Violência no Ceará: Fortaleza tem taxa de homicídios 7,5 vezes maior do que São Paulo


Violência no Ceará: Fortaleza tem taxa de homicídios 7,5 vezes maior do que São Paulo

São 1.545 homicídios de janeiro a agosto na capital cearense

Por Tribuna do Ceará em Segurança Pública

11 de setembro de 2014 às 14:01

Há 5 anos
policia

Polícia em ação (Foto: 1º BPM)

Com 2,6 milhões de habitantes, Fortaleza tem taxa 7,5 vezes maior de homicídios do que a cidade de São Paulo, com uma população quase cinco vezes superior, de doze milhões de pessoas. De janeiro a julho deste ano, Fortaleza registrou 1.231 homicídios. No mesmo período, a capital paulista ficou com 766 crimes dessa natureza. Os dados são da Secretaria de Segurança Pública do Ceará e de São Paulo, respectivamente.

São 6,4 mortes por cem mil habitantes na maior metrópole da América Sul, contra 47,8 da capital cearense (7,4 vezes mais). Esses números colocam Fortaleza como a 7ª cidade mais violentas do mundo, segundo a ONG mexicana Conselho Cidadão para a Segurança Pública e Justiça Penal, e puxam para cima os indicadores de homicídios no Ceará.

Na quarta-feira (10), a Secretaria de Segurança Pública do Ceará divulgou que em agosto foram notificados 314 homicídios no estado, sendo o segundo mês consecutivo de redução. Em junho foi de 338.

Desde dezembro passado, o estado foi dividido em 18 áreas integradas de segurança (AIS) num esforço para reduziras taxas de criminalidade. Seis dessas AIS são em Fortaleza e em apenas duas delas houve redução dos homicídios, segundo a SSPDS.

Eleições 2014

A violência tem sido um dos principais temas nessa campanha eleitoral. E é apontada como um dos maiores gargalos da gestão do governador Cid Gomes por ter recebido grande volume de investimento. Enquanto Eunício Oliveira (PMDB) faz críticas à gestão e acena com programa para ampliar o grupamento RAIO (Ronda de Ações Intensivas e Ostensivas), levando-o também para o interior, Camilo Santana (PT), apadrinhado do governador, usa manchetes de jornais de São Paulo falando sobre aumento da violência pra legitimar o problema no Ceará.

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Violência no Ceará: Fortaleza tem taxa de homicídios 7,5 vezes maior do que São Paulo

São 1.545 homicídios de janeiro a agosto na capital cearense

Por Tribuna do Ceará em Segurança Pública

11 de setembro de 2014 às 14:01

Há 5 anos
policia

Polícia em ação (Foto: 1º BPM)

Com 2,6 milhões de habitantes, Fortaleza tem taxa 7,5 vezes maior de homicídios do que a cidade de São Paulo, com uma população quase cinco vezes superior, de doze milhões de pessoas. De janeiro a julho deste ano, Fortaleza registrou 1.231 homicídios. No mesmo período, a capital paulista ficou com 766 crimes dessa natureza. Os dados são da Secretaria de Segurança Pública do Ceará e de São Paulo, respectivamente.

São 6,4 mortes por cem mil habitantes na maior metrópole da América Sul, contra 47,8 da capital cearense (7,4 vezes mais). Esses números colocam Fortaleza como a 7ª cidade mais violentas do mundo, segundo a ONG mexicana Conselho Cidadão para a Segurança Pública e Justiça Penal, e puxam para cima os indicadores de homicídios no Ceará.

Na quarta-feira (10), a Secretaria de Segurança Pública do Ceará divulgou que em agosto foram notificados 314 homicídios no estado, sendo o segundo mês consecutivo de redução. Em junho foi de 338.

Desde dezembro passado, o estado foi dividido em 18 áreas integradas de segurança (AIS) num esforço para reduziras taxas de criminalidade. Seis dessas AIS são em Fortaleza e em apenas duas delas houve redução dos homicídios, segundo a SSPDS.

Eleições 2014

A violência tem sido um dos principais temas nessa campanha eleitoral. E é apontada como um dos maiores gargalos da gestão do governador Cid Gomes por ter recebido grande volume de investimento. Enquanto Eunício Oliveira (PMDB) faz críticas à gestão e acena com programa para ampliar o grupamento RAIO (Ronda de Ações Intensivas e Ostensivas), levando-o também para o interior, Camilo Santana (PT), apadrinhado do governador, usa manchetes de jornais de São Paulo falando sobre aumento da violência pra legitimar o problema no Ceará.