Viúva de PM assassinado por policiais critica despreparo das forças de segurança do Ceará

DESABAFO

Viúva de PM assassinado por policiais critica despreparo das forças de segurança do Ceará

O cabo Albuquerque, de 33 anos, estava de folga quando reagiu a um assalto, e policiais que passavam pelo local o confundiram com um bandido

Por TV Jangadeiro em Segurança Pública

6 de setembro de 2018 às 11:15

Há 11 meses
policial-missa

Paulo Alberto Marques de Albuquerque foi homenageado por familiares e amigos. (FOTO: Reprodução/Tv Jangadeiro)

A missa que marcou uma semana da morte do policial militar Paulo Alberto Marques de Albuquerque foi marcada por emoção e pedido de justiça, nesta quarta-feira (5), na Igreja de Fátima, em Fortaleza. Amigos e familiares prestaram as últimas homenagens ao agente de segurança que foi morto por um colega no último dia 28 de agosto.

A Controladoria de Disciplina investiga o caso, informa o programa Barra Pesada, da TV Jangadeiro/SBT.

“A gente tem procurado se apoiar na família, nos amigos, nos amigos militares, que têm nos dado muito apoio, e nossa segunda etapa agora é a busca por justiça. Nós não podemos permitir que o Estado não se pronuncie sobre tudo o que aconteceu”, disse a viúva Cleidiane Albuquerque.

Há oito anos na corporação da Polícia Militar, Paulo Alberto Marques Albuquerque foi baleado em uma tentativa de assalto no bairro Parangaba. O cabo, que trabalhava no Batalhão de Policiamento Turístico, teria reagido e disparado contra os suspeitos. Ao ser visto com arma em punho, ele foi atingido por policiais que acreditaram se tratar de um bandido, informou nota da Secretaria de Segurança Pública.

Ao se aproximarem do policial, os militares identificaram o colega e o socorreram de imediato, levando-o para o Instituto Dr. José Frota (IJF), mas ele não resistiu aos ferimentos. Os PMs se apresentaram espontaneamente à 11ª Divisão de Homicídios (DHPP), que investiga casos de morte envolvendo agentes de segurança.

“O meu marido foi executado por outro policial, despreparado, que tinha mais ou menos 4 meses de polícia. Ninguém dá um tiro no peito que não seja execução. O nosso foco agora é em busca dessa justiça. Nós vamos em busca da justiça, porque é essa justiça que vai diminuir essa dor”, contou a esposa.

A queixa de Cleidiane Albuquerque, além do pedido de justiça pela morte do marido, é a falta de pronunciamento das autoridades de segurança do estado. Ela também reclama do despreparo dos policiais que, segundo ela, poderia ter afetado qualquer pessoa.

“Não adianta o caso ser abafado, porque nós, como família, não vamos permitir. Ele deixou todos os projetos, sonhos e, principalmente, ele acreditava na instituição. Foi um sonho dele entrar na PM. A gente não pode permitir que o secretário de Segurança coloque profissionais despreparados para proteger a população, porque o que aconteceu com o meu marido podia ter acontecido com qualquer pessoa”, desabafou.

A viúva ainda ressalta que o pedido pela resolução do caso vai além do fato de o marido falecido pertencer à polícia cearense.

“A gente precisa que nesse momento haja justiça, não porque era um policial militar, mas porque atrás daquela farda havia um homem, um cidadão, um pai de família, um filho que os pais, hoje, choram a dor que nunca vai ser sarada, nem a dos meus filhos. A minha dor nunca vai sarar”, concluiu.

Confira a reportagem no Barra Pesada, da TV Jangadeiro/SBT, às 12h10 desta quinta-feira (6).

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Viúva de PM assassinado por policiais critica despreparo das forças de segurança do Ceará

O cabo Albuquerque, de 33 anos, estava de folga quando reagiu a um assalto, e policiais que passavam pelo local o confundiram com um bandido

Por TV Jangadeiro em Segurança Pública

6 de setembro de 2018 às 11:15

Há 11 meses
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Paulo Alberto Marques de Albuquerque foi homenageado por familiares e amigos. (FOTO: Reprodução/Tv Jangadeiro)

A missa que marcou uma semana da morte do policial militar Paulo Alberto Marques de Albuquerque foi marcada por emoção e pedido de justiça, nesta quarta-feira (5), na Igreja de Fátima, em Fortaleza. Amigos e familiares prestaram as últimas homenagens ao agente de segurança que foi morto por um colega no último dia 28 de agosto.

A Controladoria de Disciplina investiga o caso, informa o programa Barra Pesada, da TV Jangadeiro/SBT.

“A gente tem procurado se apoiar na família, nos amigos, nos amigos militares, que têm nos dado muito apoio, e nossa segunda etapa agora é a busca por justiça. Nós não podemos permitir que o Estado não se pronuncie sobre tudo o que aconteceu”, disse a viúva Cleidiane Albuquerque.

Há oito anos na corporação da Polícia Militar, Paulo Alberto Marques Albuquerque foi baleado em uma tentativa de assalto no bairro Parangaba. O cabo, que trabalhava no Batalhão de Policiamento Turístico, teria reagido e disparado contra os suspeitos. Ao ser visto com arma em punho, ele foi atingido por policiais que acreditaram se tratar de um bandido, informou nota da Secretaria de Segurança Pública.

Ao se aproximarem do policial, os militares identificaram o colega e o socorreram de imediato, levando-o para o Instituto Dr. José Frota (IJF), mas ele não resistiu aos ferimentos. Os PMs se apresentaram espontaneamente à 11ª Divisão de Homicídios (DHPP), que investiga casos de morte envolvendo agentes de segurança.

“O meu marido foi executado por outro policial, despreparado, que tinha mais ou menos 4 meses de polícia. Ninguém dá um tiro no peito que não seja execução. O nosso foco agora é em busca dessa justiça. Nós vamos em busca da justiça, porque é essa justiça que vai diminuir essa dor”, contou a esposa.

A queixa de Cleidiane Albuquerque, além do pedido de justiça pela morte do marido, é a falta de pronunciamento das autoridades de segurança do estado. Ela também reclama do despreparo dos policiais que, segundo ela, poderia ter afetado qualquer pessoa.

“Não adianta o caso ser abafado, porque nós, como família, não vamos permitir. Ele deixou todos os projetos, sonhos e, principalmente, ele acreditava na instituição. Foi um sonho dele entrar na PM. A gente não pode permitir que o secretário de Segurança coloque profissionais despreparados para proteger a população, porque o que aconteceu com o meu marido podia ter acontecido com qualquer pessoa”, desabafou.

A viúva ainda ressalta que o pedido pela resolução do caso vai além do fato de o marido falecido pertencer à polícia cearense.

“A gente precisa que nesse momento haja justiça, não porque era um policial militar, mas porque atrás daquela farda havia um homem, um cidadão, um pai de família, um filho que os pais, hoje, choram a dor que nunca vai ser sarada, nem a dos meus filhos. A minha dor nunca vai sarar”, concluiu.

Confira a reportagem no Barra Pesada, da TV Jangadeiro/SBT, às 12h10 desta quinta-feira (6).