Fortaleza tem cobertura de esgoto de 62%; situação no interior é ainda mais preocupante

SANEAMENTO BÁSICO

Fortaleza tem cobertura de esgoto de 62%; situação no interior é ainda mais preocupante

Fora de Fortaleza, a situação é mais grave. Dos 184 municípios cearenses, 152 são atendidos pela Cagece; nesses, a cobertura de esgoto é de somente 42,40%. Nos outros municípios, é o sistema autônomo de água e esgoto que atua

Por TV Jangadeiro em Jornal Jangadeiro

3 de junho de 2019 às 15:51

Há 2 meses
(FOTO: Reprodução/TV Jangadeiro)

A cobertura de esgoto em Fortaleza é de 62% (FOTO: Reprodução/TV Jangadeiro)

A falta de saneamento básico é um problema que afeta muita gente. Apesar de Fortaleza ter uma cobertura de esgoto de 62%, muitas famílias são obrigadas a conviver com sujeira e lama na porta de casa. Situação que, além de agredir o meio ambiente, afeta diretamente a saúde pública, prejudicando inclusive o desenvolvimento infantil.

Na comunidade 13 de junho, no Barroso I, os moradores reclamam do foco de doenças. Eles dizem que a situação se arrasta por, pelo menos, 20 anos. Tudo piora quando chove. A água se espalha por todas as ruas ao redor do campo. E as casas, na maioria, estão assim: cercadas por um rio de esgoto.

Não muito longe dali, há pelo menos quatro anos, os moradores da Rua Girassol, na Serrinha, convivem com esgoto na porta de casa. O mau-cheiro fez com que Ângela Lopes desistisse de vender refeições. E hoje ela mal pode receber a visita dos netos.

Cobertura de esgoto

A cobertura de esgoto na cidade é de 62%; a de água chega a 98,6%. Os dados são da Cagece. O órgão que regula os serviços de saneamento básico em Fortaleza é a Acfor. Os números da Autarquia para cobertura de água e esgoto são um pouco melhores, porque a forma de calcular é diferente.

Fora de Fortaleza, a situação é mais grave. Dos 184 municípios cearenses, 152 são atendidos pela Cagece; nesses, a cobertura de esgoto é de somente 42,40%. Nos outros municípios, é o sistema autônomo de água e esgoto que atua.

Mais do que um serviço, o saneamento básico tem ligação estreita com a saúde pública. E a falta dele pode afetar até o desenvolvimento infantil.

O engenheiro sanitarista Adolfo Marinho conta as profundas mudanças que o Ceará passou durante o governo Tasso Jereissati, quando saneamento básico era foco de ações. Na época, ele era o secretário do Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente do Ceará.

Fiscalizações

Um desafio é o combate às ligações clandestinas e a fiscalização de imóveis que não estão conectados à rede pública de esgoto. De janeiro a maio deste ano, a Agência Fiscalizadora de Fortaleza realizou 294 autuações de 1.511 fiscalizações.

Resposta da Cagece

Sobre ocorrência na Rua Girassol, no Bairro Serrinha, a Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) informa que, no local existe uma obra para implantação de rede de esgotamento ainda não concluída, ou seja, sem destino final. “Em casos como esse, é comum moradores se anteciparem à autorização da Cagece e realizarem interligações à rede não finalizada, o que ocasiona os transbordamentos. A companhia informa ainda que enviará equipe ao local para realizar a desobstrução, mas a orientação é que os moradores aguardem a conclusão da obra, prevista para o fim deste ano, e a autorização da Cagece para se interligarem”.

Para qualquer reclamação ou solicitação, a Cagece orienta aos clientes que entrem em contato com a companhia pelos canais de atendimento disponíveis, como a Central de Atendimento (0800.275.0195), o aplicativo Cagece Mobile (disponível para Android e iOS) ou por meio da Gesse, a assistente virtual da companhia, que atende pelo site da Cagece.

Confira todos os detalhes na reportagem do Jornal Jangadeiro, da TV Jangadeiro/SBT:

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SANEAMENTO BÁSICO

Fortaleza tem cobertura de esgoto de 62%; situação no interior é ainda mais preocupante

Fora de Fortaleza, a situação é mais grave. Dos 184 municípios cearenses, 152 são atendidos pela Cagece; nesses, a cobertura de esgoto é de somente 42,40%. Nos outros municípios, é o sistema autônomo de água e esgoto que atua

Por TV Jangadeiro em Jornal Jangadeiro

3 de junho de 2019 às 15:51

Há 2 meses
(FOTO: Reprodução/TV Jangadeiro)

A cobertura de esgoto em Fortaleza é de 62% (FOTO: Reprodução/TV Jangadeiro)

A falta de saneamento básico é um problema que afeta muita gente. Apesar de Fortaleza ter uma cobertura de esgoto de 62%, muitas famílias são obrigadas a conviver com sujeira e lama na porta de casa. Situação que, além de agredir o meio ambiente, afeta diretamente a saúde pública, prejudicando inclusive o desenvolvimento infantil.

Na comunidade 13 de junho, no Barroso I, os moradores reclamam do foco de doenças. Eles dizem que a situação se arrasta por, pelo menos, 20 anos. Tudo piora quando chove. A água se espalha por todas as ruas ao redor do campo. E as casas, na maioria, estão assim: cercadas por um rio de esgoto.

Não muito longe dali, há pelo menos quatro anos, os moradores da Rua Girassol, na Serrinha, convivem com esgoto na porta de casa. O mau-cheiro fez com que Ângela Lopes desistisse de vender refeições. E hoje ela mal pode receber a visita dos netos.

Cobertura de esgoto

A cobertura de esgoto na cidade é de 62%; a de água chega a 98,6%. Os dados são da Cagece. O órgão que regula os serviços de saneamento básico em Fortaleza é a Acfor. Os números da Autarquia para cobertura de água e esgoto são um pouco melhores, porque a forma de calcular é diferente.

Fora de Fortaleza, a situação é mais grave. Dos 184 municípios cearenses, 152 são atendidos pela Cagece; nesses, a cobertura de esgoto é de somente 42,40%. Nos outros municípios, é o sistema autônomo de água e esgoto que atua.

Mais do que um serviço, o saneamento básico tem ligação estreita com a saúde pública. E a falta dele pode afetar até o desenvolvimento infantil.

O engenheiro sanitarista Adolfo Marinho conta as profundas mudanças que o Ceará passou durante o governo Tasso Jereissati, quando saneamento básico era foco de ações. Na época, ele era o secretário do Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente do Ceará.

Fiscalizações

Um desafio é o combate às ligações clandestinas e a fiscalização de imóveis que não estão conectados à rede pública de esgoto. De janeiro a maio deste ano, a Agência Fiscalizadora de Fortaleza realizou 294 autuações de 1.511 fiscalizações.

Resposta da Cagece

Sobre ocorrência na Rua Girassol, no Bairro Serrinha, a Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) informa que, no local existe uma obra para implantação de rede de esgotamento ainda não concluída, ou seja, sem destino final. “Em casos como esse, é comum moradores se anteciparem à autorização da Cagece e realizarem interligações à rede não finalizada, o que ocasiona os transbordamentos. A companhia informa ainda que enviará equipe ao local para realizar a desobstrução, mas a orientação é que os moradores aguardem a conclusão da obra, prevista para o fim deste ano, e a autorização da Cagece para se interligarem”.

Para qualquer reclamação ou solicitação, a Cagece orienta aos clientes que entrem em contato com a companhia pelos canais de atendimento disponíveis, como a Central de Atendimento (0800.275.0195), o aplicativo Cagece Mobile (disponível para Android e iOS) ou por meio da Gesse, a assistente virtual da companhia, que atende pelo site da Cagece.

Confira todos os detalhes na reportagem do Jornal Jangadeiro, da TV Jangadeiro/SBT: