Envolvidos na agressão a estudante na Gentilândia são ouvidos pelo MPCE

IDENTIFICADOS

Envolvidos na agressão a estudante na Gentilândia são ouvidos pelo MPCE

Conforme relato em rede social, a vítima teria sofrido violência física e xingamentos de cunho racista e homofóbico

Por Tribuna do Ceará em Segurança Pública

30 de janeiro de 2018 às 15:37

Há 1 ano
Caso de agressão sofrida por jovem universitário teria ocorrido no bairro Gentilândia, em Fortaleza (FOTO: Tribuna do Ceará)

Caso de agressão sofrida por jovem universitário teria ocorrido no bairro Gentilândia, em Fortaleza (FOTO: Tribuna do Ceará)

O Ministério Público do Ceará (MPCE) ouve a partir desta terça-feira (30) os supostos envolvidos na agressão de um jovem na Praça da Gentilândia, em Fortaleza. O caso aconteceu no último dia 18 de janeiro e, segundo relato do jovem, ele teria sido vítima de homofobia e racismo.

Com a tramitação do Procedimento Investigatório Criminal (PIC) instaurado, o MPCE começa a avançar nas diligências. Segundo o órgão, os envolvidos no episódio já foram devidamente identificados e notificados. “Por se tratar de um procedimento sigiloso, tanto a vítima quanto quem teria praticado as agressões e o suposto crime de racismo terão suas identidades preservadas, não sendo possível a divulgação de imagens. As oitivas ocorrerão durante esta semana”, disse o MP.

A agressão ao estudante por um suposto grupo skinhead, denominado “Carecas do Brasil”, ganhou repercussão na cidade. A vítima teria prestado Boletim de Ocorrência na tarde de sexta-feira (19) e formalizado uma denúncia junto aos órgãos públicos de segurança e direitos humanos, com o apoio da Rede Nacional de Advogadas e Advogados Populares (Renap) e do Fórum Cearense LGBT. 

Conforme relato em rede social, a vítima teria sofrido violência física e xingamentos de cunho racista e homofóbico por parte dos supostos agressores.

Confira o relato completo feito pelo jovem no Facebook:

“Hoje, eu fui atacado por um grupo de carecas na Gentilândia. Eram uns 6 caras, me cercaram e começaram a me socar, eu só tive a reação de proteger minha cabeça e gritar por socorro. Levei um soco que rasgou de leve minha orelha e mais alguns, que me fizeram cair e um deixou um galo…

Tinha um mototaxista perto, aí me apoiei na moto dele pra levantar, ele me empurrou pra cima dos caras e disse pra e unão encostar na moto dele. Quando eu vi uma brecha entre dois deles, eu corri, atravessei a avenida, quase fui atropelado, perdi meu chinelo e meu boné. Enquanto eles me batiam, eu só ouvia algo relacionado a eu ser um viadinho e um preto imundo.

Saí de lá, achei a polícia, pedi socorro, expliquei a situação, eles com uma cara de má vontade deram uma volta, não acharam ninguém, voltaram, me indicaram a ir na delegaçia, não anotaram nada, não me perguntaram muita coisa, nem o meu nome sequer.

Vim pra casa, continuo com enjoo e uma leve dor de cabeça, minha orelha ainda sangra e mesmo com tudo isso, eu ainda não acredito que tenha sido real, pois nunca pensei que iria passar por isso. Bem, eu estou bem, tô em casa, não estou machucado, mas a dor do que eu ouvi enquanto apanhava, continua aqui. É isso, boa noite.”

Publicidade

Dê sua opinião

IDENTIFICADOS

Envolvidos na agressão a estudante na Gentilândia são ouvidos pelo MPCE

Conforme relato em rede social, a vítima teria sofrido violência física e xingamentos de cunho racista e homofóbico

Por Tribuna do Ceará em Segurança Pública

30 de janeiro de 2018 às 15:37

Há 1 ano
Caso de agressão sofrida por jovem universitário teria ocorrido no bairro Gentilândia, em Fortaleza (FOTO: Tribuna do Ceará)

Caso de agressão sofrida por jovem universitário teria ocorrido no bairro Gentilândia, em Fortaleza (FOTO: Tribuna do Ceará)

O Ministério Público do Ceará (MPCE) ouve a partir desta terça-feira (30) os supostos envolvidos na agressão de um jovem na Praça da Gentilândia, em Fortaleza. O caso aconteceu no último dia 18 de janeiro e, segundo relato do jovem, ele teria sido vítima de homofobia e racismo.

Com a tramitação do Procedimento Investigatório Criminal (PIC) instaurado, o MPCE começa a avançar nas diligências. Segundo o órgão, os envolvidos no episódio já foram devidamente identificados e notificados. “Por se tratar de um procedimento sigiloso, tanto a vítima quanto quem teria praticado as agressões e o suposto crime de racismo terão suas identidades preservadas, não sendo possível a divulgação de imagens. As oitivas ocorrerão durante esta semana”, disse o MP.

A agressão ao estudante por um suposto grupo skinhead, denominado “Carecas do Brasil”, ganhou repercussão na cidade. A vítima teria prestado Boletim de Ocorrência na tarde de sexta-feira (19) e formalizado uma denúncia junto aos órgãos públicos de segurança e direitos humanos, com o apoio da Rede Nacional de Advogadas e Advogados Populares (Renap) e do Fórum Cearense LGBT. 

Conforme relato em rede social, a vítima teria sofrido violência física e xingamentos de cunho racista e homofóbico por parte dos supostos agressores.

Confira o relato completo feito pelo jovem no Facebook:

“Hoje, eu fui atacado por um grupo de carecas na Gentilândia. Eram uns 6 caras, me cercaram e começaram a me socar, eu só tive a reação de proteger minha cabeça e gritar por socorro. Levei um soco que rasgou de leve minha orelha e mais alguns, que me fizeram cair e um deixou um galo…

Tinha um mototaxista perto, aí me apoiei na moto dele pra levantar, ele me empurrou pra cima dos caras e disse pra e unão encostar na moto dele. Quando eu vi uma brecha entre dois deles, eu corri, atravessei a avenida, quase fui atropelado, perdi meu chinelo e meu boné. Enquanto eles me batiam, eu só ouvia algo relacionado a eu ser um viadinho e um preto imundo.

Saí de lá, achei a polícia, pedi socorro, expliquei a situação, eles com uma cara de má vontade deram uma volta, não acharam ninguém, voltaram, me indicaram a ir na delegaçia, não anotaram nada, não me perguntaram muita coisa, nem o meu nome sequer.

Vim pra casa, continuo com enjoo e uma leve dor de cabeça, minha orelha ainda sangra e mesmo com tudo isso, eu ainda não acredito que tenha sido real, pois nunca pensei que iria passar por isso. Bem, eu estou bem, tô em casa, não estou machucado, mas a dor do que eu ouvi enquanto apanhava, continua aqui. É isso, boa noite.”