Casa da Esperança, que atende autistas gratuitamente, pode fechar

IMPASSE

Casa da Esperança, que atende autistas gratuitamente, pode fechar por falta de recursos

O espaço realiza trabalho de estimulação precoce, programa educacional, terapias ocupacionais para adolescentes e cursos que facilitam a inserção do autista no mercado de trabalho

Por TV Jangadeiro em Jornal Jangadeiro

26 de dezembro de 2018 às 07:00

Há 8 meses
O espaço realiza trabalho de estimulação precoce (FOTO: Reprodução/TV Jangadeiro)

O espaço realiza trabalho de estimulação precoce (FOTO: Reprodução/TV Jangadeiro)

Depois de 25 anos, a Casa da Esperança pode ser fechada por falta de recursos para 2019. O espaço atende, gratuitamente, pessoas autistas que precisam de acompanhamento multidisciplinar.

O espaço realiza trabalho de estimulação precoce, programa educacional, terapias ocupacionais para adolescentes e cursos que facilitam a inserção do autista no mercado de trabalho.

O serviço é realizado desde 1993. A Casa da Esperança atende, hoje, 460 autistas, a partir de um ano e seis meses, pelo convênio com o SUS. São pessoas que podem ficar sem atendimento a partir do próximo ano, por falta de renovação do convênio.

A Secretaria Municipal de Saúde informou que a continuação do contrato não é possível porque a fundação não tem regularização fiscal.

“O Poder Público precisa, para contratualizar e pagar, todas as certidões municipais, estaduais e federais. Desde 2017 que esse problema veio à tona. O Ministério Público interviu, recomendou um outro contrato emergencial que vence no dia 28 de dezembro. É preciso que a Casa da Esperança resolva sua situação fiscal ou que mais uma vez o Poder Judiciário nos recomende a fazer o convênio sem a necessidade dessa regularidade fiscal”, explica Joana Maciel, secretária da SMS (Secretaria Municipal de Saúde).

O recurso repassado ao longo deste ano para a Fundação foi de mais de um R$ 1,8 milhões. Valores que, segundo a administração da Casa da Esperança, não são reajustados, o que dificulta a regularização fiscal. “Fica complicado a gente, a tantos anos, conseguir fazer o mesmo serviço e conseguir pagar todas as dívidas com o mesmo valor”, afirma a Tatyana Austregésilo, diretora administrativa.

Os pais dos atendidos estão preocupados com esse impasse que pode levar ao fechamento da casa, comprometendo os avanços conquistados por pacientes.

Confira todos os detalhes na reportagem do Jornal Jangadeiro, da TV Jangadeiro/SBT:

 

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Casa da Esperança, que atende autistas gratuitamente, pode fechar por falta de recursos

O espaço realiza trabalho de estimulação precoce, programa educacional, terapias ocupacionais para adolescentes e cursos que facilitam a inserção do autista no mercado de trabalho

Por TV Jangadeiro em Jornal Jangadeiro

26 de dezembro de 2018 às 07:00

Há 8 meses
O espaço realiza trabalho de estimulação precoce (FOTO: Reprodução/TV Jangadeiro)

O espaço realiza trabalho de estimulação precoce (FOTO: Reprodução/TV Jangadeiro)

Depois de 25 anos, a Casa da Esperança pode ser fechada por falta de recursos para 2019. O espaço atende, gratuitamente, pessoas autistas que precisam de acompanhamento multidisciplinar.

O espaço realiza trabalho de estimulação precoce, programa educacional, terapias ocupacionais para adolescentes e cursos que facilitam a inserção do autista no mercado de trabalho.

O serviço é realizado desde 1993. A Casa da Esperança atende, hoje, 460 autistas, a partir de um ano e seis meses, pelo convênio com o SUS. São pessoas que podem ficar sem atendimento a partir do próximo ano, por falta de renovação do convênio.

A Secretaria Municipal de Saúde informou que a continuação do contrato não é possível porque a fundação não tem regularização fiscal.

“O Poder Público precisa, para contratualizar e pagar, todas as certidões municipais, estaduais e federais. Desde 2017 que esse problema veio à tona. O Ministério Público interviu, recomendou um outro contrato emergencial que vence no dia 28 de dezembro. É preciso que a Casa da Esperança resolva sua situação fiscal ou que mais uma vez o Poder Judiciário nos recomende a fazer o convênio sem a necessidade dessa regularidade fiscal”, explica Joana Maciel, secretária da SMS (Secretaria Municipal de Saúde).

O recurso repassado ao longo deste ano para a Fundação foi de mais de um R$ 1,8 milhões. Valores que, segundo a administração da Casa da Esperança, não são reajustados, o que dificulta a regularização fiscal. “Fica complicado a gente, a tantos anos, conseguir fazer o mesmo serviço e conseguir pagar todas as dívidas com o mesmo valor”, afirma a Tatyana Austregésilo, diretora administrativa.

Os pais dos atendidos estão preocupados com esse impasse que pode levar ao fechamento da casa, comprometendo os avanços conquistados por pacientes.

Confira todos os detalhes na reportagem do Jornal Jangadeiro, da TV Jangadeiro/SBT: