IML recebe esquema de segurança para evitar sequestro de corpos de líderes do PCC - Noticias

BATALHÃO DE CHOQUE

IML recebe esquema de segurança para evitar sequestro de corpos de líderes do PCC

Vinte homens da PM reforçaram a segurança para evitar invasão ao IML, para onde foram levados os corpos

Por Tribuna do Ceará em Segurança Pública

19 de fevereiro de 2018 às 10:53

Há 1 ano

Cercados por segurança, famílias fizeram reconhecimento dos corpos. (FOTO: Reprodução/Barra Pesada)

A Perícia Forense do Ceará recebeu forte esquema de segurança no prédio do Instituto Médico Legal (IML) de Fortaleza, desde a noite deste domingo (18). O reforço com 20 homens do Batalhão de Choque foi feito após informação de ameaças de invasão ao local para resgatar os corpos dos dois integrantes do PCC mortos na quinta-feita (15). Familiares chegaram por volta das 22h30 deste domingo para reconhecimento e liberação dos corpos.

Cercados por forte esquema de segurança, que incluía viaturas e policiais descaracterizados, os familiares de Rogério Geremias de Simone, o “Gegê do Mangue”, e Fabiano Alves de Souza, o “Paca”, demoraram cerca de meia hora para fazer o reconhecimento dos corpos.

O esquema de segurança permanece nesta segunda-feira (19), já que os corpos seguem no IML. Todas as pessoas com atitude suspeita são abordadas e revistadas.

Força-tarefa do Governo

Três horas depois, os 36 policiais da força-tarefa policial, determinada pelo presidente Michel Temer, desembarcaram na base aérea de Fortaleza para dar apoio ao combate ao crime organizado no Estado. São 26 da Polícia Federal e 10 da Força Nacional de Segurança. Todos sob o comando do Almirante Alexandre Mota, secretário Adjunto da Secretaria Nacional de Segurança Pública.

“Na prática, é dar apoio à Polícia Civil, Militar e administração penitenciária para serviços de inteligência, enquanto se tem conhecimento do que se passa em outros estados no Brasil. Não é nada ostensivo, é inteligência e totalmente diferente do que há no Rio de Janeiro”, esclareceu Torquato Jardim, ministro da Justiça e Segurança Pública.

Crise na segurança

A decisão do envio da força-tarefa ao Estado deve-se à crise na segurança no Ceará. No último mês de janeiro, foram registradas duas chacinas: de Maranguape, com 4 mortos, e de Cajazeiras, em Fortaleza, com 14 mortesA última foi a maior da história do Ceará.

Dois dias depois da Chacina de Cajazeiras, aconteceu um conflito entre grupos criminosos dentro da cadeia pública de Itapajé (a 118 km  de Fortaleza). O massacre teria sido uma resposta do Comando Vermelho (do Rio de Janeiro) a facção Guardiões do Estado (do Ceará), autora da chacina. No último dia 15, líderes do PCC (de São Paulo) foram assassinados no município de Aquiraz, na Região Metropolitana de Fortaleza.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), o Ceará contabilizou um total de 482 homicídios em janeiro de 2018. A taxa corresponde a 38% a mais do que foi registrado no mesmo período em 2017, com 349 crimes.

O ano de 2017 foi considerado o mais violento da história do Estado, com 5.135 crimes, com uma média de 14 mortes por dia. O dado superou em mais de 15% a média de 2014, ano com os números mais negativos da história.

 

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BATALHÃO DE CHOQUE

IML recebe esquema de segurança para evitar sequestro de corpos de líderes do PCC

Vinte homens da PM reforçaram a segurança para evitar invasão ao IML, para onde foram levados os corpos

Por Tribuna do Ceará em Segurança Pública

19 de fevereiro de 2018 às 10:53

Há 1 ano

Cercados por segurança, famílias fizeram reconhecimento dos corpos. (FOTO: Reprodução/Barra Pesada)

A Perícia Forense do Ceará recebeu forte esquema de segurança no prédio do Instituto Médico Legal (IML) de Fortaleza, desde a noite deste domingo (18). O reforço com 20 homens do Batalhão de Choque foi feito após informação de ameaças de invasão ao local para resgatar os corpos dos dois integrantes do PCC mortos na quinta-feita (15). Familiares chegaram por volta das 22h30 deste domingo para reconhecimento e liberação dos corpos.

Cercados por forte esquema de segurança, que incluía viaturas e policiais descaracterizados, os familiares de Rogério Geremias de Simone, o “Gegê do Mangue”, e Fabiano Alves de Souza, o “Paca”, demoraram cerca de meia hora para fazer o reconhecimento dos corpos.

O esquema de segurança permanece nesta segunda-feira (19), já que os corpos seguem no IML. Todas as pessoas com atitude suspeita são abordadas e revistadas.

Força-tarefa do Governo

Três horas depois, os 36 policiais da força-tarefa policial, determinada pelo presidente Michel Temer, desembarcaram na base aérea de Fortaleza para dar apoio ao combate ao crime organizado no Estado. São 26 da Polícia Federal e 10 da Força Nacional de Segurança. Todos sob o comando do Almirante Alexandre Mota, secretário Adjunto da Secretaria Nacional de Segurança Pública.

“Na prática, é dar apoio à Polícia Civil, Militar e administração penitenciária para serviços de inteligência, enquanto se tem conhecimento do que se passa em outros estados no Brasil. Não é nada ostensivo, é inteligência e totalmente diferente do que há no Rio de Janeiro”, esclareceu Torquato Jardim, ministro da Justiça e Segurança Pública.

Crise na segurança

A decisão do envio da força-tarefa ao Estado deve-se à crise na segurança no Ceará. No último mês de janeiro, foram registradas duas chacinas: de Maranguape, com 4 mortos, e de Cajazeiras, em Fortaleza, com 14 mortesA última foi a maior da história do Ceará.

Dois dias depois da Chacina de Cajazeiras, aconteceu um conflito entre grupos criminosos dentro da cadeia pública de Itapajé (a 118 km  de Fortaleza). O massacre teria sido uma resposta do Comando Vermelho (do Rio de Janeiro) a facção Guardiões do Estado (do Ceará), autora da chacina. No último dia 15, líderes do PCC (de São Paulo) foram assassinados no município de Aquiraz, na Região Metropolitana de Fortaleza.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), o Ceará contabilizou um total de 482 homicídios em janeiro de 2018. A taxa corresponde a 38% a mais do que foi registrado no mesmo período em 2017, com 349 crimes.

O ano de 2017 foi considerado o mais violento da história do Estado, com 5.135 crimes, com uma média de 14 mortes por dia. O dado superou em mais de 15% a média de 2014, ano com os números mais negativos da história.