Saiba os principais cuidados que se devem ter com as crianças na piscina


Saiba os principais cuidados que se devem ter com as crianças na piscina

O cloro pode aumentar em até três vezes o risco das pessoas desenvolverem doenças como asma, rinite alérgica, dermatite e conjuntivite, segundo especialista.

Por Renata Monte em Saúde

3 de fevereiro de 2015 às 08:00

Há 4 anos
Apesar de não ser recomendado, adultos conseguem passar o dia inteiro na piscina. As crianças são mais sensíveis ao contato com o cloro (FOTO: Flickr Creative Commos)

Apesar de não ser recomendado, adultos conseguem passar o dia inteiro na piscina. As crianças são mais sensíveis ao contato com o cloro (FOTO: Flickr Creative Commons)

As férias já acabaram, mas sempre é importante ter cuidado e atenção redobrados com as crianças na hora do banho de piscina, principalmente com aquelas que fazem natação e o contato com a água é mais recorrente. O cloro pode aumentar em até três vezes o risco das pessoas desenvolverem doenças como asma, rinite alérgica, dermatite e conjuntivite. O pediatra do HapVida Marcelo Maranhão explica sobre o danos causados por essa substância e o que fazer, caso entre água nos ouvidos das crianças.

Responsável por manter a água da piscina “saudável”, o cloro é o químico que elimina as bactérias, mas seu efeito só tem eficácia de verdade se usado corretamente e nas proporções adequadas, dependendo do volume de cada piscina. “É importante perguntar quais os métodos utilizados pela instituição – clube, academia, escola, condomínio – para o tratamento da água e verificar se eles estão dentro das normas preconizadas pela vigilância sanitária”, explica o especialista do Hapvida.

“O cloro funciona como irritante das mucosas – respiratória e ocular – e da pele. Nas investigações realizadas com nadadores que frequentavam piscinas cloradas, constatou-se que o risco de desenvolver asma e rinite foi maior naqueles que apresentavam sensibilização alérgica, aumentando a probabilidade dessas doenças respiratórias em até três vezes quando eles nadavam por períodos prolongados”, afirma Dr. Marcelo.

Crianças alérgicas devem passar menos tempo na piscina ( (FOTO: Flickr Creative Commos)

Crianças alérgicas devem passar menos tempo na piscina ( (FOTO: Flickr Creative Commos)

O médico aponta para os cuidados que se devem ter com as crianças durante um dia de piscina. Os adultos, por mais que não seja saudável, conseguem passar um dia inteiro na piscina. Crianças não. “Elas são mais sensíveis. Não existe um limite no tempo de exposição das crianças à piscina. Vai depender das condições do ambiente, sol e vento. Limite mesmo é preciso com as crianças alérgicas”.

Marcelo também alerta para o uso de protetores auriculares na hora do banho. “Quem defende o uso do equipamento argumenta que eles impedem a água de entrar no canal auditivo, prevenindo a infecção. Já os que condenam o seu uso, dizem que, além de tornar o ambiente do canal auditivo mais favorável ao crescimento de microorganismos, eles podem não vedar adequadamente o ouvido, permitindo que a água entre. Quando vedam, acabam machucando a pele do canal, provocando assim uma otite externa. Na dúvida, é melhor não usar”.

Se entrou água nos ouvidos da criança, é preciso antes de mais nada ter certeza de que nunca houve perfuração dos tímpanos. “Pingue de quatro a cinco gotas de álcool líquido no canal auditivo. Aguarde cerca de 30 segundos e depois vire a cabeça da criança para a água sair. O álcool se mistura bem com a água e os dois juntos saem mais fácil do ouvido ou evaporam. Álcool em gel não é recomendado. Você pode repetir o procedimento algumas vezes, mas se a dor persistir, deve-se procurar um médico otorrinolaringologista“, explica o pediatra. Além desse procedimento, é aconselhável o uso de um analgésico e compressas quentes e secas.

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Saiba os principais cuidados que se devem ter com as crianças na piscina

O cloro pode aumentar em até três vezes o risco das pessoas desenvolverem doenças como asma, rinite alérgica, dermatite e conjuntivite, segundo especialista.

Por Renata Monte em Saúde

3 de fevereiro de 2015 às 08:00

Há 4 anos
Apesar de não ser recomendado, adultos conseguem passar o dia inteiro na piscina. As crianças são mais sensíveis ao contato com o cloro (FOTO: Flickr Creative Commos)

Apesar de não ser recomendado, adultos conseguem passar o dia inteiro na piscina. As crianças são mais sensíveis ao contato com o cloro (FOTO: Flickr Creative Commons)

As férias já acabaram, mas sempre é importante ter cuidado e atenção redobrados com as crianças na hora do banho de piscina, principalmente com aquelas que fazem natação e o contato com a água é mais recorrente. O cloro pode aumentar em até três vezes o risco das pessoas desenvolverem doenças como asma, rinite alérgica, dermatite e conjuntivite. O pediatra do HapVida Marcelo Maranhão explica sobre o danos causados por essa substância e o que fazer, caso entre água nos ouvidos das crianças.

Responsável por manter a água da piscina “saudável”, o cloro é o químico que elimina as bactérias, mas seu efeito só tem eficácia de verdade se usado corretamente e nas proporções adequadas, dependendo do volume de cada piscina. “É importante perguntar quais os métodos utilizados pela instituição – clube, academia, escola, condomínio – para o tratamento da água e verificar se eles estão dentro das normas preconizadas pela vigilância sanitária”, explica o especialista do Hapvida.

“O cloro funciona como irritante das mucosas – respiratória e ocular – e da pele. Nas investigações realizadas com nadadores que frequentavam piscinas cloradas, constatou-se que o risco de desenvolver asma e rinite foi maior naqueles que apresentavam sensibilização alérgica, aumentando a probabilidade dessas doenças respiratórias em até três vezes quando eles nadavam por períodos prolongados”, afirma Dr. Marcelo.

Crianças alérgicas devem passar menos tempo na piscina ( (FOTO: Flickr Creative Commos)

Crianças alérgicas devem passar menos tempo na piscina ( (FOTO: Flickr Creative Commos)

O médico aponta para os cuidados que se devem ter com as crianças durante um dia de piscina. Os adultos, por mais que não seja saudável, conseguem passar um dia inteiro na piscina. Crianças não. “Elas são mais sensíveis. Não existe um limite no tempo de exposição das crianças à piscina. Vai depender das condições do ambiente, sol e vento. Limite mesmo é preciso com as crianças alérgicas”.

Marcelo também alerta para o uso de protetores auriculares na hora do banho. “Quem defende o uso do equipamento argumenta que eles impedem a água de entrar no canal auditivo, prevenindo a infecção. Já os que condenam o seu uso, dizem que, além de tornar o ambiente do canal auditivo mais favorável ao crescimento de microorganismos, eles podem não vedar adequadamente o ouvido, permitindo que a água entre. Quando vedam, acabam machucando a pele do canal, provocando assim uma otite externa. Na dúvida, é melhor não usar”.

Se entrou água nos ouvidos da criança, é preciso antes de mais nada ter certeza de que nunca houve perfuração dos tímpanos. “Pingue de quatro a cinco gotas de álcool líquido no canal auditivo. Aguarde cerca de 30 segundos e depois vire a cabeça da criança para a água sair. O álcool se mistura bem com a água e os dois juntos saem mais fácil do ouvido ou evaporam. Álcool em gel não é recomendado. Você pode repetir o procedimento algumas vezes, mas se a dor persistir, deve-se procurar um médico otorrinolaringologista“, explica o pediatra. Além desse procedimento, é aconselhável o uso de um analgésico e compressas quentes e secas.