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Agregando valor

por Rodrigo Goyanna

posicionamento

Por rodrigogoyanna em branding, estrategia, Marketing

30 de agosto de 2019

Em meio à crise, um grupo de marcas brasileiras conseguiu superar os obstáculos impostos pela constante redução de poder aquisitivo e continuaram a crescer. Em comum, boa parte delas seguiu um caminho: a ampliação da oferta no interior do país. Essa é uma das conclusões do ranking das 25 marcas mais valiosas do Brasil, organizado anualmente pela consultoria britânica Interbrand e publicado com exclusividade por EXAME.

O crescimento do valor somado das marcas chegou a 7,8% neste ano, totalizando cerca de 129 bilhões de reais. É uma taxa superior aos anos anteriores — em 2018, o crescimento foi de pouco mais de 2% e, em 2017, 6,4%. O topo do ranking segue com os bancos Itaú, Bradesco e Banco do Brasil, além das marcas de cerveja Skol e Brahma, que mantiveram suas posições e somam 76% do valor total (veja quadro). Duas empresas estrearam na lista: a seguradora Sul America e o Atacadão, bandeira de atacarejo pertencente ao Carrefour.

Com unidades espalhadas por todos os estados do Brasil, o Atacadão fez investimento de 2 bilhões de reais em 2019, sendo grande parte deste valor destinada a abrir 20 novas lojas — 12 foram inauguradas até o momento. Em 2018, o investimento e a meta foram os mesmos. “A evolução do número de lojas da rede foi constante nos últimos anos, principalmente depois da compra pelo Carrefour, em 2007”, diz Roberto Mussnich, presidente do Atacadão. “A expansão não é feita de maneira concentrada, mas focada em presença nacional. Ter capilaridade é uma forma de divulgar a marca com uma força incrível.” Hoje, a companhia opera em 144 municípios, com inaugurações em cidades de pequeno porte, como Ananindeua, no Pará, com 470 000 habitantes, e Serra Talhada, em Pernambuco, com 85 000 habitantes.

A entrada do Atacadão no ranking é a confirmação de uma tendência que já havia sido apontada pela lista do ano passado: a chegada, para ficar, do modelo do atacarejo. Em 2018, a estreante da vez era justamente a rede Assaí, do Grupo Pão de Açúcar, que permanece no ranqueamento, tendo crescido 20% em valor de marca com relação ao seu ano de estreia. Hoje, a marca vale 553 milhões de reais. “O modelo de atacarejo consegue ter venda por metro quadrado superior à lojas tradicionais”, diz Beto Almeida, presidente da Interbrand. “Percebemos uma amplitude de público muito alta em lojas como as do Atacadão, com consumidores de todas as classes sociais.” Diferentemente do que se pode imaginar, Mussnich explica que até mesmo representantes das classes A e B aderiram ao modelo, sobretudo em pequenas cidades do centro-oeste brasileiro, ligadas ao agronegócio. Um dos segredos do sucesso da regionalização é a aposta na oferta de produtos locais, mostrando que o negócio está conectado com a cultura da cidade onde opera.

A simples chegada a novas áreas, no entanto, não justifica por si só o crescimento da CVC. Junto à expansão, a empresa de turismo tem investido em lojas com menor custo operacional — como quiosques em shoppings. O movimento ainda é tímido: são três lojas nesse modelo, sendo a primeira inaugurada em 2018, em Osasco. Além do espaço reduzido, apenas dois funcionários fazem atendimentos.

No caso do Magazine Luiza, o investimento na plataforma digital ajuda a explicar o salto de crescimento. Após registrar expansão de 50% em valor de marca no ano passado — o maior da lista em cinco anos — o varejista teve nova alta de 46%. Segundo Frederico Trajano, CEO do Magalu, o ritmo do crescimento não deve ser analisado apenas com os dados do último ano, mas é fruto de ações contínuas, principalmente na área digital. “Marcas se constroem cada vez mais por interações positivas e surpreendentes”, diz Trajano, destacando ações recentes como a integração da plataforma digital da empresa com o Whatsapp, fazendo com que os clientes tenham as informações sobre o status dos pedidos de maneira mais fluida desde o ano passado. Outra estratégia ganhou mais força na plataforma digital: a venda de bens não duráveis, que faz com que o consumidor interaja com a loja mais frequentemente. Se no começo de 2017 o catálogo de total de produtos somava 220 000 itens, no fim de 2018 o número chegou a 4,3 milhões — é um aumento superior a 1 800%. Nesse sentido, foi estratégia a compra da Netshoes em junho, ampliando rapidamente o portfólio da empresa.

Ao passo que o online ganha investimentos, a varejista não perde o offline de vista. Neste ano, a companhia inaugurou sua milésima loja no Brasil — só no ano passado, cerca de 100 unidades foram abertas e, segundo Trajano, o plano é superar esse número até o fim de 2019. Nesse contexto, o Magalu não foge à tendência: a integração dos diversos canais de venda também passa pela regionalização. “Tentamos ter um discurso focado no local, com autonomia para que as lojas façam o seu próprio marketing”, diz Trajano. “Cada unidade controla suas ações nas redes sociais e recebe um valor para impulsionar suas publicações.” A ideia é valorizar o jeito regional de se comunicar, com, por exemplo, o uso de vídeos que respeitem os diversos sotaques, evitando uma “paulistanização” do marketing, já que o setor fica concentrado em São Paulo.

O esforço do Magazine Luiza explica não só sua alta no ranking, mas possivelmente a queda das Casas Bahia, seu concorrente direto, que teve desvalorização de 6% no valor da marca, a terceira maior queda, depois de BTG Pactual (-7%) e Cielo (-19%). Controlada pela ViaVarejo, a marca foi vendida em junho pelo Grupo Pão de Açúcar para a família Klein, que fundou a rede de varejo. A companhia detém, hoje, as marcas Bartira, Extra e Pontofrio, além das Casas Bahia. Os resultados da operações do grupo não são animadores: os dois primeiros trimestres deste ano apresentaram prejuízos de 49 e 154 milhões de reais, respectivamente. Desde então, a alta liderança foi totalmente modificada, com a entrada do diretor presidente Roberto Fulcherberguer e quatro vice-presidentes. O grupo definiu a nova equipe que atualmente toca as operações da empresa: são nove diretores, entre eles Ilca Sierra, que fica à frente de Marketing e Comunicação Multicanal, funções que desempenhou na última década, justamente no Magazine Luiza. “A nova direção vem para mudar o posicionamento da companhia e resgatar alguns atributos de marca que foram se perdendo com o tempo”, diz Ilca.

A queda das Casas Bahia é menos dramática que a da processadora de pagamentos Cielo: se no ano passado o recuo do valor da marca segundo o ranking foi de 18%, na nova edição do ranking a desvalorização é de outros 19%, tirando a marca do top 10. Segundo Simone Cesena, gerente de marketing da empresa, a Cielo não passou imune à recente transformação no mercado de maquininhas de cartão, que teve um violento aumento de concorrência nos últimos cinco anos. Em 2018, por exemplo, a empresa teve 19% de redução no lucro líquido ajustado em relação a 2017. “Precisávamos ter preços mais competitivos, e estamos trabalhando em uma mudança de posicionamento”, diz a executiva, referindo-se ao custo das maquininhas e aos valores cobrados por transação.A alteração nos rumos da Cielo foi intensificada com a chegada de um novo presidente, Paulo Caffarelli, em novembro, após quase duas décadas no Banco do Brasil. A prioridade agora é a inversão da pirâmide: a gestão das grandes contas sai dos holofotes, dando espaço ao suporte aos empreendedores. Nesse sentido, o jeito é buscar as oportunidades Brasil adentro. “Mapeamos cidades com baixa penetração de cartões de crédito”, diz Simone. “A chegada a esses lugares vai além do modelo da maquininha — trabalhamos na conexão, na infraestrutura necessária para fazer as transações.” Um exemplo desta estratégia é o programa Cidades do Futuro, que a empresa fez em parceria com a Visa em 2018. Na iniciativa, as companhias têm o objetivo de ampliar o uso de meios eletrônicos de pagamento em cidades onde o dinheiro em espécie ainda tem boa penetração. Três cidades participam do programa: Rio Claro (SP), Manaus (AM) e Boa Vista (RR).

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Teste da Amazon para “marcas top” pode aliviar tensão do varejo

Por rodrigogoyanna em branding, estrategia, Marketing

27 de agosto de 2019

A Amazon está qualificando produtos vendidos por algumas empresas como marcas de primeira linha ou “top brands“, um teste que, se for amplamente implementado, poderia aliviar a tensão entre a gigante do varejo on-line e as grandes varejistas com lojas físicas.

A empresa acrescentou uma etiqueta de “top brand” aos produtos da Speedo, New Balance, Under Armour e Fruit of the Loom em resultados encontrados em algumas buscas por produtos, disse a Marketplace Pulse, uma empresa de pesquisa de comércio eletrônico de Nova York. 

Uma porta-voz da Amazon confirmou que a empresa está testando essa qualificação de itens de moda, baseando a designação em marcas que são populares entre os clientes. Ela disse que as marcas não pagam por essa etiqueta de qualificação.

A Amazon já caracteriza certos produtos como “best sellers” ou “Amazon’s Choice”, designações que a empresa diz levar em conta fatores como disponibilidade, comentários de clientes e preços. Os compradores costumam ver esses marcadores com um endosso, o que pode impulsionar as vendas, dizem os analistas.

Os critérios que a Amazon usa para determinar quais produtos ganham essa distinção têm atraído a atenção de críticos e autoridades do governo, em meio a uma atenção renovada no poder de mercado das plataformas online. Os críticos dizem que a lógica por trás dos rótulos nem sempre é transparente para os consumidores ou marcas e temem que a Amazon os use para sustentar sua crescente variedade de marcas próprias.

A Amazon responde por cerca de 40% das vendas online nos EUA, de acordo com a pesquisadora EMarketer Inc. e impulsionou o crescimento do comércio eletrônico. Mas sofre críticas de ter prejudicado o prestígio que alguns consumidores atribuem às grandes marcas. Uma pesquisa realizada pela Marketplace Pulse no início deste ano mostrou que, aproximadamente, uma em cada cinco pesquisas de produtos na Amazon incluíam uma marca; mais frequentemente, os clientes ficavam satisfeitos em folhear o catálogo da Amazon.

Há tempos os fabricantes de bens de consumo se queixam de que o Amazon Marketplace, que permite a vendedores independentes listar seus produtos na Amazon, abriu as portas para uma falsificação generalizada. A Amazon respondeu com programas criados para dar aos proprietários de marcas maior controle sobre como seus produtos aparecem no site, incluindo a possibilidade de excluir algumas listagens suspeitas ou denunciá-las à empresa.

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Cerveja boa pra cachorro? Colorado lança “Cãolorado”

Por rodrigogoyanna em estrategia, Marketing

17 de julho de 2019

Os cachorros já são o centro das atenções de muitas famílias e, quem diria, também podem ser “parceiros de copo”. De olho na gourmetização do mundo animal, a paulista cervejaria colorado, de Ribeirão Preto, acaba de lançar uma versão da bebida para cachorros — livre de álcool, naturalmente.

Batizada de “Cãolorado”, a bebida é feita com extrato de malte e levedo de cerveja, substâncias encontradas em rações e suplementos para animais. Ela chega em dois sabores — carne e frango — ao preço sugerido de R$12,90.

“É uma proteína líquida fabricada sem teor alcoólico, rica em vitaminas e fibras e que foi desenvolvida por experts em nutrição e veterinários especialistas em alimentação animal”, diz a fabricante em nota.

A novidade é fruto de uma parceria com a empresa de pesquisa e desenvolvimento de produtos Blue Hops e com a Padaria Pet, espaço especializado em petiscos para animais de estimação.

“Como sabemos, os animais não podem consumir a cerveja que estamos acostumados, mas queremos falar com os amantes da bebida. A nossa ideia é trazer esse produto para quem já consome as cervejas da Colorado ou para aqueles que ainda não conhecem a marca, mas possuem um cachorro em casa”, explica Guilherme Poyares, gerente de marketing de Colorado.

Além da bebida, a cervejaria lança uma linha de biscoitos para cães feitos de bagaço de malte, sem conservantes, aromatizantes e corantes artificiais.

Com os novos produtos, a Colorado entra num mercado em crescimento. Apesar do cenário econômico difícil, o segmento de produtos e serviços pet brasileiro fechou 2018 como o segundo maior do mundo, atrás apenas dos EUA. No ano passado, o setor girou mais de R$ 20 bilhões, uma alta de 9,8% ante 2017.

A “Cãolorado” e os petiscos terão sua pré-venda no site do Empório da Cerveja, de 10 a 21 de julho. Após esse período, os produtos poderão ser encontrados nos principais pet shops do Brasil e nos Bares do Urso.

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as 10 marcas mais escolhidas no Brasil Coca-Cola

Por rodrigogoyanna em branding, estrategia, Marketing

04 de junho de 2019

Pelo 7º ano consecutivo, a Coca-cola foi a marca de produto de consumo mais escolhida pelos consumidores no mundo e no Brasil, segundo levantamento da Kantar.

O ranking do relatório anual Brand Footprint busca mensurar quais marcas estão sendo compradas por mais consumidores e com maior frequência em um ano. Mais uma vez, a lista foi dominada por marcas de alimentos e bebidas e de produtos de limpeza e de cuidados pessoais.

No Brasil, a Coca-Cola foi escolhida nas prateleiras pelos compradores 489 milhões de vezes, segundo o estudo. A marca foi seguida por Ypê (485 milhões de vezes) e Colgate (304 milhões de vezes).

Confira as 10 marcas mais escolhidas no Brasil

  1. Coca-Cola
  2. Ypê
  3. Colgate
  4. Italac
  5. Tang
  6. Nissin
  7. Nescau
  8. Soya
  9. Piracanjuba
  10. Vitarella

Globalmente, as 5 primeiras colocadas foram: Coca-Cola, Colgate, Maggi, Lifebuoy e Lay´s.

Segundo a Kantar, entre as 50 marcas mais consumidas no país, Perdigão (15ª colocada) foi a que mais cresceu no ano, subindo 8 posições. Considerando o ranking completo, KitKat se destacou ao subir 31 posições, chegando ao 191º lugar do ranking.

Na análise por companhias, o fabricante com mais marcas no ranking deste ano é a Unilever, com 6 marcas no top 50: Omo, Brilhante, Rexona, Seda, Hellmann’s e Dove. Na sequência, estão M. Dias Branco, Ambev e Danone, escolhidos pelos consumidores, respectivamente, com 4, 5, e 3 marcas entre as 50 primeiras colocadas.

O levantamento mostra ainda que as marcas locais são mais escolhidas pelos consumidores no Brasil: 33 das 50 primeiras colocadas são locais.

Segundo a Kantar, o ranking analisou mais de 21.400 marcas e 72% da população global em 49 países em cinco continentes, nos 12 meses encerrando em novembro de 2018.

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As 10 Principais Tendências Globais de Consumo 2019

Por rodrigogoyanna em estrategia, Marketing

20 de Maio de 2019

A Euromonitor International, empresa de pesquisa de mercado, lançou relatório anual sobre as 10 Principais Tendências Globais de Consumo 2019. O estudo aponta as tendências emergentes deste ano, que abordam os novos valores e hábitos dos consumidores e como este novo comportamento está afetando os negócios globalmente.

Confira as 10 principais tendências de consumo para 2019 apontadas pela Euromonitor International:

1. Mudanças na percepção da idade
Os conceitos sobre a velhice estão mudando. À medida que as pessoas vivem por mais tempo e cuidam melhor de si mesmas, os consumidores mais velhos sentem e querem ser tratados como jovens.

2. Minimalismo em alta
Os consumidores buscam por produtos e experiências autênticos, afastando-se do materialismo e dos produtos genéricos em favor da simplicidade e de produtos de maior qualidade.

3. Consumo consciente
O posicionamento ético que costumava ser o domínio de empresas de nicho, hoje é adotado por empresas convencionais por meio de produtos que trazem maior preocupação com o bem-estar animal.

4. Compartilhamento de experiências
À medida que nossa capacidade e conforto em usar a tecnologia aumentam, também aumentará o potencial do que pode ser criado ou experimentado em conjunto, mas remotamente.

5. Todos são especialistas
Antes, os consumidores dependiam de uma determinada marca ou fonte de informação. Hoje, as empresas precisam inovar constantemente para atrair compradores especialistas, que conhecem profundamente o que querem comprar.

6. Alegria em participar
O medo de ficar de fora ou de não participar de algo (tendência FOMO “Fear of Missing Out”) deu lugar à alegria de não participar (tendência JOMO “Joy of Missing Out”). Os consumidores querem proteger seu bem-estar mental, desconectar-se da tecnologia e priorizar o que realmente gostam de fazer.

7. Eu posso cuidar de mim mesmo
À medida que as pessoas se tornam mais autossuficientes, elas tomam medidas preventivas contra doenças, infelicidade e desconforto sem consultar um profissional.

8. Plástico zero
A iniciativa de alcançar uma sociedade livre de plásticos aumenta, criando um círculo virtuoso onde as empresas ganham ao melhorar suas práticas de sustentabilidade.

9. Eu quero agora!
Os consumidores buscam gratificação instantânea e experiências simples que permitam que eles possam dedicar mais tempo em suas vidas profissionais e sociais.

10. Sozinho
Mais pessoas em todo o mundo, especialmente os consumidores mais velhos, quebram o estigma de viver sozinhos e abraçam seus estilos de vida independentes.

 

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GoT rende publicidade de US$ 2,3 bi à Starbucks (e copo nem era da marca)

Por rodrigogoyanna em branding, estrategia, Marketing

18 de Maio de 2019

Um copo de café semelhante aos da gigante norte-americana Starbucks posicionado numa mesa onde a Mãe dos Dragões (Daenerys Targaryen), cavaleiros e guerreiros bebem de taças e chifres de animais roubou a cena no episódio de Game of Thrones no último domingo.

Com olhos de águia, os fãs da série medieval da HBO notaram a incongruência da cena e não deixaram barato. A gafe da produção gerou milhares de memes e menções na internet e chegou a entrar para os trending topics do Twitter.

Discretamente, a HBO assumiu o erro, corrigiu o episódio com uma edição mágica e negou que se trate de uma investida de “product placement”, estratégia de marketing que se vale da inserção de mensagens publicitárias de forma sútil em determinado  conteúdo. Até porque, acredite, o copo nem era da starbucks, mas de um serviço de lanches interno da produção.

Mesmo assim, a marca de café levou a melhor com o “buzz” gerado nas mídias sociais, e sem gastar nenhum centavo por isso. 

Pelos cálculos da agência de marketing Hollywood Branded, o valor comercial aproximado de toda a comoção em torno do “copo da Starbucks” foi de 2,3 bilhoes de dólares. O cálculo levou em conta o valor hipotético que a rede teria que desembolsar para anunciar em um programa com a audiência de GoT, série de maior sucesso da HBO, e também as mais de 10,5 menções à rede de café americana e à série, que foram contabilizadas na internet, transmissões de rádio de televisão, pela agência de PR Critical Mention.

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Esta é a menor propaganda “de rua” do mundo (só dá para ver de binóculos)

Por rodrigogoyanna em branding, estrategia, Marketing

08 de Maio de 2019

No último sábado, mais de 100 mil espectadores se reuniram no hipódromo de Churchill Downs para assistir – e apostar – na competição Kentucky Derby, maior corrida de cavalos dos Estados Unidos e uma das mais tradicionais do mundo. 

A ocasião grandiosa pareceu o local ideal para o grupo financeiro MassMutual instalar anuncios que de tão pequenos só poderiam ser vistos com ajuda de binóculos, um artigo onipresente no evento do qual os participantes lançam mão para acompanhar de perto o turfe.

Uma série de 20 miniaturas representando cenas cotidianas foram criadas pela agencia de publicidade nova-iorquina Johannes Leonardo e espalhadas em torno das principais áreas do terreno, como vigas dos telhados e campo interno.

Os minúsculos dioramas, com pessoas fazendo churrasco e passeando o cachorro, exibem cartazes com mensagens do tipo: “Observe mais de perto suas finanças para ver o quadro geral”.

Batizada de “Pequenos Atos”, a campanha traz a mensagem de que pequenos atos podem fazer uma grande diferença no futuro financeiro.

Em entrevista ao site Adweek, Jennifer Halloron, chefe de marca e publicidade da MassMutual explicou que a campanha também queria “surpreender e encantar” os adeptos do turfe e ao mesmo tempo homenagear a história do evento.

O MassMutual celebra seu segundo ano como parceiro do Kentucky Derby.

Letras miúdas no microscópio

Já que estamos falando de miudezas, em 2018, a fabricante holandesa de equipamentos para semicondutores, ASML, entrou para o Guinness World Records (o livro dos recordes) com o menor anúncio do mundo.

Invisível a olho nu, o anúncio publicitário tem 33,272 micrômetros (µm) de comprimento por 7,76 μm de largura. Detalhe: um micrômetro equivale a um milésimo de milímetro. Ele seria facilmente coberto por um único fio de cabelo humano, que tem cerca de 75 micrômetros de largura.

O anúncio foi criado em uma das máquinas de litografia da ASML, que são usadas para criar microchips em escala nanométrica, o que, por sua vez, permite que dispositivos eletrônicos se tornem mais baratos, mais rápidos e mais poderosos.

Ele foi gravado e impresso com luz ultravioleta em uma placa de silício de 300 mm e  continha o texto “Para ser realmente pequeno, você tem que pensar grande #Smallest_AD ASML”.

 

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Adidas lança tênis do futuro feito de um único material e 100% reciclável

Por rodrigogoyanna em estrategia, Marketing, Vida

25 de Abril de 2019

Fãs de corrida sabem muito bem como é fácil se apegar a um tenis que aguenta o “tranco” dos exercícios, e como é triste ter que se desfazer dele depois de tantos usos. Mas e se fosse possível transformá-lo em outro par novinho reaproveitando todo seu material?

Essa é proposta de uma nova linha de tênis de performance da Adidas que é 100% reciclável: o Futurecraft Loop, definido pela fabricante de artigos esportivos como o “primeiro tênis para corrida feito para ser refeito”.

Apresentado nesta semana nos Estados Unidos a um grupo seleto de jornalistas e esportistas, o tênis traz apenas um material em sua composição — um novo tipo de poliuretano termoplástico, que o reveste por inteiro, da língua e cordões à entressola. 

Essa característica facilita a reciclagem do tênis, já que não é preciso separar os componentes do produto por materiais diferentes. Quando estiverem velhos, os tênis poderão ser devolvidos à Adidas. E aí começa a mágica: ao fim de sua vida útil, os calçados serão lavados, moídos em grânulos e dissolvidos em materiais para gerar um novo par.

Para isso, a fabricante precisou desenvolver um processo de criação loop, ou seja, de ciclo de vida fechado, em que as matérias-primas podem ser reutilizadas várias vezes.  Mas, por se tratar de uma senhora inovação na indústria, ainda há muito espaço para atingir o reaproveitamento integral dos materiais.

Embora o tênis seja totalmente reciclável, o material reciclado só pode constituir 10% da próxima geração de sapato para manter seu nível de desempenho no uso. A Adidas espera melhorar esse índice nos próximos anos, para finalmente alcançar o ideal de circularidade do produto, aproveitando todo material do item antigo.

“O que acontece com seus sapatos depois de usá-los? Você os joga fora, exceto que não existe o ‘fora’. Existem apenas aterros e incineradores e, finalmente, uma atmosfera sufocada com excesso de carbono, ou oceanos cheios de lixo plástico”, declarou Eric Liedtke, membro do Conselho Executivo da Adidas.

“O próximo passo é acabar com o conceito de desperdício inteiramente. Nosso sonho é que você possa continuar usando os mesmos sapatos repetidas vezes”, garantiu o executivo em comunicado da marca.

A investida integra o plano de sustentabilidade da empresa de artigos esportivos para reduzir a geração de resíduos de seu processo produtivo, especialmente plástico.

Desde 2015, a marca trabalha em parceria com o programa Parley for the Oceansna produção de calçados feitos com fios e filamentos recuperados e reciclados de lixo plástico marinho e redes de pesca ilegais encontrados nos oceanos. Em 2019, a Adidas produzirá 11 milhões de pares de calçados dentro desse projeto.

Apenas 200 unidades do Futurecraft Loop foram lançadas como parte de um programa piloto. Elas serão testadas por pessoas selecionadas pela marca ao longo dos próximos meses.

Uma segunda geração do modelo deverá ser lançada em 2021, dessa vez para o público geral. Será o início de uma nova forma de comprar e vender o mesmo tênis, de novo, e de novo….e de novo? A conferir.

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Lexus lança documentário de 60 mil horas de duração

Por rodrigogoyanna em estrategia, Marketing

18 de Março de 2019

Você gosta de assistir a documentários? De qualquer tipo? E se ele tivesse 60 mil horas de duração? Bem, mesmo que você topasse o desafio, a tarefa seria ingrata – e provavelmente impossível. Seria preciso quase sete anos, sem parar, para ver um filme deste tamanho.

A fabricante automotiva lexus, mesmo sabendo que nenhum consumidor seu jamais terá sete anos livres para essa tarefa, lançou um documentário de 60 mil horas. O filme explora o conceito de “artesão” e a arte de se dedicar com paciência a uma tarefa manual até atingir o nível da perfeição. Os japoneses chamam a isso de “takumi” – e eles são conhecidos pelas artes milenares extremamente aperfeiçoadas.

Com o conceito, a Lexus quer explorar a ideia de que ela, enquanto marca, também quer se dedicar com extremo afinco à arte de fabricar carros – e que se importa muito com o resultado final entregue ao consumidor. Tenta dizer que ela se importa tanto que chega ao nível dos “takumis” japoneses. A ideia é o oposto da automação da inteligência artificial, conceito explorado pela Lexus em 2018, quando ela lançou um comercial cujo roteiro havia sido escrito por uma IA e buscava refletir sobre quanto um “robô” poderia trazer de intuição ao processo criativo.

Para tal oposto, ou seja, a arte não feita por algoritmos, mas pela dedicação de centenas de horas de um ser humano, o documentário da Lexus gravou cenas com quatro artesãos japoneses: um carpinteiro, uma artista que trabalha com tradicionais recortes de papel, um chef e um designer automotivo (que trabalha para a Lexus). Que fique claro: era impossível gravar 60 mil horas de material inédito. Seria preciso três décadas para uma equipe conseguir gravar tanto material – como em qualquer filme, cada minuto de gravação exige muitas horas de trabalho.

O que a Lexus fez foi gravar entre três e cinco minutos de material de cada um dos quatro artesãos e depois criar uma sequência de loops, repetindo as cenas e criando as tais 60 mil horas. Mas a metáfora é clara: a repetição “infinita” da tarefa dos artesãos, exemplificando dedicação e concentração absolutas. Para quem não quer encarar as 60 mil horas, a marca vai lançar uma versão mais “normal” do vídeo: apenas 54 minutos. A campanha foi criada pela agência britânica The&Partnership.

O nome oficial do filme é “Takumi: A 60,000-Hour Story on the Survival of Human Craft”. ele estará disponivel em um site criado para a campanha. Já a versão de 54 minutos estreia em 19 de março no Amazon Prime Video, Google Play, e iTunes. Os artesãos que estrelam a campanha são o carpinteiro Shigeo Kiuchi, o chef Hisato Nakahigashi (estrelado pela Michelin), a artista Nahoko Kojima e o “takumi” Katsuaki Suganuma, que trabalha para a Lexus há 32 anos e cuida de fazer a inspeção final dos carros que saem da linha de produção, garantindo que estão “perfeitos”, ao melhor estilo do olhar atento oriental.

Na América do Norte, a Lexus vendeu 298.310 veículos em 2018, 2,2% menos que em 2017. É um pouco menos que a venda de modelos Corolla em 2018 (303.732).

Confira o trailer:

 

 

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Comercial da Apple faz “inundação de cores” para promover iPhone Xr

Por rodrigogoyanna em branding, estrategia, Marketing

03 de Janeiro de 2019

Dezenas de pessoas correndo pelas ruas com roupas multicoloridas, simulando uma enchente de amarelos, azuis, vermelhos e roxos, com direito a movimentos e saltos audaciosos de parkour.

Esse é o cenário do novo comercial da Apple chamado “Color Flood” (inundação de cor) para promover o iPhone XR, novo modelo mais barato de smartphone da marca, lançado no final de 2018.

À medida que se movimentam pela cidade, mais e mais corredores coloridos se juntam ao grupo. Quando se aproxima do fim, o vídeo mostra a praça da cidade se enchendo de um arco-íris de corredores, criando fluxos de cores em várias direções, ao som da música “Come Along”, de Cosmo Sheldrake.

O anúncio termina com o slogan “Dê espaço para a cor” mostrando o mar de pessoas e depois uma tela do iPhone XR, que possui um display de retina líquida de 6,1 polegadas. Confira:

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Comercial da Apple faz “inundação de cores” para promover iPhone Xr

Por rodrigogoyanna em branding, estrategia, Marketing

03 de Janeiro de 2019

Dezenas de pessoas correndo pelas ruas com roupas multicoloridas, simulando uma enchente de amarelos, azuis, vermelhos e roxos, com direito a movimentos e saltos audaciosos de parkour.

Esse é o cenário do novo comercial da Apple chamado “Color Flood” (inundação de cor) para promover o iPhone XR, novo modelo mais barato de smartphone da marca, lançado no final de 2018.

À medida que se movimentam pela cidade, mais e mais corredores coloridos se juntam ao grupo. Quando se aproxima do fim, o vídeo mostra a praça da cidade se enchendo de um arco-íris de corredores, criando fluxos de cores em várias direções, ao som da música “Come Along”, de Cosmo Sheldrake.

O anúncio termina com o slogan “Dê espaço para a cor” mostrando o mar de pessoas e depois uma tela do iPhone XR, que possui um display de retina líquida de 6,1 polegadas. Confira: