Publicidade

Agregando valor

por Rodrigo Goyanna

Teste da Amazon para “marcas top” pode aliviar tensão do varejo

Por rodrigogoyanna em branding, estrategia, Marketing

27 de agosto de 2019

A Amazon está qualificando produtos vendidos por algumas empresas como marcas de primeira linha ou “top brands“, um teste que, se for amplamente implementado, poderia aliviar a tensão entre a gigante do varejo on-line e as grandes varejistas com lojas físicas.

A empresa acrescentou uma etiqueta de “top brand” aos produtos da Speedo, New Balance, Under Armour e Fruit of the Loom em resultados encontrados em algumas buscas por produtos, disse a Marketplace Pulse, uma empresa de pesquisa de comércio eletrônico de Nova York. 

Uma porta-voz da Amazon confirmou que a empresa está testando essa qualificação de itens de moda, baseando a designação em marcas que são populares entre os clientes. Ela disse que as marcas não pagam por essa etiqueta de qualificação.

A Amazon já caracteriza certos produtos como “best sellers” ou “Amazon’s Choice”, designações que a empresa diz levar em conta fatores como disponibilidade, comentários de clientes e preços. Os compradores costumam ver esses marcadores com um endosso, o que pode impulsionar as vendas, dizem os analistas.

Os critérios que a Amazon usa para determinar quais produtos ganham essa distinção têm atraído a atenção de críticos e autoridades do governo, em meio a uma atenção renovada no poder de mercado das plataformas online. Os críticos dizem que a lógica por trás dos rótulos nem sempre é transparente para os consumidores ou marcas e temem que a Amazon os use para sustentar sua crescente variedade de marcas próprias.

A Amazon responde por cerca de 40% das vendas online nos EUA, de acordo com a pesquisadora EMarketer Inc. e impulsionou o crescimento do comércio eletrônico. Mas sofre críticas de ter prejudicado o prestígio que alguns consumidores atribuem às grandes marcas. Uma pesquisa realizada pela Marketplace Pulse no início deste ano mostrou que, aproximadamente, uma em cada cinco pesquisas de produtos na Amazon incluíam uma marca; mais frequentemente, os clientes ficavam satisfeitos em folhear o catálogo da Amazon.

Há tempos os fabricantes de bens de consumo se queixam de que o Amazon Marketplace, que permite a vendedores independentes listar seus produtos na Amazon, abriu as portas para uma falsificação generalizada. A Amazon respondeu com programas criados para dar aos proprietários de marcas maior controle sobre como seus produtos aparecem no site, incluindo a possibilidade de excluir algumas listagens suspeitas ou denunciá-las à empresa.

Publicidade aqui

Teste da Amazon para “marcas top” pode aliviar tensão do varejo

Por rodrigogoyanna em branding, estrategia, Marketing

27 de agosto de 2019

A Amazon está qualificando produtos vendidos por algumas empresas como marcas de primeira linha ou “top brands“, um teste que, se for amplamente implementado, poderia aliviar a tensão entre a gigante do varejo on-line e as grandes varejistas com lojas físicas.

A empresa acrescentou uma etiqueta de “top brand” aos produtos da Speedo, New Balance, Under Armour e Fruit of the Loom em resultados encontrados em algumas buscas por produtos, disse a Marketplace Pulse, uma empresa de pesquisa de comércio eletrônico de Nova York. 

Uma porta-voz da Amazon confirmou que a empresa está testando essa qualificação de itens de moda, baseando a designação em marcas que são populares entre os clientes. Ela disse que as marcas não pagam por essa etiqueta de qualificação.

A Amazon já caracteriza certos produtos como “best sellers” ou “Amazon’s Choice”, designações que a empresa diz levar em conta fatores como disponibilidade, comentários de clientes e preços. Os compradores costumam ver esses marcadores com um endosso, o que pode impulsionar as vendas, dizem os analistas.

Os critérios que a Amazon usa para determinar quais produtos ganham essa distinção têm atraído a atenção de críticos e autoridades do governo, em meio a uma atenção renovada no poder de mercado das plataformas online. Os críticos dizem que a lógica por trás dos rótulos nem sempre é transparente para os consumidores ou marcas e temem que a Amazon os use para sustentar sua crescente variedade de marcas próprias.

A Amazon responde por cerca de 40% das vendas online nos EUA, de acordo com a pesquisadora EMarketer Inc. e impulsionou o crescimento do comércio eletrônico. Mas sofre críticas de ter prejudicado o prestígio que alguns consumidores atribuem às grandes marcas. Uma pesquisa realizada pela Marketplace Pulse no início deste ano mostrou que, aproximadamente, uma em cada cinco pesquisas de produtos na Amazon incluíam uma marca; mais frequentemente, os clientes ficavam satisfeitos em folhear o catálogo da Amazon.

Há tempos os fabricantes de bens de consumo se queixam de que o Amazon Marketplace, que permite a vendedores independentes listar seus produtos na Amazon, abriu as portas para uma falsificação generalizada. A Amazon respondeu com programas criados para dar aos proprietários de marcas maior controle sobre como seus produtos aparecem no site, incluindo a possibilidade de excluir algumas listagens suspeitas ou denunciá-las à empresa.