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Blog Paulo Sertek

por Paulo Sertek

junho 2019

Sem negociar a ética

O empreendedor-servidor é o que se entrega a iniciativas de valor social e se afasta da busca de um resultado da virtude que morre em si próprio. Líder-magnânimo pauta o seu comportamento pela excelência e excede-se no cumprimento dos deveres.

Magnanimidade, como ensina Aristóteles, é o ornamento das virtudes, e reluz como a qualidade dos que têm alma grande e desejo de fazer o bem a serviço de causas nobres e que repelem instintivamente o simplesmente fazer, rejeitam a pequenez de coração e não cedem ao rebaixamento negligente dos seus compromissos.

Os estudos biográficos de personalidades dos mais diferentes estilos permitem descobrir como esta qualidade aumenta significativamente o poder de incutir a visão de futuro.

Convêm ressaltar, entre outros, o empreendedor modelar que foi Jorge Lacerda-ex-gov SC, inspirador de várias gerações por meio dos seus conselhos, obras e ações, e que, ainda hoje estimula os que pretendem dar um pouco mais de si às causas nobres.

Adonias Filho, na sua nota sobre Jorge Lacerda, na introdução do livro póstumo de Jorge Lacerda, Democracia e Nação, organizado por Nereu Corrêa diz que: Jorge Lacerda era um católico, e no seu discurso sobre os soldados de Cristo – que se completa ao reivindicar a reconstrução do homem no sentido do espírito-, confirmando a consciência em sua fé, transmitia com valor ortodoxo o respeito à pessoa humana.

Jorge Lacerda sobressai como um grande temperamento, forjador de líderes, líder transformador e multiplicador das energias criadoras de cada pessoa. Nos deixa o legado: nas decisões que tomava enquanto político, tanto no legislativo como no executivo, observava-se um talento raro para harmonizar os resultados imediatos à visão de conjunto, de modo a não condicionar os frutos de longo prazo aos dividendos políticos mais vistosos. O seu perfil de estadista revela-se, sobretudo pela constância em agir, além das condições puramente efêmeras ao visar os frutos duradouros, sem transigir nas questões de valor ético.

Confira aqui o perfil de Jorge Lacerda.

Paulo Sertek

Doutor em Educação pela UFPR, Mestre em Tecnologia e Desenvolvimento pela UTFPR, Engenheiro Mecânico pela Escola de Engenharia Maua (SP).

Diplomado pelo ISE-IESE no Program for Management Development.

Professor do Centro Universitário da Grande Fortaleza – UNIGRANDE

Confira o livro do autor aqui:

Jorge Lacerda: uma luminosa mensagem de cultura

disponível para download:  https://goo.gl/DpKN4b

Jorge Lacerda: Uma luminosa mensagem de cultura. Autor: Paulo Sertek. Ano: 2015 São Paulo. Editora: Cultor de Livros

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O ponto de inflexão no estudo

Por paulosertek em Educação, Estudo, virtude

06 de junho de 2019

CAMINHO
EDITORA QUADRANTE
AUTOR: JOSEMARIA ESCRIVÁ

Presenciei há pouco tempo um relato que, a princípio, dali não se deduziria nada especialmente científico, porém extremamente útil para os processos educativos espontâneos, que por vezes, provocam transformações essenciais na vida das pessoas.

Certo estudante relatava como foi seu ponto de inflexão no estudo: conta que era mais dado às festas, gostava de brincar, tocar o violão e sanfona, desde pequeno ganhou a facilidade de reunir pessoas e alegrar os ambientes, no entanto nada do que encontrava na escola lhe dava suficiente atração para desenvolver conhecimentos. Dizia que era um aluno medíocre e estando na situação de pré-vestibular se via sem forças. Tinha reprovado várias vezes e sempre passava de ano de forma arrastada. O seu interlocutor perguntou: e como foi a mudança? Pois é! Tomei consciência da situação do quanto precisava estudar ao ver como estava muito despreparado para poder entrar numa faculdade pública.

Estava um dia estudando na biblioteca do meu colégio e um amigo me disse: cara tu tem é que mudar! Olha você precisa ler este livro aqui: Caminho. Continua o relato: peguei o livro de forma cética e como quem não quer nada abri o livro sem mais, talvez porque já estava mais usado num capítulo, caiu no seguinte título “Estudo”! Opa! O que é isto? A curiosidade me fez ver os pontos de reflexão: um deles dizia algo assim: “Oras, mortificas-te, trabalhas em mil coisas de apostolado…, mas não estudas. – Então, não serves, se não mudas. Outro ponto falava algo do mesmo estilo: “e não estudas… Não me digas que és bom; és apenas bonzinho. Foi uma sacudida e tanto!

A partir desta inspiração caiu a “ficha”, foi como se tivesse dado um impulso como nunca para correr atrás de um grande passivo. Valeu a pena o estimulo de um amigo, valeu a pena uma leitura oportuna.

Serve de exemplo este caso, pois mostra a necessidade de refletir sobre as diversas situações da vida e tirar a partir de algum conselho de sabedoria um propósito prático de mudança.

Verifique o capítulo “Estudo” de Caminho em Escrivá Works aqui.

http://www.escrivaworks.org.br/book/caminho-capitulo-15.htm

Paulo Sertek

Doutor em Educação pela UFPR, Mestre em Tecnologia e desenvolvimento pela UTFPR, Engenheiro Mecânico pela Escola de Engenharia Maua (SP).

Diplomado pelo ISE-IESE no Program for Management Development.

Professor do Centro Universitário da Grande Fortaleza – UNIGRANDE

Confira o livro do autor

Autor: Paulo Sertek Dr
Editora Intersaberes

Editora Intersaberes

Responsabilidade Social e Competência Interpessoal

Responsabilidade social e competência interpessoal

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Educação e o reino das sensações

Por paulosertek em Cultura, Desenvolvimento Pessoal, Educação, virtude

01 de junho de 2019

A cultura genuína provê o ser humano dos conhecimentos e dos valores existenciais que permitem uma forma de viver que ultrapasse o reino das sensações. Ortega y Gasset compara a cultura a um instrumento de sobrevivência no meio da correnteza que são as sensações e solicitações das realidades mutáveis. Associa a uma prancha que permite flutuar e navegar sobre a fugacidade do reino das sensações e dá a possibilidade de viver humanamente.

Verifica-se quase sempre que a pressão do consumismo impele a uma vida humana imersa no reino das sensações imediatas, porém, o característico do homem é o definir-se como ser racional, portanto dotado de liberdade. Seria sinal de liberdade deixar-se levar pela correnteza das sensações, mas isto não significa que seja verdadeira liberdade, pois, se a correnteza levasse para a morte, esta escolha não seria verdadeiramente livre.

Os mecanismos da sociedade de consumo adestram contingentes enormes de indivíduos ao comportamento de atração-impulso-consumo, mais ou menos consciente e a produção de pessoas que se transformam em máquinas-de-desejo.

A habituação a ter ao alcance da mão absolutamente tudo o que se deseja gera pessoas descontentes de tudo e insaciáveis, especialmente, entre o segmento da população mais desafogado financeiramente, e de forma mais envolvente as crianças, adolescentes e jovens. As privações e contrariedades desestruturam o seu estado de animo.

Fenômeno muito atual são: a crescente imaturidade, a fragilidade diante das dificuldades e as variações de humor por não se saber lidar com as renuncias.

Para os educadores vale a pena a formulação do diagnóstico preventivo desta doença da vontade que evolui progressivamente, com as doses de condescendência, facilidade, moleza de caráter, consumo fácil, entre outros.

Oportuno considerar a abordagem da educação da liberdade de forma permanente, na medida em que, a liberdade é conquistada por meio de escolhas virtuosas e por vezes requerem a renuncia do mais agradável.

 

Paulo Sertek

Doutor em Educação pela UFPR, Mestre em Tecnologia e desenvolvimento pela UTFPR, Engenheiro Mecânico pela Escola de Engenharia Maua (SP).

Diplomado pelo ISE-IESE no Program for Management Development.

Professor do Centro Universitário da Grande Fortaleza – UNIGRANDE

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http://www.intersaberes.com/item-catalogo/responsabilidade-social-e-competencia-interpessoal/

 

Autor: Paulo Sertek Dr
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Educação e o reino das sensações

Por paulosertek em Cultura, Desenvolvimento Pessoal, Educação, virtude

01 de junho de 2019

A cultura genuína provê o ser humano dos conhecimentos e dos valores existenciais que permitem uma forma de viver que ultrapasse o reino das sensações. Ortega y Gasset compara a cultura a um instrumento de sobrevivência no meio da correnteza que são as sensações e solicitações das realidades mutáveis. Associa a uma prancha que permite flutuar e navegar sobre a fugacidade do reino das sensações e dá a possibilidade de viver humanamente.

Verifica-se quase sempre que a pressão do consumismo impele a uma vida humana imersa no reino das sensações imediatas, porém, o característico do homem é o definir-se como ser racional, portanto dotado de liberdade. Seria sinal de liberdade deixar-se levar pela correnteza das sensações, mas isto não significa que seja verdadeira liberdade, pois, se a correnteza levasse para a morte, esta escolha não seria verdadeiramente livre.

Os mecanismos da sociedade de consumo adestram contingentes enormes de indivíduos ao comportamento de atração-impulso-consumo, mais ou menos consciente e a produção de pessoas que se transformam em máquinas-de-desejo.

A habituação a ter ao alcance da mão absolutamente tudo o que se deseja gera pessoas descontentes de tudo e insaciáveis, especialmente, entre o segmento da população mais desafogado financeiramente, e de forma mais envolvente as crianças, adolescentes e jovens. As privações e contrariedades desestruturam o seu estado de animo.

Fenômeno muito atual são: a crescente imaturidade, a fragilidade diante das dificuldades e as variações de humor por não se saber lidar com as renuncias.

Para os educadores vale a pena a formulação do diagnóstico preventivo desta doença da vontade que evolui progressivamente, com as doses de condescendência, facilidade, moleza de caráter, consumo fácil, entre outros.

Oportuno considerar a abordagem da educação da liberdade de forma permanente, na medida em que, a liberdade é conquistada por meio de escolhas virtuosas e por vezes requerem a renuncia do mais agradável.

 

Paulo Sertek

Doutor em Educação pela UFPR, Mestre em Tecnologia e desenvolvimento pela UTFPR, Engenheiro Mecânico pela Escola de Engenharia Maua (SP).

Diplomado pelo ISE-IESE no Program for Management Development.

Professor do Centro Universitário da Grande Fortaleza – UNIGRANDE

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Autor: Paulo Sertek Dr
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