Presidente do PDT não quer chantagem nem subserviência de megabloco pró-Dilma


Presidente do PDT não quer chantagem nem subserviência em megabloco pró-Dilma

Governador cearense Cid Gomes articula criação de bloco partidário ou fusão de legendas para blindar Dilma contra instabilidade do PMDB

Por Pedro Alves em Política

4 de novembro de 2014 às 07:00

Há 5 anos
Presidente do PDT não quer chantagem nem subserviência de megabloco pró-Dilma

André Figueiredo quer evitar chantagens e subserviência (foto: pdt.org.br)

O presidente do PDT no Ceará, André Figueiredo, afirma que possível união de diversos partidos em defesa do governo da presidente Dilma Rousseff (PT) no Congresso Nacional não pode usar de chantagem nem subserviência na relação com a presidente. Segundo ele, a palavra de ordem tem que ser honestidade.

“Estamos numa fase ainda muito incipiente, trabalhando na formação de um bloco de partidos que sejam da base mas que não sejam subservientes, e que também não venham a chantagear a presidente com algum tipo de ameaça”, afirma o deputado federal. Segundo ele, PDT, PTB e Pros estão entre os envolvidos nesta fase inicial da discussão.

Paralela à análise da formação de um bloco partidário – cujo prazo para ser oficializado vai até fevereiro, data da eleição da Mesa Diretora nas casas legislativas – há ainda o estudo de viabilidade para criação de uma nova legenda, fundindo diversos partidos, e que seria alternativa para blindagem da presidente contra instabilidade do PMDB. O governador do Ceará, Cid Gomes (Pros), está na defesa dessa possibilidade e, inclusive, já se reuniu com o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, para discutir o assunto.

O deputado federal Domingos Neto (Pros) critica a grande quantidade de partidos com representação na Câmara dos Deputados. Segundo ele, a pulverização de legendas favorece dificuldades políticas no jogo legislativo. “Cria uma situação de instabilidade legislativa e precisamos colocar isso como pauta inicial desse conjunto de reforma política”, afirma o aliado do governador. Para o parlamentar, a vantagem da formação de uma megabloco seria a formação de blocos definidos de oposição e situação.

Apesar de ser simpático à ideia, Domingos Neto também considera a possibilidade de criação de uma nova legenda, reunindo vários partidos sob uma única identidade. “Todas as opções devem, sim, ser ouvidas”, diz ele.

Nas próximas semanas serão intensas as conversas entre líderes políticos, parlamentares e presidentes de partidos sobre as possibilidades de proteção à Dilma. “Não temos nada deliberado e muito menos algo encaminhado. Estamos trabalhando com teses. Nesta semana e na próxima semana estamos reunindo o PDT para conversar sobre o assunto”, afirma André Figueiredo.

O fator PMDB

Dois dias após ser reeleita ao lado de seu vice Michel Temer (PMDB), Dilma Rousseff sofreu derrota na Câmara dos Deputados, quando a maioria dos parlamentares desfez decreto presidencial de autoria da presidente, sobre atribuições de conselhos populares nas decisões governamentais de cunho social.

Nesta votação, a oposição à Dilma obteve apoio do PMDB, que acabou ajudando a impor derrota à presidente. Em junho, 40% dos peemedebistas que votaram durante convenção do partido se posicionaram contra a continuidade da aliança com Dilma. Dono da segunda maior bancada de deputados federais, o partido de Temer é considerado uma das maiores forças no legislativo e sua relação com a presidente passa longe de ser das melhores.

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Presidente do PDT não quer chantagem nem subserviência em megabloco pró-Dilma

Governador cearense Cid Gomes articula criação de bloco partidário ou fusão de legendas para blindar Dilma contra instabilidade do PMDB

Por Pedro Alves em Política

4 de novembro de 2014 às 07:00

Há 5 anos
Presidente do PDT não quer chantagem nem subserviência de megabloco pró-Dilma

André Figueiredo quer evitar chantagens e subserviência (foto: pdt.org.br)

O presidente do PDT no Ceará, André Figueiredo, afirma que possível união de diversos partidos em defesa do governo da presidente Dilma Rousseff (PT) no Congresso Nacional não pode usar de chantagem nem subserviência na relação com a presidente. Segundo ele, a palavra de ordem tem que ser honestidade.

“Estamos numa fase ainda muito incipiente, trabalhando na formação de um bloco de partidos que sejam da base mas que não sejam subservientes, e que também não venham a chantagear a presidente com algum tipo de ameaça”, afirma o deputado federal. Segundo ele, PDT, PTB e Pros estão entre os envolvidos nesta fase inicial da discussão.

Paralela à análise da formação de um bloco partidário – cujo prazo para ser oficializado vai até fevereiro, data da eleição da Mesa Diretora nas casas legislativas – há ainda o estudo de viabilidade para criação de uma nova legenda, fundindo diversos partidos, e que seria alternativa para blindagem da presidente contra instabilidade do PMDB. O governador do Ceará, Cid Gomes (Pros), está na defesa dessa possibilidade e, inclusive, já se reuniu com o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, para discutir o assunto.

O deputado federal Domingos Neto (Pros) critica a grande quantidade de partidos com representação na Câmara dos Deputados. Segundo ele, a pulverização de legendas favorece dificuldades políticas no jogo legislativo. “Cria uma situação de instabilidade legislativa e precisamos colocar isso como pauta inicial desse conjunto de reforma política”, afirma o aliado do governador. Para o parlamentar, a vantagem da formação de uma megabloco seria a formação de blocos definidos de oposição e situação.

Apesar de ser simpático à ideia, Domingos Neto também considera a possibilidade de criação de uma nova legenda, reunindo vários partidos sob uma única identidade. “Todas as opções devem, sim, ser ouvidas”, diz ele.

Nas próximas semanas serão intensas as conversas entre líderes políticos, parlamentares e presidentes de partidos sobre as possibilidades de proteção à Dilma. “Não temos nada deliberado e muito menos algo encaminhado. Estamos trabalhando com teses. Nesta semana e na próxima semana estamos reunindo o PDT para conversar sobre o assunto”, afirma André Figueiredo.

O fator PMDB

Dois dias após ser reeleita ao lado de seu vice Michel Temer (PMDB), Dilma Rousseff sofreu derrota na Câmara dos Deputados, quando a maioria dos parlamentares desfez decreto presidencial de autoria da presidente, sobre atribuições de conselhos populares nas decisões governamentais de cunho social.

Nesta votação, a oposição à Dilma obteve apoio do PMDB, que acabou ajudando a impor derrota à presidente. Em junho, 40% dos peemedebistas que votaram durante convenção do partido se posicionaram contra a continuidade da aliança com Dilma. Dono da segunda maior bancada de deputados federais, o partido de Temer é considerado uma das maiores forças no legislativo e sua relação com a presidente passa longe de ser das melhores.