Danielle Lodetti: "Alimentação na Síndrome de Down - o que há de especial?"

COMER BEM, VIVER MELHOR

Danielle Lodetti: “Alimentação na Síndrome de Down – o que há de especial?”

Nutricionista indica cuidados na alimentação de quem nasceu com um cromossomo a mais no par 21

Por Tribuna do Ceará em Danielle Lodetti

30 de setembro de 2016 às 08:52

Há 3 anos

Por Danielle Lodetti

As alterações genéticas características da Síndrome de Down provocam mudanças que vão além das físicas: são as mudanças no metabolismo de seus portadores.

É fundamental ter cuidados especiais com a alimentação para reduzir o risco de várias doenças, melhorar a qualidade de vida (o que ocorre com todas as pessoas que comem adequadamente) e aumentar a expectativa de vida (que, no Down, vem aumentando muito, felizmente).

Portanto, para a prescrição de uma dieta individualizada para os portadores de Down, o nutricionista deve levar em consideração fatores FUNDAMENTAIS, como:

1. Comumente há alterações na flora de microrganismos do intestino, o que aumenta o risco de alterações no sistema imunológico e atrapalha a absorção de nutrientes. Há também aumento de alergias alimentares devido às alterações de permeabilidade intestinal e imunológicas. Por isso, é fundamental que haja a reposição da flora bacteriana intestinal e dos nutrientes que estão em carência no organismo;

2. Pessoas com Down têm um risco aumentado de doenças autoimunes, incluindo doença celíaca. Por isso, este fator somado ao das alterações de intestino geralmente leva à retirada do glúten da dieta;

3. Há um risco aumentado de alergias alimentares. É importante que um médico especialista faça o diagnóstico para que a dieta não contenha os alimentos que provocam sintomas e malefícios;

4. Há dificuldade na eliminação de toxinas pelo organismo. Muitas vezes, há acúmulo de metais pesados como alumínio, chumbo, mercúrio, dentre outros. Deve ser feita análise de sangue e urina para diagnosticar, e um trabalho de detoxificação adequado. O acúmulo de metais pesados pode aumentar o risco de doenças, incluindo câncer e alterações no funcionamento do cérebro e comportamento;

A nutrição na Síndrome de Down traz resultados incríveis (FOTO: @mateusehdemais)

A nutrição na Síndrome de Down traz resultados incríveis (FOTO: @mateusehdemais)

5. É comum que haja alterações no funcionamento da tireoide. Comer os nutrientes de que ela precisa para funcionar de forma adequada, como iodo, selênio e complexo B é altamente indicado;

Estas descobertas tornam possível reduzir o impacto da genética sobre o metabolismo. Mas é fundamental que o profissional conheça bem todas estas alterações para ajudar da melhor forma possível. A Nutrição na Síndrome de Down é algo relativamente novo, mas que vem trazendo resultados incríveis!

*Danielle Lodetti é nutricionista, especialista em fisiologia do exercício, nutrição estética, bioquímica aplicada à patologia, nutrição molecular e fitoterapia integrativa. Ela é sócia-proprietária da clínica Reviva Nutrição e proprietária da Reviva Sabor & Saúde.

A coluna “Comer bem, Viver melhor” é publicada no Tribuna do Ceará, às sextas-feiras, e vai ao ar na Rádio Tribuna BandNews (FM 101.7) nas segundas e quartas, às 8h45.

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Danielle Lodetti: “Alimentação na Síndrome de Down – o que há de especial?”

Nutricionista indica cuidados na alimentação de quem nasceu com um cromossomo a mais no par 21

Por Tribuna do Ceará em Danielle Lodetti

30 de setembro de 2016 às 08:52

Há 3 anos

Por Danielle Lodetti

As alterações genéticas características da Síndrome de Down provocam mudanças que vão além das físicas: são as mudanças no metabolismo de seus portadores.

É fundamental ter cuidados especiais com a alimentação para reduzir o risco de várias doenças, melhorar a qualidade de vida (o que ocorre com todas as pessoas que comem adequadamente) e aumentar a expectativa de vida (que, no Down, vem aumentando muito, felizmente).

Portanto, para a prescrição de uma dieta individualizada para os portadores de Down, o nutricionista deve levar em consideração fatores FUNDAMENTAIS, como:

1. Comumente há alterações na flora de microrganismos do intestino, o que aumenta o risco de alterações no sistema imunológico e atrapalha a absorção de nutrientes. Há também aumento de alergias alimentares devido às alterações de permeabilidade intestinal e imunológicas. Por isso, é fundamental que haja a reposição da flora bacteriana intestinal e dos nutrientes que estão em carência no organismo;

2. Pessoas com Down têm um risco aumentado de doenças autoimunes, incluindo doença celíaca. Por isso, este fator somado ao das alterações de intestino geralmente leva à retirada do glúten da dieta;

3. Há um risco aumentado de alergias alimentares. É importante que um médico especialista faça o diagnóstico para que a dieta não contenha os alimentos que provocam sintomas e malefícios;

4. Há dificuldade na eliminação de toxinas pelo organismo. Muitas vezes, há acúmulo de metais pesados como alumínio, chumbo, mercúrio, dentre outros. Deve ser feita análise de sangue e urina para diagnosticar, e um trabalho de detoxificação adequado. O acúmulo de metais pesados pode aumentar o risco de doenças, incluindo câncer e alterações no funcionamento do cérebro e comportamento;

A nutrição na Síndrome de Down traz resultados incríveis (FOTO: @mateusehdemais)

A nutrição na Síndrome de Down traz resultados incríveis (FOTO: @mateusehdemais)

5. É comum que haja alterações no funcionamento da tireoide. Comer os nutrientes de que ela precisa para funcionar de forma adequada, como iodo, selênio e complexo B é altamente indicado;

Estas descobertas tornam possível reduzir o impacto da genética sobre o metabolismo. Mas é fundamental que o profissional conheça bem todas estas alterações para ajudar da melhor forma possível. A Nutrição na Síndrome de Down é algo relativamente novo, mas que vem trazendo resultados incríveis!

*Danielle Lodetti é nutricionista, especialista em fisiologia do exercício, nutrição estética, bioquímica aplicada à patologia, nutrição molecular e fitoterapia integrativa. Ela é sócia-proprietária da clínica Reviva Nutrição e proprietária da Reviva Sabor & Saúde.

A coluna “Comer bem, Viver melhor” é publicada no Tribuna do Ceará, às sextas-feiras, e vai ao ar na Rádio Tribuna BandNews (FM 101.7) nas segundas e quartas, às 8h45.