Alunos da UFC promovem fórum para sugerir medidas de segurança no Campus do Pici

VIOLÊNCIA NA UNIVERSIDADE

Alunos da UFC promovem fórum para sugerir medidas de segurança no Campus do Pici

Para responsável pelo campus, as denúncias sobre insegurança não passam de boatos. Não é o que dizem as vítimas

Por Daniel Rocha em Segurança Pública

11 de julho de 2017 às 06:45

Há 2 anos

Os alunos têm relatado casos de assaltos dentro do Campus do Pici nas redes sociais (Facebook/Divulgação)

Os alunos da Universidade Federal do Ceará (UFC) vão realizar nesta terça-feira (11) um fórum para pensar soluções de segurança nos campus da instituição. Segundo Artur Freitas, secretário de planejamento e gestão do Diretório Central dos Estudantes, a ideia propor alternativas à Reitoria. Nas últimas semanas, universitários do campus do Pici têm relatado assaltos dentro da universidade.

“A gente mapeou o campus e sugeriu pontos para a importação de guaritas.A Polícia Militar não pode atuar dentro do campus. Então, só temos a guarda patrimonial. Além disso, estamos insistindo aos alunos a fazer Boletim de Ocorrência”, declara Artur. 

No último dia 6 de julho, o Tribuna do Ceará entrevistou uma vítima dos assaltos que têm ocorrido nas últimas semana. A estudante do curso de Engenharia Ambiental e Sanitária, que não quis se identificar, foi assaltada por dois homens em uma moto no campus. A universitária fez o BO pela internet e informou à polícia e aos vigilantes.

“A polícia informou que não pode entrar no campus e a vigilância disse que é guarda do patrimônio da UFC. Não fizeram nada, apenas anotaram as informações do assalto”, disse.

Mas, de acordo com o Superintendente de Infraestrutura e Gestão Ambiental da UFC, José Ademar Gondim, a entrada da PM na instituição é permitida e a instituição tem tido a presença de militares no campus. “A Polícia Militar tem atuado aqui, e essa informação de que a PM não pode entrar é mito”, explicou.

Alunos fizeram registro de um dos homens que estão cometendo assaltos no Pici (FOTO: Reprodução Facebook)

O professor alega que a universidade dispõe de um sistema de segurança com rondas móveis e câmeras de vigilância. Para Ademar Gondim, os casos de assaltos publicados nas mídias sociais podem ser apenas boatos. Além disso, o superintendente diz que os assaltos ocorrem fora do campus.

“Nós temos um número de emergência e esses casos não são verdadeiros. Há vários postos de vigilância e se, eu for assaltado, tenho que notificar a esses postos. A informação oficial da universidade parte desses registros”, argumenta Gondim. O Superintendente orienta aos alunos a notificarem os casos para a instituição pelo telefone 85 3366-9190.

Superintendente de Infraestrutura da UFC, José Ademar Gondim orientou aos alunos a notificarem os casos (Reprodução/Facebook)

Entretanto, a atuação de policiais militares não é percebida pelos universitários. Um estudante conta que vê os PMs passando, mas não fazendo patrulha porque o campus é uma via de acesso para algumas comunidades. “O Pici é um atalho para as comunidades. Então, os policiais passam por aqui porque é uma via de acesso”, disse.

A Polícia Militar do Ceará informou, por meio de nota, que “as viaturas têm acesso às vias de trânsito dentro do Campus da Universidade para a realização do policiamento ostensivo geral. Contudo, sua atuação está restrita aos flagrantes de crime ou em caso de solicitação dos alunos ou da Reitoria da Instituição”.

Publicidade

Dê sua opinião

VIOLÊNCIA NA UNIVERSIDADE

Alunos da UFC promovem fórum para sugerir medidas de segurança no Campus do Pici

Para responsável pelo campus, as denúncias sobre insegurança não passam de boatos. Não é o que dizem as vítimas

Por Daniel Rocha em Segurança Pública

11 de julho de 2017 às 06:45

Há 2 anos

Os alunos têm relatado casos de assaltos dentro do Campus do Pici nas redes sociais (Facebook/Divulgação)

Os alunos da Universidade Federal do Ceará (UFC) vão realizar nesta terça-feira (11) um fórum para pensar soluções de segurança nos campus da instituição. Segundo Artur Freitas, secretário de planejamento e gestão do Diretório Central dos Estudantes, a ideia propor alternativas à Reitoria. Nas últimas semanas, universitários do campus do Pici têm relatado assaltos dentro da universidade.

“A gente mapeou o campus e sugeriu pontos para a importação de guaritas.A Polícia Militar não pode atuar dentro do campus. Então, só temos a guarda patrimonial. Além disso, estamos insistindo aos alunos a fazer Boletim de Ocorrência”, declara Artur. 

No último dia 6 de julho, o Tribuna do Ceará entrevistou uma vítima dos assaltos que têm ocorrido nas últimas semana. A estudante do curso de Engenharia Ambiental e Sanitária, que não quis se identificar, foi assaltada por dois homens em uma moto no campus. A universitária fez o BO pela internet e informou à polícia e aos vigilantes.

“A polícia informou que não pode entrar no campus e a vigilância disse que é guarda do patrimônio da UFC. Não fizeram nada, apenas anotaram as informações do assalto”, disse.

Mas, de acordo com o Superintendente de Infraestrutura e Gestão Ambiental da UFC, José Ademar Gondim, a entrada da PM na instituição é permitida e a instituição tem tido a presença de militares no campus. “A Polícia Militar tem atuado aqui, e essa informação de que a PM não pode entrar é mito”, explicou.

Alunos fizeram registro de um dos homens que estão cometendo assaltos no Pici (FOTO: Reprodução Facebook)

O professor alega que a universidade dispõe de um sistema de segurança com rondas móveis e câmeras de vigilância. Para Ademar Gondim, os casos de assaltos publicados nas mídias sociais podem ser apenas boatos. Além disso, o superintendente diz que os assaltos ocorrem fora do campus.

“Nós temos um número de emergência e esses casos não são verdadeiros. Há vários postos de vigilância e se, eu for assaltado, tenho que notificar a esses postos. A informação oficial da universidade parte desses registros”, argumenta Gondim. O Superintendente orienta aos alunos a notificarem os casos para a instituição pelo telefone 85 3366-9190.

Superintendente de Infraestrutura da UFC, José Ademar Gondim orientou aos alunos a notificarem os casos (Reprodução/Facebook)

Entretanto, a atuação de policiais militares não é percebida pelos universitários. Um estudante conta que vê os PMs passando, mas não fazendo patrulha porque o campus é uma via de acesso para algumas comunidades. “O Pici é um atalho para as comunidades. Então, os policiais passam por aqui porque é uma via de acesso”, disse.

A Polícia Militar do Ceará informou, por meio de nota, que “as viaturas têm acesso às vias de trânsito dentro do Campus da Universidade para a realização do policiamento ostensivo geral. Contudo, sua atuação está restrita aos flagrantes de crime ou em caso de solicitação dos alunos ou da Reitoria da Instituição”.