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Auto Blog Ceará

por Sílvio Mauro

#economiadecombustível

JAC Motors lança cinco modelos elétricos no mercado de São Paulo

Por silviomauro em Lançamento

18 de setembro de 2019

“Enquanto algumas marcas têm um carro elétrico em sua linha, a JAC Motors tem uma linha de carros elétricos para você”. Essa é uma das frases que compõem a campanha publicitária que a JAC Motors prepara para a chegada de seus cinco modelos 100% elétricos no Brasil. São três utilitários esportivos, uma picape cabine dupla e um caminhão para 6 toneladas de Peso Bruto Total. Segundo a montadora chinesa, seu desenvolvimento de veículos 100% elétricos começou em 2008 e a empresa está na sétima geração de seus “iEV´s” (Intelligent Electric Vehicle). Atualmente, ela é o quinto maior fabricante mundial de baterias e possui 5% das vendas de todos os modelos 100% elétricos na China.

“Resolvemos assumir a vocação de buscar um mundo melhor e investimos seriamente numa significativa evolução do nosso modelo de negócio. Por isso vamos lançar cinco modelos de uma só vez. Manteremos nossa linha de modelos térmicos, com motores tradicionais, embora a família de elétricos assuma o protagonismo na marca. A ideia é chacoalhar o mercado e instantaneamente dar várias opções de compras em segmentos diversificados”, explica Sergio Habib, presidente do Grupo SHC e da JAC Motors Brasil.

A seguir, alguns recursos tecnológicos dos modelos que serão comercializados:

– baterias de íon-lithium com sistema líquido de arrefecimento, que garantem o uso numa faixa ideal de temperatura, evitando que haja desperdício de carga por excesso de frio e/ou calor;

– sistemas eletrônicos e conectores utilizados em indústria aeroespacial – são a última palavra em durabilidade, eficiência e vedação;

– sistema de trava do cabo de recarregamento quando está sendo usado. Ele só libera do engate quando destravado pelo controle remoto de abertura das portas dos carros;
– i-Pedal – tecnologia que regenera a carga das baterias nas desacelerações, podendo ser intensificada pela função ECO, disponível no painel de instrumentos. As desacelerações se tornam tão eficientes que as pastilhas de freios chegam a durar mais de 100 mil km pela economia de uso no dia a dia. O funcionamento é simples: soltando o pedal do acelerador, o carro reduz gradualmente a velocidade sem que se precise aplicar o pedal de freio;

– quadros de instrumentos com escala gráfica de “consumo instantâneo”, que permite ao usuário verificar todo o tempo se seu modo de guiar é econômico e o quanto se está aproveitando de regeneração das baterias;

– sistema de telemetria ativo com monitoramento à distância pela Central de Atendimento da JAC Motors/Grupo SHC. Mediante autorização do usuário, a central acompanha a localização instantânea do carro. Dentre outras vantagens, verifica o nível da carga da bateria e orienta o motorista quando estiver abaixo do recomendável. Também previne necessidade de reparos;

– aplicativo para smartphone que possibilita a verificação da carga da bateria, autonomia, situação de recarga durante o carregamento e ainda conta com um sistema de rastreamento e telemetria com diagnóstico à distância. Também torna possível o controle elétrico dos vidros, a abertura das portas e o acionamento do ar condicionado.

No Brasil, JAC Motors homologou a EDP Brasil, empresa global de energia, para a instalação de um equipamento apropriado para ser integrado à rede elétrica da residência do usuário, chamado Wall Box. Para recarregar seu JAC iEV em qualquer outra localidade, o usuário pode fazer uso do cabo de carregamento portátil, que é oferecido como opcional no ato da venda do veículo (R$ 3.990).

Vale ressaltar que a estratégia começa de forma cautelosa. Apenas uma concessionária, em São Paulo, terá showroom com espaço específico e destacado para a família de veículos elétricos, além de equipe de vendedores treinada para solucionar as dúvidas dos potenciais clientes e estacionamento com pontos gratuitos de recarga. A empresa não revelou planos para a região Nordeste.

Modelos e preços – JAC Motors

iEV 20
SUV de entrada com as primeiras entregas agendadas pra janeiro de 2020. Possui 41 kWh de capacidade máxima de carga (320 km de autonomia NEDC) e vai custar R$ 119.900;

iEV 40
SUV de porte médio, terá as primeiras unidades entregues neste mês de setembro. tem 40 kWh de baterias e atinge 300 km de autonomia. Preço: R$ 153.500;

iEV 60
SUV ainda maior, será o modelo 100% elétrico mais refinado tecnologicamente do mercado brasileiro. Chega em julho de 2020, com 63 kWh de capacidade de carga e autonomia de 380 km;

iEV 330P
Picape com 67 kWh e 320 km de autonomia. Chegará em abril de 2020 por R$ 229.900;

iEV 1200T
Caminhão com capacidade pra 6 toneladas de PBT, 97 kWh e 200 km de autonomia. Chega em dezembro deste ano – R$ 259.900.

 

JAC Motors
iEV20-42
iEV20-51
iEV20-421
iEV40-16_placa
iEV40-17_placa
iev60-34
iev60-TRASEIRA-3-4
330p-33
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Ford lança modelos elétricos e híbridos no mercado europeu

Por silviomauro em Lançamento

11 de setembro de 2019

A Ford lançou sua linha de veículos elétricos e híbridos no mercado europeu. As novidades incluem o híbrido Puma EcoBoost, os híbridos plug-in Explorer e Tourneo Custom – que podem ser recarregados na tomada – e o Kuga, primeiro modelo da marca a oferecer as opções de híbrido leve, total e plug-in.

No início do ano, a Ford anunciou que todos os seus veículos novos de passageiros na Europa terão uma opção elétrica ou híbrida leve, total ou plug-in. Serão 17 modelos até 2024, sendo oito deles lançados já em 2019. Até o final de 2022, a marca prevê que os modelos elétricos e híbridos representem mais da metade de suas vendas de veículos de passageiros na região, superando os carros convencionais a gasolina e diesel, e cheguem ao marco de 1 milhão de unidades.

“A eletrificação avança rapidamente como principal tendência do mercado e estamos aumentando substancialmente as opções de modelos elétricos para os nossos consumidores”, diz Stuart Rowley, presidente da Ford Europa. “Estamos tornando a mudança para um veículo elétrico mais fácil do que nunca e esperamos que eles se tornem a maioria da nossa linha em 2022.”

Modelos elétricos lançados

– SUV médio Kuga

– Explorer Hybrid Plug-In, SUV de sete lugares

– Tourneo Custom Hybrid Plug-In, van de oito lugares

– Crossover compacto Puma EcoBoost Hybrid

– Perua Mondeo Hybrid

Em 2020, chega ao mercado também um SUV elétrico de performance inspirado no Mustang, com uma autonomia elétrica estimada de 600 km e capacidade de carga rápida.

Soluções de recarga

A disponibilidade de pontos de recarga para carros elétricos vem crescendo rapidamente na Europa. A Ford anunciou uma parceria com seis grandes empresas de energia do continente para oferecer uma nova estação de recarga doméstica e tarifas diferenciadas para os usuários de híbridos plug-in. Ela tem potência 50% maior que uma tomada comum e reduz em até um terço o tempo de recarga.

Outra novidade da marca é um aplicativo para smartphones e tablets que permite aos donos de híbridos plug-in encontrar um ponto de recarga e fazer o pagamento. Ele é oferecido em parceria com a NewMotion, a maior rede pública de recarga da Europa, com mais de 118 mil pontos em 30 países.

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Volkswagen lança ID.3, primeiro elétrico de uma família que pretende popularizar este tipo de veículo

Por silviomauro em Lançamento

10 de setembro de 2019

 

Com tração traseira e autonomia de até 420 km, foi lançado para o mercado europeu o ID.3, veículo elétrico da Volkswagen que, segundo a montadora, é o primeiro de uma família de automóveis “para as massas”. Os modelos serão baseados na nova plataforma MEB, otimizada em torno da bateria para alcançar máxima autonomia mantendo os custos no mínimo possível.

Todos os modelos ID.3 1ST trazem uma versão de bateria mais popular, que disponibiliza um conteúdo de energia útil de 58 kWh. A versão de produção em série também oferecerá mais tarde uma opção menor de bateria, com conteúdo energético de 45 kWh e autonomia de até 330 quilômetros, assim como uma bateria maior, com 77 kWh e autonomia máxima de 550 quilômetros. Graças à sua rápida capacidade de carga, com uma tomada de 100 kW é possível recarregar o ID.3 1ST com energia suficiente para cobrir uma distância de aproximadamente 290 quilômetros (WLTP) – uma autonomia consideravelmente maior do que era possível anteriormente no segmento dos veículos compactos.

Na Alemanha, onde está disponível no mercado a partir de 2020, o preço básico do modelo de produção em série ficará abaixo de € 30.000. O Grupo Volkswagen pretende produzir mais de dez milhões de veículos elétricos ao longo dos próximos dez anos. Mais de 20 modelos estão planejados.

A propulsão elétrica do ID.3 consiste primariamente no motor síncrono com imã permanente, incluindo a eletrônica de potência e a caixa de transmissão, que foram integrados no eixo traseiro. Uma bateria plana de alta voltagem foi acomodada na parte inferior da carroceria para economizar espaço, assim como unidades auxiliares, como o compressor do ar-condicionado ou a cremalheira da direção, que foram integrados à dianteira do veículo.

A posição da bateria na parte inferior da carroceria exerce um efeito positivo para as características neutras de dirigibilidade, já que torna o centro de gravidade do ID.3 muito baixo, como nos carros de corrida. O ID.3 também se caracteriza pela distribuição de pesos ideal entre os eixos dianteiro e traseiro.

A Volkswagen WeCharge oferece aos compradores a opção de carregar seus veículos ID.3 1ST gratuitamente por um ano, desde o primeiro dia de registro do carro, até um máximo de 2.000 kWh. Isto se aplica a todas as estações de carga ligadas ao WeCharge, incluindo a rede Ionity, que soma mais de 100 mil pontos de carga em toda a Europa.

De forma geral, o ID.3 tem aproximadamente o mesmo comprimento de um Golf. Traduzindo em números, isso significa que o modelo com quatro portas tem 4.261 mm de comprimento, 1.809 mm de largura e 1.552 mm de altura, com 2.765 mm de distância entre os eixos. Segundo a norma DIN, seu peso líquido mínimo é 1.719 quilogramas e a capacidade máxima de carga fica entre 416 e 541 kg, dependendo do equipamento do veículo. Os cinco assentos do ID.3 1ST são complementados por um porta-malas com 385 litros de volume, localizado atrás da segunda fileira de bancos.

Além do mostrador no cockpit, uma nova tela de toque com dez polegadas posicionada centralmente disponibiliza ao motorista todas as informações mais importantes. O sistema ID. Light auxilia o motorista durante a navegação com uma faixa de LED e pode, por exemplo, avisar para que freie em caso de qualquer perigo. Um Sistema head-up display (opcional) também projeta todas as informações importantes diretamente no para-brisa.

Essa informação é posicionada visualmente como se estivesse entre três e dez metros à frente do veículo. Todos os controles, incluindo os localizados no volante multifuncional com ajuste elétrico, são operados através de funções de toque, através de botões sensíveis ao toque. Apenas os vidros elétricos e as luzes de alerta continuam a ser acionados por interruptores táteis. Tudo isso é suplementado por um controle vocal natural inteligente. O motorista ou os passageiros da frente podem conversar com o ID.3 simplesmente dizendo “alô, ID.”. O ID. Light indica visualmente a quem o ID.3 está respondendo no momento. Graças ao App-Connect, também é possível conectar o ID.3 a um smartphone em questão de segundos.

As funções de assistência são auxiliadas por uma câmara multifuncional instalada no para-brisa, que também pode identificar placas de trânsito. As funções de conforto e segurança do ID.3 incluem o Front Assist com Sistema de Frenagem de Emergência e Monitoramento de Pedestres, frenagem pós-colisão e sistema de manutenção de faixa Lane Assist, Assistente de Estacionamento incluindo sistema de câmera traseira e sistema de acesso sem necessidade de chave (Kessy Advanced) com maçanetas das portas iluminadas.

Graças ao sistema Park Distance Control (Controle de Distância no Estacionamento) com frenagem em manobras, o sistema evita em grande parte problemas ao estacionar. A função pode evitar colisões iminentes ou diminuir a gravidade das colisões ao efetuar uma frenagem de emergência ao manobrar no último momento possível. O sistema freia o veículo até a parada total – ao dar ré, numa faixa entre 1,5 km/h e 10 km/h e, andando para a frente, em velocidades entre 2,5 km/h e 10 km/h.

O sistema multimídia do ID.3 traz um sistema de navegação que pode ser atualizado. A função de conveniência de telefonia também inclui a recarga de smartphones por indução. O sistema de som pode ser incrementado por um pacote Beats, que oferece uma atmosfera sonora de um concerto ao vivo, utilizando oito alto-falantes e um subwoofer.

O ID.3 1ST é movimentado por um motor elétrico no eixo traseiro. Ele gera 150 kW e disponibiliza um torque máximo de 310 Nm. A bateria pode ser recarregada com uma saída máxima de carga de 11 kW (em corrente alternada) e 100 kW (corrente contínua). Com corrente contínua (CC), é possível recarregar o suficiente para cobrir uma distância de 290 quilômetros em 30 minutos.

A versão básica inclui um sistema de navegação, um rádio digital DAB+, aquecimento dos bancos e do volante, apoios de braços na dianteira, um cabo de carga Mode 2 e rodas de liga leve de 18 polegadas – comparável com o equipamento Comfort no segmento de veículos compactos.

O ID.3 1ST Plus traz adicionalmente um sistema de câmera de ré, Controlador de Velocidade de Cruzeiro Adaptativo e o sistema Kessy Advanced de acesso e partida sem chave. O interior do ID.3 1ST Plus também inclui bancos especiais, um console central (incluindo duas conexões USB-C na traseira que podem ser fechadas com uma tampa tipo persiana e incluem iluminação), assim como iluminação ambiente. No exterior, janelas escurecidas, o pacote externo Style em prata, faróis de matriz de LED, lanternas laterais, luzes de freio, indicadores de direção e conjuntos de lanternas traseiras de matriz de LED, assim como rodas de liga leve de 19 polegadas também são parte do conjunto de equipamento.

A versão topo de linha, o ID.3 1ST Max, também inclui o display head-up com realidade aumentada, o sistema de som Beats, um grande teto de vidro panorâmico deslizante inclinável para ressaltar a sensação de espaço e rodas de liga leve de 20 polegadas. O equipamento é complementado por um sistema de manutenção de faixa com Emergency Assist (assistente de emergência), telefonia conforto incluindo carga de bateria sem contato com alta voltagem, bancos conforto, assoalho do porta-malas nivelado e grandes rodas de liga leve com 20 polegadas.

Três tamanhos de bateria no lançamento da produção em série. No lançamento da produção em série, o ID.3 será oferecido com três tamanhos de baterias. O modelo ID.3 1ST edição especial é baseado na versão de bateria de médio alcance.
Ele será complementado mais adiante por uma versão básica. Sua bateria entrega um conteúdo energético útil de 45 kWh e permite uma autonomia elétrica de até 330 quilômetros (norma WLTP). A bateria pode ser recarregada com uma saída máxima de carga de 7,2 kW (em corrente alternada) e 50 kW (corrente contínua). Carga com 100 kW CC também é oferecida como opcional. O modelo básico do veículo também atinge 160 km/h de velocidade máxima.
O conteúdo útil da maior versão de bateria é 77 kWh e a autonomia com eletricidade é de até 550 km (WLTP). A bateria pode ser carregada numa fonte de corrente alternada (CA) com saída máxima de 11 kW e com até 125 kW numa fonte de energia com corrente contínua (CC).

A autonomia real em aplicações práticas varia em função de fatores como estilo de condução, velocidade, uso de equipamentos de conveniência e auxiliares, temperatura externa, número de ocupantes, peso levado no veículo e a topografia. Dependendo do perfil de uso, 80 por cento dos motoristas serão capazes de cobrir entre 230 e 330 quilômetros com a menor versão de bateria (45 kWh líquidos), entre 300 e 420 quilômetros com a versão de bateria de médio alcance (58 kWh líquidos) e entre 390 e 550 quilômetros com a bateria maior (77 kWh líquidos) sem precisar de recarga. O limite de alcance inferior, consequentemente, também cobre viagens em velocidades de estrada moderadas e viagens no inverno em baixa temperatura ambiente.

Galeria de fotos – ID.3

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Toyota lança o novo Corolla 2020 com versão híbrida

Por silviomauro em Lançamento

04 de setembro de 2019

 

 

Chegou ao Brasil o Corolla 2020, 12ª geração do veículo. Traz como principal novidade uma versão top de linha híbrida que será produzida por aqui, o que é uma boa notícia para o mercado nacional, porque talvez faça outras montadoras implantarem essa mudança.

Disponível exclusivamente na versão sedã, o novo Corolla conta com duas opções de motores: 2.0L Dynamic Force flex com transmissão Direct Shift de 10 marchas e injeção direta, e o sistema híbrido que combina três motores, dois elétricos e um a combustão flexfuel. O modelo chega às concessionárias no próximo dia 12 de setembro com preços a partir de R$ 99.990,00.

Para esse lançamento, a Toyota do Brasil investiu R$ 1 bilhão em sua unidade fabril de Indaiatuba. A partir de agora, a fábrica está apta a produzir o modelo que chega em uma nova plataforma GA-C, baseada na filosofia TNGA. Além disso, a fábrica de motores de Porto Feliz também passa a produzir o novo motor flex 2.0L Dynamic Force, a partir de um investimento de R$ 600 milhões.

A nova geração do Corolla chega ao mercado brasileiro disponível em três versões diferentes. O que vem com motor 2.0L Dynamic Force estará disponível nas versões GLi, XEi e Altis, enquanto a versão com sistema híbrido estará disponível apenas na versão topo de linha Altis.

Design externo
O desenho foi completamente renovado, com um centro de gravidade mais baixo (-10mm). Agora, as laterais dos para-choques dianteiro e traseiro se sobressaem. Na frente, laterais do para-choque de forma trapezoidal circundam a grade frontal inferior. A grade dianteira superior é conectada aos faróis de desenho longo e angular, que, por sua vez, alongam-se até as laterais do veículo. Complementam o design uma grande grade na cor preta e os faróis de neblina de LED disponíveis nas versões XEi e Altis. A versão Altis híbrida conta com logomarca Toyota com acabamento na cor azul, enquanto o pacote Premium para essa versão oferece grade na cor black piano.

Os novos faróis dianteiros com regulagem de altura e sistema automático de iluminação são de halogênio nas versões GLi e XEi em formato de três “J”, complementados pelas luzes diurnas DRL em LED colocadas abaixo da linha cromada que percorre toda a frente do veículo. Para a versão Altis, os faróis Bi-LED possuem desenho em formato de dois “J” com DRL que acompanha o mesmo design. A versão híbrida ainda possui acabamento na cor azul. A parte detrás do capô do motor teve sua altura reduzida em 35 mm, enquanto a superfície do porta-malas abaixou em 20 mm.

Com relação às lanternas traseiras, enquanto a versão Altis (híbrida e 2.0L Dynamic Force) possui lanternas inteiras em LED, o conjunto nas versões GLi e XEi é de halogênio, com luz de freio, de ré e de neblina em LED.

Todas as versões possuem rodas de liga leve, sendo que na GLi é de 16” com acabamento na cor prata com pneus 205/55 R16, enquanto a XEi e Altis híbrida são de 17” com acabamento na cor prata. A versão Altis 2.0L Dynamic Force conta com acabamento na cor preto brilhante com pneus 225/45 R17 (opcional para a versão Altis híbrida no pacote Premium).

Uma das novidades do Corolla 2020 é o teto solar elétrico com função antiesmagamento, disponível de série para a versão Altis 2.0L Dynamic Force ou como opcional no pacote Premium para a versão Altis híbrida.

Com relação às dimensões gerais, o modelo possui 4.630 mm de comprimento (+10 mm em relação à geração anterior), 1.780 mm de largura (+5 mm) e 1.455 mm de altura (-20 mm), enquanto a distância entre eixos se manteve a mesma, ou seja, 2.700 mm, e o volume do porta-malas também, de 470 litros. Já o tanque de combustível comporta 50 litros nas versões a combustão e 43 litros na versão híbrida.

Design interno
O volante de três raios com controles de áudio e computador de bordo tem acabamento em couro e possui aletas para troca de marcha (paddle shift) nas versões XEi e Altis com motor 2.0L Dynamic Force.

O painel de instrumentos nas versões com motor 2.0L Dynamic Force conta com três mostradores, um circular, no centro, onde é possível visualizar o velocímetro e o nível de combustível; um semicircular do lado esquerdo, onde o motorista exibe o conta-giros e o termômetro do motor, e uma tela de TFT de 4,2” colorida do lado direito que mostra o computador de bordo, com informações como indicador de marcha, consumo de combustível, hodômetro, autonomia, etc.

Já a versão Altis híbrida possui uma tela TFT de 7” digital e colorida, no centro do painel, exibindo o velocímetro e informações do computador de bordo. Enquanto o semicírculo do lado esquerdo possui um indicador do sistema híbrido, no lado direito é possível visualizar a informação de combustível e temperatura do motor.

Nos bancos, a versão GLi conta com partes revestidas de tecido e de couro, ambos na cor preta. Já as versões XEi e Altis híbrida contam exclusivamente com partes revestidas de couro preto, enquanto a versão Altis 2.0L Dynamic Force e Altis híbrida com pacote Premium contam com partes revestidas em couro bege e marrom.

Equipamentos
Desde a versão de entrada GLi o modelo conta com ar condicionado manual com filtro antipólen e ar quente, banco do motorista com regulagem para seis ajustes – altura, distância e inclinação – (também disponível na versão Altis híbrida), banco do passageiro dianteiro com regulagem manual para quatro ajustes (distância e inclinação), direção eletroassistida progressiva (EPS), computador de bordo com tela TFT de 4,2” de alta resolução, vidros dianteiros e traseiros com acionamento elétrico por um toque e função antiesmagamento e sistema de áudio central multimídia Toyota Play com tela sensível ao toque de 8”, rádio AM/FM, função MP3, entrada USB, Bluetooth, conexão para smartphones e tablets com Android Auto, Apple CarPlay e SDL.

No que se refere a equipamentos de segurança, o Novo Corolla é o sedã médio com mais itens, com sete airbags, freios ABS com BAS e EBD, câmera de ré com linhas de distância com projeção na central multimídia, sistema ISOFIX para fixação de cadeirinhas no banco traseiro com ancoragem de três pontos, controle de estabilidade (VSC), tração (TRC) e assistente de partida em rampa (HAC), dentre outros.

A versão XEi adiciona os seguintes itens: ar-condicionado automático, controle de velocidade de cruzeiro, modo de seleção de condução Sport, paddle shift, sistema de destravamento das portas por sensores na chave (Smart Entry), sistema de partida por botão (Start Button/Push Start), faróis de neblina dianteiros em LED e espelho retrovisor interno eletrocrômico.

Já a versão Altis 2.0L Dynamic Force adota faróis dianteiros em LED e o exclusivo pacote de segurança ativa Toyota Safety Sense, que inclui Sistema de Alerta de Mudança de Faixa (Lane Departure Alert – LDA), Controle de Velocidade de Cruzeiro Adaptativo (ACC), Farol Alto Automático (Auto High Beam – AHB), e Assistente de Pré-Colisão (Pre-Crash System – PCS) com alerta sonoro e visual e, se necessário, frenagem automática (comandos podem ser controlados também pelo volante)

Além disso, esta versão tem como item de série o pacote premium, composto por ar condicionado automático Dual Zone com sistema S-Flow, banco do motorista com regulagem elétrica para oito ajustes (altura, distância, inclinação ou altura com distância), espelhos retrovisores externos eletro-retráteis com regulagem elétrica e rebatimento automático ao fechar o veículo, teto solar elétrico, limpador do pára-brisa com sensor de chuva e faróis e lanternas traseiras em LED.

Na versão híbrida, o Altis conta com painel de instrumentos com tela TFT de 7” digital e colorida com computador de bordo e como opcional o pacote Premium descrito acima. O Corolla híbrido não conta com o paddle shift no volante.

Motores
Uma das grandes novidades na linha Corolla 2020 é seu conjunto de novos propulsores. O novo motor a combustão 2.0L Dynamic Force de quatro cilindros em linha e 16 válvulas conta com comando de válvulas variável inteligente VVT-iE que, por meio de um motor elétrico, modifica os tempos de abertura das válvulas de admissão. Ele ainda vem com um novo sistema de injeção direta e indireta de combustível D-4S que adapta a injeção às condições de direção, oferecendo mais potência e menor consumo de combustível. O novo motor 2.0L Dynamic Force é 15% mais potente e 9% mais eficiente do que o motor da geração anterior.

O Corolla 2020 com motor 2.0L Dynamic Force também tem uma transmissão Direct Shift de 10 marchas, que proporciona a suavidade de uma transmissão CVT convencional com uma sensação de aceleração direta.

O sistema híbrido da Toyota, nesta nova geração do Corolla, combina um motor a gasolina de 1.8L VVT-i 16V de ciclo Atkinson flex, com 101 cv de potência a 5.200 giros quando abastecido com etanol, e 98 cv também a 5.200 rpm, quando abastecido com gasolina, e 14,5 kgfm de torque a 3.600 rpm (abastecido com etanol ou gasolina). Esse motor funciona em conjunto com dois motores elétricos (MG1 e MG2) de 72 cv de potência e 16,6 kgfm de torque.

A bateria híbrida de níquel-hidreto metálico, responsável por alimentar o motor elétrico do Corolla, está localizada embaixo do banco traseiro, contribuindo para a redução do centro de gravidade e aprimorando a estabilidade na condução do veículo sem comprometer o espaço interno para os ocupantes.

A transmissão Hybrid Transaxle funciona através de planetária com engrenagem, praticamente eliminando perdas e atritos. Este tipo de transmissão entrega uma aceleração mais linear, que reduz ou aumenta continuamente as marchas de acordo com a demanda do motor, sem desperdiçar energia, contribuindo para a eficiência de combustível.

O novo Corolla possui sistema de freios regenerativos, que acumula a energia cinética gerada pelas frenagens e a transforma em energia elétrica, alimentando a bateria híbrida. Isso garante maior autonomia ao modelo no modo elétrico, também contribuindo para economia de combustível.

Sobre esse tema, segundo o Inmetro, o Corolla híbrido é capaz de rodar 14,5 km/l na estrada e 16,3 km/l na cidade quando abastecido com gasolina. Com etanol, o modelo roda 9,9 km/l na estrada e 10,9 km/l na cidade.

Segurança
Desde a versão de entrada GLi, o modelo já vem dotado de sete airbags (dois frontais, dois laterais, dois de cortina e um de joelho para o motorista), câmera de ré com linhas de distância com projeção na central multimídia, faróis com acendimento automático e com ajuste de altura, controle eletrônico de estabilidade (VSC), controle eletrônico de tração (TRC), sistema de assistência ao arranque em subida (HAC), sistema ISOFIX para fixação de cadeirinhas infantis no banco traseiro e mais.

O pacote de segurança ativa Toyota Safety Sense (TSS), disponível nas versões Altis a combustão e híbrida, conta com um radar de ondas milimétricas combinado com uma câmera monocular para detectar uma variedade de perigos e alertar o motorista. As tecnologias incluídas nesse pacote são:

– Sistema de Pré-Colisão Frontal (PCS)
O sistema de Pré-Colisão Frontal do Toyota Safety Sense usa a câmera e o radar de ondas milimétricas para detectar veículos que circulam nas ruas e estradas. Se o sistema detectar a possibilidade de uma colisão, ele alerta o motorista por meio de avisos sonoros e visuais e ativa a assistência de frenagem para evitar ou reduzir os danos causados por elas.

– Sistema de Alerta de Mudança de Faixa com condução assistida (LDA)
Em determinadas circunstâncias, o Sistema de Alerta de Mudança de Faixa (Lane Departure Alert System – LDA) é projetado para detectar desvios de pista quando as linhas divisórias são visíveis. Ao ouvir e ver os alertas, e depois de verificar que é seguro fazê-lo, o veículo deve ser redirecionado para o centro da pista. Este sistema também inclui a funcionalidade de condução assistida. Quando é ativado e se detecta que está se desviando inadvertidamente, o sistema pode aplicar pequenos movimentos de correção no volante para ajudar a manter o veículo na pista.

– Faróis altos automáticos (AHB)
Faróis altos automáticos (AHB) são um sistema de segurança projetado para ajudar o motorista a ver mais claramente à noite sem distrair outros motoristas. O AHB trabalha com uma câmera a bordo para detectar os faróis dos veículos que se aproximam e os faróis traseiros dos veículos na frente e alterna automaticamente entre os faróis altos e baixos em conformidade.

– Controle de Cruzeiro Adaptativo (ACC)
O Controle de Cruzeiro Adaptativo (ACC) é um sistema semelhante ao “cruise control” que permite a condução a uma velocidade constante pré-determinada. O ACC usa o radar de ondas milimétricas montado na grade frontal e a câmera projetada a bordo para detectar veículos, calcular sua distância e ajustar a velocidade para ajudar a manter uma distância predeterminada de veículo para veículo.

Toyota Corolla 2.0L Dynamic Force - 6
Toyota Corolla 2.0L Dynamic Force - 13
Toyota Corolla Híbrido - 5
Toyota Corolla Híbrido - 18
Toyota Corolla 2.0L Dynamic Force - 7

Preços – Corolla 2020

GLi 2.0L Dynamic Force Flex R$ 99.990,00
2020 XEi 2.0L Dynamic Force Flex R$ 110.990,00
2020 Altis 2.0L Dynamic Force Flex R$ 124.990,00
2020 Altis Híbrido Flex R$ 124.990,00

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Dia do combate à poluição: saiba mais sobre os catalisadores automotivos

Por silviomauro em Serviço

14 de agosto de 2019

 

Hoje, no Brasil, é o Dia do Combate à Poluição, data para divulgação de medidas efetivas para reduzir a poluição do ar. E de acordo com o Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA), organização sem fins lucrativos, autônoma e independente, que produz e dissemina conhecimento técnico-científico nas áreas de energia e clima, qualidade do ar, redução de emissões de gases de efeito estufa e mobilidade urbana, os veículos são os principais responsáveis pela poluição atmosférica nas grandes cidades. Fumaça, partículas totais em suspensão (PTS), partículas inaláveis (MP10), partículas inaláveis finas (MP2,5), dióxido de enxofre (SO2), dióxido de nitrogênio (NO2), monóxido de carbono (CO) e ozônio (O3) estão entre os principais poluentes emitidos por carros, caminhões e motos, de acordo com a entidade.

É fato que, para quem tem condições de ter um carro, é difícil deixa-lo na garagem para trocar pelo precaríssimo transporte público brasileiro. Mas é possível, pelo menos, dar uma pequena contribuição cuidando catalisador, componente responsável pela diminuição de gases emitidos pelo motor.

De acordo com a Basf, indústria alemã que fabrica vários componentes automotivos, a redução das emissões de poluentes supera os 95% com o uso do catalisador. Confira algumas informações que Vladimir Ferrari, gerente de desenvolvimento técnico de catalisadores da empresa, fornece sobre essa peça.

Como funciona o catalisador?

O catalisador é uma colmeia de cerâmica revestida por alguns componentes capazes de atuar na reação química dos hidrocarbonetos (HC), dos monóxidos de carbono (CO) e dos óxidos de nitrogênio (NOx), gases produzidos pelos motores a combustão movidos a gasolina e/ou etanol.

Os catalisadores exigem alguma manutenção?

O catalisador não exige cuidado específico. Mas é essencial fazer a manutenção adequada do veículo, respeitando as revisões, fazendo as trocas necessárias de peças e usando de combustíveis de boa qualidade – para esta última, uma dica é procurar abastecer sempre no mesmo posto de confiança, para evitar o risco de colocar combustível adulterado.

Qual é a vida útil dos catalisadores?

De acordo com a exigência das montadoras, os catalisadores têm vida útil de cinco anos ou 80 mil quilômetros. Porém, depois desse prazo, o catalisador continua tendo sua função preservada. Desde que o proprietário siga as manutenções adequadas, certamente o catalisador terá a mesma vida útil do veículo.

O catalisador diminui a potência do motor ou pode prejudicar o funcionamento do carro?

O catalisador faz parte de um conjunto de peças projetadas para o perfeito funcionamento do motor, não interferindo em sua potência ou desempenho. Se o dispositivo for removido, sim, pode desregular todo o sistema e provocar o desgaste prematuro das peças. Além disso, a remoção é considerada uma infração grave, passível de multa.

Combustíveis adulterados podem comprometer o catalisador?

O principal inimigo do bom funcionamento do catalisador é o combustível de baixa qualidade. Além de compostos inadequados (como outros líquidos mais baratos colocados apenas para aumentar o volume) poderem afetar a conversão dos gases, resíduos podem aderir à superfície do dispositivo, prejudicando a sua performance.

Outras informações sobre a redução da poluição pelos catalisadores estão disponíveis em um vídeo produzido pela Basf, no endereço https://www.youtube.com/watch?v=V371wZKDVB8

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Ford compra empresa de robótica para acelerar desenvolvimento de carros autônomos

Por silviomauro em Mercado

01 de agosto de 2019

 

 

A Ford anunciou a aquisição da Quantum Signal, empresa especializada em robótica, sensores, simulação em tempo real e desenvolvimento de algoritmos,  para acelerar o seu plano de entrada no negócio de carros autônomos. Embora seja pouco conhecida do público, a pequena empresa fundada em 1999 na cidade de Saline, Michigan, EUA, atua na vanguarda da robótica móvel para diversos clientes, incluindo o Exército dos Estados Unidos.

A Quantum Signal ajudou os militares a desenvolver um software que permite controlar veículos robóticos a milhares de quilômetros de distância. Ela também construiu um ambiente de simulação robusto para projetos de veículos autônomos que é usado até hoje.

“A Quantum Signal estava no nosso radar há algum tempo”, diz Randal Visintainer, diretor-técnico de Veículos Autônomos da Ford. “Nos últimos anos, a Ford vem montando um time de especialistas altamente qualificados de desenvolvimento de software, simulação e aprendizado de máquina, vindos de todas as partes do mundo, para acelerar o desenvolvimento de carros autônomos. Com a integração da Quantum Signal, esse time fica maior e ainda mais forte.”

A ampla experiência desse grupo de trabalho vai apoiar a Ford em numerosas áreas para a criação de um negócio de serviços de transporte com veículos autônomos, incluindo o desenvolvimento de software e protótipos. A Quantum Signal é conhecida pela criação do ambiente de modelagem e simulação ANVEL, usado em programas de robótica militar com sistemas remotos e autônomos não-tripulados. Essa experiência ajudará no desenvolvimento de ambientes de simulação abrangentes, nos quais a Ford poderá testar e melhorar o desempenho de seus veículos e seu modelo de negócios.

A Quantum Signal realizou também um extenso trabalho no desenvolvimento de algoritmos para a direção de carros autônomos militares. Além de softwares, a empresa tem experiência em robótica e sistemas de detecção e percepção, que ajudarão os veículos autônomos da Ford a melhorar sua capacidade de analisar o ambiente ao redor.

Instalada no prédio de uma antiga escola em Saline, a Quantum Signal desenvolveu uma cultura própria que a Ford quer preservar nesse processo de integração. “Todos os engenheiros querem realizar um trabalho significativo que faça a diferença, não para ficar parado numa prateleira”, diz Randal Visintainer.

 

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Carros flex: saiba mais sobre eles

Por silviomauro em Curiosidades

11 de dezembro de 2018

Em 2003, o Brasil conheceu a tecnologia dos veículos bicombustíveis a partir da entrada no mercado do Volkswagen Gol TotalFlex. No mesmo ano, a empresa lançaria o Fox, também com o mesmo recurso. Aos poucos, as outras montadoras foram seguindo o exemplo da pioneira e os modelos também conhecidos como carros flex foram ganhando a confiança dos consumidores em relação à eficiência e à qualidade dos motores.

Hoje, praticamente todos os automóveis fabricados no Brasil vêm com a disponibilidade de rodar com gasolina ou álcool. No texto a seguir, veja informações sobre o modo de funcionamento deles, suas particularidades e alguns cuidados necessários para garantir que, quando for colocar, por exemplo, seu Prisma usado bicombustível à venda, ele esteja em ótimo estado para garantir um bom preço.

Uma das primeiras características a destacar em relação ao motor bicombustível é que ele funciona praticamente da mesma maneira independentemente da mistura que estiver no tanque (100% gasolina, 100% álcool ou partes de cada um). Há um leve ganho de potência e torque com o álcool, mas é quase imperceptível para o motorista, porque a diferença é mínima. Nas fichas técnicas dos veículos, disponíveis nos sites das montadoras, é possível conferir como o ganho com o álcool é quase insignificante, de apenas 1% ou 2% em relação à gasolina.

Outro dado importante para carros flex é a relação custo-benefício na hora de abastecer. A regra geral é usar a fórmula dos 70%: como o álcool rende menos que a gasolina, o recomendável é usar o primeiro combustível apenas no caso do seu preço ser menor que 70% do preço do segundo. Mas como o consumo de um carro depende de muitos fatores, o ideal, mesmo, é encher o tanque com álcool, verificar quanto o carro anda com ele e fazer o mesmo com a gasolina. E depois dessas duas ações, verificar qual combustível, considerando as diferenças, resultou em maior economia para o bolso.

Em relação à vida útil do motor, embora o álcool seja um combustível mais corrosivo do que a gasolina, os veículos flex modernos vêm preparados para lidar com essa característica e seu uso exclusivo não significa desgaste dos componentes do motor. O sistema, vale lembrar, é projetado para funcionar com qualquer quantidade de ambos os combustíveis.

Para mais esclarecimentos sobre o universo dos carros flex, seguem abaixo respostas para algumas dúvidas que podem surgir em relação a eles:

É possível fazer alteração em qualquer tempo de um combustível para o outro?

Sim. O sistema de injeção identifica qual combustível foi colocado no tanque e assim regula os parâmetros para obter o melhor rendimento possível. Mas é recomendável não forçar muito o motor logo que a mudança for feita. Rode um pouco com o veículo de forma suave para que haja o reconhecimento.

Usar sempre apenas um tipo de combustível pode trazer prejuízos para o motor?

Não. É mito a ideia de que o motor do automóvel flex pode “viciar” ao fazer uso de apenas um tipo de combustível.

Qual a utilidade do tanque de partida a frio?

Uma das características da maioria dos carros flex é contar um pequeno tanque de gasolina localizado perto do motor. Sua função é auxiliar a ligação em caso de de haver apenas álcool no tanque e o veículo estar em algum lugar muito frio. Isso acontece porque o álcool tem o ponto de combustão (temperatura na qual um combustível libera vapor em quantidade suficiente para formar uma mistura inflamável) bem maior que a gasolina. No entanto, para quem mora em um lugar quente como Fortaleza, por exemplo, essa preocupação não existe. Vale ressaltar, ainda, que as montadoras têm investido em tecnologias para melhorar o processo e alguns modelos mais novos nem vêm mais com o tanque de partida a frio.

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Carros flex: saiba mais sobre eles

Por silviomauro em Curiosidades

11 de dezembro de 2018

Em 2003, o Brasil conheceu a tecnologia dos veículos bicombustíveis a partir da entrada no mercado do Volkswagen Gol TotalFlex. No mesmo ano, a empresa lançaria o Fox, também com o mesmo recurso. Aos poucos, as outras montadoras foram seguindo o exemplo da pioneira e os modelos também conhecidos como carros flex foram ganhando a confiança dos consumidores em relação à eficiência e à qualidade dos motores.

Hoje, praticamente todos os automóveis fabricados no Brasil vêm com a disponibilidade de rodar com gasolina ou álcool. No texto a seguir, veja informações sobre o modo de funcionamento deles, suas particularidades e alguns cuidados necessários para garantir que, quando for colocar, por exemplo, seu Prisma usado bicombustível à venda, ele esteja em ótimo estado para garantir um bom preço.

Uma das primeiras características a destacar em relação ao motor bicombustível é que ele funciona praticamente da mesma maneira independentemente da mistura que estiver no tanque (100% gasolina, 100% álcool ou partes de cada um). Há um leve ganho de potência e torque com o álcool, mas é quase imperceptível para o motorista, porque a diferença é mínima. Nas fichas técnicas dos veículos, disponíveis nos sites das montadoras, é possível conferir como o ganho com o álcool é quase insignificante, de apenas 1% ou 2% em relação à gasolina.

Outro dado importante para carros flex é a relação custo-benefício na hora de abastecer. A regra geral é usar a fórmula dos 70%: como o álcool rende menos que a gasolina, o recomendável é usar o primeiro combustível apenas no caso do seu preço ser menor que 70% do preço do segundo. Mas como o consumo de um carro depende de muitos fatores, o ideal, mesmo, é encher o tanque com álcool, verificar quanto o carro anda com ele e fazer o mesmo com a gasolina. E depois dessas duas ações, verificar qual combustível, considerando as diferenças, resultou em maior economia para o bolso.

Em relação à vida útil do motor, embora o álcool seja um combustível mais corrosivo do que a gasolina, os veículos flex modernos vêm preparados para lidar com essa característica e seu uso exclusivo não significa desgaste dos componentes do motor. O sistema, vale lembrar, é projetado para funcionar com qualquer quantidade de ambos os combustíveis.

Para mais esclarecimentos sobre o universo dos carros flex, seguem abaixo respostas para algumas dúvidas que podem surgir em relação a eles:

É possível fazer alteração em qualquer tempo de um combustível para o outro?

Sim. O sistema de injeção identifica qual combustível foi colocado no tanque e assim regula os parâmetros para obter o melhor rendimento possível. Mas é recomendável não forçar muito o motor logo que a mudança for feita. Rode um pouco com o veículo de forma suave para que haja o reconhecimento.

Usar sempre apenas um tipo de combustível pode trazer prejuízos para o motor?

Não. É mito a ideia de que o motor do automóvel flex pode “viciar” ao fazer uso de apenas um tipo de combustível.

Qual a utilidade do tanque de partida a frio?

Uma das características da maioria dos carros flex é contar um pequeno tanque de gasolina localizado perto do motor. Sua função é auxiliar a ligação em caso de de haver apenas álcool no tanque e o veículo estar em algum lugar muito frio. Isso acontece porque o álcool tem o ponto de combustão (temperatura na qual um combustível libera vapor em quantidade suficiente para formar uma mistura inflamável) bem maior que a gasolina. No entanto, para quem mora em um lugar quente como Fortaleza, por exemplo, essa preocupação não existe. Vale ressaltar, ainda, que as montadoras têm investido em tecnologias para melhorar o processo e alguns modelos mais novos nem vêm mais com o tanque de partida a frio.