Mãe de jovem morto em chacina contesta que ele respondia a ação por pensão alimentícia


Mãe de jovem morto em chacina contesta que ele respondia a ação por pensão alimentícia

Em nota, a SSPDS assumiu um equívoco por existirem homônimos da vítima da chacina no Sistema de Informações Policiais (SIP)

Por Hayanne Narlla em Segurança Pública

20 de novembro de 2015 às 06:00

Há 4 anos
Pedro Alcântara era instrutor da banda de uma escola no Curió (FOTO: Hayanne Narlla/ Tribuna do Ceará)

Pedro Alcântara era instrutor da banda de uma escola no Curió (FOTO: Hayanne Narlla/ Tribuna do Ceará)

*Atualizada às 10h

Após a morte do filho na chacina que deixou 11 pessoas mortas na Grande Messejana, a eletrotécnica Catarina Cavalcante quer justiça. Além disso, deseja limpar o nome de Pedro Alcântara Barroso Filho que, segundo a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS), respondia Justiça por falta de pagamento de pensão alimentícia.

“Ele não tinha nem filho para não pagar pensão alimentícia. E outra, o crime é de 1995, e ele nasceu só em 1997. Como ele pode ter feito isso?”, enfatizou a mãe. Ela ressaltou que Pedro era um bom filho e que não se esquecerá que ele morreu em seus braços.

Pedro tinha 18 anos e era instrutor da banda da Escola Professora Terezinha Ferreira Parente. O amigo da vítima Jeferson Ramos, militar da Aeronáutica, relembra que cresceu com o jovem. “Ele era um menino gente boa, que não tinha envolvimento com coisas ruins. Ele também teve outro irmão que faleceu há 6 meses, de câncer”.

Jeferson conviveu com a vítima há anos e falou de seu bom comportamento (FOTO: Hayanne Narlla/ Tribuna do Ceará)

Jeferson conviveu com a vítima há anos e falou de seu bom comportamento (FOTO: Hayanne Narlla/ Tribuna do Ceará)

Em contato com a SSPDS, o Tribuna do Ceará questionou sobre a reclamação da mãe. A Secretaria de Segurança respondeu, por nota, que aconteceu um equívoco por existirem homônimos do rapaz no Sistema de Informações Policiais (SIP).

“Em um primeiro momento, a Polícia não dispunha de dados como o nome da mãe e a data de nascimento de Pedro para que pudesse diferenciá-lo dos demais. As informações foram divulgadas com o alerta de que os dados eram preliminares e sujeitos a alterações”.

O filho de Catarina é uma das 11 vítimas da chacina que ocorreu na madrugada do dia 12 de novembro. No dia 13, a SSPDS emitiu uma lista com os dados preliminares dos mortos. O documento oficial confirmou que nenhum dos mortos tem antecedentes criminais graves.

Do total, apenas três teriam se envolvido em ações de potencial leve: acidente de trânsito, pensão alimentícia e ameaça. Dos 11 mortos, sete eram adolescentes, com idades entre 16 e 17 anos. Os demais tinham idades que variavam entre 18 e 41 anos.

Acompanhe o caso:

12 de novembro – Secretaria de Segurança monta força-tarefa para investigar mortes em sequência em Messejana

12 de novembro – Escolas suspendem aulas por sequência de mortes na Grande Messejana

13 de novembro – Sequência de mortes em Fortaleza aconteceu em 4 horas com pelos menos 4 adolescentes assassinados

13 de novembro – Sequência de mortes muda rotina no terminal da Messejana

13 de novembro – Nenhuma das vítimas de chacina da Messejana tinha antecedentes criminais graves

14 de novembro – Associação de PMs diz que é inadmissível associar crimes à represália por morte de policial

16 de novembro – Após sequência de mortes, moradores do Curió realizam protesto

16 de novembro – Mensagens de ameaças em Fortaleza espalham-se por Whatsapp; PM desmente boatos

16 de novembro – Após divulgar vídeo com ameaças, adolescente pede desculpas à polícia

16 de novembro – Viatura da polícia é incendiada, e quartel é alvejado por tiros em Fortaleza

16 de novembro – Ministério Público vai investigar mortes da chacina na Grande Messejana

17 de novembro – Presidente de associação lamenta que sociedade não se sensibiliza mais com morte de policiais

17 de novembro – Dois carros com atiradores encapuzados metralham quatro pessoas em dois bairros de Fortaleza

17 de novembro – #TamoJuntoCurió: Página de apoio às vítimas de chacina vira febre em poucas horas

18 de novembro – Moradores do Curió prometem “marcação cerrada” ao governo por justiça após chacina

18 de novembro – Secretário de Segurança promete investigar denúncia sobre grupo de extermínio na Polícia

19 de novembro – Parentes e amigos querem que vítimas de chacina deem nome a ruas do Curió

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Mãe de jovem morto em chacina contesta que ele respondia a ação por pensão alimentícia

Em nota, a SSPDS assumiu um equívoco por existirem homônimos da vítima da chacina no Sistema de Informações Policiais (SIP)

Por Hayanne Narlla em Segurança Pública

20 de novembro de 2015 às 06:00

Há 4 anos
Pedro Alcântara era instrutor da banda de uma escola no Curió (FOTO: Hayanne Narlla/ Tribuna do Ceará)

Pedro Alcântara era instrutor da banda de uma escola no Curió (FOTO: Hayanne Narlla/ Tribuna do Ceará)

*Atualizada às 10h

Após a morte do filho na chacina que deixou 11 pessoas mortas na Grande Messejana, a eletrotécnica Catarina Cavalcante quer justiça. Além disso, deseja limpar o nome de Pedro Alcântara Barroso Filho que, segundo a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS), respondia Justiça por falta de pagamento de pensão alimentícia.

“Ele não tinha nem filho para não pagar pensão alimentícia. E outra, o crime é de 1995, e ele nasceu só em 1997. Como ele pode ter feito isso?”, enfatizou a mãe. Ela ressaltou que Pedro era um bom filho e que não se esquecerá que ele morreu em seus braços.

Pedro tinha 18 anos e era instrutor da banda da Escola Professora Terezinha Ferreira Parente. O amigo da vítima Jeferson Ramos, militar da Aeronáutica, relembra que cresceu com o jovem. “Ele era um menino gente boa, que não tinha envolvimento com coisas ruins. Ele também teve outro irmão que faleceu há 6 meses, de câncer”.

Jeferson conviveu com a vítima há anos e falou de seu bom comportamento (FOTO: Hayanne Narlla/ Tribuna do Ceará)

Jeferson conviveu com a vítima há anos e falou de seu bom comportamento (FOTO: Hayanne Narlla/ Tribuna do Ceará)

Em contato com a SSPDS, o Tribuna do Ceará questionou sobre a reclamação da mãe. A Secretaria de Segurança respondeu, por nota, que aconteceu um equívoco por existirem homônimos do rapaz no Sistema de Informações Policiais (SIP).

“Em um primeiro momento, a Polícia não dispunha de dados como o nome da mãe e a data de nascimento de Pedro para que pudesse diferenciá-lo dos demais. As informações foram divulgadas com o alerta de que os dados eram preliminares e sujeitos a alterações”.

O filho de Catarina é uma das 11 vítimas da chacina que ocorreu na madrugada do dia 12 de novembro. No dia 13, a SSPDS emitiu uma lista com os dados preliminares dos mortos. O documento oficial confirmou que nenhum dos mortos tem antecedentes criminais graves.

Do total, apenas três teriam se envolvido em ações de potencial leve: acidente de trânsito, pensão alimentícia e ameaça. Dos 11 mortos, sete eram adolescentes, com idades entre 16 e 17 anos. Os demais tinham idades que variavam entre 18 e 41 anos.

Acompanhe o caso:

12 de novembro – Secretaria de Segurança monta força-tarefa para investigar mortes em sequência em Messejana

12 de novembro – Escolas suspendem aulas por sequência de mortes na Grande Messejana

13 de novembro – Sequência de mortes em Fortaleza aconteceu em 4 horas com pelos menos 4 adolescentes assassinados

13 de novembro – Sequência de mortes muda rotina no terminal da Messejana

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16 de novembro – Após sequência de mortes, moradores do Curió realizam protesto

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16 de novembro – Após divulgar vídeo com ameaças, adolescente pede desculpas à polícia

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