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Auto Blog Ceará

por Sílvio Mauro

Sem categoria

T-Cross: bom de desempenho e de consumo

Por silviomauro em Sem categoria

27 de setembro de 2019

 

Uma vez, em uma cidade do interior da Alemanha, diante do meu fascínio em torno da organização e da racionalidade do país, ouvi de um nativo a pergunta: “você sabe por que temos tantos pratos típicos à base de porco?” Diante da negativa, ouvi a resposta dele: “porque o porco é um animal que rende muito, precisa de pouco investimento e não demanda espaço como os bovinos”.

Sempre lembro dessa experiência, vendo um povo que tem até a cultura alimentar influenciada pelo pragmatismo, quando tenho oportunidade de conhecer alguns veículos com DNA alemão como o Volkswagen T-Cross. Em um test-drive de alguns dias, fica claro o conceito de obter o melhor resultado possível com o mínimo de demanda por recursos. A versão guiada, a topo de linha Highline 250 TSI, é um exemplo de que, com tecnologia e objetividade, dá para produzir um carro relativamente grande, a gasolina, com potência e torque satisfatórios dentro de uma margem de consumo bastante aceitável.

Em relação aos recursos, o veículo era equipado com os pacotes opcionais Sky view (2 luzes de leitura dianteiras e teto solar panorâmico), Innovation (entrada USB no console central, Função ECO, painel digital “Active Info Display”, seletor do modo de condução, sistema de navegação e sistema de som touchscreen “Discover media”) e Tech & Beats (Assistente de estacionamento “Park assist 3.0”, faróis em LED, regulagem automática do facho do farol e sistema de som com subwoofer “Beats sound”).

Com apenas 1,4 litro, o motor 250 TSI do T-Cross consegue oferecer bom desempenho, mesmo em se tratando de um veículo de tamanho considerável como o T-Cross. São até 150 cavalos de potência e 25,5 kgf.m de torque. Fiz uma pesquisa: é de longe o maior torque entre os principais concorrentes do seu segmento (Jeep Renegade, Hyundai Creta, Nissan Kicks, Honda HR-V, Ford Ecosport e Renault Captur). O carro é ágil nas arrancadas e nas retomadas, dando bastante sensação de segurança e esportividade. Isso tudo, mesmo no modo Econômico (além deste, há três outros modos de condução: Normal, Esportivo e Individual), programado para poupar combustível.

Sobre o consumo, esse é um fator que merece destaque no carro. Andando sempre no modo Econômico, o computador de bordo mostrou a impressionante marca de 13,6 km por litro dentro da cidade (veja foto abaixo). Bem verdade que isso foi obtido rodando em um longo trecho da BR 116, sem sinais e com o piloto automático mantendo a velocidade constante em 60 km por hora. Mas até mesmo quando o carro voltava para o trânsito mais pesado, era possível terminar o trajeto com um registro de 11 km por litro, em média. Para um carro grande a gasolina, essa marca é bastante satisfatória – prova do espírito alemão no motor 1.4 TSI, pequeno e eficiente.

 

 

Repleto de opcionais, o veículo guiado também marcou pela presença de alguns deles. Um exemplo é o painel de instrumentos Active Info Display. A exemplo do que ocorre em veículos da Audi (empresa que pertence à Volkswagen), nesse tipo de painel os mostradores analógicos são substituídos por uma tela. Além do resultado estético inegavelmente melhor, o recurso tem mais versatilidade, porque a tela pode mostrar outras informações – como o mapa do GPS, por exemplo. Destaque, também, para o teto solar panorâmico que toma praticamente toda a parte de cima do veículo, para a tela touchscreen extremamente sensível e de fácil uso e para a qualidade do sistema de som com subwoofer.

Um detalhe interessante é que por ser relativamente recente no mercado, o T-Cross chamou bastante a atenção nas ruas. Não faltaram comentários e perguntas sobre o modelo. Os comentários, sempre positivos em relação ao design e ao porte do carro. É bem verdade que os SUVs do segmento ao qual o modelo pertence estão entre os mais desejados pelos consumidores brasileiros (veículos com altura para enfrentar caminhos mais difíceis e imponentes para causar boa impressão no trânsito), mas o T-Cross tem seus méritos. Como um legítimo Volkswagen, não tem um design ousado, mas é um conjunto bastante harmonioso.

Direção com assistência elétrica, controle de estabilidade, assistente de partidas em declives (recurso que “segura” o carro sem que o motorista precise acionar o freio de mão), motor muito silencioso e boa dirigibilidade (que demanda pouco esforço para se acostumar na direção) e câmbio automático de 6 velocidades extremamente suave nas mudanças de velocidades. Estas foram algumas das características notadas no T-Cross guiado no test-drive.

Sobre boa dirigibilidade, o T-Cross tem uma versão de entrada com câmbio manual, mas ela não é muito procurada. É fácil entender porque: as pessoas que têm condições de comprar um veículo nesse segmento, na faixa dos 100 mil reais, certamente irão optar por um leve aumento na prestação do financiamento e sair da concessionária com o câmbio automático. Aliás, é de se perguntar porque ainda existem modelos sendo oferecidos com câmbio manual de série no mercado brasileiro. Mas essa é outra discussão.

Sobre o T-Cross, pela impressão que o carro deixou, é possível estimar que ele terá, no seu segmento, trajetória de sucesso parecida com a Amarok, que hoje é a quarta picape média mais vendida do Brasil, mesmo sendo mais recente que a Mitsubishi L200 e a Nissan Frontier, que hoje ficam atrás dela. Assim como nos SUVs de entrada, a Volkswagen não tinha tradição, por aqui, com picapes médias. Mas trouxe um veículo ágil e robusto e conquistou os consumidores. O T-Cross tem tudo para conseguir o mesmo feito.

Ficha técnica – T-Cross

Motor
Cilindrada 1.395 cm³
Potência máxima 150 cv a 5.000 rpm
Torque máximo 25,5 kgfm a 1.400/4.000 rpm
Direção
Elétrica
Transmissão
Automática de 6 velocidades
Freios
Dianteiros A disco
Traseiros A disco
Dimensões
Comprimento 4.199 mm
Distância entre eixos 2.651 mm
Largura 1.760 mm
Altura 1.570 mm
Peso 1.335 kg
Carga útil máxima 448 kg
Compartimento de carga 373 a 420 l
Desempenho
Aceleração de 0 a 100 km/h 8,7 s (G / A)
Velocidade máxima 198 km/h (E/G)

 

Preço da versão guiada

R$ 126.730,001

 

 

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Fortaleza terá dois lançamentos automotivos amanhã

Por silviomauro em Sem categoria

24 de Maio de 2019

Para quem gosta do universo automotivo, Fortaleza terá dois bons eventos gratuitos para conferir novidades do mercado. E como são veículos de segmentos bem diferentes, eles podem atender um público bastante diversificado. O primeiro é a apresentação do SUV de luxo Pajero Sport 2020, na concessionária Mito. O outro é do Peugeot 2008, na revenda autorizada Belfort.

Começando pela Pajero Sport, ela chega em versão única com sete lugares, teto solar, câmbio com 8 marchas e Sistema de Tração 4×4 Super Select II. Entre os principais itens de série estão sistema multimídia com Apple Car Play e Android Auto, piloto automático inteligente (ACC) e sensor de ponto cego. O motor é um turbo diesel, de 2.4 litros, potência de 190 CV e um câmbio automático com oito velocidades.

Na área interna, o porta-malas tem capacidade para 571 litros, com direito a uma bandeja de plástico embutida no assoalho com pequenos compartimentos para ferramentas e objetos menores. Com os bancos da segunda fileira rebaixados, o modelo chega à capacidade de 1.731 litros, ficando o assoalho completamente plano, o que facilita a acomodação das bagagens. O preço de lançamento da nova Pajero Sport será R$ 265.990,00, com todos os opcionais já inclusos.

Já o Peugeot 2008 vem em um contexto de nova estratégia da fábrica, que ela denominou de “Virada Brasil”. Iniciado em 2015, ele promoveu medidas como modernização dos produtos no país e reestruturação do modelo de negócios – passando pela rede de concessionários, serviços e relacionamento com os clientes. O principal objetivo é divulgar a imagem de robustez e confiabilidade dos carros e de bom atendimento do pós-venda.

O modelo chega em quatro versões com preços iniciais que variam entre R$ 69.990,00 e R$ 99.990,00. É equipado com motor turbo THP de 173cv e transmissão automática de 6 marchas. A versão Allure, de entrada, já vem com boa configuração. Traz de série itens como air bags laterais, ar condicionado, faróis com guia de luz em LED e DRL, controle elétrico para os retrovisores, vidros elétricos dianteiros e traseiros, limitador e regulador de velocidade, volante com comandos integrados e sistema de som tela de 7 polegadas e compatível com Android Auto e Apple CarPlay.

 

Lançamento Pajero Sport 2020

Data: 25 de maio (sábado)

Horário: 11 horas

Local: Mito Mitsubishi (Av. Washington Soares, 1100 – Edson Queiroz / em frente ao Centro de Eventos do Ceará)

Lançamento Peugeot 2008

Data: 25 de maio (sábado)

Horário: 8 às 17 horas (coquetel, banda de samba e feijoada)

Local: Avenida Engenheiro Santana Junior, 1221, Papicu

 

 

 

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Coleção de miniaturas: os pequenos notáveis

Por silviomauro em Sem categoria

13 de Fevereiro de 2019

“DESCULPEM, MAS ACEITO CONVITE PARA AMIZADES APENAS DE COLECIONADORES DE MINIATURAS”. Esta introdução da página no Facebook do médico cearense Suitberto Sobreira Junior, mais conhecido como Suit Júnior, reproduzida exatamente como a original (com todas as maiúsculas), resume bem para que ele mantém sua presença na rede social: Apenas para divulgar e trocar ideias com quem divide com ele a paixão pelas miniaturas de carros.

E não são poucos, vale ressaltar. O grupo mais ativo do qual Suit Junior participa, o BR Autos Miniaturas (www.facebook.com/groups/BRAutosminiaturas/), tem mais de 18 mil deles. É verdade que nem todos são colecionadores, mas acompanham com atenção as muitas postagens que ocorrem todo dia, com imagens em vários ângulos dos carrinhos. Algumas reproduções são tão fiéis dos veículos originais que ficaria difícil, para leigos, saber se são miniaturas ou automóveis reais. O número de membros do BR Autos Miniaturas impressiona ainda mais pelo fato de ser um grupo fechado, ou seja, para entrar é preciso ser convidado por quem já está lá.

Com uma coleção de 600 modelos, alguns dos quais ilustram esta matéria, Suit Junior costuma vencer com certa frequência os desafios semanais do grupo, que dão direito a uma imagem das miniaturas do vencedor na capa da página do grupo. Esses desafios podem ser, por exemplo, das traseiras ou das frentes dos carrinhos. De acordo com Cléverton Sobreira, um dos administradores do BR Autos Miniaturas, a comunidade foi criada em 2016 e se mantém bastante ativa desde então, inclusive com membros de fora do Brasil.

“A galera troca dicas de quais miniaturas são melhores, como iniciar uma coleção, locais confiáveis de vendas e coleções lançadas. É um espaço voltado para o hobby de colecionar miniaturas”, explica ele, ressaltando que todas as interações são apenas virtuais, ou seja, não há encontros de colecionadores, nem mesmo dos que moram na mesma cidade.

Um detalhe interessante é que os aficionados não se contentam em comprar as miniaturas já prontas. Eles mexem nos carros, incrementam, colocam acessórios como spoilers e aerofólios e divulgam as atividades no grupo. Suit Junior, por exemplo, mantém uma “oficina” em casa para fazer as mudanças nos seus modelos. Segundo ele, colecionar miniaturas tem algumas vantagens em relação a outro hobby conhecido entre os amantes de veículos, que é o antigomobilismo – que consiste em possuir e manter veículos reais com no mínimo 30 anos de idade.

“Quando você lida com carros reais, uma grande alegria é quando troca. Mas depois de seis meses, você já cansou dele. Com as miniaturas, você pode mexer, criar acessórios. É uma terapia. Além do mais, elas não têm IPVA nem gasto com manutenção”, explica. Suit Junior revela que o único problema que já teve com o hobby foi a empolgação. “Já teve época em que eu comprava seis miniaturas por mês. Minha esposa me controlou e não faço mais isso”, brinca.

Falando em peso no bolso, apesar de incomparavelmente mais em conta que o antigomobilismo, o hobby de colecionar miniaturas não é exatamente um hábito barato. As opções mais em conta saem por algo próximo de 200 reais. “As mais caras beiram os R$ 3 mil”, afirma Cléverson. Ele ressalta que o preço vai depender de alguns fatores, como tamanho, material usado e nível de detalhes. Alguns modelos chegam a reproduzir o motor com tamanha fidelidade que até os cabos de velas são colocados.

O tamanho, explica o administrador do BR Autos Miniaturas, é calculado pela proporção. Os mais frequentes, de acordo com ele, são 1:64, 1:43, 1:24 e 1:18. A fração representa o quanto a miniatura é menor que o carro real, ou seja, 1:18, por exemplo, significa que ela é 18 vezes menor que o veículo.

Os materiais mais comuns, segundo os colecionadores, são o metal, o plástico e a resina. As que são feitas com o primeiro elemento costumam ser as mais caras, mas o nível de detalhamento também influencia bastante o preço. As compras dos colecionadores são feitas pela internet e os modelos podem vir de fábricas alemãs, italianas e – principalmente – chinesas.

Para quem confunde uma miniatura com um brinquedo, Cléverson explica que há diferenças significativas. “As miniaturas são peças de coleção, com muitos detalhes, e esses detalhes são frágeis, por isso não são recomendados para crianças”. Além disso, Suit Junior dá uma ideia de como, realmente, o hobby é para “crianças grandes”. Ele avalia que sua coleção, iniciada há 29 anos, vale pelo menos 150 mil reais.

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Coleção de miniaturas: os pequenos notáveis

Por silviomauro em Sem categoria

13 de Fevereiro de 2019

“DESCULPEM, MAS ACEITO CONVITE PARA AMIZADES APENAS DE COLECIONADORES DE MINIATURAS”. Esta introdução da página no Facebook do médico cearense Suitberto Sobreira Junior, mais conhecido como Suit Júnior, reproduzida exatamente como a original (com todas as maiúsculas), resume bem para que ele mantém sua presença na rede social: Apenas para divulgar e trocar ideias com quem divide com ele a paixão pelas miniaturas de carros.

E não são poucos, vale ressaltar. O grupo mais ativo do qual Suit Junior participa, o BR Autos Miniaturas (www.facebook.com/groups/BRAutosminiaturas/), tem mais de 18 mil deles. É verdade que nem todos são colecionadores, mas acompanham com atenção as muitas postagens que ocorrem todo dia, com imagens em vários ângulos dos carrinhos. Algumas reproduções são tão fiéis dos veículos originais que ficaria difícil, para leigos, saber se são miniaturas ou automóveis reais. O número de membros do BR Autos Miniaturas impressiona ainda mais pelo fato de ser um grupo fechado, ou seja, para entrar é preciso ser convidado por quem já está lá.

Com uma coleção de 600 modelos, alguns dos quais ilustram esta matéria, Suit Junior costuma vencer com certa frequência os desafios semanais do grupo, que dão direito a uma imagem das miniaturas do vencedor na capa da página do grupo. Esses desafios podem ser, por exemplo, das traseiras ou das frentes dos carrinhos. De acordo com Cléverton Sobreira, um dos administradores do BR Autos Miniaturas, a comunidade foi criada em 2016 e se mantém bastante ativa desde então, inclusive com membros de fora do Brasil.

“A galera troca dicas de quais miniaturas são melhores, como iniciar uma coleção, locais confiáveis de vendas e coleções lançadas. É um espaço voltado para o hobby de colecionar miniaturas”, explica ele, ressaltando que todas as interações são apenas virtuais, ou seja, não há encontros de colecionadores, nem mesmo dos que moram na mesma cidade.

Um detalhe interessante é que os aficionados não se contentam em comprar as miniaturas já prontas. Eles mexem nos carros, incrementam, colocam acessórios como spoilers e aerofólios e divulgam as atividades no grupo. Suit Junior, por exemplo, mantém uma “oficina” em casa para fazer as mudanças nos seus modelos. Segundo ele, colecionar miniaturas tem algumas vantagens em relação a outro hobby conhecido entre os amantes de veículos, que é o antigomobilismo – que consiste em possuir e manter veículos reais com no mínimo 30 anos de idade.

“Quando você lida com carros reais, uma grande alegria é quando troca. Mas depois de seis meses, você já cansou dele. Com as miniaturas, você pode mexer, criar acessórios. É uma terapia. Além do mais, elas não têm IPVA nem gasto com manutenção”, explica. Suit Junior revela que o único problema que já teve com o hobby foi a empolgação. “Já teve época em que eu comprava seis miniaturas por mês. Minha esposa me controlou e não faço mais isso”, brinca.

Falando em peso no bolso, apesar de incomparavelmente mais em conta que o antigomobilismo, o hobby de colecionar miniaturas não é exatamente um hábito barato. As opções mais em conta saem por algo próximo de 200 reais. “As mais caras beiram os R$ 3 mil”, afirma Cléverson. Ele ressalta que o preço vai depender de alguns fatores, como tamanho, material usado e nível de detalhes. Alguns modelos chegam a reproduzir o motor com tamanha fidelidade que até os cabos de velas são colocados.

O tamanho, explica o administrador do BR Autos Miniaturas, é calculado pela proporção. Os mais frequentes, de acordo com ele, são 1:64, 1:43, 1:24 e 1:18. A fração representa o quanto a miniatura é menor que o carro real, ou seja, 1:18, por exemplo, significa que ela é 18 vezes menor que o veículo.

Os materiais mais comuns, segundo os colecionadores, são o metal, o plástico e a resina. As que são feitas com o primeiro elemento costumam ser as mais caras, mas o nível de detalhamento também influencia bastante o preço. As compras dos colecionadores são feitas pela internet e os modelos podem vir de fábricas alemãs, italianas e – principalmente – chinesas.

Para quem confunde uma miniatura com um brinquedo, Cléverson explica que há diferenças significativas. “As miniaturas são peças de coleção, com muitos detalhes, e esses detalhes são frágeis, por isso não são recomendados para crianças”. Além disso, Suit Junior dá uma ideia de como, realmente, o hobby é para “crianças grandes”. Ele avalia que sua coleção, iniciada há 29 anos, vale pelo menos 150 mil reais.