Corpos de líderes do PCC devem embarcar para São Paulo nesta terça-feira

CRIME ORGANIZADO

Corpos de líderes do PCC embarcam para São Paulo

Os corpos de Gegê do Mangue e o Paca ainda não embarcaram por problemas de documentação. As esposas estiveram na delegacia para prestar depoimento

Por Tribuna do Ceará em Segurança Pública

20 de fevereiro de 2018 às 10:47

Há 1 ano

Os familiares irão prestar depoimento nesta terça-feira (20)(Foto: Reprodução/Barra Pesada)

Os corpos dos líderes do PCC que foram assassinatos na última quinta-feira (15) no município de Aquiraz foram embarcados para a cidade de São Paulo nesta terça-feira (20). O sepultamento será no cemitério do Araçá.

Os corpos de Rogério Jeremias de Simone, conhecido como Gegê do Mangue, e Fabiano Alves de Sousa Paca foram liberados pela Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) nesta segunda. Logo depois, foram encaminhados, por meio de uma funerária, para uma clínica em Fortaleza, na qual foram submetido a tratamento para a realização do traslado.

As esposas dos traficantes estiveram na Delegacia de Combate ao Crime Organizado (Draco) e deverão retornar novamente à delegacia ainda nesta terça, onde irão prestar depoimento. Segundo o advogado, o embarque das familiares com os corpos só será permitido após esclarecimentos à polícia.

Rogério Geremias, 41 anos, estava na lista dos mais procurados da Polícia Civil e era suspeito de controlar o tráfico de drogas no Paraguai. O traficante era considerado chefe da facção criminosa fora do presídio, segundo o Ministério Público (MP). Além disso, o criminoso era acusado de ser o mandante da morte de outro traficante, identificado como Edilson Nogueira (o Biroska).

O Paca, comparsa de Gegê, também era procurado pela Justiça de São Paulo. Segundo o procurador da Justiça de São Paulo, Márcio Christino, “Paca seria um dos grandes responsáveis pelo fornecimento de cocaína do PCC no Brasil”

Os corpos dos traficantes foram encontrados dentro de uma reserva indígena no município de Aquiraz, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). De acordo com informações de populares, homens teriam realizado vários disparos contra a dupla. Na emboscada, foi utilizado um helicóptero. As balas atingiram o rosto dos traficantes e, nos olhos, havia perfurações de facas.

Durante o domingo (18), foi montado um forte esquema de segurança no prédio do Instituto Médico Legal (IML) de Fortaleza. O reforço com 20 homens do Batalhão de Choque foi realizado por conta de informações sobre ameaças de invasão ao local para o resgate dos corpos dos dois integrantes do PCC. Familiares dos criminosos chegaram por volta das 22h30  para o reconhecimento e liberação dos corpos.

Rodeados por viaturas e policiais descaracterizados, os parentes de “Gegê do Mangue” e de “Paca” demoraram cerca de meia hora para reconhecer os corpos. O esquema de segurança permaneceu no local até esta segunda-feira (19). Todas as pessoas com atitude suspeita foram abordadas e revistadas no prédio.

Acompanhe o caso

20/2 – “PCC é um cartel associado aos barões de cocaína da Bolívia”, afirma procurador de Justiça

19/2 – Líder do PCC morto no Ceará era acusado de chefiar o tráfico de drogas no Paraguai

19/2 – IML recebe esquema de segurança para evitar sequestro de corpos de líderes do PCC

19/2 – “Quem conquistar o Ceará conquista o Nordeste”, alerta ministro da Justiça sobre o crime organizado

18/2 – Governo Federal envia força-tarefa policial ao Ceará

18/2 – Lideranças do PCC teriam sido mortas em área indígena do Ceará

 

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CRIME ORGANIZADO

Corpos de líderes do PCC embarcam para São Paulo

Os corpos de Gegê do Mangue e o Paca ainda não embarcaram por problemas de documentação. As esposas estiveram na delegacia para prestar depoimento

Por Tribuna do Ceará em Segurança Pública

20 de fevereiro de 2018 às 10:47

Há 1 ano

Os familiares irão prestar depoimento nesta terça-feira (20)(Foto: Reprodução/Barra Pesada)

Os corpos dos líderes do PCC que foram assassinatos na última quinta-feira (15) no município de Aquiraz foram embarcados para a cidade de São Paulo nesta terça-feira (20). O sepultamento será no cemitério do Araçá.

Os corpos de Rogério Jeremias de Simone, conhecido como Gegê do Mangue, e Fabiano Alves de Sousa Paca foram liberados pela Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) nesta segunda. Logo depois, foram encaminhados, por meio de uma funerária, para uma clínica em Fortaleza, na qual foram submetido a tratamento para a realização do traslado.

As esposas dos traficantes estiveram na Delegacia de Combate ao Crime Organizado (Draco) e deverão retornar novamente à delegacia ainda nesta terça, onde irão prestar depoimento. Segundo o advogado, o embarque das familiares com os corpos só será permitido após esclarecimentos à polícia.

Rogério Geremias, 41 anos, estava na lista dos mais procurados da Polícia Civil e era suspeito de controlar o tráfico de drogas no Paraguai. O traficante era considerado chefe da facção criminosa fora do presídio, segundo o Ministério Público (MP). Além disso, o criminoso era acusado de ser o mandante da morte de outro traficante, identificado como Edilson Nogueira (o Biroska).

O Paca, comparsa de Gegê, também era procurado pela Justiça de São Paulo. Segundo o procurador da Justiça de São Paulo, Márcio Christino, “Paca seria um dos grandes responsáveis pelo fornecimento de cocaína do PCC no Brasil”

Os corpos dos traficantes foram encontrados dentro de uma reserva indígena no município de Aquiraz, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). De acordo com informações de populares, homens teriam realizado vários disparos contra a dupla. Na emboscada, foi utilizado um helicóptero. As balas atingiram o rosto dos traficantes e, nos olhos, havia perfurações de facas.

Durante o domingo (18), foi montado um forte esquema de segurança no prédio do Instituto Médico Legal (IML) de Fortaleza. O reforço com 20 homens do Batalhão de Choque foi realizado por conta de informações sobre ameaças de invasão ao local para o resgate dos corpos dos dois integrantes do PCC. Familiares dos criminosos chegaram por volta das 22h30  para o reconhecimento e liberação dos corpos.

Rodeados por viaturas e policiais descaracterizados, os parentes de “Gegê do Mangue” e de “Paca” demoraram cerca de meia hora para reconhecer os corpos. O esquema de segurança permaneceu no local até esta segunda-feira (19). Todas as pessoas com atitude suspeita foram abordadas e revistadas no prédio.

Acompanhe o caso

20/2 – “PCC é um cartel associado aos barões de cocaína da Bolívia”, afirma procurador de Justiça

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