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Auto Blog Ceará

por Sílvio Mauro

Você sabia que os insetos são um perigo para os carros autônomos?

Por silviomauro em Curiosidades

09 de setembro de 2019

 

Ainda está em fase de implantação e testes, a tecnologia dos carros autônomos é um tema que traz questões curiosas. Você sabia que um dos desafios da indústria automotiva é proteger os sensores, que permitem que os veículos “vejam”, “ouçam” e “sintam” o ambiente, do perigo do contato com insetos? De acordo com a Ford, enquanto para os motoristas isso não representa nenhuma preocupação, para os carros autônomos pode ser um problema sério se atrapalhar o funcionamento das câmeras, radares e sensores usados na navegação.

A empresa anunciou o desenvolvimento de soluções de proteção e limpeza dos componentes envolvidos na condução. “Os sensores dos carros autônomos trabalham constantemente para oferecer a melhor imagem possível do mundo e um inseto pode afetar seriamente essa capacidade”, diz Venky Krishnan, supervisor do Núcleo de Sistemas de Veículos Autônomos da Ford nos Estados Unidos.

Nos últimos anos, a Ford realizou pesquisas para garantir que os veículos autônomos sejam capazes de “ver” o mundo ao redor em diferentes cenários. Os testes incluíram desde pulverizar sujeira e poeira nos sensores e jatos de água para simular chuva até a criação de excremento sintético de aves para estudar seu efeito nas lentes. Foi construído, inclusive, um “lançador de insetos” para fotografar o seu impacto nos sensores em alta velocidade e desenvolver estratégias de limpeza.

Para levantar os tipos mais comuns de insetos que fazem contato com os veículos e com que frequência isso acontece, o estudo contou com a consultoria do zoólogo Mark Hostetler, autor do livro “A natureza das cidades”. “A pesquisa gerou um questionamento no nosso time: não seria mais fácil evitar que os insetos atinjam os sensores?”, conta Venky Krishnan. “Foi então que decidimos tirar o máximo proveito da ‘tiara’, uma estrutura instalada no teto dos nossos carros autônomos para suportar câmeras, sensor e radar que ajudam o carro a ‘ver’ onde está indo.”

Patentes para carros autônomos

Como resultado, a Ford já registrou cerca de 50 patentes de sistemas estruturais e de limpeza de carros autônomos. A tiara tornou-se também a primeira linha de defesa dos sensores, com ranhuras que criam uma cortina de ar para desviar os insetos das lentes.

“Esse método mostrou-se muito eficiente, desviando a maioria dos insetos dos sensores, diz Krishnan. “Mas ainda não era uma solução perfeita. Em algumas situações os insetos atravessavam a cortina de ar e era preciso um meio de limpar os sensores.”

A solução foi desenvolver um sistema de limpeza com bicos que borrifam fluido para lavar cada lente. Usando algoritmos avançados, o veículo autônomo consegue identificar quando um sensor está sujo e limpa cada lente individualmente sem desperdiçar fluido. Depois da lavagem, um sopro de ar seca a lente rapidamente.

Esse sistema equipa a terceira geração de veículos autônomos de teste da Ford, que hoje roda nas ruas de Detroit, Pittsburgh, Miami e Washington, nos Estados Unidos, em diferentes ambientes.

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Você sabia que os insetos são um perigo para os carros autônomos?

Por silviomauro em Curiosidades

09 de setembro de 2019

 

Ainda está em fase de implantação e testes, a tecnologia dos carros autônomos é um tema que traz questões curiosas. Você sabia que um dos desafios da indústria automotiva é proteger os sensores, que permitem que os veículos “vejam”, “ouçam” e “sintam” o ambiente, do perigo do contato com insetos? De acordo com a Ford, enquanto para os motoristas isso não representa nenhuma preocupação, para os carros autônomos pode ser um problema sério se atrapalhar o funcionamento das câmeras, radares e sensores usados na navegação.

A empresa anunciou o desenvolvimento de soluções de proteção e limpeza dos componentes envolvidos na condução. “Os sensores dos carros autônomos trabalham constantemente para oferecer a melhor imagem possível do mundo e um inseto pode afetar seriamente essa capacidade”, diz Venky Krishnan, supervisor do Núcleo de Sistemas de Veículos Autônomos da Ford nos Estados Unidos.

Nos últimos anos, a Ford realizou pesquisas para garantir que os veículos autônomos sejam capazes de “ver” o mundo ao redor em diferentes cenários. Os testes incluíram desde pulverizar sujeira e poeira nos sensores e jatos de água para simular chuva até a criação de excremento sintético de aves para estudar seu efeito nas lentes. Foi construído, inclusive, um “lançador de insetos” para fotografar o seu impacto nos sensores em alta velocidade e desenvolver estratégias de limpeza.

Para levantar os tipos mais comuns de insetos que fazem contato com os veículos e com que frequência isso acontece, o estudo contou com a consultoria do zoólogo Mark Hostetler, autor do livro “A natureza das cidades”. “A pesquisa gerou um questionamento no nosso time: não seria mais fácil evitar que os insetos atinjam os sensores?”, conta Venky Krishnan. “Foi então que decidimos tirar o máximo proveito da ‘tiara’, uma estrutura instalada no teto dos nossos carros autônomos para suportar câmeras, sensor e radar que ajudam o carro a ‘ver’ onde está indo.”

Patentes para carros autônomos

Como resultado, a Ford já registrou cerca de 50 patentes de sistemas estruturais e de limpeza de carros autônomos. A tiara tornou-se também a primeira linha de defesa dos sensores, com ranhuras que criam uma cortina de ar para desviar os insetos das lentes.

“Esse método mostrou-se muito eficiente, desviando a maioria dos insetos dos sensores, diz Krishnan. “Mas ainda não era uma solução perfeita. Em algumas situações os insetos atravessavam a cortina de ar e era preciso um meio de limpar os sensores.”

A solução foi desenvolver um sistema de limpeza com bicos que borrifam fluido para lavar cada lente. Usando algoritmos avançados, o veículo autônomo consegue identificar quando um sensor está sujo e limpa cada lente individualmente sem desperdiçar fluido. Depois da lavagem, um sopro de ar seca a lente rapidamente.

Esse sistema equipa a terceira geração de veículos autônomos de teste da Ford, que hoje roda nas ruas de Detroit, Pittsburgh, Miami e Washington, nos Estados Unidos, em diferentes ambientes.