Apps e sites de bancos não devem ser usados em redes públicas, alerta especialista

DICA DE SEGURANÇA

Apps e sites de bancos não devem ser usados em redes públicas, alerta especialista

O chefe do Departamento de Computação da UFC, Emanuel Bezerra, explica que usuários devem evitar o uso de redes de internet compartilhadas ou públicas

Por Tribuna Bandnews FM em Segurança Pública

15 de junho de 2019 às 07:00

Há 1 mês
Aplicativos de bancos para smartphones são campeões no número de transações financeiras online (FOTO: Reprodução)

Aplicativos de bancos para smartphones são campeões no número de transações financeiras online (FOTO: Reprodução)

Fraudes bancárias podem ser facilitadas pela falta de cuidado ao utilizar meios digitais. Para muitos brasileiros, fazer transações bancárias nas agências já não é a melhor opção. Devido à praticidade, a preferência é realizar operações em aplicativos ou em sites de bancos. A escolha, inclusive, tem obrigado as empresas a investir em tecnologias.

A última pesquisa da Federação Brasileira de Bancos (FBB) mostra que, de cada 10 movimentações feitas em 2018, seis foram realizadas no internet banking ou mobile banking.

O gerente financeiro Walter Piragine é um dos brasileiros que não abre mão da tecnologia. Ao fazer pagamentos ou outras operações, sempre recorre aos aplicativos e sites de bancos. Para ele, é mais rápido e prático.

“Trabalho com isso, para pagar fornecedores, transferir o salário para colaboradores. É muito mais fácil do que ir para o banco com uma lista, pegar senha, fila, caixa, para fazer uma operação. É muito mais fácil fazer isso no conforto do seu escritório, no conforto da sua casa, do que ter que se deslocar”, afirma Walter.

Os mobile banking, aplicativos de bancos para smartphones, foram os que apresentaram o melhor desempenho. De acordo com a pesquisa, o aumento foi de cerca de 80% em transações financeiras feitas por essa modalidade em um ano.

Foram R$ 3 bilhões movimentados via mobile somente em 2018, enquanto, em 2017, esse valor representava cerca de um R$ 1,7 bi. Já no internet banking, a mudança foi menor. Houve um crescimento de 11%.

Mas é preciso ficar atento aos cuidados na hora de realizar qualquer operação. O chefe do Departamento de Computação da Universidade Federal do Ceará (UFC), Emanuel Bezerra, explica que usuários devem evitar o uso de redes de internet compartilhadas ou públicas.

“Um atacante pode descobrir qual é o login e a senha do seu internet banking. De posse dessa informação, ele se passa por você e faz coisas que não são permitidas, roubos de informações ou até transações financeiras, clonagem de cartão”, exemplifica o especialista.

A dica é optar por redes com conexões seguras, como wifi domésticos. Utilizar a versão mais atualizada dos aplicativos dos bancos também é uma alternativa. De acordo com o especialista, a cautela pode evitar que dados confidenciais sejam roubados durante o uso dessas plataformas.

“Esse tipo de rede não é seguro. Pode ter uma pessoa mal intencionada, que esteja no mesmo ambiente que você, com um aparelho específico, que consegue captar todos os sinais que estão sendo transmitidos dentro daquela rede. E ela consegue capturar informações sigilosas suas”, alerta Bezerra.

E a tendência é que mais pessoas se tornem adeptas a esses meios. Por esse motivo, os bancos investiram três bilhões de reais em softwares somente no ano passado. Além disso, 73% das empresas investem em inteligência artificial e em computação cognitiva.

Confira a reportagem de Daniel Rocha, da Tribuna Band News FM:

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Apps e sites de bancos não devem ser usados em redes públicas, alerta especialista

O chefe do Departamento de Computação da UFC, Emanuel Bezerra, explica que usuários devem evitar o uso de redes de internet compartilhadas ou públicas

Por Tribuna Bandnews FM em Segurança Pública

15 de junho de 2019 às 07:00

Há 1 mês
Aplicativos de bancos para smartphones são campeões no número de transações financeiras online (FOTO: Reprodução)

Aplicativos de bancos para smartphones são campeões no número de transações financeiras online (FOTO: Reprodução)

Fraudes bancárias podem ser facilitadas pela falta de cuidado ao utilizar meios digitais. Para muitos brasileiros, fazer transações bancárias nas agências já não é a melhor opção. Devido à praticidade, a preferência é realizar operações em aplicativos ou em sites de bancos. A escolha, inclusive, tem obrigado as empresas a investir em tecnologias.

A última pesquisa da Federação Brasileira de Bancos (FBB) mostra que, de cada 10 movimentações feitas em 2018, seis foram realizadas no internet banking ou mobile banking.

O gerente financeiro Walter Piragine é um dos brasileiros que não abre mão da tecnologia. Ao fazer pagamentos ou outras operações, sempre recorre aos aplicativos e sites de bancos. Para ele, é mais rápido e prático.

“Trabalho com isso, para pagar fornecedores, transferir o salário para colaboradores. É muito mais fácil do que ir para o banco com uma lista, pegar senha, fila, caixa, para fazer uma operação. É muito mais fácil fazer isso no conforto do seu escritório, no conforto da sua casa, do que ter que se deslocar”, afirma Walter.

Os mobile banking, aplicativos de bancos para smartphones, foram os que apresentaram o melhor desempenho. De acordo com a pesquisa, o aumento foi de cerca de 80% em transações financeiras feitas por essa modalidade em um ano.

Foram R$ 3 bilhões movimentados via mobile somente em 2018, enquanto, em 2017, esse valor representava cerca de um R$ 1,7 bi. Já no internet banking, a mudança foi menor. Houve um crescimento de 11%.

Mas é preciso ficar atento aos cuidados na hora de realizar qualquer operação. O chefe do Departamento de Computação da Universidade Federal do Ceará (UFC), Emanuel Bezerra, explica que usuários devem evitar o uso de redes de internet compartilhadas ou públicas.

“Um atacante pode descobrir qual é o login e a senha do seu internet banking. De posse dessa informação, ele se passa por você e faz coisas que não são permitidas, roubos de informações ou até transações financeiras, clonagem de cartão”, exemplifica o especialista.

A dica é optar por redes com conexões seguras, como wifi domésticos. Utilizar a versão mais atualizada dos aplicativos dos bancos também é uma alternativa. De acordo com o especialista, a cautela pode evitar que dados confidenciais sejam roubados durante o uso dessas plataformas.

“Esse tipo de rede não é seguro. Pode ter uma pessoa mal intencionada, que esteja no mesmo ambiente que você, com um aparelho específico, que consegue captar todos os sinais que estão sendo transmitidos dentro daquela rede. E ela consegue capturar informações sigilosas suas”, alerta Bezerra.

E a tendência é que mais pessoas se tornem adeptas a esses meios. Por esse motivo, os bancos investiram três bilhões de reais em softwares somente no ano passado. Além disso, 73% das empresas investem em inteligência artificial e em computação cognitiva.

Confira a reportagem de Daniel Rocha, da Tribuna Band News FM: