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Blog Paulo Sertek

por Paulo Sertek

Abril 2019

Por que cortar as pesquisas em ciências humanas?

Por paulosertek em Educação, pesquisa, Política, universidade

30 de Abril de 2019

Um pequeno leme tem a propriedade de, sendo habilidosamente manejado, dar o rumo certo a um navio de grande calado. Esta propriedade é a da capacidade de direção. Um político, um educador, um empresário etc. somente adquire excelência humana e profissional ao tomar decisões e assumir compromissos de acordo com os valores morais. A ética é a ciência da moral, uma das disciplinas-chave da orientação da vida individual e dos relacionamentos interpessoais.

Quando nos referimos às ciências humanas englobamos as ciências da educação, as ciências sociais, a literatura, a história, a filosofia, entre outras. Chama à atenção a mentalidade primária de determinados comandantes que avaliam a pesquisa em ciências humanas como sendo puramente acessória e passível de cortes de verbas porque, talvez nestas mentes limitadas, somente a tecnologia traz rendimentos sociais e aumente a produtividade.

Padecem tais autoridades de um reducionismo sobre o tipo de bens que valem mais e sobre as suas prioridades na vida social. Alinho radicalmente ao pensamento de Jorge Lacerda ex-gov SC quando nos ensina que: “Os nossos compromissos com a nação não se insulam apenas nos aspectos eventuais de seus interesses imediatos. Transcendem, é natural, dessa órbita limitada, pois se fundem com as finalidades superiores da cultura. As nações sobrevivem na história, não pelos seus efêmeros empreendimentos materiais, mas, sobretudo pela marca inapagável que sua cultura deixa na face do tempo”.

Juscelino Kubitschek e Jorge Lacerda em Brasília 1958

Ainda que a ideologia marxista embase os pressupostos antropológicos de um numero razoável de pesquisadores, mais necessário é o avanço científico mostrando os resultados negativos de tais doutrinas no seio da sociedade. Não se justifica a tomada de decisão de cortar verbas para a pesquisa em ciências humanas, pois o raciocínio coerente é o de se estimular a boa pesquisa, aquela que tem compromisso com a ciência e a verdade.

A pesquisa sobre o existir humano é decisiva para a formação de uma sociedade sábia.

Paulo Sertek é doutor em educação e autor do livro Jorge Lacerda: uma luminosa mensagem de cultura, disponível para download:  https://goo.gl/DpKN4b

 

Jorge Lacerda: uma luminosa mensagem de cultura
Autor: Paulo Sertek
Ed.: Cultor de Livros
São Paulo, 2015

Email: psertek@gmail.com

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Fragmentos

Por paulosertek em Poesia

20 de Abril de 2019

Poesia recorre a figuras simbólicas, ainda em fase de ajustes, ao que parece é um pequeno ensaio de natureza expressiva. Recorre a figuras imaginativas.

Xilogravura: Osvaldo Goeldi

A fio contam-se os punhados,
Anos de memória vividos.
Ontem os sabores de mocidade,
Hoje luzes claras,
Em maturidade tingida.

Fragmentos em lembranças,
Qual trem por bela paisagem,
Em desfilar rápido passam.
Bancos escolares: uma saudade,
Chão batido: agora nova cidade!
Ruas em coração: hoje avenidas,
Qual nuvem no ar,
Recordações das mãos escapam.

À busca de esmeraldas, a miragem,
Somente as verdadeiras suprem,
D’alma caminhante em vida,
Rumos de ciência a caminhos de mar.
Hoje ao longe, sendas a sulcar!

Amizade afeiçoa-se imponente,
Singular, de rumos entre muitos.
Valor imprime suavemente,
Pois em oculto vive a semente.

Índole dos que a muitos ensina,
Apraz à mente que trilha,
Caminhos novos desvendam,
Por muito que se estime.
Grandeza de sabedoria os guia,
Horizontes descortinam, com certeza!

Maturidade fragmentos revelam,
Luzes fugazes da mocidade,
Lições como cores de aquarela,
Manifestam harmonia e felicidade.

Autor: Atalgísio de Ribeiro Schmidt

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Estratégia na empresa virtuosa

O bem do indivíduo não se contrapõe ao bem coletivo, para isto deve-se construir uma relação harmônica entre capital, trabalho e homem no âmbito produtivo, pois, de acordo com Jorge Lacerda ex-gov SC: “capital e trabalho não são valores que se combatem, ou se entredevorem, porque embasam e estruturam a harmonia indispensável à paz social”.

Jorge Lacerda, Carlos Lacerda e Magalhães Pinto abril de 1953.

Alguns estudos apontam convergências sobre esta possível harmonia na gestão de empresas e negócios que resulta do esforço das partes interessadas em atuar com sentido de solidariedade humana.
O ponto de partida é agir de acordo com as virtudes, especialmente a da justiça, que corresponde à vontade constante de dar a cada um o devido, e, a virtude é o hábito operativo bom, que aperfeiçoa o ser humano, e o torna mais possuidor dos valores morais.

Um empreendimento virtuoso exige que no planejamento estratégico seja configurada a missão institucional como contribuição a todos os envolvidos e que os valores éticos criem uma cultura que gere a confiança e o comprometimento nas relações internas e externas.

Esta orientação permite combater a tendência centrifuga de afastar-se da prática da virtude, que se traduz em fazer o bem e evitar o mal. Procedendo deste modo impede-se que os resultados econômicos em curto prazo corrompam a cultura da empresa.

Desenvolver profissionais com a mentalidade de serviço à sociedade exige a capacitação para criar ambientes virtuosos. Bem conhecidas são as virtudes fundamentais como a prudência, que permite a tomada de decisão por meio de critérios éticos; a justiça, a qual leva a dar a cada um aquilo que lhe é devido; a fortaleza, atributo propiciador de energia de caráter necessário para se empreender o que é justo e bom em cada momento; e a temperança que é a reitora dos “altos” e “baixos” das emoções.

A abordagem harmonizando a busca de resultados financeiros por meio da gestão virtuosa pode ser encontrada no livro de nossa autoria: Administração e Planejamento Estratégico referenciado no link a seguir.

Paulo Sertek
Doutor em Educação pela UFPR, Mestre em Tecnologia e desenvolvimento pela UTFPR, Engenheiro Mecânico pela Escola de Engenharia Maua (SP).
Formado pelo ISE-IESE Program for Management Development.
Professor do Centro Universitário da Grande Fortaleza – UNIGRANDE

Confira o livro do autor
Editora IntersaberesAdministração e Planejamento Estratégico

Administração e planejamento estratégico

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Virtude: o melhor capital humano-intelectual

Modernidade líquida é o termo cunhado pelo filósofo Zygmunt Bauman que ainda nos traz luz para os processos educativos da atualidade.

Domina a pedagogia que prioriza os sentimentos, não à luz do desenvolvimento das virtudes, porém ao estímulo dos comportamentos caprichosos, gerando personalidades mais vulneráveis ao fracasso, à dor e à contrariedade. Pouco se aprende sobre constância e perseverança, e a disciplina praticamente inexiste no léxico pedagógico.
Os programas nos diversos níveis de escolaridade são fundamentados em uma enorme quantidade de teorias, entretanto padecem de uma síndrome: o medo de falar da virtude. Isto é da educação dos sentimentos por meio do fortalecimento da vontade.

Verifica-se que os estudantes desconhecem o que são as virtudes e falta promover a questão do crescimento da força de vontade.

Na literatura e prática educativa destaca-se a condição-chave da educação sócio emocional, mas carece da educação dos limites que significa educar a vontade debilitada entre muitas crianças e jovens.

Entre outras causas da deliquescência educativa, do estado alérgico à disciplina e à ascese moral estão a filosofia do comportamento moral e antropologia que pretendem adequar os processos educativos aos impulsos espontâneos da geração de gostos e interesses. Talvez seja necessário recordar que o fator motivacional-chave do crescimento na competência pessoal está no desenvolvimento do amor ao conhecimento e à conduta virtuosa. Estas conquistas se fazem por meio dos hábitos estáveis que geram as virtudes. A aquisição da virtude por parte dos estudantes é o melhor “capital humano-intelectual” gerador de uma sociedade empreendedora e inovadora.

Recomendo visitar os estudos de mestrado e doutorado em que foi possível identificar a correlação entre a prática das virtudes e os resultados acadêmicos e crescimento profissional.

Confira uma abordagem deste tipo para o âmbito educativo e profissional no livro do autor do artigo: Responsabilidade Social e Competência Interpessoal.

Paulo Sertek
Doutor em Educação pela UFPR, Mestre em Tecnologia e desenvolvimento pela UTFPR , Engenheiro Mecânico pela Escola de Engenharia Maua (SP).
Formado pelo ISE-IESE Program for Management Development.
Professor do Centro Universitário da Grande Fortaleza – UNIGRANDE

Confira o livro do autorEditora IntersaberesResponsabilidade Social e Competência Interpessoal

Responsabilidade social e competência interpessoal

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Como desenvolver o talento criador-inovador

José Antônio Marina no seu livro sobre a Teoria da Inteligência Criadora ensina que: “Os grandes criadores manuseiam sempre mais informações que os demais. A realidade aparece cheia de possibilidades só diante dos olhos de quem será capaz de interpretá-la em um grande número de operações. Ter muitos possíveis quer dizer ser muito rico em operações”.

