Polícia investiga possível primeira morte após fim do pacto entre PCC e Comando Vermelho

ESTADO DE ALERTA

Polícia investiga possível primeira morte após fim do pacto entre PCC e Comando Vermelho

Welder Breno Silva Ferreira, de 28 anos, foi morto a tiros no Bairro Sapiranga. O caso aconteceu no mesmo dia que as facções terminaram pacto de paz

Por Matheus Ribeiro em Segurança Pública

19 de outubro de 2016 às 10:45

Há 3 anos
Região não registrava homicídios há um ano (FOTO: Reprodução TV Jangadeiro / SBT)

Região da Sapiranga não registrava homicídios há um ano (FOTO: Reprodução TV Jangadeiro / SBT)

Se a insegurança no Ceará já é considerada alta, isso pode piorar. Um suposto pacto da paz entre as duas principais facções criminosas do país, o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC), pode ter chegado ao fim após quase dois anos.

No Bairro Sapiranga, em Fortaleza, um homem, identificado como Welder Breno Silva Ferreira, de 28 anos, foi morto a tiros na rua Olegário Memória, trecho reconhecido pela comunidade local como divisa entre as duas facções na região, nesta terça-feira (19).

Conforme um morador, que não quis se identificar por medo, o local onde Welder Breno foi morto não registrava homicídios há mais de um ano, ou seja, desde que o pacto foi firmado entre os criminosos. Dessa forma, no dia em que foi anunciado o fim do pacto, uma morte voltou a ser registrada na região.

De acordo com as apurações do programa Barra Pesada, da TV Jangadeiro/SBT, a polícia trabalha com três linhas de investigações. A primeira delas seria que o crime teria sido encomendado de dentro de um dos presídios do Estado como forma de efetivar a quebra do pacto, já que a vítima seria supostamente um integrante de uma das facções.

Apesar disso, a polícia não descarta o envolvimento de Welder com o tráfico de drogas, o que se configuraria como a outra linha de investigação. Já a terceira linha de investigação da polícia seria exatamente um acerto de contas com a vítima.

“Ceará em Alerta”

Em áudios que circulam nas redes sociais, é possível perceber o clima tenso que se concentra nos presídios e em bairros da Capital na qual as facções estão presentes. Em um deles, um homem pede para que os criminosos do Ceará fiquem em alerta caso algum integrante do PCC venha a ser alvo do CV. Confira:

 

Devido a situação, desde a noite desta terça-feira a segurança no bairro Sapiranga foi reforçada. Moradores relataram que policiais começaram a circular com mais frequência em estado de alerta, devido ao compartilhamentos dos áudios.

Primeiros conflitos em presídios

Além do confronto nas ruas da Capital, os presídios do Estado também registraram atos que podem estar ligados a essa quebra de acordo. Ainda nesta terça-feira, três conflitos na Casa de Privação Provisória de Liberdade Professor Jucá Neto (CPPL III) e na Penitenciária Francisco Hélio Viana de Araújo (CPPL IV), em Itaitinga, na Região Metropolitana de Fortaleza, foram registrados.

Conforme a Secretaria de Justiça do Estado (Sejus), responsável pelos sistemas penitenciários do Ceará, os confrontos realizados durante a madrugada logo foram solucionados. “A Secretaria registrou ocorrência de insubordinação de internos nesta madrugada. Agentes penitenciários e policiais fizeram intervenções nas duas unidades para controlar a situação. Ninguém ficou ferido. A Sejus investiga as razões dos conflitos e possíveis interferências na convivência dos presos”, destaca a pasta por meio de nota.

Conforme uma fonte do Tribuna do Ceará de dentro do sistema prisional do Estado, esse caso iniciou na região Norte do país, quando presidiários decapitaram outro detento numa penitenciária de Roraima. Para este representante do sistema prisional, com o fim deste pacto nacional, a insegurança no Ceará também deve aumentar.

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Polícia investiga possível primeira morte após fim do pacto entre PCC e Comando Vermelho

Welder Breno Silva Ferreira, de 28 anos, foi morto a tiros no Bairro Sapiranga. O caso aconteceu no mesmo dia que as facções terminaram pacto de paz

Por Matheus Ribeiro em Segurança Pública

19 de outubro de 2016 às 10:45

Há 3 anos
Região não registrava homicídios há um ano (FOTO: Reprodução TV Jangadeiro / SBT)

Região da Sapiranga não registrava homicídios há um ano (FOTO: Reprodução TV Jangadeiro / SBT)

Se a insegurança no Ceará já é considerada alta, isso pode piorar. Um suposto pacto da paz entre as duas principais facções criminosas do país, o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC), pode ter chegado ao fim após quase dois anos.

No Bairro Sapiranga, em Fortaleza, um homem, identificado como Welder Breno Silva Ferreira, de 28 anos, foi morto a tiros na rua Olegário Memória, trecho reconhecido pela comunidade local como divisa entre as duas facções na região, nesta terça-feira (19).

Conforme um morador, que não quis se identificar por medo, o local onde Welder Breno foi morto não registrava homicídios há mais de um ano, ou seja, desde que o pacto foi firmado entre os criminosos. Dessa forma, no dia em que foi anunciado o fim do pacto, uma morte voltou a ser registrada na região.

De acordo com as apurações do programa Barra Pesada, da TV Jangadeiro/SBT, a polícia trabalha com três linhas de investigações. A primeira delas seria que o crime teria sido encomendado de dentro de um dos presídios do Estado como forma de efetivar a quebra do pacto, já que a vítima seria supostamente um integrante de uma das facções.

Apesar disso, a polícia não descarta o envolvimento de Welder com o tráfico de drogas, o que se configuraria como a outra linha de investigação. Já a terceira linha de investigação da polícia seria exatamente um acerto de contas com a vítima.

“Ceará em Alerta”

Em áudios que circulam nas redes sociais, é possível perceber o clima tenso que se concentra nos presídios e em bairros da Capital na qual as facções estão presentes. Em um deles, um homem pede para que os criminosos do Ceará fiquem em alerta caso algum integrante do PCC venha a ser alvo do CV. Confira:

 

Devido a situação, desde a noite desta terça-feira a segurança no bairro Sapiranga foi reforçada. Moradores relataram que policiais começaram a circular com mais frequência em estado de alerta, devido ao compartilhamentos dos áudios.

Primeiros conflitos em presídios

Além do confronto nas ruas da Capital, os presídios do Estado também registraram atos que podem estar ligados a essa quebra de acordo. Ainda nesta terça-feira, três conflitos na Casa de Privação Provisória de Liberdade Professor Jucá Neto (CPPL III) e na Penitenciária Francisco Hélio Viana de Araújo (CPPL IV), em Itaitinga, na Região Metropolitana de Fortaleza, foram registrados.

Conforme a Secretaria de Justiça do Estado (Sejus), responsável pelos sistemas penitenciários do Ceará, os confrontos realizados durante a madrugada logo foram solucionados. “A Secretaria registrou ocorrência de insubordinação de internos nesta madrugada. Agentes penitenciários e policiais fizeram intervenções nas duas unidades para controlar a situação. Ninguém ficou ferido. A Sejus investiga as razões dos conflitos e possíveis interferências na convivência dos presos”, destaca a pasta por meio de nota.

Conforme uma fonte do Tribuna do Ceará de dentro do sistema prisional do Estado, esse caso iniciou na região Norte do país, quando presidiários decapitaram outro detento numa penitenciária de Roraima. Para este representante do sistema prisional, com o fim deste pacto nacional, a insegurança no Ceará também deve aumentar.