Envolvido em escândalo da Petrobras, Cid Gomes nega conhecer delator


Envolvido em escândalo da Petrobras, Cid Gomes nega conhecer delator

Fotos mostram governador do Ceará e Paulo Roberto Costa juntos; Governador emite Nota Oficial

Por Tribuna do Ceará em Política

13 de setembro de 2014 às 13:43

Há 5 anos

O governador do Ceará, Cid Gomes (Pros), foi incluído na lista de políticos envolvidos com o esquema de contratos fraudulentos da Petrobras, segundo depoimentos à Polícia Federal pelo ex-diretor de Abastecimento e Refino da estatal Paulo Roberto Costa. A informação é da revista ISTOÉ. Procurado pela publicação na sexta-feira (12), Cid negou as acusações: “Não sei quem é Paulo Roberto. Nunca estive com esse cidadão e sou vítima de uma armação de adversários políticos”.

No entanto, em dezembro de 2010, durante lançamento da pedra fundamental da Refinaria Premium II, no Ceará, obra que nunca saiu do papel, Cid, Paulo Roberto Costa e o então presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielle, acompanharam o ex-presidente Lula no evento, conforme mostram fotos publicadas pela Agência Petrobras. Em outra foto, o ex-diretor que Cid afirma não conhecer aparece ao seu lado numa mesa de reuniões.

DELAÇÃO PREMIADA
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DELAÇÃO PREMIADA

Trechos dos depoimentos de Paulo Roberto da Costa, o homem-bomba da Petrobras, têm vazado para a imprensa, atingindo diversos políticos, entre os quais, além de Cid, estão o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB) (FOTO: DIVULGAÇÃO)

DELAÇÃO PREMIADA
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Trechos dos depoimentos de Paulo Roberto da Costa, o homem-bomba da Petrobras, têm vazado para a imprensa, atingindo diversos políticos, entre os quais, além de Cid, estão o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB) (FOTO: DIVULGAÇÃO)

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Trechos dos depoimentos de Paulo Roberto da Costa, o homem-bomba da Petrobras, têm vazado para a imprensa, atingindo diversos políticos, entre os quais, além de Cid, estão o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB) (FOTO: DIVULGAÇÃO)

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Trechos dos depoimentos de Paulo Roberto da Costa, o homem-bomba da Petrobras, têm vazado para a imprensa, atingindo diversos políticos, entre os quais, além de Cid, estão o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB) (FOTO: DIVULGAÇÃO)

Delação premiada

Preso desde junho, acusado de cobrar propina, Costa fez um acordo de delação premiada com o Ministério Público para revelar detalhes sobre esquemas de desvio de dinheiro público para abastecer o caixa dois de partidos políticos e financiar campanhas eleitorais. O ex-diretor atuou na companhia entre 2004 e 2012, durante os governos Lula e Dilma. Nos depoimentos que prestou, Paulo Roberto afirma ter negociado com Cid Gomes a instalação de uma minirrefinaria no Estado, mas que o projeto seria apenas uma fachada para lavar dinheiro por meio de empresas que nunca sairiam do papel.

Trechos dos depoimentos de Paulo Roberto da Costa, o homem-bomba da Petrobras, têm vazado para a imprensa, atingindo diversos políticos, entre os quais, além de Cid, estão o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), o ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), o senador Delcídio Amaral (PT), entre vários outros nomes.

Nesta segunda-feira, 15, Cid Gomes emitiu uma nota oficial:

“Em respeito à opinião pública cearense e brasileira, a propósito de infamante citação de meu nome, sem qualquer fundamento ou base, em matéria relativa ao chamado escândalo da Petrobras na edição desta semana da Revista IstoÉ, esclareço:

1. Estou processando a citada revista por calúnia, difamação e por dano moral por ter abrigado clara armação criada por meus adversários, visando interferir na disputa eleitoral no Ceará;

2. Não tenho, nem nunca tive, qualquer envolvimento nem qualquer tratativa pessoal com o citado ex-diretor da Petrobras, muito menos qualquer conversa indecente ou corrupta. Todo o meu relacionamento com a Petrobras sempre foi institucional;

3. Esta clara fraude envolvendo o meu nome em véspera de eleição repete prática imunda que já tive de enfrentar quatro anos atrás, quando da publicação de invenções envolvendo meu nome e o nome do meu irmão, Ciro Gomes, que se revelaram completamente falsas;

4. O Brasil não suporta mais assistir a corrupção impune nem pode dar aos malfeitores e ladrões do dinheiro público o prêmio da impunidade, senão chegaremos ao fundo do poço em que os salafrários reinarão e ainda se sentirão autorizados a enlamear a honra de quem faz da vida pública uma prática decente. É o caso presente e a justiça tem a obrigação, de, celeremente, achar e punir os culpados.

Fortaleza, 15 de setembro de 2014

Cid Gomes
Governador do Estado do Ceará”

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Envolvido em escândalo da Petrobras, Cid Gomes nega conhecer delator

Fotos mostram governador do Ceará e Paulo Roberto Costa juntos; Governador emite Nota Oficial

Por Tribuna do Ceará em Política

13 de setembro de 2014 às 13:43

Há 5 anos

O governador do Ceará, Cid Gomes (Pros), foi incluído na lista de políticos envolvidos com o esquema de contratos fraudulentos da Petrobras, segundo depoimentos à Polícia Federal pelo ex-diretor de Abastecimento e Refino da estatal Paulo Roberto Costa. A informação é da revista ISTOÉ. Procurado pela publicação na sexta-feira (12), Cid negou as acusações: “Não sei quem é Paulo Roberto. Nunca estive com esse cidadão e sou vítima de uma armação de adversários políticos”.

No entanto, em dezembro de 2010, durante lançamento da pedra fundamental da Refinaria Premium II, no Ceará, obra que nunca saiu do papel, Cid, Paulo Roberto Costa e o então presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielle, acompanharam o ex-presidente Lula no evento, conforme mostram fotos publicadas pela Agência Petrobras. Em outra foto, o ex-diretor que Cid afirma não conhecer aparece ao seu lado numa mesa de reuniões.

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Trechos dos depoimentos de Paulo Roberto da Costa, o homem-bomba da Petrobras, têm vazado para a imprensa, atingindo diversos políticos, entre os quais, além de Cid, estão o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB) (FOTO: DIVULGAÇÃO)

DELAÇÃO PREMIADA
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Delação premiada

Preso desde junho, acusado de cobrar propina, Costa fez um acordo de delação premiada com o Ministério Público para revelar detalhes sobre esquemas de desvio de dinheiro público para abastecer o caixa dois de partidos políticos e financiar campanhas eleitorais. O ex-diretor atuou na companhia entre 2004 e 2012, durante os governos Lula e Dilma. Nos depoimentos que prestou, Paulo Roberto afirma ter negociado com Cid Gomes a instalação de uma minirrefinaria no Estado, mas que o projeto seria apenas uma fachada para lavar dinheiro por meio de empresas que nunca sairiam do papel.

Trechos dos depoimentos de Paulo Roberto da Costa, o homem-bomba da Petrobras, têm vazado para a imprensa, atingindo diversos políticos, entre os quais, além de Cid, estão o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), o ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), o senador Delcídio Amaral (PT), entre vários outros nomes.

Nesta segunda-feira, 15, Cid Gomes emitiu uma nota oficial:

“Em respeito à opinião pública cearense e brasileira, a propósito de infamante citação de meu nome, sem qualquer fundamento ou base, em matéria relativa ao chamado escândalo da Petrobras na edição desta semana da Revista IstoÉ, esclareço:

1. Estou processando a citada revista por calúnia, difamação e por dano moral por ter abrigado clara armação criada por meus adversários, visando interferir na disputa eleitoral no Ceará;

2. Não tenho, nem nunca tive, qualquer envolvimento nem qualquer tratativa pessoal com o citado ex-diretor da Petrobras, muito menos qualquer conversa indecente ou corrupta. Todo o meu relacionamento com a Petrobras sempre foi institucional;

3. Esta clara fraude envolvendo o meu nome em véspera de eleição repete prática imunda que já tive de enfrentar quatro anos atrás, quando da publicação de invenções envolvendo meu nome e o nome do meu irmão, Ciro Gomes, que se revelaram completamente falsas;

4. O Brasil não suporta mais assistir a corrupção impune nem pode dar aos malfeitores e ladrões do dinheiro público o prêmio da impunidade, senão chegaremos ao fundo do poço em que os salafrários reinarão e ainda se sentirão autorizados a enlamear a honra de quem faz da vida pública uma prática decente. É o caso presente e a justiça tem a obrigação, de, celeremente, achar e punir os culpados.

Fortaleza, 15 de setembro de 2014

Cid Gomes
Governador do Estado do Ceará”