves em Política

14 de outubro de 2014 às 10:23

Há 5 anos
Camilo e Eunício

Camilo e Eunício denunciam direcionamento da atuação da PM (fotos: Divulgação)

O governador do Ceará, Cid Gomes (Pros), deve se reunir nesta terça-feira (14) com chefes da segurança pública do Ceará para decidir se o estado convocará ou não a Força Nacional de Segurança para garantir a tranquilidade do segundo turno das eleições, no próximo dia 26. Nesta segunda-feira, a Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) e o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) encaminharam sugestão para que o Governo do Estado acate a medida.

Ao receber o ofício, Cid entrou em contato com a presidenta do TRE, desembargadora Iracema do Vale. Segundo o governador, ela lhe informou que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) só convocará as tropas federais para o Ceará se houver concordância do governo local. Na última sexta-feira, questionado pelo Tribuna do Ceará, Cid Gomes considerou “sem sentido” a adoção da medida.

Agora – após recomendação de órgãos oficiais – o governador promete analisar melhor o assunto. Em entrevista a Tribuna Band News FM nesta segunda, Cid afirmou que se reunirá, ainda hoje, o secretário de segurança d estado e com o comandante da Polícia Militar, para analisar o tema e tomar uma posição ainda nesta segunda-feira.

O assunto foi levantado pelo candidato a governador Eunício Oliveira, em entrevista nos estúdios da Tribuna, na semana passada. Ele afirmou que a convocação de tropas federais seria necessária para garantir a isonomia do processo eleitoral.

“Eu ficaria feliz, senhor governador, se o senhor convocasse a Força Nacional, para não permitir o que vocês fizeram na eleição para prefeito de Fortaleza (em 2012) e o que seus parceiros fizeram nessa eleição”, declarou Eunício. Segundo ele, policiais militares atuaram a favor do candidato Camilo Santana (PT) – apoiado por Cid que, como governador, tem gerência sobre a Polícia.

“Os crimes estavam sendo cometidos e a polícia estava proibida de coibir porque, senão, o governador ia pra porta da delegacia […] O papel do governador é de impedir o crime, e não de proteger criminosos”, disparou Eunício.

No dia seguinte, também nos estúdios da Tribuna, Camilo evitou se posicionar sobre o assunto. Ele afirmou que é preciso “avaliar” se seria necessária a Força Nacional de Segurança. Em seguida, afirmou ser favorável a “qualquer” medida para garantir a democracia.

Entenda o caso

No último dia 5, data do primeiro turno – Cid Gomes declarou à imprensa que houve atuação de uma “milícia” – que existiria dentro da Polícia Militar – contra Camilo e a favor de Eunício. Segundo o governador, essa milícia estaria sob o comando do vereador Wager Sousa (PR), que é apoiador de Eunício. Segundo a denúncia do governador, essa milícia teria atuado prendendo injustamente militantes de Camilo. Cid chegou a ir a uma delegacia, em Sobral, após a prisão de um vereador aliado do seu projeto político.

Por outro lado, Eunício também afirmou ter havido direcionamento da atuação da PM no dia da eleição, em prejuízo de sua candidatura. Diante das acusações mútuas, o Ministério Público Eleitoral, (MPE) através do procurador Rômulo Conrado, se manifestou favorável à presença das forças nacionais nos municípios de Fortaleza, Caucaia, Maracanaú, Maranguape e Pacatuba. A posição da PRE foi enviada ao TRE, por meio de relatório. O TRE, então, pediu um posicionamento oficial do Governo do Estado, que deve ser tomado nesta segunda-feira.

“Tem-se portanto manifesto temor de que venha a ocorrer o cerceamento ao regular exercício das atividades policiais afetas à Polícia Militar. Bem como que novamente seja posta em prática a esdrúxula medida de fixar as viaturas em pontos base e somente permitir que ingressem em circulação a partir do que for determinado pelos órgãos de segurança pública. Por outro lado, tem-se situação de notório acirramento de ânimos considerando o engajamento em campanha eleitoral do candidato Capitão Wagner, candidato mais votado ao cargo de Deputado Estadual, opositor do grupo político liderado pelo Governador Cid Ferreira Gomes”, escreveu o procurador, ao TRE.

(com informações de Camilla Lima, da Tribuna Band News FM)

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Cid Gomes se reúne com chefes da segurança pública e decide hoje sobre tropas federais

Governador se reúne hoje com secretário de segurança e comandante da PM, para analisar o assunto. Cid promete posicionamento ainda nesta terça-feira

Por Pedro Alves em Política

14 de outubro de 2014 às 10:23

Há 5 anos
Camilo e Eunício

Camilo e Eunício denunciam direcionamento da atuação da PM (fotos: Divulgação)

O governador do Ceará, Cid Gomes (Pros), deve se reunir nesta terça-feira (14) com chefes da segurança pública do Ceará para decidir se o estado convocará ou não a Força Nacional de Segurança para garantir a tranquilidade do segundo turno das eleições, no próximo dia 26. Nesta segunda-feira, a Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) e o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) encaminharam sugestão para que o Governo do Estado acate a medida.

Ao receber o ofício, Cid entrou em contato com a presidenta do TRE, desembargadora Iracema do Vale. Segundo o governador, ela lhe informou que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) só convocará as tropas federais para o Ceará se houver concordância do governo local. Na última sexta-feira, questionado pelo Tribuna do Ceará, Cid Gomes considerou “sem sentido” a adoção da medida.

Agora – após recomendação de órgãos oficiais – o governador promete analisar melhor o assunto. Em entrevista a Tribuna Band News FM nesta segunda, Cid afirmou que se reunirá, ainda hoje, o secretário de segurança d estado e com o comandante da Polícia Militar, para analisar o tema e tomar uma posição ainda nesta segunda-feira.

O assunto foi levantado pelo candidato a governador Eunício Oliveira, em entrevista nos estúdios da Tribuna, na semana passada. Ele afirmou que a convocação de tropas federais seria necessária para garantir a isonomia do processo eleitoral.

“Eu ficaria feliz, senhor governador, se o senhor convocasse a Força Nacional, para não permitir o que vocês fizeram na eleição para prefeito de Fortaleza (em 2012) e o que seus parceiros fizeram nessa eleição”, declarou Eunício. Segundo ele, policiais militares atuaram a favor do candidato Camilo Santana (PT) – apoiado por Cid que, como governador, tem gerência sobre a Polícia.

“Os crimes estavam sendo cometidos e a polícia estava proibida de coibir porque, senão, o governador ia pra porta da delegacia […] O papel do governador é de impedir o crime, e não de proteger criminosos”, disparou Eunício.

No dia seguinte, também nos estúdios da Tribuna, Camilo evitou se posicionar sobre o assunto. Ele afirmou que é preciso “avaliar” se seria necessária a Força Nacional de Segurança. Em seguida, afirmou ser favorável a “qualquer” medida para garantir a democracia.

Entenda o caso

No último dia 5, data do primeiro turno – Cid Gomes declarou à imprensa que houve atuação de uma “milícia” – que existiria dentro da Polícia Militar – contra Camilo e a favor de Eunício. Segundo o governador, essa milícia estaria sob o comando do vereador Wager Sousa (PR), que é apoiador de Eunício. Segundo a denúncia do governador, essa milícia teria atuado prendendo injustamente militantes de Camilo. Cid chegou a ir a uma delegacia, em Sobral, após a prisão de um vereador aliado do seu projeto político.

Por outro lado, Eunício também afirmou ter havido direcionamento da atuação da PM no dia da eleição, em prejuízo de sua candidatura. Diante das acusações mútuas, o Ministério Público Eleitoral, (MPE) através do procurador Rômulo Conrado, se manifestou favorável à presença das forças nacionais nos municípios de Fortaleza, Caucaia, Maracanaú, Maranguape e Pacatuba. A posição da PRE foi enviada ao TRE, por meio de relatório. O TRE, então, pediu um posicionamento oficial do Governo do Estado, que deve ser tomado nesta segunda-feira.

“Tem-se portanto manifesto temor de que venha a ocorrer o cerceamento ao regular exercício das atividades policiais afetas à Polícia Militar. Bem como que novamente seja posta em prática a esdrúxula medida de fixar as viaturas em pontos base e somente permitir que ingressem em circulação a partir do que for determinado pelos órgãos de segurança pública. Por outro lado, tem-se situação de notório acirramento de ânimos considerando o engajamento em campanha eleitoral do candidato Capitão Wagner, candidato mais votado ao cargo de Deputado Estadual, opositor do grupo político liderado pelo Governador Cid Ferreira Gomes”, escreveu o procurador, ao TRE.

(com informações de Camilla Lima, da Tribuna Band News FM)