O que acham os parlamentares cearenses sobre impeachment?

REPERCUSSÃO

O que acham os parlamentares cearenses sobre impeachment de Dilma Rousseff?

Os deputados estaduais Carlos Matos (PSDB) e Elmano de Freitas (PT) comentaram sobre o assunto na Assembleia Legislativa

Por Tribuna Bandnews FM em Política

31 de agosto de 2016 às 18:55

Há 3 anos
dilma-rousseff-impeachment

Por 61 votos favoráveis e 20 contrários, o impeachment de Dilma Rousseff foi aprovado (FOTO: Antonio Cruz/Agência Brasil)

Após o plenário do Senado aprovar, nesta quarta-feira (31), por 61 votos favoráveis e 20 contrários, o impeachment de Dilma Rousseff, alguns parlamentares cearenses comentaram sobre o assunto. Além deles, um cientista político também analisou o tema.

Com o cenário definido, o deputado Carlos Matos, da ala governista, destaca que agora é o momento de Michel Temer tocar pautas importantes para o crescimento do país e acredita que o processo de impeachment aconteceu porque Dilma cometeu muitos erros e perdeu a confiança do brasileiro.

“Muitas reformas precisam ser iniciadas e aí vai precisar de muita habilidade. A reforma política é fundamental, a reforma da previdência é inadiável, então precisamos investir em educação, modernizar relações trabalhistas e dar condição das empresas competirem com o mundo”, afirmou o deputado.

Já o deputado petista Elmano de Freitas voltou a classificar o processo de impeachment como golpe e ressaltou que o novo governo já fez cortes nos direitos sociais dos trabalhadores. “O governo está vindo para dizer: nós vamos investir menos em saúde, investir menos em educação e vamos ter que tirar direito do trabalhador. Essa é a proposta de Michel Temer”, declarou o petista.

Para o senador Tasso Jeiressati (PSDB), o crime cometido por Dilma Rousseff não foi circunstancial. “Ao longo dos últimos meses, veio consolidando minha convicção dos fundamentos jurídicos do processo de impeachment da presidente Dilma. O PT não assinou a Constituição Federal de 1988, o PT votou contra a lei de responsabilidade fiscal. Esses fatos nos fazem perceber que o desrespeito da constituição e a lei de responsabilidade fiscal, base da acusação contra a presidente Dilma, não são um mero incidente. Ela é lição apenas a exteriorização da maneira de ser do Partido dos Trabalhadores”.

O deputado federal José Guimarães (PT-CE), que foi líder do governo Dilma na Câmara, demonstrou claramente que vai dificultar as pautas do novo governo no Congresso Nacional. Apesar do impeachment consumado, Guimarães ainda sustenta que a saída da ex-presidente é um golpe. “Estamos firmes com o coração quente para continuar a luta pela democracia e pelos direitos sociais dos trabalhadores”, disse Guimarães.

O cientista político Clésio Arruda comentou a transição presidencial. Ele acredita que, pela forma como se deu a ruptura do governo Dilma para o governo Temer, se espera grandes mudanças na forma de governo. “Espera-se que seja um governo de porte neoliberal com redução de gastos e investimentos públicos, o contrário do que nós tínhamos no governo de até então”.

Saiba mais nas entrevistas dos parlamentares cedidas à Tribuna Bandnews FM:

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O que acham os parlamentares cearenses sobre impeachment de Dilma Rousseff?

Os deputados estaduais Carlos Matos (PSDB) e Elmano de Freitas (PT) comentaram sobre o assunto na Assembleia Legislativa

Por Tribuna Bandnews FM em Política

31 de agosto de 2016 às 18:55

Há 3 anos
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Por 61 votos favoráveis e 20 contrários, o impeachment de Dilma Rousseff foi aprovado (FOTO: Antonio Cruz/Agência Brasil)

Após o plenário do Senado aprovar, nesta quarta-feira (31), por 61 votos favoráveis e 20 contrários, o impeachment de Dilma Rousseff, alguns parlamentares cearenses comentaram sobre o assunto. Além deles, um cientista político também analisou o tema.

Com o cenário definido, o deputado Carlos Matos, da ala governista, destaca que agora é o momento de Michel Temer tocar pautas importantes para o crescimento do país e acredita que o processo de impeachment aconteceu porque Dilma cometeu muitos erros e perdeu a confiança do brasileiro.

“Muitas reformas precisam ser iniciadas e aí vai precisar de muita habilidade. A reforma política é fundamental, a reforma da previdência é inadiável, então precisamos investir em educação, modernizar relações trabalhistas e dar condição das empresas competirem com o mundo”, afirmou o deputado.

Já o deputado petista Elmano de Freitas voltou a classificar o processo de impeachment como golpe e ressaltou que o novo governo já fez cortes nos direitos sociais dos trabalhadores. “O governo está vindo para dizer: nós vamos investir menos em saúde, investir menos em educação e vamos ter que tirar direito do trabalhador. Essa é a proposta de Michel Temer”, declarou o petista.

Para o senador Tasso Jeiressati (PSDB), o crime cometido por Dilma Rousseff não foi circunstancial. “Ao longo dos últimos meses, veio consolidando minha convicção dos fundamentos jurídicos do processo de impeachment da presidente Dilma. O PT não assinou a Constituição Federal de 1988, o PT votou contra a lei de responsabilidade fiscal. Esses fatos nos fazem perceber que o desrespeito da constituição e a lei de responsabilidade fiscal, base da acusação contra a presidente Dilma, não são um mero incidente. Ela é lição apenas a exteriorização da maneira de ser do Partido dos Trabalhadores”.

O deputado federal José Guimarães (PT-CE), que foi líder do governo Dilma na Câmara, demonstrou claramente que vai dificultar as pautas do novo governo no Congresso Nacional. Apesar do impeachment consumado, Guimarães ainda sustenta que a saída da ex-presidente é um golpe. “Estamos firmes com o coração quente para continuar a luta pela democracia e pelos direitos sociais dos trabalhadores”, disse Guimarães.

O cientista político Clésio Arruda comentou a transição presidencial. Ele acredita que, pela forma como se deu a ruptura do governo Dilma para o governo Temer, se espera grandes mudanças na forma de governo. “Espera-se que seja um governo de porte neoliberal com redução de gastos e investimentos públicos, o contrário do que nós tínhamos no governo de até então”.

Saiba mais nas entrevistas dos parlamentares cedidas à Tribuna Bandnews FM: