Presença de zika em saliva ainda não indica contágio por beijo, tranquiliza especialista


Presença de zika em saliva ainda não indica contágio por beijo, tranquiliza especialista

O infectologista Anastácio Queiroz alertou que, independentemente da zika, pessoas com sintoma de mal-estar devem evitar contato íntimo

Por Hayanne Narlla em Saúde

5 de fevereiro de 2016 às 16:34

Há 3 anos
Infectologista alertou para que doentes não tenham contato íntimo (FOTO: Reprodução TV Jangadeiro)

Infectologista alertou para que doentes não tenham contato íntimo (FOTO: Reprodução TV Jangadeiro)

A divulgação do mais recente estudo sobre o vírus zika causou polêmica. É que, nas vésperas do feriadão de Carnaval, a Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz) anunciou que o vírus foi encontrado em amostras de saliva e de urina. Por isso, beijos poderiam ser uma forma de transmissão.

Em entrevista ao Tribuna do Ceará, o infectologista Anastácio Queiroz minimizou o problema. Ele explica que o estudo pode ter encontrado a presença do vírus em fase aguda, mas não é correto ainda afirmar que todo contato com secreções será motivo de infecção.

“Na verdade, pessoas que estão doente de qualquer natureza não podem ter contato íntimo com outras. Se sentir qualquer sintoma de mal-estar, como febre, dores, deve-se evitar contato com qualquer tipo de secreção, pois há possibilidade de infectar outra pessoa”, explica.

Por isso, ao se sentir doente, deve-se evitar beijos e relações sexuais, pois qualquer tipo de infecção pode ser transmissível. “Mas não é uma regra para todos os casos. Há possibilidades”.

Além disso, o médico ressaltou que o diagnóstico da zika é demorado, pois não existem laboratórios no Nordeste. Dessa forma, o sangue infectado é enviado a Belém, para ser analisado. Por isso, nem todo mundo consegue discernir se está ou não com a doença de modo rápido.

“A zika é benigna. O problema é em mulheres grávidas. Normalmente, você passa uma semana com a doença. Algumas pessoas sentem coceira depois, mas um pouco”, explica.

Estudo

A FioCruz anunciou nesta sexta-feira (5) o estudo que, de acordo com os pesquisadores, revela uma possível nova forma de transmissão. Segundo o presidente da fundação, Paulo Gadelha, a descoberta é super importante para as pesquisas sobre o vírus.

Doença era transmitida somente pelo mosquito Aedes aegypti (Foto: Divulgação)

Doença era transmitida somente pelo mosquito Aedes aegypti (Foto: Divulgação)

“Essa comprovação tem um significado muito grande porque, até então, todas as evidências não significavam capacidade de infecção. Muda o patamar e a forma que fazemos a pesquisa”.

A evidência foi baseada na análise de amostras de dois pacientes com sintomas compatíveis com a doença. Até hoje, o vírus só era transmitido pela picada do mosquito Aedes aegypti, o mesmo capaz de transmitir a dengue e a chikungunya.

As recomendações são para que grávidas evitem beijar qualquer pessoa e evitar compartilhar copos e talheres até que as pesquisas confirmem a possível transmissão.

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Presença de zika em saliva ainda não indica contágio por beijo, tranquiliza especialista

O infectologista Anastácio Queiroz alertou que, independentemente da zika, pessoas com sintoma de mal-estar devem evitar contato íntimo

Por Hayanne Narlla em Saúde

5 de fevereiro de 2016 às 16:34

Há 3 anos
Infectologista alertou para que doentes não tenham contato íntimo (FOTO: Reprodução TV Jangadeiro)

Infectologista alertou para que doentes não tenham contato íntimo (FOTO: Reprodução TV Jangadeiro)

A divulgação do mais recente estudo sobre o vírus zika causou polêmica. É que, nas vésperas do feriadão de Carnaval, a Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz) anunciou que o vírus foi encontrado em amostras de saliva e de urina. Por isso, beijos poderiam ser uma forma de transmissão.

Em entrevista ao Tribuna do Ceará, o infectologista Anastácio Queiroz minimizou o problema. Ele explica que o estudo pode ter encontrado a presença do vírus em fase aguda, mas não é correto ainda afirmar que todo contato com secreções será motivo de infecção.

“Na verdade, pessoas que estão doente de qualquer natureza não podem ter contato íntimo com outras. Se sentir qualquer sintoma de mal-estar, como febre, dores, deve-se evitar contato com qualquer tipo de secreção, pois há possibilidade de infectar outra pessoa”, explica.

Por isso, ao se sentir doente, deve-se evitar beijos e relações sexuais, pois qualquer tipo de infecção pode ser transmissível. “Mas não é uma regra para todos os casos. Há possibilidades”.

Além disso, o médico ressaltou que o diagnóstico da zika é demorado, pois não existem laboratórios no Nordeste. Dessa forma, o sangue infectado é enviado a Belém, para ser analisado. Por isso, nem todo mundo consegue discernir se está ou não com a doença de modo rápido.

“A zika é benigna. O problema é em mulheres grávidas. Normalmente, você passa uma semana com a doença. Algumas pessoas sentem coceira depois, mas um pouco”, explica.

Estudo

A FioCruz anunciou nesta sexta-feira (5) o estudo que, de acordo com os pesquisadores, revela uma possível nova forma de transmissão. Segundo o presidente da fundação, Paulo Gadelha, a descoberta é super importante para as pesquisas sobre o vírus.

Doença era transmitida somente pelo mosquito Aedes aegypti (Foto: Divulgação)

Doença era transmitida somente pelo mosquito Aedes aegypti (Foto: Divulgação)

“Essa comprovação tem um significado muito grande porque, até então, todas as evidências não significavam capacidade de infecção. Muda o patamar e a forma que fazemos a pesquisa”.

A evidência foi baseada na análise de amostras de dois pacientes com sintomas compatíveis com a doença. Até hoje, o vírus só era transmitido pela picada do mosquito Aedes aegypti, o mesmo capaz de transmitir a dengue e a chikungunya.

As recomendações são para que grávidas evitem beijar qualquer pessoa e evitar compartilhar copos e talheres até que as pesquisas confirmem a possível transmissão.