Pesquisa revela insatisfação com administração de Roberto Cláudio em Fortaleza


Pesquisa revela insatisfação com administração de Roberto Cláudio

Dos 204 entrevistados em Fortaleza, apenas 2% consideraram ótima a administração do prefeito na capital

Por Roberta Tavares em Política

17 de dezembro de 2013 às 11:54

Há 6 anos
Roberto Cláudio assumiu a Prefeitura de Fortaleza em janeiro de 2013 (FOTO: Roberta Tavares/Tribuna do Ceará)

Roberto Cláudio assumiu a Prefeitura de Fortaleza em janeiro de 2013 (FOTO: Roberta Tavares/Tribuna do Ceará)

Após 11 meses de governo, o prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio (Pros) teve avaliação negativa em pesquisa do Ibope, encomendada pela Confederação Nacional das Indústrias (CNI). Dos 204 entrevistados na capital, apenas 2% consideraram ótima a administração do prefeito, 22% acharam boa, 29% regular, 12% ruim e 30% péssima. O levantamento foi divulgado na última sexta-feira (13).

Roberto Cláudio teve maior reprovação dos entrevistados com níveis de escolaridade mais altos (30%): ensino médio e superior. Pessoas com idade entre 25 e 44 anos avaliaram a administração do prefeito como péssima (31%).

> LEIA MAIS:

Na pesquisa, os prefeitos de outros municípios do Ceará também tiveram reprovações. Em todo o estado, 602 pessoas foram entrevistadas; destas, somente 4% consideraram a administração dos municípios ótima. No interior do estado, o índice sobe para 5%; 25% acharam boa, 27% regular, 16% ruim e 23% péssima.

O levantamento foi realizado no período de 23 de novembro a 2 de dezembro. A margem de erro é de quatro pontos percentuais, para mais ou para menos.

Governo do Estado

A área com melhor desempenho no estado foi a educação, com 21%. Seca e abastecimento de água são áreas importantes para os residentes no Ceará. Já a Saúde requer maior atenção do governador Cid Gomes (Pros), porque aparece como a pior área da gestão, com 31%, seguida pela segurança, com 19%.

Apesar da avaliação negativa, a popularidade da presidente Dilma Rousseff (PT) continua alta, com 4º maior índice no Ceará (59%), perdendo apenas para Amazonas, Rondônia e Piauí.

Sem surpresa

Os números não surpreendem o cientista político da Universidade Estadual do Ceará (Uece), Horácio Frota. Em conversa com o portal Tribuna do Ceará, o professor cita as obras de mobilidade urbana na cidade e a falta de diálogo com a população como os principais motivos para o alto índice de reprovação da prefeitura da capital.

“A cidade está em obras. Essas reformas resultam em desvios e problemas de locomoção. Isso faz com que as pessoas não achem a administração ótima. Daqui a um ano e meio, quando as obras tiverem concluídas, quem sabe essa realidade se transforme”.

Frota diz ainda que, se houvesse mais diálogo e negociação com a população, a tendência seria o aumento do índice positivo. De acordo com ele, muitas vezes o projeto é interessante, a intenção é boa, mas falta conversa e mediação. “Fica como algo proposto de cima para baixo, o diálogo evitaria conflitos. Se há um projeto, ele deveria ser negociado e discutido com o povo. A prefeitura acaba tendo uma vitória que se impõe pela força, e isso traz um desgaste muito grande”, conclui.

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Pesquisa revela insatisfação com administração de Roberto Cláudio

Dos 204 entrevistados em Fortaleza, apenas 2% consideraram ótima a administração do prefeito na capital

Por Roberta Tavares em Política

17 de dezembro de 2013 às 11:54

Há 6 anos
Roberto Cláudio assumiu a Prefeitura de Fortaleza em janeiro de 2013 (FOTO: Roberta Tavares/Tribuna do Ceará)

Roberto Cláudio assumiu a Prefeitura de Fortaleza em janeiro de 2013 (FOTO: Roberta Tavares/Tribuna do Ceará)

Após 11 meses de governo, o prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio (Pros) teve avaliação negativa em pesquisa do Ibope, encomendada pela Confederação Nacional das Indústrias (CNI). Dos 204 entrevistados na capital, apenas 2% consideraram ótima a administração do prefeito, 22% acharam boa, 29% regular, 12% ruim e 30% péssima. O levantamento foi divulgado na última sexta-feira (13).

Roberto Cláudio teve maior reprovação dos entrevistados com níveis de escolaridade mais altos (30%): ensino médio e superior. Pessoas com idade entre 25 e 44 anos avaliaram a administração do prefeito como péssima (31%).

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Na pesquisa, os prefeitos de outros municípios do Ceará também tiveram reprovações. Em todo o estado, 602 pessoas foram entrevistadas; destas, somente 4% consideraram a administração dos municípios ótima. No interior do estado, o índice sobe para 5%; 25% acharam boa, 27% regular, 16% ruim e 23% péssima.

O levantamento foi realizado no período de 23 de novembro a 2 de dezembro. A margem de erro é de quatro pontos percentuais, para mais ou para menos.

Governo do Estado

A área com melhor desempenho no estado foi a educação, com 21%. Seca e abastecimento de água são áreas importantes para os residentes no Ceará. Já a Saúde requer maior atenção do governador Cid Gomes (Pros), porque aparece como a pior área da gestão, com 31%, seguida pela segurança, com 19%.

Apesar da avaliação negativa, a popularidade da presidente Dilma Rousseff (PT) continua alta, com 4º maior índice no Ceará (59%), perdendo apenas para Amazonas, Rondônia e Piauí.

Sem surpresa

Os números não surpreendem o cientista político da Universidade Estadual do Ceará (Uece), Horácio Frota. Em conversa com o portal Tribuna do Ceará, o professor cita as obras de mobilidade urbana na cidade e a falta de diálogo com a população como os principais motivos para o alto índice de reprovação da prefeitura da capital.

“A cidade está em obras. Essas reformas resultam em desvios e problemas de locomoção. Isso faz com que as pessoas não achem a administração ótima. Daqui a um ano e meio, quando as obras tiverem concluídas, quem sabe essa realidade se transforme”.

Frota diz ainda que, se houvesse mais diálogo e negociação com a população, a tendência seria o aumento do índice positivo. De acordo com ele, muitas vezes o projeto é interessante, a intenção é boa, mas falta conversa e mediação. “Fica como algo proposto de cima para baixo, o diálogo evitaria conflitos. Se há um projeto, ele deveria ser negociado e discutido com o povo. A prefeitura acaba tendo uma vitória que se impõe pela força, e isso traz um desgaste muito grande”, conclui.