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Auto Blog Ceará

por Sílvio Mauro

#economiadecombustível

Dia do combate à poluição: saiba mais sobre os catalisadores automotivos

Por silviomauro em Serviço

14 de agosto de 2019

 

Hoje, no Brasil, é o Dia do Combate à Poluição, data para divulgação de medidas efetivas para reduzir a poluição do ar. E de acordo com o Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA), organização sem fins lucrativos, autônoma e independente, que produz e dissemina conhecimento técnico-científico nas áreas de energia e clima, qualidade do ar, redução de emissões de gases de efeito estufa e mobilidade urbana, os veículos são os principais responsáveis pela poluição atmosférica nas grandes cidades. Fumaça, partículas totais em suspensão (PTS), partículas inaláveis (MP10), partículas inaláveis finas (MP2,5), dióxido de enxofre (SO2), dióxido de nitrogênio (NO2), monóxido de carbono (CO) e ozônio (O3) estão entre os principais poluentes emitidos por carros, caminhões e motos, de acordo com a entidade.

É fato que, para quem tem condições de ter um carro, é difícil deixa-lo na garagem para trocar pelo precaríssimo transporte público brasileiro. Mas é possível, pelo menos, dar uma pequena contribuição cuidando catalisador, componente responsável pela diminuição de gases emitidos pelo motor.

De acordo com a Basf, indústria alemã que fabrica vários componentes automotivos, a redução das emissões de poluentes supera os 95% com o uso do catalisador. Confira algumas informações que Vladimir Ferrari, gerente de desenvolvimento técnico de catalisadores da empresa, fornece sobre essa peça.

Como funciona o catalisador?

O catalisador é uma colmeia de cerâmica revestida por alguns componentes capazes de atuar na reação química dos hidrocarbonetos (HC), dos monóxidos de carbono (CO) e dos óxidos de nitrogênio (NOx), gases produzidos pelos motores a combustão movidos a gasolina e/ou etanol.

Os catalisadores exigem alguma manutenção?

O catalisador não exige cuidado específico. Mas é essencial fazer a manutenção adequada do veículo, respeitando as revisões, fazendo as trocas necessárias de peças e usando de combustíveis de boa qualidade – para esta última, uma dica é procurar abastecer sempre no mesmo posto de confiança, para evitar o risco de colocar combustível adulterado.

Qual é a vida útil dos catalisadores?

De acordo com a exigência das montadoras, os catalisadores têm vida útil de cinco anos ou 80 mil quilômetros. Porém, depois desse prazo, o catalisador continua tendo sua função preservada. Desde que o proprietário siga as manutenções adequadas, certamente o catalisador terá a mesma vida útil do veículo.

O catalisador diminui a potência do motor ou pode prejudicar o funcionamento do carro?

O catalisador faz parte de um conjunto de peças projetadas para o perfeito funcionamento do motor, não interferindo em sua potência ou desempenho. Se o dispositivo for removido, sim, pode desregular todo o sistema e provocar o desgaste prematuro das peças. Além disso, a remoção é considerada uma infração grave, passível de multa.

Combustíveis adulterados podem comprometer o catalisador?

O principal inimigo do bom funcionamento do catalisador é o combustível de baixa qualidade. Além de compostos inadequados (como outros líquidos mais baratos colocados apenas para aumentar o volume) poderem afetar a conversão dos gases, resíduos podem aderir à superfície do dispositivo, prejudicando a sua performance.

Outras informações sobre a redução da poluição pelos catalisadores estão disponíveis em um vídeo produzido pela Basf, no endereço https://www.youtube.com/watch?v=V371wZKDVB8

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Ford compra empresa de robótica para acelerar desenvolvimento de carros autônomos

Por silviomauro em Mercado

01 de agosto de 2019

 

 

A Ford anunciou a aquisição da Quantum Signal, empresa especializada em robótica, sensores, simulação em tempo real e desenvolvimento de algoritmos,  para acelerar o seu plano de entrada no negócio de carros autônomos. Embora seja pouco conhecida do público, a pequena empresa fundada em 1999 na cidade de Saline, Michigan, EUA, atua na vanguarda da robótica móvel para diversos clientes, incluindo o Exército dos Estados Unidos.

A Quantum Signal ajudou os militares a desenvolver um software que permite controlar veículos robóticos a milhares de quilômetros de distância. Ela também construiu um ambiente de simulação robusto para projetos de veículos autônomos que é usado até hoje.

“A Quantum Signal estava no nosso radar há algum tempo”, diz Randal Visintainer, diretor-técnico de Veículos Autônomos da Ford. “Nos últimos anos, a Ford vem montando um time de especialistas altamente qualificados de desenvolvimento de software, simulação e aprendizado de máquina, vindos de todas as partes do mundo, para acelerar o desenvolvimento de carros autônomos. Com a integração da Quantum Signal, esse time fica maior e ainda mais forte.”

A ampla experiência desse grupo de trabalho vai apoiar a Ford em numerosas áreas para a criação de um negócio de serviços de transporte com veículos autônomos, incluindo o desenvolvimento de software e protótipos. A Quantum Signal é conhecida pela criação do ambiente de modelagem e simulação ANVEL, usado em programas de robótica militar com sistemas remotos e autônomos não-tripulados. Essa experiência ajudará no desenvolvimento de ambientes de simulação abrangentes, nos quais a Ford poderá testar e melhorar o desempenho de seus veículos e seu modelo de negócios.

A Quantum Signal realizou também um extenso trabalho no desenvolvimento de algoritmos para a direção de carros autônomos militares. Além de softwares, a empresa tem experiência em robótica e sistemas de detecção e percepção, que ajudarão os veículos autônomos da Ford a melhorar sua capacidade de analisar o ambiente ao redor.

Instalada no prédio de uma antiga escola em Saline, a Quantum Signal desenvolveu uma cultura própria que a Ford quer preservar nesse processo de integração. “Todos os engenheiros querem realizar um trabalho significativo que faça a diferença, não para ficar parado numa prateleira”, diz Randal Visintainer.

 

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Carros flex: saiba mais sobre eles

Por silviomauro em Curiosidades

11 de dezembro de 2018

Em 2003, o Brasil conheceu a tecnologia dos veículos bicombustíveis a partir da entrada no mercado do Volkswagen Gol TotalFlex. No mesmo ano, a empresa lançaria o Fox, também com o mesmo recurso. Aos poucos, as outras montadoras foram seguindo o exemplo da pioneira e os modelos também conhecidos como carros flex foram ganhando a confiança dos consumidores em relação à eficiência e à qualidade dos motores.

Hoje, praticamente todos os automóveis fabricados no Brasil vêm com a disponibilidade de rodar com gasolina ou álcool. No texto a seguir, veja informações sobre o modo de funcionamento deles, suas particularidades e alguns cuidados necessários para garantir que, quando for colocar, por exemplo, seu Prisma usado bicombustível à venda, ele esteja em ótimo estado para garantir um bom preço.

Uma das primeiras características a destacar em relação ao motor bicombustível é que ele funciona praticamente da mesma maneira independentemente da mistura que estiver no tanque (100% gasolina, 100% álcool ou partes de cada um). Há um leve ganho de potência e torque com o álcool, mas é quase imperceptível para o motorista, porque a diferença é mínima. Nas fichas técnicas dos veículos, disponíveis nos sites das montadoras, é possível conferir como o ganho com o álcool é quase insignificante, de apenas 1% ou 2% em relação à gasolina.

Outro dado importante para carros flex é a relação custo-benefício na hora de abastecer. A regra geral é usar a fórmula dos 70%: como o álcool rende menos que a gasolina, o recomendável é usar o primeiro combustível apenas no caso do seu preço ser menor que 70% do preço do segundo. Mas como o consumo de um carro depende de muitos fatores, o ideal, mesmo, é encher o tanque com álcool, verificar quanto o carro anda com ele e fazer o mesmo com a gasolina. E depois dessas duas ações, verificar qual combustível, considerando as diferenças, resultou em maior economia para o bolso.

Em relação à vida útil do motor, embora o álcool seja um combustível mais corrosivo do que a gasolina, os veículos flex modernos vêm preparados para lidar com essa característica e seu uso exclusivo não significa desgaste dos componentes do motor. O sistema, vale lembrar, é projetado para funcionar com qualquer quantidade de ambos os combustíveis.

Para mais esclarecimentos sobre o universo dos carros flex, seguem abaixo respostas para algumas dúvidas que podem surgir em relação a eles:

É possível fazer alteração em qualquer tempo de um combustível para o outro?

Sim. O sistema de injeção identifica qual combustível foi colocado no tanque e assim regula os parâmetros para obter o melhor rendimento possível. Mas é recomendável não forçar muito o motor logo que a mudança for feita. Rode um pouco com o veículo de forma suave para que haja o reconhecimento.

Usar sempre apenas um tipo de combustível pode trazer prejuízos para o motor?

Não. É mito a ideia de que o motor do automóvel flex pode “viciar” ao fazer uso de apenas um tipo de combustível.

Qual a utilidade do tanque de partida a frio?

Uma das características da maioria dos carros flex é contar um pequeno tanque de gasolina localizado perto do motor. Sua função é auxiliar a ligação em caso de de haver apenas álcool no tanque e o veículo estar em algum lugar muito frio. Isso acontece porque o álcool tem o ponto de combustão (temperatura na qual um combustível libera vapor em quantidade suficiente para formar uma mistura inflamável) bem maior que a gasolina. No entanto, para quem mora em um lugar quente como Fortaleza, por exemplo, essa preocupação não existe. Vale ressaltar, ainda, que as montadoras têm investido em tecnologias para melhorar o processo e alguns modelos mais novos nem vêm mais com o tanque de partida a frio.

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Carros flex: saiba mais sobre eles

Por silviomauro em Curiosidades

11 de dezembro de 2018

Em 2003, o Brasil conheceu a tecnologia dos veículos bicombustíveis a partir da entrada no mercado do Volkswagen Gol TotalFlex. No mesmo ano, a empresa lançaria o Fox, também com o mesmo recurso. Aos poucos, as outras montadoras foram seguindo o exemplo da pioneira e os modelos também conhecidos como carros flex foram ganhando a confiança dos consumidores em relação à eficiência e à qualidade dos motores.

Hoje, praticamente todos os automóveis fabricados no Brasil vêm com a disponibilidade de rodar com gasolina ou álcool. No texto a seguir, veja informações sobre o modo de funcionamento deles, suas particularidades e alguns cuidados necessários para garantir que, quando for colocar, por exemplo, seu Prisma usado bicombustível à venda, ele esteja em ótimo estado para garantir um bom preço.

Uma das primeiras características a destacar em relação ao motor bicombustível é que ele funciona praticamente da mesma maneira independentemente da mistura que estiver no tanque (100% gasolina, 100% álcool ou partes de cada um). Há um leve ganho de potência e torque com o álcool, mas é quase imperceptível para o motorista, porque a diferença é mínima. Nas fichas técnicas dos veículos, disponíveis nos sites das montadoras, é possível conferir como o ganho com o álcool é quase insignificante, de apenas 1% ou 2% em relação à gasolina.

Outro dado importante para carros flex é a relação custo-benefício na hora de abastecer. A regra geral é usar a fórmula dos 70%: como o álcool rende menos que a gasolina, o recomendável é usar o primeiro combustível apenas no caso do seu preço ser menor que 70% do preço do segundo. Mas como o consumo de um carro depende de muitos fatores, o ideal, mesmo, é encher o tanque com álcool, verificar quanto o carro anda com ele e fazer o mesmo com a gasolina. E depois dessas duas ações, verificar qual combustível, considerando as diferenças, resultou em maior economia para o bolso.

Em relação à vida útil do motor, embora o álcool seja um combustível mais corrosivo do que a gasolina, os veículos flex modernos vêm preparados para lidar com essa característica e seu uso exclusivo não significa desgaste dos componentes do motor. O sistema, vale lembrar, é projetado para funcionar com qualquer quantidade de ambos os combustíveis.

Para mais esclarecimentos sobre o universo dos carros flex, seguem abaixo respostas para algumas dúvidas que podem surgir em relação a eles:

É possível fazer alteração em qualquer tempo de um combustível para o outro?

Sim. O sistema de injeção identifica qual combustível foi colocado no tanque e assim regula os parâmetros para obter o melhor rendimento possível. Mas é recomendável não forçar muito o motor logo que a mudança for feita. Rode um pouco com o veículo de forma suave para que haja o reconhecimento.

Usar sempre apenas um tipo de combustível pode trazer prejuízos para o motor?

Não. É mito a ideia de que o motor do automóvel flex pode “viciar” ao fazer uso de apenas um tipo de combustível.

Qual a utilidade do tanque de partida a frio?

Uma das características da maioria dos carros flex é contar um pequeno tanque de gasolina localizado perto do motor. Sua função é auxiliar a ligação em caso de de haver apenas álcool no tanque e o veículo estar em algum lugar muito frio. Isso acontece porque o álcool tem o ponto de combustão (temperatura na qual um combustível libera vapor em quantidade suficiente para formar uma mistura inflamável) bem maior que a gasolina. No entanto, para quem mora em um lugar quente como Fortaleza, por exemplo, essa preocupação não existe. Vale ressaltar, ainda, que as montadoras têm investido em tecnologias para melhorar o processo e alguns modelos mais novos nem vêm mais com o tanque de partida a frio.