Juízes mudam o voto e evitam cassação de André Figueiredo - Noticias


Juízes mudam o voto e evitam cassação de André Figueiredo

O juiz Cid Marconi votou contra a cassação, e foi acompanhado por outros dois magistrados, que mudaram o voto na sessão desta segunda-feira

Por Roberta Tavares em Política

31 de janeiro de 2011 às 21:37

Há 8 anos

Figueiredo é acusado de suposta compra de votos nas eleições de 2006 (Foto: Arquivo)

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) decidiu, em sessão extraordinária realizada na noite desta segunda-feira (31), por 3 votos a dois, não cassar o diploma do deputado federal André Figueiredo, atual presidente estadual do PDT, por suposta compra de votos nas eleições de 2006. 

Leia ainda:
Sessão extraordinária do TRE pode cassar André Figueiredo

A sessão anterior acabou com quatro votos a favor da cassação, mas a decisão final havia sido adiada por um pedido de vistas do processo encaminhado pelo juiz Cid Marconi, que terminou por votar contra a cassação. Se terminasse assim, a soma de votos a favor da pena seria vencedora e por 4 a 1 André Figueiredo seria cassado.

Virada no placar
No entanto, o resultado final foi alterado, pois na reunião desta segunda-feira, dois votoss foram mudados, beneficiando o parlamentar do PDT. Os juízes Luciano Lima e Raimundo Nonato Silva, que antes haviam concordado com a cassação, agora optaram por inverter a decisão, virando o placar para 3 a 2. O comunicado sobre a mudança nos votos ocorreu antes que Cid Marconi pronunciasse o sua decisão. 

O procurador eleitoral Alexander Sales informou que o Ministério Público Eleitoral irá recorrer da decisão junto ao Tribunal Superior Eleitoral. Ao falar sobre a decisão, o procurador citou uma música do grupo Legião Urbana: “Já não me preocupo se eu não sei por que / Às vezes, o que eu vejo, quase ninguém vê”.

O juiz Cid Marconi disse ainda que foi ameaçado em mensagens de celular, caso o prazo para o deferimento do voto, que expirava nesta segunda. O magistrado informou que tem o número de origem das mensagens e que vai pedir uma investigação.   

Com informações da repórter Juliana Brito

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Juízes mudam o voto e evitam cassação de André Figueiredo

O juiz Cid Marconi votou contra a cassação, e foi acompanhado por outros dois magistrados, que mudaram o voto na sessão desta segunda-feira

Por Roberta Tavares em Política

31 de janeiro de 2011 às 21:37

Há 8 anos

Figueiredo é acusado de suposta compra de votos nas eleições de 2006 (Foto: Arquivo)

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) decidiu, em sessão extraordinária realizada na noite desta segunda-feira (31), por 3 votos a dois, não cassar o diploma do deputado federal André Figueiredo, atual presidente estadual do PDT, por suposta compra de votos nas eleições de 2006. 

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Sessão extraordinária do TRE pode cassar André Figueiredo

A sessão anterior acabou com quatro votos a favor da cassação, mas a decisão final havia sido adiada por um pedido de vistas do processo encaminhado pelo juiz Cid Marconi, que terminou por votar contra a cassação. Se terminasse assim, a soma de votos a favor da pena seria vencedora e por 4 a 1 André Figueiredo seria cassado.

Virada no placar
No entanto, o resultado final foi alterado, pois na reunião desta segunda-feira, dois votoss foram mudados, beneficiando o parlamentar do PDT. Os juízes Luciano Lima e Raimundo Nonato Silva, que antes haviam concordado com a cassação, agora optaram por inverter a decisão, virando o placar para 3 a 2. O comunicado sobre a mudança nos votos ocorreu antes que Cid Marconi pronunciasse o sua decisão. 

O procurador eleitoral Alexander Sales informou que o Ministério Público Eleitoral irá recorrer da decisão junto ao Tribunal Superior Eleitoral. Ao falar sobre a decisão, o procurador citou uma música do grupo Legião Urbana: “Já não me preocupo se eu não sei por que / Às vezes, o que eu vejo, quase ninguém vê”.

O juiz Cid Marconi disse ainda que foi ameaçado em mensagens de celular, caso o prazo para o deferimento do voto, que expirava nesta segunda. O magistrado informou que tem o número de origem das mensagens e que vai pedir uma investigação.   

Com informações da repórter Juliana Brito