Secretário de segurança nega crise de autoridade de Governo sobre corporação de policiais


Secretário de segurança nega crise de autoridade de Governo sobre corporação de policiais

Em entrevista exclusiva ao Sistema Jangadeiro, servilho Paiva se posiciona sobre as últimas polêmicas envolvendo a segurança pública do estado

Por Pedro Alves em Política

11 de novembro de 2014 às 07:00

Há 5 anos
SERVILHO PAIVA

Servilho Paiva ainda não sabe se continuará na Segurança em 2015 (foto: Divulgação)

O secretário de segurança do Ceará, Servilho Paiva, se posicionou a respeito das últimas polêmicas envolvendo a segurança pública do estado. Continuidade no governo, crise de autoridade, valorização da categoria e eleições são temas para os quais ele demonstrou ter resposta na ponta da língua.

O momento de tergiversar veio diante da pergunta sobre a existência de milícia – denúncia feita pelo governador Cid Gomes (Pros) à imprensa, no contexto das eleições. “Mas o que é milícia. Existem vários sentidos”, respondeu, nesta entrevista exclusiva ao Sistema Jangadeiro, concedida na semana passada, após reunião do Monitoramento de Ações e Projetos Prioritários (Mapp).

Ele ainda chamou de “ignorante” quem afirma que o Governo do Estado investiu em infraestrutura de segurança, mas esqueceu-se do material humano. Crise de autoridade do governo sobre a corporação? Para o secretário de segurança, é coisa que não existe. Leia os principais momentos da entrevista:

Tribuna do Ceará – Existe um conflito entre um seguimento da Polícia Militar que faz oposição ao governador Cid Gomes; existe essa questão política que passa pela PM. E o senhor inevitavelmente está no centro disso, porque precisa conciliar pressões de ambos os lados. Tem a categoria que pressiona, tem os resultados que precisam aparecer. Como que o senhor lida com isso e como o senhor acredita que o próximo governador precisa lidar com essa questão?

Servilho Paiva – Primeira coisa é que não se deve misturar polícia com política, nem com eleição; Nem eventuais desvios de conduta, de uma fração, ou de algum grupo de servidores, não pode falar em nomes de todos. Você não pode generalizar. Se alguns se desviaram, a Controladoria Geral de Disciplina está aí para fazer o papel dela, que é de corrigir, dentro da lei, independente de quem seja, esses desvios de conduta. Se os ânimos todos se exacerbam diante da eleição, isso é natural. Mas dizer que tem racha, acho que já é ir além.

Tribuna – O que se fala é de crise de autoridade, do Governo sobre a corporação.

SP – Não existe crise de autoridade! Se não, você não estava comandando. São mais de 21 mil policiais que são comandados. Os resultados estão acontecendo. Existe alguns desviados de conduta. Isso é certeza e o Diário Oficial está aí para mostrar. Quem teve conduta incompatível com as normas, está respondendo a procedimento. Outros que foram denunciados, também serão processados. Isso já estava acontecendo. Eu vim aqui pra ajudar a construir a Controladoria. Desvio de conduta de toda natureza já acontecia. Sempre é uma minoria. Toda casa, toda família, tem pessoas boas e outras que não são tão boas. É papel do administrador fazer as correções, usando a formação, reciclando, usando a disciplina e trabalhando com uma meta clara e objetiva para que os policiais entendam e se abracem. Porque foi pra isso eles foram contratados. Eles são policiais são diferenciados, mas são servidores públicos. A gente enxerga que a maior parte das corporações enxergam isso, entendem isso perfeitamente. Tanto é que não se pode creditar os resultados somente à gerência, mas aos homens e mulheres que fazem as ruas, que fazem o patrulhamento. São deles os resultados, a quem a gente sempre agradeceu.

Tribuna – O senhor concorda com essa crítica que se faz de que o governo investiu muito em infraestruturada, de delegacia, de carro, de equipamento, e pouco no material humano? Qual a importância do material humano?

SP – Isso é um erro, isso é uma falácia. Entenda: você tem tanto infraestrutura, quanto pessoal. Se não fosse assim, como é você tem que a cada dez policiais, você tem cinco, seis, sete policiais que foram colocados [pelo atual governo]; esse discurso é tão pífio que só cabe na cabeça de um inocente ou de um ignorante. Porque os números são publicados. Você tem um concurso da Polícia Civil que encerrou as inscrições hoje, com mais de 45 mil inscritos. 12 mil já pagas. A academia [de polícia] teve que contratar um anexo para formar policial, oficial, praça, bombeiros. Falar que não houve…

Tribuna – E a questão salarial…

SP – Sim, amigo, você me fez uma pergunta, vou lhe responder. É um equívoco… Você tem investimento em infraestrutura, os maiores da história; em pessoal, os maiores da história; e em equipamentos, os maiores da história. Basta você olhar os dados que estão divulgados. Agora, essas figuras que demagogicamente dizem que não houve investimento em policial, é querer fazer os outros de bobo né? Com relação ao quê mesmo que você perguntou?

Tribuna – O senhor citou que o governo contratou muitos novos policiais. De fato, podemos encarar isso como investimento em pessoal. Mas e a questão salarial, já que são tantos servidores, como é que está?

SP – Um jornalista quando se forma tem um salário inicial no mercado de trabalho que gira entorno de 2 mil reais, não é? Então hoje um soldado entra com 3 mil reais. Se ele for lotado no raio, no batalhão de choque, numa especializada dessa, ele passa pra 5 mil reais. Isso é salário de engenheiro. Dizer que não se investiu em salário, também cai por terra. Hoje, o salário médio dos praças é um dos melhores do País. Há defasagem no salário dos oficiais e dos policiais civis. Os civis de nível médio, porque o salário dos delegados está bem. Há coisas específicas que você deve corrigir, mas não se pode dizer que não houve aumento. Apesar de não estar entre os melhores, os aumentos acima da inflação foram muito positivos. Essa questão deveria ser debatida com os dados mostrados; não com disse me disse, com argumento sem fundamento. Se não, eu chego na sua rádio, no seu jornal, e digo uma coisa sem provas e isso fica no meio de uma sociedade como verdade. Agente tem que ter cuidado ao falar. O que eu estou falando, eu posso mostrar com os dados.

Tribuna – Existe milícia?

SP – É você que está dizendo.

Tribuna – O governador do estado quem afirmou.

SP – O que é que você entende por milícia? No dicionário, são vários significados. Mas em específico, não é grupo que se articula pra cometer crime? Você acompanha o Diário Oficial? Ele mostra a Controladoria excluindo pessoas que cometeram crimes de estupro, assalto, de homicídios. Se são articulados, ou não; se são milícias, ou não… O que tem de concreto é isso. Você tem muitos atores punidos por desvios de conduta, desvios graves. Agora, a investigação sobre esses fatos existem. Você precisa perseverar para encontrar o denominador comum da articulação.

Tribuna – Houve identificação de grupos articulados?

SP – Para isso tem que ter investigação. Há investigação na Controladoria e no Ministério Público. O controlador é outro e pelo Ministério Público eu não posso falar.

Tribuna – O senhor continua como secretário de segurança, a partir de 2015?

SP – Essa pergunta tem que ser feita ao próximo governador.

Tribuna – Mas o senhor já sabe a resposta?

SP – Claro que não. Se eu soubesse eu lhe diria. O governador eleito é quem sabe.

Tribuna – Mas ele fez tantos elogios ao Pacto Pela Vida, durante a campanha, que cria um cenário em que se suspeita que o senhor continue.

SP – Sim, mas a decisão é dele. E a publicação é no Diário Oficial. A gente tem muito carinho uma pelo outro. Mas ele não anunciou o secretariado dele. Quando ele anunciar…

Tribuna – Qual a diferença de implantar o Pacto Pela Vida em Pernambuco e aqui no Ceará?

SP – Nada é igual. O modelo você adapta às circunstâncias da área, da região, do tempo. Diferentemente de lá (Pernambuco), onde iniciamos o projeto e a parte de reestruturação, aqui a gente já recebeu uma série de estruturaras preparadas. Isso traz facilidade. Isso eu já tinha afirmado. Esse é um dos fatores pra gente entender a velocidade dos resultados. No caso de lá, agente começou a atingir metas em três anos, porque tivemos que montar toda uma infraestrutura, de pessoal, e tal. Aqui você já recebe uma grande parte da infraestrutura montada. Esse é o diferencial. A experiência da equipe, pois alguns já conheciam (o Pacto Pela Vida), ainda que de ouvir falar. A metodologia foi implantada em fase experimental em setembro do ano passado. Esse ano a gente começou de verdade, com as premiações, com todo um acompanhamento. No painel de controle, você faz as alterações, os ajustes. Esses são os facilitares. Vale sempre afirmar que a questão da segurança não passa somente pela polícia. Os resultados que temos obtidos, com a redução [de homicídios] no último trimestre de 12,5% e nesse mês de outubro, também com esse mesmo índice, vêm da consciência dos próprios policiais, da infraestrutura que é dada, do monitoramento, dos controles e das premiações. Melhorar, precisa sempre. Esse é um processo contínuo que não acontece da noite para o dia.

Tribuna – O senhor considera rápido esses resultados?

SP – Claro que sim. Se você fizer um estudo, nenhum programa deu resultados tão rapidamente. Pra você ter uma redução desses dados, nessa área, com esses números, claro que isso é espetacular. Você pode buscar qualquer comparativo. Aqueles projetos que ontem eram mencionados como uma solução, sofreram alguns reveses. E têm caído… Os números [índices] tem aumentados, depois de terem caído. Por que isso? Porque projetos na área de segurança tem que ter continuidade, acompanhamento, permanência, perseverança e correção. Não é só diagnosticar, implantar e deixar pra lá. Você tem que acompanhar. Mas não é acompanhar pra ver se está dando os resultados que você queria, é para fazer as correções de rumo. Porque você não tem bola de cristal pra você saber o dia de amanhã. Às vezes você atravessa um elemento que não era previsto. E aí você faz as correções de rumo. E fecha com as premiações.

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Secretário de segurança nega crise de autoridade de Governo sobre corporação de policiais

Em entrevista exclusiva ao Sistema Jangadeiro, servilho Paiva se posiciona sobre as últimas polêmicas envolvendo a segurança pública do estado

Por Pedro Alves em Política

11 de novembro de 2014 às 07:00

Há 5 anos
SERVILHO PAIVA

Servilho Paiva ainda não sabe se continuará na Segurança em 2015 (foto: Divulgação)

O secretário de segurança do Ceará, Servilho Paiva, se posicionou a respeito das últimas polêmicas envolvendo a segurança pública do estado. Continuidade no governo, crise de autoridade, valorização da categoria e eleições são temas para os quais ele demonstrou ter resposta na ponta da língua.

O momento de tergiversar veio diante da pergunta sobre a existência de milícia – denúncia feita pelo governador Cid Gomes (Pros) à imprensa, no contexto das eleições. “Mas o que é milícia. Existem vários sentidos”, respondeu, nesta entrevista exclusiva ao Sistema Jangadeiro, concedida na semana passada, após reunião do Monitoramento de Ações e Projetos Prioritários (Mapp).

Ele ainda chamou de “ignorante” quem afirma que o Governo do Estado investiu em infraestrutura de segurança, mas esqueceu-se do material humano. Crise de autoridade do governo sobre a corporação? Para o secretário de segurança, é coisa que não existe. Leia os principais momentos da entrevista:

Tribuna do Ceará – Existe um conflito entre um seguimento da Polícia Militar que faz oposição ao governador Cid Gomes; existe essa questão política que passa pela PM. E o senhor inevitavelmente está no centro disso, porque precisa conciliar pressões de ambos os lados. Tem a categoria que pressiona, tem os resultados que precisam aparecer. Como que o senhor lida com isso e como o senhor acredita que o próximo governador precisa lidar com essa questão?

Servilho Paiva – Primeira coisa é que não se deve misturar polícia com política, nem com eleição; Nem eventuais desvios de conduta, de uma fração, ou de algum grupo de servidores, não pode falar em nomes de todos. Você não pode generalizar. Se alguns se desviaram, a Controladoria Geral de Disciplina está aí para fazer o papel dela, que é de corrigir, dentro da lei, independente de quem seja, esses desvios de conduta. Se os ânimos todos se exacerbam diante da eleição, isso é natural. Mas dizer que tem racha, acho que já é ir além.

Tribuna – O que se fala é de crise de autoridade, do Governo sobre a corporação.

SP – Não existe crise de autoridade! Se não, você não estava comandando. São mais de 21 mil policiais que são comandados. Os resultados estão acontecendo. Existe alguns desviados de conduta. Isso é certeza e o Diário Oficial está aí para mostrar. Quem teve conduta incompatível com as normas, está respondendo a procedimento. Outros que foram denunciados, também serão processados. Isso já estava acontecendo. Eu vim aqui pra ajudar a construir a Controladoria. Desvio de conduta de toda natureza já acontecia. Sempre é uma minoria. Toda casa, toda família, tem pessoas boas e outras que não são tão boas. É papel do administrador fazer as correções, usando a formação, reciclando, usando a disciplina e trabalhando com uma meta clara e objetiva para que os policiais entendam e se abracem. Porque foi pra isso eles foram contratados. Eles são policiais são diferenciados, mas são servidores públicos. A gente enxerga que a maior parte das corporações enxergam isso, entendem isso perfeitamente. Tanto é que não se pode creditar os resultados somente à gerência, mas aos homens e mulheres que fazem as ruas, que fazem o patrulhamento. São deles os resultados, a quem a gente sempre agradeceu.

Tribuna – O senhor concorda com essa crítica que se faz de que o governo investiu muito em infraestruturada, de delegacia, de carro, de equipamento, e pouco no material humano? Qual a importância do material humano?

SP – Isso é um erro, isso é uma falácia. Entenda: você tem tanto infraestrutura, quanto pessoal. Se não fosse assim, como é você tem que a cada dez policiais, você tem cinco, seis, sete policiais que foram colocados [pelo atual governo]; esse discurso é tão pífio que só cabe na cabeça de um inocente ou de um ignorante. Porque os números são publicados. Você tem um concurso da Polícia Civil que encerrou as inscrições hoje, com mais de 45 mil inscritos. 12 mil já pagas. A academia [de polícia] teve que contratar um anexo para formar policial, oficial, praça, bombeiros. Falar que não houve…

Tribuna – E a questão salarial…

SP – Sim, amigo, você me fez uma pergunta, vou lhe responder. É um equívoco… Você tem investimento em infraestrutura, os maiores da história; em pessoal, os maiores da história; e em equipamentos, os maiores da história. Basta você olhar os dados que estão divulgados. Agora, essas figuras que demagogicamente dizem que não houve investimento em policial, é querer fazer os outros de bobo né? Com relação ao quê mesmo que você perguntou?

Tribuna – O senhor citou que o governo contratou muitos novos policiais. De fato, podemos encarar isso como investimento em pessoal. Mas e a questão salarial, já que são tantos servidores, como é que está?

SP – Um jornalista quando se forma tem um salário inicial no mercado de trabalho que gira entorno de 2 mil reais, não é? Então hoje um soldado entra com 3 mil reais. Se ele for lotado no raio, no batalhão de choque, numa especializada dessa, ele passa pra 5 mil reais. Isso é salário de engenheiro. Dizer que não se investiu em salário, também cai por terra. Hoje, o salário médio dos praças é um dos melhores do País. Há defasagem no salário dos oficiais e dos policiais civis. Os civis de nível médio, porque o salário dos delegados está bem. Há coisas específicas que você deve corrigir, mas não se pode dizer que não houve aumento. Apesar de não estar entre os melhores, os aumentos acima da inflação foram muito positivos. Essa questão deveria ser debatida com os dados mostrados; não com disse me disse, com argumento sem fundamento. Se não, eu chego na sua rádio, no seu jornal, e digo uma coisa sem provas e isso fica no meio de uma sociedade como verdade. Agente tem que ter cuidado ao falar. O que eu estou falando, eu posso mostrar com os dados.

Tribuna – Existe milícia?

SP – É você que está dizendo.

Tribuna – O governador do estado quem afirmou.

SP – O que é que você entende por milícia? No dicionário, são vários significados. Mas em específico, não é grupo que se articula pra cometer crime? Você acompanha o Diário Oficial? Ele mostra a Controladoria excluindo pessoas que cometeram crimes de estupro, assalto, de homicídios. Se são articulados, ou não; se são milícias, ou não… O que tem de concreto é isso. Você tem muitos atores punidos por desvios de conduta, desvios graves. Agora, a investigação sobre esses fatos existem. Você precisa perseverar para encontrar o denominador comum da articulação.

Tribuna – Houve identificação de grupos articulados?

SP – Para isso tem que ter investigação. Há investigação na Controladoria e no Ministério Público. O controlador é outro e pelo Ministério Público eu não posso falar.

Tribuna – O senhor continua como secretário de segurança, a partir de 2015?

SP – Essa pergunta tem que ser feita ao próximo governador.

Tribuna – Mas o senhor já sabe a resposta?

SP – Claro que não. Se eu soubesse eu lhe diria. O governador eleito é quem sabe.

Tribuna – Mas ele fez tantos elogios ao Pacto Pela Vida, durante a campanha, que cria um cenário em que se suspeita que o senhor continue.

SP – Sim, mas a decisão é dele. E a publicação é no Diário Oficial. A gente tem muito carinho uma pelo outro. Mas ele não anunciou o secretariado dele. Quando ele anunciar…

Tribuna – Qual a diferença de implantar o Pacto Pela Vida em Pernambuco e aqui no Ceará?

SP – Nada é igual. O modelo você adapta às circunstâncias da área, da região, do tempo. Diferentemente de lá (Pernambuco), onde iniciamos o projeto e a parte de reestruturação, aqui a gente já recebeu uma série de estruturaras preparadas. Isso traz facilidade. Isso eu já tinha afirmado. Esse é um dos fatores pra gente entender a velocidade dos resultados. No caso de lá, agente começou a atingir metas em três anos, porque tivemos que montar toda uma infraestrutura, de pessoal, e tal. Aqui você já recebe uma grande parte da infraestrutura montada. Esse é o diferencial. A experiência da equipe, pois alguns já conheciam (o Pacto Pela Vida), ainda que de ouvir falar. A metodologia foi implantada em fase experimental em setembro do ano passado. Esse ano a gente começou de verdade, com as premiações, com todo um acompanhamento. No painel de controle, você faz as alterações, os ajustes. Esses são os facilitares. Vale sempre afirmar que a questão da segurança não passa somente pela polícia. Os resultados que temos obtidos, com a redução [de homicídios] no último trimestre de 12,5% e nesse mês de outubro, também com esse mesmo índice, vêm da consciência dos próprios policiais, da infraestrutura que é dada, do monitoramento, dos controles e das premiações. Melhorar, precisa sempre. Esse é um processo contínuo que não acontece da noite para o dia.

Tribuna – O senhor considera rápido esses resultados?

SP – Claro que sim. Se você fizer um estudo, nenhum programa deu resultados tão rapidamente. Pra você ter uma redução desses dados, nessa área, com esses números, claro que isso é espetacular. Você pode buscar qualquer comparativo. Aqueles projetos que ontem eram mencionados como uma solução, sofreram alguns reveses. E têm caído… Os números [índices] tem aumentados, depois de terem caído. Por que isso? Porque projetos na área de segurança tem que ter continuidade, acompanhamento, permanência, perseverança e correção. Não é só diagnosticar, implantar e deixar pra lá. Você tem que acompanhar. Mas não é acompanhar pra ver se está dando os resultados que você queria, é para fazer as correções de rumo. Porque você não tem bola de cristal pra você saber o dia de amanhã. Às vezes você atravessa um elemento que não era previsto. E aí você faz as correções de rumo. E fecha com as premiações.