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Agregando valor

por Rodrigo Goyanna

Eduardo e Monica – Parte II

Por rodrigogoyanna em Sem categoria

03 de outubro de 2016

– GOLPISTA! – esbravejou Monica.

– A próxima vez que você começar a me chamar de GOL.. prometo que volto pra PISTA! – rebateu Eduardo

Brigas a parte, Monica, já sem tinta no cabelo, continuava apaixonada por aquele ex-boyzinho que já tentou impressionar. Até hoje, todo mundo diz que ele completa ela e vice-versa, que nem feijão com arroz.

Eduardo não só cresceu, como amadureceu. Já não havia os jogos de futebol de botão com seu falecido avô, por outro lado, gastava amor e suor nos passeios de “camelo” nas férias dos netinhos. “CUIDAAAADO, cearense não sabe dirigir!”, berrava a médica em cima da sua sétima moto desde a primeira da época da faculdade; manejando a condução do veículo e a saudade da capital federal, desde que o marido foi transferido do banco que trabalhava.

As mudanças não pararam por aí, depois de alguns meses, o casal já não contabilizava o salário de Eduardo. Usando de muita “magia e meditação”, Monica fez valer o “na alegria e na tristeza”, e convenceu o marido de que o que a religião chamava de casal, a vida os definia como time, e que se agíssemos como tal, o desemprego logo viraria história cada vez menos contada.

Ela precisava ser firme pra que a promessa de celeridade na solução do problema virasse fato. Muito foco. Nada de festas estranhas com gente esquisita. Ao invés disso, ela encontrou na essência de sua profissão, a serenidade para cuidar da alma do marido, permeada de tristeza após preencher-se no vazio da ociosidade. E como uma protagonista de um dos seus filmes favoritos de Godard, ela também se fez autora do próprio roteiro:

–  Amor, é na dificuldade de uma crise como essa, que se encontra a coragem para desafiar a lógica e buscar uma nova oportunidade. Confio demais no seu potencial, você deveria empreender. Pode contar comigo.

Além de tesão, orgulho e amor, ele sentiu a obrigação de ser melhor por ela, e pra ela. E a partir daí, o foi. Porque quando é de verdade, amor é arquiteto de sonhos.

A casa que eles construíram décadas atrás foi vendida e virou capital de implantação e giro para Eduardo transformar as aulinhas de inglês que tivera outrora, em um curso de idiomas voltado para aposentados cheios de energia, que vivem no esquema “supermercado, cinema, clube, televisão”.

Eduardo apostou em diferenciação, e ao definir seu público-alvo, conseguiu ajustar sua comunicação e estratégias direcionando para aqueles que perceberam o valor agregado do serviço, e os converteu em captura, popularmente conhecida como venda.

Como sempre no mundo dos negócios, o começo foi difícil, mas eles “batalharam grana, seguraram legal”, e acompanhar o retorno sobre o investimento foi tão prazeroso quanto ver aprovação dos gêmeos na faculdade. Porque uma empresa é um bebê que nasce sem a prática do sexo, e até aprender a limpar sua própria sujeira, é essencial a presença do criador por perto, ajudando a potencializar o crescimento sem desvirtuar dos objetivos dessa “criança”.

Hoje Eduardo se questiona o motivo da evolução da empresa diante de tantas dificuldades, mas “quem um dia irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração? ”

Além de achar ter encontrado um pouco de razão, ele se certificou de colocar muito coração na empresa, evidenciando uma formula infalível:

Pesquisa + Planejamento + Capital + Conhecimento + Determina(cora)ção = Sucesso.

Como projeção a médio prazo, Eduardo planeja lançar em meados de 2018 um modelo de franquia do seu curso de idiomas, na expectativa de que este será o momento chave para a retomada do crescimento econômico, já que tem lido no jornal sobre o avanço da economia após um PIB positivo em 2017, além do aumento da expectativa de vida do brasileiro ano após ano.

E ainda que a rotina o cansasse, a experiência de uma involuntária ociosidade o fez sábio de não reclamar do excesso de trabalho, mesmo tendo de mendigar tempo e atenção daquela leonina companheira de noites regadas a Caetano, Mutantes, e muito conhaque.

Apesar da previsão de recessão ainda para esse ano, Eduardo espera um crescimento anual dentro da meta, que o permita ampliar de forma sustentável o quadro de colaboradores, dando margem a mais visitas surpresas ao hospital que a mulher atende, transformando saudade em gratidão.

E quando eles olham para trás, imaginam como seriam suas vidas se tivessem se acomodado em Brasília, e percebem que nenhum concurso na capital federal substituiria essas páginas adicionais escritas em histórias não planejadas.

Porque empreender é uma música tão bonita e intrigante como as de Renato Russo, e quem experimenta arriscar, convive com trechos de coragem, determinação e riscos inerentes a um novo negócio, mas que juntos, soam como uma melodia, que todo empreendedor já não consegue mais viver sem.

Se eles se arrependem de algo? Ninguém sabe, a única coisa que eles têm reclamado é que nessas férias não vão viajar em família, porque o netinho do Eduardo tá de recuperação…

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Eduardo e Monica – Parte II

Por rodrigogoyanna em Sem categoria

03 de outubro de 2016

– GOLPISTA! – esbravejou Monica.

– A próxima vez que você começar a me chamar de GOL.. prometo que volto pra PISTA! – rebateu Eduardo

Brigas a parte, Monica, já sem tinta no cabelo, continuava apaixonada por aquele ex-boyzinho que já tentou impressionar. Até hoje, todo mundo diz que ele completa ela e vice-versa, que nem feijão com arroz.

Eduardo não só cresceu, como amadureceu. Já não havia os jogos de futebol de botão com seu falecido avô, por outro lado, gastava amor e suor nos passeios de “camelo” nas férias dos netinhos. “CUIDAAAADO, cearense não sabe dirigir!”, berrava a médica em cima da sua sétima moto desde a primeira da época da faculdade; manejando a condução do veículo e a saudade da capital federal, desde que o marido foi transferido do banco que trabalhava.

As mudanças não pararam por aí, depois de alguns meses, o casal já não contabilizava o salário de Eduardo. Usando de muita “magia e meditação”, Monica fez valer o “na alegria e na tristeza”, e convenceu o marido de que o que a religião chamava de casal, a vida os definia como time, e que se agíssemos como tal, o desemprego logo viraria história cada vez menos contada.

Ela precisava ser firme pra que a promessa de celeridade na solução do problema virasse fato. Muito foco. Nada de festas estranhas com gente esquisita. Ao invés disso, ela encontrou na essência de sua profissão, a serenidade para cuidar da alma do marido, permeada de tristeza após preencher-se no vazio da ociosidade. E como uma protagonista de um dos seus filmes favoritos de Godard, ela também se fez autora do próprio roteiro:

–  Amor, é na dificuldade de uma crise como essa, que se encontra a coragem para desafiar a lógica e buscar uma nova oportunidade. Confio demais no seu potencial, você deveria empreender. Pode contar comigo.

Além de tesão, orgulho e amor, ele sentiu a obrigação de ser melhor por ela, e pra ela. E a partir daí, o foi. Porque quando é de verdade, amor é arquiteto de sonhos.

A casa que eles construíram décadas atrás foi vendida e virou capital de implantação e giro para Eduardo transformar as aulinhas de inglês que tivera outrora, em um curso de idiomas voltado para aposentados cheios de energia, que vivem no esquema “supermercado, cinema, clube, televisão”.

Eduardo apostou em diferenciação, e ao definir seu público-alvo, conseguiu ajustar sua comunicação e estratégias direcionando para aqueles que perceberam o valor agregado do serviço, e os converteu em captura, popularmente conhecida como venda.

Como sempre no mundo dos negócios, o começo foi difícil, mas eles “batalharam grana, seguraram legal”, e acompanhar o retorno sobre o investimento foi tão prazeroso quanto ver aprovação dos gêmeos na faculdade. Porque uma empresa é um bebê que nasce sem a prática do sexo, e até aprender a limpar sua própria sujeira, é essencial a presença do criador por perto, ajudando a potencializar o crescimento sem desvirtuar dos objetivos dessa “criança”.

Hoje Eduardo se questiona o motivo da evolução da empresa diante de tantas dificuldades, mas “quem um dia irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração? ”

Além de achar ter encontrado um pouco de razão, ele se certificou de colocar muito coração na empresa, evidenciando uma formula infalível:

Pesquisa + Planejamento + Capital + Conhecimento + Determina(cora)ção = Sucesso.

Como projeção a médio prazo, Eduardo planeja lançar em meados de 2018 um modelo de franquia do seu curso de idiomas, na expectativa de que este será o momento chave para a retomada do crescimento econômico, já que tem lido no jornal sobre o avanço da economia após um PIB positivo em 2017, além do aumento da expectativa de vida do brasileiro ano após ano.

E ainda que a rotina o cansasse, a experiência de uma involuntária ociosidade o fez sábio de não reclamar do excesso de trabalho, mesmo tendo de mendigar tempo e atenção daquela leonina companheira de noites regadas a Caetano, Mutantes, e muito conhaque.

Apesar da previsão de recessão ainda para esse ano, Eduardo espera um crescimento anual dentro da meta, que o permita ampliar de forma sustentável o quadro de colaboradores, dando margem a mais visitas surpresas ao hospital que a mulher atende, transformando saudade em gratidão.

E quando eles olham para trás, imaginam como seriam suas vidas se tivessem se acomodado em Brasília, e percebem que nenhum concurso na capital federal substituiria essas páginas adicionais escritas em histórias não planejadas.

Porque empreender é uma música tão bonita e intrigante como as de Renato Russo, e quem experimenta arriscar, convive com trechos de coragem, determinação e riscos inerentes a um novo negócio, mas que juntos, soam como uma melodia, que todo empreendedor já não consegue mais viver sem.

Se eles se arrependem de algo? Ninguém sabe, a única coisa que eles têm reclamado é que nessas férias não vão viajar em família, porque o netinho do Eduardo tá de recuperação…