Família diz que últimas palavras de Roni "Tutuba" teriam sido que havia "apanhado muito da polícia"

PEDIDO DE JUSTIÇA

Família diz que últimas palavras de Roni “Tutuba” teriam sido que havia “apanhado muito da polícia”

Parentes acreditam que Ronierbson Gomes e Silva, que incorporava o mascote Tutuba, não morreu em decorrência de acidente de trânsito

Por TV Jangadeiro em Segurança Pública

18 de dezembro de 2018 às 12:29

Há 7 meses
Roni faleceu no dia 5 de novembro (FOTO: Arquivo Pessoal)

Roni faleceu no dia 5 de novembro (FOTO: Arquivo Pessoal)

(*) Atualizado às 14h50.

Ronierbson Gomes e Silva, de 36 anos, morreu no último dia 5 de novembro, em Fortaleza. A família do torcedor do Ferroviário, que dava vida ao mascote Tutuba, contesta a versão de que ele teria morrido por acidade de carro. Em entrevista ao programa Barra Pesada, da TV Jangadeiro/SBT, a irmã Vitória Régia disse que as últimas palavras dele, para a médica do Instituto Dr. José Frota (IJF), foram que havia “apanhado muito da polícia.”

A família teve acesso ao laudo divulgado pelo IJF, como também o exame cadavérico. Roni sofreu um acidente de trânsito no dia 5 de novembro, no bairro Cristo Redentor, e foi levado por policiais militares para a casa da família, que o socorreu para a unidade de saúde. Ele faleceu horas depois. A viúva cobra justiça das autoridades.

“A gente ainda está esperando uma resposta das autoridades. A gente quer que seja feita a justiça. A gente não vai deixar o caso dele passar em branco”, cobra Nivanda Ribeiro, esposa da vítima.

A irmã lembra que, até o momento do velório, todos pensavam que a motivação da morte teria sido o acidente. No entanto, relata que outros elementos apareceram para duvidar de como Ronierbson morreu. Ela também questiona a postura dos policiais que poderiam ter levado a vítima direto para o hospital, mas o deixaram em casa.

“Já que se deslocaram de lá para trazer meu irmão para casa, porque não levaram logo ao hospital? Meu irmão estava grave. Não chamaram uma perícia, não teve isolamento, nada. Em nenhum momento disseram que meu irmão tinha sido agredido. Depois que a gente veio saber disso”, conta Vitória.

“As últimas palavras que ele falou no hospital, porque a gente não tinha acesso a sala que ele estava, a única coisa que ele falou para a doutora, antes de falecer, foi que ele tinha apanhado muito da polícia. Foram as últimas palavras dele. A gente não quer deixar impune o que houve com meu irmão. Eu não sei o que é ter uma noite tranquila, meu sobrinho pergunta, sempre toca no assunto dele, é muito difícil”, revelou a irmã.

Ainda de acordo com os familiares, todo o material que receberam, como áudio, vídeo e fotos, foi encaminhado à Controladoria Geral de Disciplina. E o 7º DP, no Pirambu, vai investigar o caso.

Um laudo da Perícia Forense, do dia 6 de novembro, ainda não foi suficiente para indicar a causa da morte de Ronierbson Gomes e Silva, responsável pelo mascote do Ferroviário, o Tutuba.  Até agora não é possível afirmar se o torcedor foi vítima de acidente de trânsito ou de espancamento.

A TV Jangadeiro apurou que os exames realizados até agora, como o parecer emitido pela Pefoce, documento apresentado pela família à reportagem, não indicam a causa da morte.

O Tribuna do Ceará entrou em contato com a assessoria da Secretaria de Segurança Pública do Ceará para comentar as declarações, que emitiu a seguinte nota:

“A Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) informa que foi instaurado inquérito policial no 7º Distrito Policial (DP), para apurar as circunstâncias acerca da morte de Ronierbson Gomes e Silva (36), ocorrida no dia 5 de novembro deste ano, no bairro Cristo Redentor, Área Integrada de Segurança 8 (AIS 8). Oitivas e diligências estão em andamento, com o objetivo de esclarecer o ocorrido. O resultado do laudo cadavérico, que apresenta a causa do óbito foi entregue à autoridade policial. Exames complementares estão em andamento e ao serem concluídos, serão encaminhados à unidade da PCCE, para auxiliar nas investigações. Mais informações serão passadas em momento oportuno para não comprometer o andamento dos trabalhos policiais.”

Já a assessoria do IJF emitiu a seguinte nota:

“O Instituto Doutor José Frota esclarece que não tem autorização para a divulgação de informações sobre pacientes sem a autorização dos mesmos ou de seus familiares e responsáveis legais. A determinação é embasada na preservação do Direito à Privacidade do Cidadão, garantido pela Constituição Federal/88 (Art. 5, inc. X), além do sigilo e confidencialidade de todas as informações pessoais dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), mesmo após a morte do paciente, salvo nos casos de risco à saúde pública, conforme estabelece a Portaria nº 1.820/09, do Ministério da Saúde.”