Este pode ser o roteiro do processo de desenvolvimento do talento criador-inovador. Focar em um campo de inovação em que se tem um interesse maior e desenvolver o hábito de garimpar ideias, soluções e conceitos na literatura sobre o que se fez para transformar em oportunidades, os casos de insucesso, de sucesso inesperado e os acidentes. Aprender a colher as sementes das pequenas ou grandes mudanças de paradigma.

Vale a pena o estudo acurado do livro de Peter Drucker: Inovação e Espírito Empreendedor. Este livro tem sido fonte de inspiração permanente para muita gente. Drucker sistematiza em sete as fontes de inovação, tais como: o inesperado, as incongruências, as necessidades de processo, as estruturas da indústria e do mercado, as mudanças demográficas e o conhecimento novo. Sem sombra de dúvida é necessário buscar o conhecimento de autoridades na área para não ter que reinventar a roda.

Seguindo a trilha de Marina é necessário lidar e assimilar conhecimentos e saber manuseá-los, isto é, aplicá-los em situações-problema-insatisfação da realidade atual. De ordinário consiste em anotar os problemas a se resolver e, de forma sistemática, tentar encontrar soluções. O inovador opera com maior número de informações e desenvolve a capacidade de integrá-las em soluções inesperadas.

Para desenvolver sistematicamente o espirito criador-inovador é conveniente “trabalhar com duas possibilidades: a primeira é a de antecipar-se a um futuro que já aconteceu e outra é a de criar ou desenvolver um futuro, fazê-lo acontecer!” Estes dois aspectos sobre os fatores possibilitadores de realizações futuras exploro no livro de minha autoria: Empreendedorismo.

Paulo Sertek
Doutor em Educação pela UFPR, Mestre em Tecnologia pela UTFPR e desenvolvimento, Engenheiro Mecânico pela Escola de Engenharia Maua (SP).
Formado pelo ISE-IESE Program for Management Development.
Professor do Centro Universitário da Grande Fortaleza – UNIGRANDE

Confira o livro do autorEmpreendedorismo, Ed. Intersaberes.http://www.intersaberes.com/item-catalogo/empreendedorismo/

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Como desenvolver o talento criador-inovador

José Antônio Marina no seu livro sobre a Teoria da Inteligência Criadora ensina que: “Os grandes criadores manuseiam sempre mais informações que os demais. A realidade aparece cheia de possibilidades só diante dos olhos de quem será capaz de interpretá-la em um grande número de operações. Ter muitos possíveis quer dizer ser muito rico em operações”.

Este pode ser o roteiro do processo de desenvolvimento do talento criador-inovador. Focar em um campo de inovação em que se tem um interesse maior e desenvolver o hábito de garimpar ideias, soluções e conceitos na literatura sobre o que se fez para transformar em oportunidades, os casos de insucesso, de sucesso inesperado e os acidentes. Aprender a colher as sementes das pequenas ou grandes mudanças de paradigma.

Vale a pena o estudo acurado do livro de Peter Drucker: Inovação e Espírito Empreendedor. Este livro tem sido fonte de inspiração permanente para muita gente. Drucker sistematiza em sete as fontes de inovação, tais como: o inesperado, as incongruências, as necessidades de processo, as estruturas da indústria e do mercado, as mudanças demográficas e o conhecimento novo. Sem sombra de dúvida é necessário buscar o conhecimento de autoridades na área para não ter que reinventar a roda.

Seguindo a trilha de Marina é necessário lidar e assimilar conhecimentos e saber manuseá-los, isto é, aplicá-los em situações-problema-insatisfação da realidade atual. De ordinário consiste em anotar os problemas a se resolver e, de forma sistemática, tentar encontrar soluções. O inovador opera com maior número de informações e desenvolve a capacidade de integrá-las em soluções inesperadas.

Para desenvolver sistematicamente o espirito criador-inovador é conveniente “trabalhar com duas possibilidades: a primeira é a de antecipar-se a um futuro que já aconteceu e outra é a de criar ou desenvolver um futuro, fazê-lo acontecer!” Estes dois aspectos sobre os fatores possibilitadores de realizações futuras exploro no livro de minha autoria: Empreendedorismo.

Paulo Sertek
Doutor em Educação pela UFPR, Mestre em Tecnologia pela UTFPR e desenvolvimento, Engenheiro Mecânico pela Escola de Engenharia Maua (SP).
Formado pelo ISE-IESE Program for Management Development.
Professor do Centro Universitário da Grande Fortaleza – UNIGRANDE

Confira o livro do autorEmpreendedorismo, Ed. Intersaberes.http://www.intersaberes.com/item-catalogo/empreendedorismo/