Agentes penitenciários paralisam atividades após rebeliões

PROTESTO

Agentes penitenciários paralisam atividades após rebeliões

Visitas foram suspensas e causaram revolta aos familiares na manhã deste sábado

Por Roberta Tavares em Segurança Pública

16 de abril de 2016 às 11:41

Há 3 anos
Nas rebeliões, detentos quebraram grades, mas não houve fuga (FOTO: Reprodução)

Nas rebeliões, detentos quebraram grades, mas não houve fuga (FOTO: Reprodução)

Os agentes penitenciários das Casas de Privação Provisória de Liberdade (CPPL 1 e 2), em Itaitinga e Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza, paralisaram as atividades na manhã deste sábado (16). O protesto acontece após rebelião dos internos por falta d’água nas celas, ocorrida na quinta-feira.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Ceará (Sindasp/CE), Valdemiro Barbosa, a categoria protocolou pedido de audiência com o governo estadual em caráter de urgência. “Não temos data para retornar às atividades, vamos aguardar um posicionamento do governo. Precisamos valorizar nossa categoria e conseguir melhores condições de trabalho”, afirma.

Com a paralisação, a visita aos detentos, que deveria ser feita neste sábado, foi cancelada, causando revolta aos familiares. “As visitas foram suspensas. Nós só vamos fornecer os serviços essenciais, como alimentação, água e socorro de emergência”, garante.

Segundo o Sindicato, o número de agentes nos presídios é insuficiente para a demanda. Cada agente deveria se responsabilizar por cinco presos. No Ceará, um profissional fica responsável por cerca de 200 detentos.

Assista ao vídeo enviado por Whatsapp:

http://mais.uol.com.br/view/15831674

Rebeliões

A primeira rebelião teve início por volta das 16h de quinta-feira (14). Presos da CPPL I iniciaram motim  alegando que estavam sem água há cerca de 72 horas. A situação só foi controlada quando carros pipas chegaram ao local para restabelecer o sistema hídrico da unidade.

De acordo com parentes dos presos, que estavam do lado de fora da unidade no momento da rebelião, os detentos não possuíam sequer água para consumo. “O calor está insuportável aqui fora, imagina lá dentro. A gente ouviu barulho de bala, de portão quebrando e até barulho de bombas lançadas”, conta uma companheira de um detendo, que não quis se identificar. Segundo os familiares, mais de 1,5 mil presos estavam na unidade no momento da rebelião.

A informação de que presos estariam se rebelando na unidade surgiu ainda na tarde desta quinta-feira, depois de um vídeo ser compartilhado nas redes sociais. Nas imagens, um homem aparece com uma barra de ferro tentando quebrar parte da cela do presídio para liberar outros presos.

Veja as imagens:

http://mais.uol.com.br/view/15830459

Em nota, a Secretaria de da Justiça e Cidadania do Estado (Sejus) informou que, com a demora no abastecimento nos três pavilhões, os internos começaram a bater nas grades e quebrar os portões das celas. O Grupo de Apoio Penitenciário interveio e fez a contenção dos internos. Além disso, o órgão disse que muitos parafusos foram arrancados e algumas grades quebradas.

Caucaia

Horas depois de a situação ter sido contornada em Itaitinga, detentos da CPPL II iniciaram uma nova rebelião. Após uma série de confrontos entre policiais e presos, ambulâncias foram encaminhadas ao local. Durante o confronto, presos atearam fogo em colchões e em panos do presídio. Equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas para conter as chamas. Conforme a Secretaria da Justiça, alguns internos ficaram machucados e foram atendidos nas próprias unidades. Não houve fugas.

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PROTESTO

Agentes penitenciários paralisam atividades após rebeliões

Visitas foram suspensas e causaram revolta aos familiares na manhã deste sábado

Por Roberta Tavares em Segurança Pública

16 de abril de 2016 às 11:41

Há 3 anos
Nas rebeliões, detentos quebraram grades, mas não houve fuga (FOTO: Reprodução)

Nas rebeliões, detentos quebraram grades, mas não houve fuga (FOTO: Reprodução)

Os agentes penitenciários das Casas de Privação Provisória de Liberdade (CPPL 1 e 2), em Itaitinga e Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza, paralisaram as atividades na manhã deste sábado (16). O protesto acontece após rebelião dos internos por falta d’água nas celas, ocorrida na quinta-feira.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Ceará (Sindasp/CE), Valdemiro Barbosa, a categoria protocolou pedido de audiência com o governo estadual em caráter de urgência. “Não temos data para retornar às atividades, vamos aguardar um posicionamento do governo. Precisamos valorizar nossa categoria e conseguir melhores condições de trabalho”, afirma.

Com a paralisação, a visita aos detentos, que deveria ser feita neste sábado, foi cancelada, causando revolta aos familiares. “As visitas foram suspensas. Nós só vamos fornecer os serviços essenciais, como alimentação, água e socorro de emergência”, garante.

Segundo o Sindicato, o número de agentes nos presídios é insuficiente para a demanda. Cada agente deveria se responsabilizar por cinco presos. No Ceará, um profissional fica responsável por cerca de 200 detentos.

Assista ao vídeo enviado por Whatsapp:

http://mais.uol.com.br/view/15831674

Rebeliões

A primeira rebelião teve início por volta das 16h de quinta-feira (14). Presos da CPPL I iniciaram motim  alegando que estavam sem água há cerca de 72 horas. A situação só foi controlada quando carros pipas chegaram ao local para restabelecer o sistema hídrico da unidade.

De acordo com parentes dos presos, que estavam do lado de fora da unidade no momento da rebelião, os detentos não possuíam sequer água para consumo. “O calor está insuportável aqui fora, imagina lá dentro. A gente ouviu barulho de bala, de portão quebrando e até barulho de bombas lançadas”, conta uma companheira de um detendo, que não quis se identificar. Segundo os familiares, mais de 1,5 mil presos estavam na unidade no momento da rebelião.

A informação de que presos estariam se rebelando na unidade surgiu ainda na tarde desta quinta-feira, depois de um vídeo ser compartilhado nas redes sociais. Nas imagens, um homem aparece com uma barra de ferro tentando quebrar parte da cela do presídio para liberar outros presos.

Veja as imagens:

http://mais.uol.com.br/view/15830459

Em nota, a Secretaria de da Justiça e Cidadania do Estado (Sejus) informou que, com a demora no abastecimento nos três pavilhões, os internos começaram a bater nas grades e quebrar os portões das celas. O Grupo de Apoio Penitenciário interveio e fez a contenção dos internos. Além disso, o órgão disse que muitos parafusos foram arrancados e algumas grades quebradas.

Caucaia

Horas depois de a situação ter sido contornada em Itaitinga, detentos da CPPL II iniciaram uma nova rebelião. Após uma série de confrontos entre policiais e presos, ambulâncias foram encaminhadas ao local. Durante o confronto, presos atearam fogo em colchões e em panos do presídio. Equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas para conter as chamas. Conforme a Secretaria da Justiça, alguns internos ficaram machucados e foram atendidos nas próprias unidades. Não houve fugas.