Publicidade

Dê sua opinião

PEDIDO DE JUSTIÇA

Família diz que últimas palavras de Roni “Tutuba” teriam sido que havia “apanhado muito da polícia”

Parentes acreditam que Ronierbson Gomes e Silva, que incorporava o mascote Tutuba, não morreu em decorrência de acidente de trânsito

Por TV Jangadeiro em Segurança Pública

18 de dezembro de 2018 às 12:29

Há 7 meses
Roni faleceu no dia 5 de novembro (FOTO: Arquivo Pessoal)

Roni faleceu no dia 5 de novembro (FOTO: Arquivo Pessoal)

(*) Atualizado às 14h50.

Ronierbson Gomes e Silva, de 36 anos, morreu no último dia 5 de novembro, em Fortaleza. A família do torcedor do Ferroviário, que dava vida ao mascote Tutuba, contesta a versão de que ele teria morrido por acidade de carro. Em entrevista ao programa Barra Pesada, da TV Jangadeiro/SBT, a irmã Vitória Régia disse que as últimas palavras dele, para a médica do Instituto Dr. José Frota (IJF), foram que havia “apanhado muito da polícia.”

A família teve acesso ao laudo divulgado pelo IJF, como também o exame cadavérico. Roni sofreu um acidente de trânsito no dia 5 de novembro, no bairro Cristo Redentor, e foi levado por policiais militares para a casa da família, que o socorreu para a unidade de saúde. Ele faleceu horas depois. A viúva cobra justiça das autoridades.

“A gente ainda está esperando uma resposta das autoridades. A gente quer que seja feita a justiça. A gente não vai deixar o caso dele passar em branco”, cobra Nivanda Ribeiro, esposa da vítima.

A irmã lembra que, até o momento do velório, todos pensavam que a motivação da morte teria sido o acidente. No entanto, relata que outros elementos apareceram para duvidar de como Ronierbson morreu. Ela também questiona a postura dos policiais que poderiam ter levado a vítima direto para o hospital, mas o deixaram em casa.

“Já que se deslocaram de lá para trazer meu irmão para casa, porque não levaram logo ao hospital? Meu irmão estava grave. Não chamaram uma perícia, não teve isolamento, nada. Em nenhum momento disseram que meu irmão tinha sido agredido. Depois que a gente veio saber disso”, conta Vitória.

“As últimas palavras que ele falou no hospital, porque a gente não tinha acesso a sala que ele estava, a única coisa que ele falou para a doutora, antes de falecer, foi que ele tinha apanhado muito da polícia. Foram as últimas palavras dele. A gente não quer deixar impune o que houve com meu irmão. Eu não sei o que é ter uma noite tranquila, meu sobrinho pergunta, sempre toca no assunto dele, é muito difícil”, revelou a irmã.

Ainda de acordo com os familiares, todo o material que receberam, como áudio, vídeo e fotos, foi encaminhado à Controladoria Geral de Disciplina. E o 7º DP, no Pirambu, vai investigar o caso.

Um laudo da Perícia Forense, do dia 6 de novembro, ainda não foi suficiente para indicar a causa da morte de Ronierbson Gomes e Silva, responsável pelo mascote do Ferroviário, o Tutuba.  Até agora não é possível afirmar se o torcedor foi vítima de acidente de trânsito ou de espancamento.

A TV Jangadeiro apurou que os exames realizados até agora, como o parecer emitido pela Pefoce, documento apresentado pela família à reportagem, não indicam a causa da morte.

O Tribuna do Ceará entrou em contato com a assessoria da Secretaria de Segurança Pública do Ceará para comentar as declarações, que emitiu a seguinte nota:

“A Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) informa que foi instaurado inquérito policial no 7º Distrito Policial (DP), para apurar as circunstâncias acerca da morte de Ronierbson Gomes e Silva (36), ocorrida no dia 5 de novembro deste ano, no bairro Cristo Redentor, Área Integrada de Segurança 8 (AIS 8). Oitivas e diligências estão em andamento, com o objetivo de esclarecer o ocorrido. O resultado do laudo cadavérico, que apresenta a causa do óbito foi entregue à autoridade policial. Exames complementares estão em andamento e ao serem concluídos, serão encaminhados à unidade da PCCE, para auxiliar nas investigações. Mais informações serão passadas em momento oportuno para não comprometer o andamento dos trabalhos policiais.”

Já a assessoria do IJF emitiu a seguinte nota:

“O Instituto Doutor José Frota esclarece que não tem autorização para a divulgação de informações sobre pacientes sem a autorização dos mesmos ou de seus familiares e responsáveis legais. A determinação é embasada na preservação do Direito à Privacidade do Cidadão, garantido pela Constituição Federal/88 (Art. 5, inc. X), além do sigilo e confidencialidade de todas as informações pessoais dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), mesmo após a morte do paciente, salvo nos casos de risco à saúde pública, conforme estabelece a Portaria nº 1.820/09, do Ministério da Saúde.”