Menina de 13 anos denuncia mãe e padrasto por agressão e abuso sexual em Fortaleza

VIOLÊNCIA EM CASA

Menina de 13 anos denuncia mãe e padrasto por agressão e abuso sexual em Fortaleza

A garota, que era violentada desde os oito anos, foi agredida com uma pá e uma barra de ferro, e aí resolveu pediu ajuda na escola

Por TV Jangadeiro em Segurança Pública

11 de setembro de 2018 às 10:53

Há 10 meses
Abuso sexual contra crianças

Polícia investiga crime de abuso sexual contra crianças. (Foto: Agência Brasil)

Padrasto e mãe de uma adolescente de 13 anos foram presos preventivamente por ordem da 12ª Vara Criminal, acusados de abuso sexual e violência contra a menor, no Passaré, em Fortaleza. Após ser agredida com uma pá e uma barra de ferro, a menina pediu ajuda na escola, que a encaminhou para a Delegacia Delegacia de Combate a Exploração da Criança e Adolescente (Dececa).

A menor era violentada desde os oito anos de idade. O casal tem antecedentes criminais, informou o programa Barra Pesada, da TV Jangadeiro/SBT.

O padrasto, de 30 anos, abusava da enteada com consentimento da mãe. A menina decidiu pedir ajuda após episódio de espancamento.

Em depoimento, a menor contou que sofria violência sexual desde os oito anos. Ela chegou a contar para a mãe, de 29 anos, que ignorava e agredia a filha.

Ao receber a denúncia do espancamento, a polícia descobriu que a criança passava pela violência sexual. O padastro foi autuado por estupro de vulnerável e a mãe por omissão de socorro.

O casal tem outros dois filhos, um menino de 9 e uma menina de 4, que foram encaminhados ao conselho tutelar. Ainda se investiga se houve algum tipo de violência contra eles.

A adolescente foi encaminhada para uma instituição de proteção, onde algum familiar deve ficar com a guarda dela. A menor também foi levada para realizar exames que devem comprovar os abusos.

“Eles também teriam cortado os cabelos dela como forma de punição. Na Dececa, ela foi ouvida pela delegada, também acompanhada de profissionais como psicólogos e assistente social. Foi feito todo o procedimento legal do sistema de garantias de direitos de criança e adolescente. Também lá foi solicitada medida de proteção à vítima. Inclusive, com o afastamento dos agressores do lar”, disse Rena Gomes, diretora do Departamento de Proteção aos Grupos Vulneráveis.

Sofrendo abuso há cinco anos, a adolescente de 13 anos relatou em depoimento que temia fazer a denúncia por ameaças que recebia do padrasto e da mãe.

“Ela disse que desde o começo temia fazer a denúncia porque a mãe não foi a favor que ela fizesse. O padrasto também a ameaçava. Com uma agressão muito grande, decidiu ela própria procurar os meios para sair daquela situação de violência. E, a partir dos 10 anos, isso se intensificou com as negativas dela e as tentativas de denunciar pra mãe, a coisa foi se agravando mais”, relatou a diretora.

Rena Gomes disse ainda que os acusados relatam que a violência com relação a adolescente seria para discipliná-la. Ela reforça que o Estatuto da Criança e do Adolescente diz que “não poderá haver castigos físicos, nem de forma moderada, com base em qualquer tipo de pedagogia”.

Confira reportagem no Barra Pesada, da TV Jangadeiro/SBT, às 12h10 desta terça-feira (11).

Publicidade

Dê sua opinião

VIOLÊNCIA EM CASA

Menina de 13 anos denuncia mãe e padrasto por agressão e abuso sexual em Fortaleza

A garota, que era violentada desde os oito anos, foi agredida com uma pá e uma barra de ferro, e aí resolveu pediu ajuda na escola

Por TV Jangadeiro em Segurança Pública

11 de setembro de 2018 às 10:53

Há 10 meses
Abuso sexual contra crianças

Polícia investiga crime de abuso sexual contra crianças. (Foto: Agência Brasil)

Padrasto e mãe de uma adolescente de 13 anos foram presos preventivamente por ordem da 12ª Vara Criminal, acusados de abuso sexual e violência contra a menor, no Passaré, em Fortaleza. Após ser agredida com uma pá e uma barra de ferro, a menina pediu ajuda na escola, que a encaminhou para a Delegacia Delegacia de Combate a Exploração da Criança e Adolescente (Dececa).

A menor era violentada desde os oito anos de idade. O casal tem antecedentes criminais, informou o programa Barra Pesada, da TV Jangadeiro/SBT.

O padrasto, de 30 anos, abusava da enteada com consentimento da mãe. A menina decidiu pedir ajuda após episódio de espancamento.

Em depoimento, a menor contou que sofria violência sexual desde os oito anos. Ela chegou a contar para a mãe, de 29 anos, que ignorava e agredia a filha.

Ao receber a denúncia do espancamento, a polícia descobriu que a criança passava pela violência sexual. O padastro foi autuado por estupro de vulnerável e a mãe por omissão de socorro.

O casal tem outros dois filhos, um menino de 9 e uma menina de 4, que foram encaminhados ao conselho tutelar. Ainda se investiga se houve algum tipo de violência contra eles.

A adolescente foi encaminhada para uma instituição de proteção, onde algum familiar deve ficar com a guarda dela. A menor também foi levada para realizar exames que devem comprovar os abusos.

“Eles também teriam cortado os cabelos dela como forma de punição. Na Dececa, ela foi ouvida pela delegada, também acompanhada de profissionais como psicólogos e assistente social. Foi feito todo o procedimento legal do sistema de garantias de direitos de criança e adolescente. Também lá foi solicitada medida de proteção à vítima. Inclusive, com o afastamento dos agressores do lar”, disse Rena Gomes, diretora do Departamento de Proteção aos Grupos Vulneráveis.

Sofrendo abuso há cinco anos, a adolescente de 13 anos relatou em depoimento que temia fazer a denúncia por ameaças que recebia do padrasto e da mãe.

“Ela disse que desde o começo temia fazer a denúncia porque a mãe não foi a favor que ela fizesse. O padrasto também a ameaçava. Com uma agressão muito grande, decidiu ela própria procurar os meios para sair daquela situação de violência. E, a partir dos 10 anos, isso se intensificou com as negativas dela e as tentativas de denunciar pra mãe, a coisa foi se agravando mais”, relatou a diretora.

Rena Gomes disse ainda que os acusados relatam que a violência com relação a adolescente seria para discipliná-la. Ela reforça que o Estatuto da Criança e do Adolescente diz que “não poderá haver castigos físicos, nem de forma moderada, com base em qualquer tipo de pedagogia”.

Confira reportagem no Barra Pesada, da TV Jangadeiro/SBT, às 12h10 desta terça-feira (11).