Dois clientes compraram 184 exemplares da revista IstoÉ que trouxe Cid Gomes na capa


Dois clientes compraram 184 exemplares da revista IstoÉ que trouxe Cid Gomes na capa

Dois clientes pagaram R$ 2 mil em revistas IstoÉ com Cid Gomes na capa, no último sábado. Assim, a dupla esgotou o estoque da livraria do aeroporto de Fortaleza

Por Rosana Romão em Política

25 de setembro de 2014 às 17:45

Há 5 anos

A edição da revista IstoÉ publicada na última sexta-feira (19) gerou repercussão no Ceará por trazer o governador Cid Gomes na capa. Com o título “O Governador e o Delator”, a publicação trouxe detalhes sobre a relação próxima do chefe do Executivo com o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa. A reportagem ganhou repercussão nacional, em virtude de o cearense ter negado, na semana anterior, que conhecia o homem que denunciou um esquema de corrupção na estatal. Em Fortaleza, de uma só vez, dois clientes pagaram R$ 2 mil em revistas, levando 184 exemplares de uma livraria no Aeroporto de Fortaleza.

Somento dois homens compraram 184 revistas Istoé em uma livraria de Fortaleza. O valor total de R$ 2.005,60 foi pago à vista. (FOTO: Tribuna do Ceará/ Rosana Romão)

Somente dois homens compraram 184 revistas IstoÉ em uma livraria de Fortaleza. O valor total de R$ 2.005,60 foi pago à vista. (FOTO: Tribuna do Ceará/ Rosana Romão)

O Tribuna do Ceará apurou com os funcionários da livraria que os dois homens, bem vestidos, fizeram a compra em momentos separados. A primeira foi efetuada no sábado (20), às 19h. O valor, de R$ 1.253,50, referente a 115 revistas, foi pago à vista. Logo em seguida, mais 69 revistas foram adquiridas, pelo valor de R$ 752,10, também com pagamento à vista. No total, a livraria recebeu R$ 2.005,60 pela venda das 184 revistas disponíveis.

A reportagem percorreu outras quatro grandes livrarias de Fortaleza nesta quarta-feira (24), e nenhum exemplar foi encontrado. As lojas preferiram não informar se as revistas foram compradas de uma única vez ou por meio de venda separada, mas destacaram que a procura é atípica. Contactada pelo Tribuna do Ceará, a assessoria do Governo do Estado disse que não vai se pronunciar sobre o assunto.

Entenda o caso

Cid Gomes foi citado pela revista IstoÉ, na edição do dia 12, sobre a delação premiada do ex-diretor de abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa. Após repercussão, o governador do Ceará pediu para a Justiça suspender a circulação da edição. Ainda enviou ofício ao Supremo Tribunal Federal (STF), à Polícia Federal e à Procuradoria da União pedindo que se pronunciem e neguem a vinculação de seu nome ao escândalo da Petrobrás, feita pela revista.

A suspensão da veiculação acabou dando mais notoriedade ao caso. Em resposta a Cid Gomes, a IstoÉ reservou a a capa do último fim de semana para dar uma descrição minuciosa sobre a relação entre Paulo Roberto Costa e o governador do Ceará, que teria se estreitado há seis anos, “a ponto de ultrapassar a fronteira do contato institucional”.

No Facebook, Cid afirmou ser injustiçado e definiu a denúncia como uma armação covarde encomendada para confundir a opinião pública, com a finalidade de enfraquecê-lo na disputa eleitoral. O governador apoia Camilo Santana (PT) para a sucessão no cargo de governador.

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Dois clientes compraram 184 exemplares da revista IstoÉ que trouxe Cid Gomes na capa

Dois clientes pagaram R$ 2 mil em revistas IstoÉ com Cid Gomes na capa, no último sábado. Assim, a dupla esgotou o estoque da livraria do aeroporto de Fortaleza

Por Rosana Romão em Política

25 de setembro de 2014 às 17:45

Há 5 anos

A edição da revista IstoÉ publicada na última sexta-feira (19) gerou repercussão no Ceará por trazer o governador Cid Gomes na capa. Com o título “O Governador e o Delator”, a publicação trouxe detalhes sobre a relação próxima do chefe do Executivo com o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa. A reportagem ganhou repercussão nacional, em virtude de o cearense ter negado, na semana anterior, que conhecia o homem que denunciou um esquema de corrupção na estatal. Em Fortaleza, de uma só vez, dois clientes pagaram R$ 2 mil em revistas, levando 184 exemplares de uma livraria no Aeroporto de Fortaleza.

Somento dois homens compraram 184 revistas Istoé em uma livraria de Fortaleza. O valor total de R$ 2.005,60 foi pago à vista. (FOTO: Tribuna do Ceará/ Rosana Romão)

Somente dois homens compraram 184 revistas IstoÉ em uma livraria de Fortaleza. O valor total de R$ 2.005,60 foi pago à vista. (FOTO: Tribuna do Ceará/ Rosana Romão)

O Tribuna do Ceará apurou com os funcionários da livraria que os dois homens, bem vestidos, fizeram a compra em momentos separados. A primeira foi efetuada no sábado (20), às 19h. O valor, de R$ 1.253,50, referente a 115 revistas, foi pago à vista. Logo em seguida, mais 69 revistas foram adquiridas, pelo valor de R$ 752,10, também com pagamento à vista. No total, a livraria recebeu R$ 2.005,60 pela venda das 184 revistas disponíveis.

A reportagem percorreu outras quatro grandes livrarias de Fortaleza nesta quarta-feira (24), e nenhum exemplar foi encontrado. As lojas preferiram não informar se as revistas foram compradas de uma única vez ou por meio de venda separada, mas destacaram que a procura é atípica. Contactada pelo Tribuna do Ceará, a assessoria do Governo do Estado disse que não vai se pronunciar sobre o assunto.

Entenda o caso

Cid Gomes foi citado pela revista IstoÉ, na edição do dia 12, sobre a delação premiada do ex-diretor de abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa. Após repercussão, o governador do Ceará pediu para a Justiça suspender a circulação da edição. Ainda enviou ofício ao Supremo Tribunal Federal (STF), à Polícia Federal e à Procuradoria da União pedindo que se pronunciem e neguem a vinculação de seu nome ao escândalo da Petrobrás, feita pela revista.

A suspensão da veiculação acabou dando mais notoriedade ao caso. Em resposta a Cid Gomes, a IstoÉ reservou a a capa do último fim de semana para dar uma descrição minuciosa sobre a relação entre Paulo Roberto Costa e o governador do Ceará, que teria se estreitado há seis anos, “a ponto de ultrapassar a fronteira do contato institucional”.

No Facebook, Cid afirmou ser injustiçado e definiu a denúncia como uma armação covarde encomendada para confundir a opinião pública, com a finalidade de enfraquecê-lo na disputa eleitoral. O governador apoia Camilo Santana (PT) para a sucessão no cargo de governador.