Mãe de Roni "Tutuba" pede justiça: "Superei um câncer e não estou superando essa perda"

INVESTIGAÇÃO

Mãe de Roni “Tutuba” pede justiça: “Superei um câncer e não estou superando essa perda”

Ronierbson Gomes e Silva, que interpretava o mascote do Ferroviário, morreu em novembro de 2018. A família pede celeridade nas investigações

Por Tribuna do Ceará em Segurança Pública

7 de março de 2019 às 10:25

Há 4 meses
Roni faleceu no dia 5 de novembro (FOTO: Arquivo Pessoal)

Roni faleceu no dia 5 de novembro (FOTO: Arquivo Pessoal)

“Eu superei um câncer e não estou superando a perda do meu filho. Ninguém nos procurou. Não vieram dar nenhum apoio. Nós estamos com a nossa dor, sofrendo. Foi um lado meu que foi embora”, disse Elivanda Gomes, mãe de Ronierbson Gomes e Silva, que interpretava o Tutuba, mascote do Ferroviário.

A família de Roni pede celeridade no caso, que corre sob segredo de Justiça, e contesta a versão de que ele teria morrido em um acidente de carro. Com informações do programa Barra Pesada, da TV Jangadeiro.

A família teve acesso ao laudo divulgado pelo IJF, como também o exame cadavérico. Roni sofreu um acidente de trânsito no dia 5 de novembro, no bairro Cristo Redentor, e foi levado por policiais militares para a casa da família, que o socorreu para a unidade de saúde. Ele faleceu horas depois.

A irmã do Roni, Vitória Gomes, diz que toda a família também sofre com a falta de informações sobre o processo.

“A gente vê minha mãe sofrendo, o meu pai, que é aposentado militar, também não acreditou. É doente, com depressão. Todos nós sofrendo sem nenhuma resposta, que ficam aí as coisas impunes. Um caso onde as testemunhas resolveram se pronunciar”, reclamou a irmã.

Vitória conta que ela e o marido estiveram na Corregedoria e, quando o inquérito foi encerrado, enviaram para o 7ºDP. No entanto, ela ressalta a ausência de alguns procedimentos.

“Eles (os policiais) não deram entrada no Ciops, não teve perícia, não teve AMC – já que teve acidente. E o local do acidente era próximo da companhia. E o delegado falou pra gente que não estava localizando eles, que eles provavelmente seriam de outra companhia. Quando fui olhar se tinha filmagem na pizzaria, entrei e vi que tinha câmera do lado de fora. Mas quando foram lá, deram fim das filmagens”, conta a irmã da vítima.

Um sargento e dois soldados foram ouvidos. No entanto, a identidade deles não foi revelada. Segundo a família de Roni, informações sobre o inquérito não podem ser repassadas.

família-tutuba

Mãe e irmã de Roni “Tutuba”, morto em novembro de 2018, pedem justiça. (FOTO: Reprodução/TV Jangadeiro)

“O delegado disse que não pode dar informação do inquérito pra gente. Os policiais estariam trabalhando normalmente. Pode até ser que eles passem aqui em frente e a gente não sabe quem é. Quando uma viatura passa aqui, dá medo”, revela Vitória.

Segundo a irmã, até o momento do velório, todos pensavam que a motivação da morte teria sido o acidente. No entanto, relata que outros elementos apareceram para duvidar de como Ronierbson morreu.

Ela também questiona a postura dos policiais que poderiam ter levado a vítima direto para o hospital, mas o deixaram em casa. Emocionada, a mãe desabafa.

“Só o que a gente está vendo é policial matando pessoas. Tem muito policial bom mas tem muitos que não prestam. Eu não vou ter medo de dizer. Se eles quiserem vir me matar, podem me matar porque eu já perdi o filho. Eles podem fazer comigo também”, desabafou a mãe.

Confira a reportagem no programa Barra Pesada, da TV Jangadeiro/SBT, às 12h10 desta quinta-feira (7).

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Mãe de Roni “Tutuba” pede justiça: “Superei um câncer e não estou superando essa perda”

Ronierbson Gomes e Silva, que interpretava o mascote do Ferroviário, morreu em novembro de 2018. A família pede celeridade nas investigações

Por Tribuna do Ceará em Segurança Pública

7 de março de 2019 às 10:25

Há 4 meses
Roni faleceu no dia 5 de novembro (FOTO: Arquivo Pessoal)

Roni faleceu no dia 5 de novembro (FOTO: Arquivo Pessoal)

“Eu superei um câncer e não estou superando a perda do meu filho. Ninguém nos procurou. Não vieram dar nenhum apoio. Nós estamos com a nossa dor, sofrendo. Foi um lado meu que foi embora”, disse Elivanda Gomes, mãe de Ronierbson Gomes e Silva, que interpretava o Tutuba, mascote do Ferroviário.

A família de Roni pede celeridade no caso, que corre sob segredo de Justiça, e contesta a versão de que ele teria morrido em um acidente de carro. Com informações do programa Barra Pesada, da TV Jangadeiro.

A família teve acesso ao laudo divulgado pelo IJF, como também o exame cadavérico. Roni sofreu um acidente de trânsito no dia 5 de novembro, no bairro Cristo Redentor, e foi levado por policiais militares para a casa da família, que o socorreu para a unidade de saúde. Ele faleceu horas depois.

A irmã do Roni, Vitória Gomes, diz que toda a família também sofre com a falta de informações sobre o processo.

“A gente vê minha mãe sofrendo, o meu pai, que é aposentado militar, também não acreditou. É doente, com depressão. Todos nós sofrendo sem nenhuma resposta, que ficam aí as coisas impunes. Um caso onde as testemunhas resolveram se pronunciar”, reclamou a irmã.

Vitória conta que ela e o marido estiveram na Corregedoria e, quando o inquérito foi encerrado, enviaram para o 7ºDP. No entanto, ela ressalta a ausência de alguns procedimentos.

“Eles (os policiais) não deram entrada no Ciops, não teve perícia, não teve AMC – já que teve acidente. E o local do acidente era próximo da companhia. E o delegado falou pra gente que não estava localizando eles, que eles provavelmente seriam de outra companhia. Quando fui olhar se tinha filmagem na pizzaria, entrei e vi que tinha câmera do lado de fora. Mas quando foram lá, deram fim das filmagens”, conta a irmã da vítima.

Um sargento e dois soldados foram ouvidos. No entanto, a identidade deles não foi revelada. Segundo a família de Roni, informações sobre o inquérito não podem ser repassadas.

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Mãe e irmã de Roni “Tutuba”, morto em novembro de 2018, pedem justiça. (FOTO: Reprodução/TV Jangadeiro)

“O delegado disse que não pode dar informação do inquérito pra gente. Os policiais estariam trabalhando normalmente. Pode até ser que eles passem aqui em frente e a gente não sabe quem é. Quando uma viatura passa aqui, dá medo”, revela Vitória.

Segundo a irmã, até o momento do velório, todos pensavam que a motivação da morte teria sido o acidente. No entanto, relata que outros elementos apareceram para duvidar de como Ronierbson morreu.

Ela também questiona a postura dos policiais que poderiam ter levado a vítima direto para o hospital, mas o deixaram em casa. Emocionada, a mãe desabafa.

“Só o que a gente está vendo é policial matando pessoas. Tem muito policial bom mas tem muitos que não prestam. Eu não vou ter medo de dizer. Se eles quiserem vir me matar, podem me matar porque eu já perdi o filho. Eles podem fazer comigo também”, desabafou a mãe.

Confira a reportagem no programa Barra Pesada, da TV Jangadeiro/SBT, às 12h10 desta quinta-feira (7).