"PCC é um cartel associado aos barões de cocaína da Bolívia", afirma procurador

TRÁFICO DE DROGAS

“PCC é um cartel associado aos barões de cocaína da Bolívia”, afirma procurador de Justiça

Segundo o procurador de Justiça de São Paulo, um dos integrantes do PCC assassinado – o Paca – seria responsável pelo fornecimento de cocaína boliviana para o Brasil

Por Tribuna do Ceará em Segurança Pública

20 de fevereiro de 2018 às 07:00

Há 1 ano
Segundo procurador, facção tem uma estrutura bem montada fora dos presídios (FOTO: Whatsapp Tribuna do Ceará)

Segundo procurador, facção tem uma estrutura bem montada fora dos presídios (FOTO: Whatsapp Tribuna do Ceará)

O procurador de Justiça de São Paulo, Márcio Christino, comentou o assassinato de integrantes do Primeiro Comando da Capital e afirmou que a facção criminosa é um cartel associado aos barões na Bolívia.

O PCC é antigo do tráfico. Uma rede, praticamente um cartel vinculado com barões do tráfico de drogas na Bolívia. Então temos essa figura agora, um cartel transnacional”.

Ele comenta que não tem como afirmar se as forças tarefas que chegaram ao estado terão uma prevalência nas investigações dos crimes das facções.

Na semana passada, dois líderes do PCC foram assassinados. O crime aconteceu em Aquiraz, na Região Metropolitana de Fortaleza. “Tanto o Paca [Fabiano Alves de Sousa Paca] quanto o Gegê [Rogério Geremias de Simone] eram líderes de primeira linha, eles compunham a grande cúpula”.

Para o procurador, eles não estariam vivendo no Ceará. “A informação inicial que nós temos é que nenhum dos dois estava aqui e, sim, na Bolívia. Paca era um dos grandes responsáveis pelo fornecimento de cocaína do PCC no Brasil”.

O motivo pelo qual eles se deslocaram ainda não está definido. Ele comenta que não sabe ao certo se foram atraídos para o Ceará com o intuito de serem executados ou se os criminosos aproveitaram o fato de a dupla estar temporariamente no estado.

Márcio afirma aina que os demais membros do PCC estão presos, porém no histórico da facção há uma estrutura muito bem montada. Paca e Gegê, portanto, devem ter as funções que desempenhavam divididas entre os demais.

Entenda o caso

Duas principais lideranças da facção criminosa PCC foram mortas na última quinta-feira (15). Rogério Jeremias de Simone, o Gegê do Mangue, e Fabiano Alves de Sousa Paca, até então foragidos da Justiça de São Paulo, teriam sido mortos em uma suposta emboscada. Os corpos somente foram identificados horas depois, mas a mensagem se espalhou rapidamente pelo sistema prisional paulista dando conta da morte de Gegê.

As mortes foram confirmadas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do Ministério Públicos de São Paulo. O órgão suspeita que o crime tenha sido motivados por disputas internas da facção. O Instituto Médico Legal (IML) recebeu um forte esquema de segurança. O reforço foi feito após informações de ameaças de invasão ao local para resgatar os corpos de dois integrantes mortos.

Confira mais detalhes da entrevista do procurador Márcio Christino para a Tribuna BandNews FM:

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TRÁFICO DE DROGAS

“PCC é um cartel associado aos barões de cocaína da Bolívia”, afirma procurador de Justiça

Segundo o procurador de Justiça de São Paulo, um dos integrantes do PCC assassinado – o Paca – seria responsável pelo fornecimento de cocaína boliviana para o Brasil

Por Tribuna do Ceará em Segurança Pública

20 de fevereiro de 2018 às 07:00

Há 1 ano
Segundo procurador, facção tem uma estrutura bem montada fora dos presídios (FOTO: Whatsapp Tribuna do Ceará)

Segundo procurador, facção tem uma estrutura bem montada fora dos presídios (FOTO: Whatsapp Tribuna do Ceará)

O procurador de Justiça de São Paulo, Márcio Christino, comentou o assassinato de integrantes do Primeiro Comando da Capital e afirmou que a facção criminosa é um cartel associado aos barões na Bolívia.

O PCC é antigo do tráfico. Uma rede, praticamente um cartel vinculado com barões do tráfico de drogas na Bolívia. Então temos essa figura agora, um cartel transnacional”.

Ele comenta que não tem como afirmar se as forças tarefas que chegaram ao estado terão uma prevalência nas investigações dos crimes das facções.

Na semana passada, dois líderes do PCC foram assassinados. O crime aconteceu em Aquiraz, na Região Metropolitana de Fortaleza. “Tanto o Paca [Fabiano Alves de Sousa Paca] quanto o Gegê [Rogério Geremias de Simone] eram líderes de primeira linha, eles compunham a grande cúpula”.

Para o procurador, eles não estariam vivendo no Ceará. “A informação inicial que nós temos é que nenhum dos dois estava aqui e, sim, na Bolívia. Paca era um dos grandes responsáveis pelo fornecimento de cocaína do PCC no Brasil”.

O motivo pelo qual eles se deslocaram ainda não está definido. Ele comenta que não sabe ao certo se foram atraídos para o Ceará com o intuito de serem executados ou se os criminosos aproveitaram o fato de a dupla estar temporariamente no estado.

Márcio afirma aina que os demais membros do PCC estão presos, porém no histórico da facção há uma estrutura muito bem montada. Paca e Gegê, portanto, devem ter as funções que desempenhavam divididas entre os demais.

Entenda o caso

Duas principais lideranças da facção criminosa PCC foram mortas na última quinta-feira (15). Rogério Jeremias de Simone, o Gegê do Mangue, e Fabiano Alves de Sousa Paca, até então foragidos da Justiça de São Paulo, teriam sido mortos em uma suposta emboscada. Os corpos somente foram identificados horas depois, mas a mensagem se espalhou rapidamente pelo sistema prisional paulista dando conta da morte de Gegê.

As mortes foram confirmadas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do Ministério Públicos de São Paulo. O órgão suspeita que o crime tenha sido motivados por disputas internas da facção. O Instituto Médico Legal (IML) recebeu um forte esquema de segurança. O reforço foi feito após informações de ameaças de invasão ao local para resgatar os corpos de dois integrantes mortos.

Confira mais detalhes da entrevista do procurador Márcio Christino para a Tribuna BandNews FM: