Polícia aguarda exame de balística após jogador de sinuca ser morto ao ter taco confundido com arma

OPERAÇÃO FALHA

Polícia aguarda exame de balística após jogador de sinuca ser morto ao ter taco confundido com arma

O paraibano José Messias foi morto com um tiro no abdômen em Campos Sales. Após o caso, 17 PMs foram afastados sob investigação.

Por Tribuna do Ceará em Segurança Pública

11 de dezembro de 2018 às 11:58

Há 7 meses
Carro em referência a Sobrevivente de abordagem policial em Campos Sales contesta versão dada por Secretaria da Segurança

A abordagem policial deixou um jogador de sinuca morto e dois feridos (FOTO: Reprodução/ Whatsapp)

As investigações sobre o caso da morte de jogador de sinuca no município de Campos Sales, a 511 km de Fortaleza, ainda estão em curso. Segundo o delegado de Campos Sales, Bruno Fonseca, para a conclusão do inquérito, falta apenas o resultado do exame de balística para identificar o disparo que matou José Messias, de 38 anos. O jogador morreu em agosto deste ano após taco de sinuca ser confundido com armas. As informações são da Rede Jangadeiro FM. 

O paraibano José Messias Guedes de Oliveiras, de 35 anos, morreu durante perseguição policial. O jogador estava junto com outros três amigos em um veículo que seguia em direção ao Maranhão, onde iria acontecer um campeonato de sinuca.

Até o momento, os policiais do caso não foram responsabilizados. De acordo com Bruno Fonseca, falta o resultado do exame de balística para identificar qual foi o armamento que efetuou os disparos contra a vítima.

“Já registramos quais foram os policiais que atiraram e quais os armamentos foram utilizados. Falta só fazer a correlação do exame de balística com arma que vai ser identificada”, comentou Fonseca.

Logo após o ocorrido, 17 PMs envolvidos na ação foram afastados das ruas pela Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública (CGD) e passaram a exercer funções administrativas, de acordo com o órgão. Entretanto, a lei prevê que, durante o período de investigação, os agentes devem ficar afastados de qualquer função policial.

O delegado, por sua vez, explica que o afastamento definitivo implicaria prejuízos ao número de efetivos de Campos Sales. “Acho que afastar é um prejuízo maior do que os deixarem trabalhando”, avalia.

A CGD instaurou o procedimento disciplinar para apurar o caso e averiguar qual foi a responsabilidade dos PMs na morte do paraibano. O procedimento encontra-se na fase final.

A morte de José Messias é um dos cinco casos de  homicídios durante a abordagem policial neste ano no Ceará. Em junho, a universitária Gisele Távora Araújo, de 42 anos, foi morta a tiros efetuados por policiais em Fortaleza quando teve o carro confundido com o de criminosos.

Relembre o caso

Um competidor de sinuca paraibano morreu e duas pessoas ficaram feridas durante uma abordagem policial em Campos Sales, no Ceará. O caso aconteceu na madrugada do dia 1º de agosto após denúncia de um frentista, que confundiu os tacos de sinuca dos ocupantes do veículo com armas. Os quatro amigos, que viajavam da Paraíba com destino ao Maranhão, onde participariam de um campeonato de sinuca, resolveram parar para abastecer em um posto de gasolina na cidade de Antonina do Norte, próximo a Campos Sales.

De acordo com o delegado de Polícia Civil de Campos Sales, Bruno Fonseca, o veículo não obedeceu os comandos para abordagem e  então foi iniciado uma acompanhamento tático. “Foi tentada uma abordagem, mas ele não efetuou a parada. Os policias decidiram acompanhar até a entrada da cidade de Campos Sales”, afirmou em entrevista ao Tribuna do Ceará na época.

José Messias foi atingindo no abdômen e, mesmo após ser socorrido pelos militares, não resistiu aos ferimentos e morreu. Wendel e Josean foram feridos de raspão. Os dois foram atendidos no hospital da região e liberados em seguida. O motorista do veículo, Gutiely Pereira, não foi baleado.

Confira as entrevistas do delegado de Campos Sales, Bruno Fonseca:

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Polícia aguarda exame de balística após jogador de sinuca ser morto ao ter taco confundido com arma

O paraibano José Messias foi morto com um tiro no abdômen em Campos Sales. Após o caso, 17 PMs foram afastados sob investigação.

Por Tribuna do Ceará em Segurança Pública

11 de dezembro de 2018 às 11:58

Há 7 meses
Carro em referência a Sobrevivente de abordagem policial em Campos Sales contesta versão dada por Secretaria da Segurança

A abordagem policial deixou um jogador de sinuca morto e dois feridos (FOTO: Reprodução/ Whatsapp)

As investigações sobre o caso da morte de jogador de sinuca no município de Campos Sales, a 511 km de Fortaleza, ainda estão em curso. Segundo o delegado de Campos Sales, Bruno Fonseca, para a conclusão do inquérito, falta apenas o resultado do exame de balística para identificar o disparo que matou José Messias, de 38 anos. O jogador morreu em agosto deste ano após taco de sinuca ser confundido com armas. As informações são da Rede Jangadeiro FM. 

O paraibano José Messias Guedes de Oliveiras, de 35 anos, morreu durante perseguição policial. O jogador estava junto com outros três amigos em um veículo que seguia em direção ao Maranhão, onde iria acontecer um campeonato de sinuca.

Até o momento, os policiais do caso não foram responsabilizados. De acordo com Bruno Fonseca, falta o resultado do exame de balística para identificar qual foi o armamento que efetuou os disparos contra a vítima.

“Já registramos quais foram os policiais que atiraram e quais os armamentos foram utilizados. Falta só fazer a correlação do exame de balística com arma que vai ser identificada”, comentou Fonseca.

Logo após o ocorrido, 17 PMs envolvidos na ação foram afastados das ruas pela Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública (CGD) e passaram a exercer funções administrativas, de acordo com o órgão. Entretanto, a lei prevê que, durante o período de investigação, os agentes devem ficar afastados de qualquer função policial.

O delegado, por sua vez, explica que o afastamento definitivo implicaria prejuízos ao número de efetivos de Campos Sales. “Acho que afastar é um prejuízo maior do que os deixarem trabalhando”, avalia.

A CGD instaurou o procedimento disciplinar para apurar o caso e averiguar qual foi a responsabilidade dos PMs na morte do paraibano. O procedimento encontra-se na fase final.

A morte de José Messias é um dos cinco casos de  homicídios durante a abordagem policial neste ano no Ceará. Em junho, a universitária Gisele Távora Araújo, de 42 anos, foi morta a tiros efetuados por policiais em Fortaleza quando teve o carro confundido com o de criminosos.

Relembre o caso

Um competidor de sinuca paraibano morreu e duas pessoas ficaram feridas durante uma abordagem policial em Campos Sales, no Ceará. O caso aconteceu na madrugada do dia 1º de agosto após denúncia de um frentista, que confundiu os tacos de sinuca dos ocupantes do veículo com armas. Os quatro amigos, que viajavam da Paraíba com destino ao Maranhão, onde participariam de um campeonato de sinuca, resolveram parar para abastecer em um posto de gasolina na cidade de Antonina do Norte, próximo a Campos Sales.

De acordo com o delegado de Polícia Civil de Campos Sales, Bruno Fonseca, o veículo não obedeceu os comandos para abordagem e  então foi iniciado uma acompanhamento tático. “Foi tentada uma abordagem, mas ele não efetuou a parada. Os policias decidiram acompanhar até a entrada da cidade de Campos Sales”, afirmou em entrevista ao Tribuna do Ceará na época.

José Messias foi atingindo no abdômen e, mesmo após ser socorrido pelos militares, não resistiu aos ferimentos e morreu. Wendel e Josean foram feridos de raspão. Os dois foram atendidos no hospital da região e liberados em seguida. O motorista do veículo, Gutiely Pereira, não foi baleado.

Confira as entrevistas do delegado de Campos Sales, Bruno Fonseca: