Rebelião no "Carrapicho" marca 3º dia de crise do sistema penitenciário no Ceará

REBELIÕES EM SÉRIE

Rebelião no “Carrapicho” marca 3º dia de crise do sistema penitenciário no Ceará

Motim teve início no começo da tarde e continuou durante a noite

Por Lyvia Rocha em Segurança Pública

23 de maio de 2016 às 20:52

Há 3 anos
Oito presídios do Ceará tiveram rebeliões neste sábado (21) (FOTO: Reprodução Whatsapp)

Oito presídios do Ceará tiveram rebeliões neste sábado (21) (FOTO: Reprodução Whatsapp)

O clima instaurado de tensão no sistema carcerário continuou durante esta segunda-feira (23), com uma rebelião na Unidade Prisional Desembargador Adalberto de Oliveira Barros Leal, conhecida como “Carrapicho“, em Caucaia. A confusão teve início por volta das 15h e seguiu até a noite.

Desde que teve início o motim, policiais do Grupo de Ações Táticas Especiais, Ronda de Ações Intensivas e Ostensivas, e profissionais do Corpo de Bombeiros estão na parte interna do presídio. De acordo com as esposas de internos, a rebelião teria começado após uma vistoria realizada pelos policiais militares, e não por agentes penitenciários, no pavilhão 3.

“Os policiais disseram que tinha um túnel lá e foram ver, mas quem deve fazer isso são os agentes penitenciários, aí começou tudo”, afirmou uma das mulheres que esteve lá desde o início da tarde.

Além disso, as mulheres que mantêm contato com os presidiários disseram ainda que a situação está caótica. “Eles estão sem água, sem luz, telefone, sem alimentação e também apanhando”, desabafou a esposa de um detento. Ela ainda completou exigindo que o Governo tome alguma posição sobre as ocorrências. “A gente quer o secretário de Segurança, o coordenador geral, o governador, direitos humanos, mas não aparece nenhum aqui para resolver isso”, reiterou.

A todo momento estrondos são ouvidos na parte externa da unidade e muita fumaça também é vista. Em determinado momento, as mulheres bloquearam a entrada de policiais no local. Várias ambulâncias também estão no local para dar suporte aos feridos. O número de feridos e outras informações da rebelião no Carrapicho ainda não foram atualizada pela Secretaria de Justiça do Estado do Ceará (Sejus-Ce).

Reunião 

Durante a tarde, ocorreu também uma manifestação de mulheres de detentos das outras unidades prisionais do Estado, no bairro Meireles. Antes da reunião com o secretario-adjunto Sandro Camilo, elas bloquearam as ruas Tenente Benévolo e Idelfonso Albano por cerca de 30 minutos.

O resultado da reunião que durou pouco mais uma hora foi que, na próxima quarta-feira (25), elas poderão visitar seus parentes e levar pertences pessoais. Contudo, a normalização das visitas ainda está em análise.

Acompanhe o caso:

23 de maio  Governo do Ceará confirma 14 mortes de detentos em série de rebeliões em presídios

23 de maio – Prints de Whatsapp revelam conversa entre presos durante rebeliões no Ceará

23 de maio – Carta que seria do Comando Vermelho pede fim de matança em presídios do Ceará

22 de maio – Chega ao fim greve de agentes penitenciários após onda de rebeliões no Ceará

21 de maio – Presos compartilham vídeos de quebra-quebra em rebelião na CPPL 4

21 de maio – Ministério Público vai apurar se agentes penitenciários tiveram culpa por caos em presídios

21 de maio – Série de rebeliões simultâneas ocorre em 8 presídios do Ceará

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Rebelião no “Carrapicho” marca 3º dia de crise do sistema penitenciário no Ceará

Motim teve início no começo da tarde e continuou durante a noite

Por Lyvia Rocha em Segurança Pública

23 de maio de 2016 às 20:52

Há 3 anos
Oito presídios do Ceará tiveram rebeliões neste sábado (21) (FOTO: Reprodução Whatsapp)

Oito presídios do Ceará tiveram rebeliões neste sábado (21) (FOTO: Reprodução Whatsapp)

O clima instaurado de tensão no sistema carcerário continuou durante esta segunda-feira (23), com uma rebelião na Unidade Prisional Desembargador Adalberto de Oliveira Barros Leal, conhecida como “Carrapicho“, em Caucaia. A confusão teve início por volta das 15h e seguiu até a noite.

Desde que teve início o motim, policiais do Grupo de Ações Táticas Especiais, Ronda de Ações Intensivas e Ostensivas, e profissionais do Corpo de Bombeiros estão na parte interna do presídio. De acordo com as esposas de internos, a rebelião teria começado após uma vistoria realizada pelos policiais militares, e não por agentes penitenciários, no pavilhão 3.

“Os policiais disseram que tinha um túnel lá e foram ver, mas quem deve fazer isso são os agentes penitenciários, aí começou tudo”, afirmou uma das mulheres que esteve lá desde o início da tarde.

Além disso, as mulheres que mantêm contato com os presidiários disseram ainda que a situação está caótica. “Eles estão sem água, sem luz, telefone, sem alimentação e também apanhando”, desabafou a esposa de um detento. Ela ainda completou exigindo que o Governo tome alguma posição sobre as ocorrências. “A gente quer o secretário de Segurança, o coordenador geral, o governador, direitos humanos, mas não aparece nenhum aqui para resolver isso”, reiterou.

A todo momento estrondos são ouvidos na parte externa da unidade e muita fumaça também é vista. Em determinado momento, as mulheres bloquearam a entrada de policiais no local. Várias ambulâncias também estão no local para dar suporte aos feridos. O número de feridos e outras informações da rebelião no Carrapicho ainda não foram atualizada pela Secretaria de Justiça do Estado do Ceará (Sejus-Ce).

Reunião 

Durante a tarde, ocorreu também uma manifestação de mulheres de detentos das outras unidades prisionais do Estado, no bairro Meireles. Antes da reunião com o secretario-adjunto Sandro Camilo, elas bloquearam as ruas Tenente Benévolo e Idelfonso Albano por cerca de 30 minutos.

O resultado da reunião que durou pouco mais uma hora foi que, na próxima quarta-feira (25), elas poderão visitar seus parentes e levar pertences pessoais. Contudo, a normalização das visitas ainda está em análise.

Acompanhe o caso:

23 de maio  Governo do Ceará confirma 14 mortes de detentos em série de rebeliões em presídios

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