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Blog Paulo Sertek

por Paulo Sertek

Educação

Cultura das mudanças e da imagem

Por paulosertek em Comportamento, Cultura, Educação, virtude

19 de Janeiro de 2020

Jorge Lacerda: Uma luminosa mensagem de cultura. Autor: Paulo Sertek. Ano: 2015 São Paulo. Editora: Cultor de Livros

A cultura pode-se entender como o substrato das características de um grupo organizado, ou de um povo, que influencia o comportamento coletivo, e os traços característicos da sua mentalidade, em certa medida, podem influenciar as inclinações mais correntes no modo de apreciar o mundo.

A visão de mundo que têm pessoas do meio rural, ou do meio urbano transformado pela tecnologia afeta o modo de ser e de comportar-se. Na atualidade identificam-se uns traços comuns às diversas sociedades e podem-se descobrir tendências metaculturais comuns aos diversos povos que ultrapassam as fronteiras dos países mais diversos.

Duas condições da cultura atual, entre outras, que afetam radicalmente o ser-homem desde o nascimento são: a convivência radical com a mutabilidade do instrumental para se viver em sociedade e a cultura da imagem. Os meios para sociabilizar-se e inserir-se na vida social intensificam-se com a necessidade de adaptabilidade à mudança dos modos de aprender a lidar com bens extremamente mutáveis e tecnologias diversas.

Continua presente a necessidade de responder sobre o que é o permanente e o mutável na educação das novas gerações, pois esta é que prepara o ser humano para a vida. Esta questão era respondida com maior facilidade quando as mudanças ocorriam em intervalos mais longos e em certos casos séculos. A preocupação pela adaptabilidade à mudança não se fazia notar, porém hoje se necessitam respostas melhores para as condições atuais de intensidade e velocidade de mudanças.

A sociedade atual está imersa em uma cultura da imagem que repercute no modo fugaz de adquirir e usar as informações e conhecimentos, debilitando a aquisição dos bens da alma humana, dos valores éticos, pois têm vigência permanente devido à condição transcendente do ser humano.

Educadores têm o desafio para dar resposta à cultura da mutabilidade e da imagem que gera com mais frequência comportamentos superficiais e passageiros influenciando a diminuição da capacidade de pensar com profundidade.

 

Paulo Sertek

Doutor em Educação pela UFPR, Mestre em Tecnologia e Desenvolvimento pela UTFPR, Engenheiro Mecânico pela Escola de Engenharia Maua (SP).

Diplomado pelo ISE-IESE no Program for Management Development.

Leia livro do autor: Jorge Lacerda: uma luminosa mensagem de cultura, disponível aqui: https://goo.gl/DpKN4b

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Educação na liberdade com responsabilidade

Por paulosertek em Cultura, Educação, Jorge Lacerda, virtude

19 de Janeiro de 2020

Jorge Lacerda: Uma luminosa mensagem de cultura. Autor: Paulo Sertek. Ano: 2015 São Paulo. Editora: Cultor de Livros

Os valores humanos são a questão chave para a boa convivência humana e estimular a prática dos ideais elevados é o melhor legado que se pode oferecer aos que serão os protagonistas do desenvolvimento desta década. Esta aspiração implica na preparação de educadores para os desafios de uma sociedade digital, competitiva, e de apelos consumistas como a atual.

As constantes mudanças tecnológicas e culturais exigem resposta à questão sobre o que é o permanente e o mutável na educação. A educação na liberdade tornou-se o paradigma da educação atual em que pais e educadores usam e abusam desse conceito, achando que assim mantêm os jovens longe de problemas.

A educação, na verdade, é a arte de conduzir adolescentes e jovens a um padrão de excelência, e este é o conceito que precisa ser resgatado. O jovem não é mais livre quando faz o que quer dentro de determinadas fronteiras. O jovem exercita melhor a sua liberdade quando escolhe dar o melhor de si, quando aspira à excelência humana, o que requer responsabilidade.

Contando com educadores cada vez mais conscientes da sua missão não somente informativa, mas também da promoção dos valores humanos haverá estímulo para a educação das virtudes humanas como eixo da transformação deste século.

As virtudes põem o homem no centro do processo de desenvolvimento e protagonizam o progresso científico e tecnológico orientado por valores éticos. Conhecedores dos efeitos, por vezes negativos, de uma mídia pouco preocupada com a educação, os pais e educadores podem e devem atuar para uma tomada de posição para elevar o nível moral e cultural, redobrando esforços na conscientização de que, os saberes e as técnicas, não bastam para construir a coesão social. O sentido moral, a adesão aos valores compartilhados e as qualidades do coração são tão necessários como a razão para refazer, sem cessar, geração após geração, uma sociedade solidária e fraterna. O futuro da sociedade será o resultado do tipo de educação que se está implantando na atualidade.

Paulo Sertek

Doutor em Educação pela UFPR, Mestre em Tecnologia e Desenvolvimento pela UTFPR, Engenheiro Mecânico pela Escola de Engenharia Maua (SP).

Diplomado pelo ISE-IESE no Program for Management Development.

 

Leia livro do autor: Jorge Lacerda: uma luminosa mensagem de cultura, disponível aqui: https://goo.gl/DpKN4b

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Órfãos digitais

FAMÍLIAS DIGITAIS

Na atualidade identificam-se três tipos de mentalidades em relação às novas tecnologias: a dos “nativos digitais”, nascidos depois de 1995, outra a dos nascidos antes de 1995: considerados “imigrantes digitais”, que vivem no mundo da tecnologia e procuram se adaptar às mudanças frequentes. Diferenciam-se dos nativos digitais, pela dificuldade de adaptação às novas tecnologias. Situação diferente é daqueles de 65 anos para cima considerados como “analfabetos digitais”, que se resistem ao emprego das tecnologias.

Não importa a categoria em que são classificados, porquanto, pode haver pais, ou educadores desnaturados, em todas estas classes, que, por ficarem alheios aos efeitos das mídias digitais no comportamento de crianças, adolescentes e jovens deixam os seus filhos na condição de “órfãos digitais”. Crianças ficam sem pai e nem mãe para sobreviverem imersos no mar da cultura digital e ficam privados das ajudas sobre como enfrentar os perigos da manipulação. Padecem certos adultos da falta de consciência e da responsabilidade pelos efeitos negativos do uso intemperante das mídias digitais entre crianças e jovens.

Pesa sobre a consciência dos responsáveis pela educação das crianças algumas omissões culposas que, resultam em: 1-distúrbios do sono: pela invasão dos celulares nos quartos das crianças e jovens prejudicando o necessário descanso; 2- obesidade: pois está comprovado o excesso de peso adquirido por crianças e jovens que ficam mais que 2 horas diárias na frente da TV; 3- acomodamento mental: devido à alta exposição à TV; 4-transtorno do jogo: causado pela adição aos jogos e 5- insociabilidade: pelo emprego precoce de vídeos e softwares como meios educativos prejudicando a sociabilidade das crianças e o experimento do real.

É necessário atuar positivamente para buscar o potencial educativo das mídias digitais, porém não se podem deixar as crianças como “órfãs digitais”, por causa do desconhecimento dos limites e dos cuidados requeridos para o uso das tecnologias.

Paulo Sertek  

Doutor em Educação pela UFPR, Mestre em Tecnologia e Desenvolvimento pela UTFPR, Engenheiro Mecânico pela Escola de Engenharia Maua (SP).

Diplomado pelo ISE-IESE no Program for Management Development.

Professor do Centro Universitário da Grande Fortaleza – UNIGRANDE

Assista ao vídeo sobre as Famílias Digitais do autor no seguinte endereço:

https://www.youtube.com/watch?v=uY6KLeB3oRI

 

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O ponto de inflexão no estudo

Por paulosertek em Educação, Estudo, virtude

06 de junho de 2019

CAMINHO
EDITORA QUADRANTE
AUTOR: JOSEMARIA ESCRIVÁ

Presenciei há pouco tempo um relato que, a princípio, dali não se deduziria nada especialmente científico, porém extremamente útil para os processos educativos espontâneos, que por vezes, provocam transformações essenciais na vida das pessoas.

Certo estudante relatava como foi seu ponto de inflexão no estudo: conta que era mais dado às festas, gostava de brincar, tocar o violão e sanfona, desde pequeno ganhou a facilidade de reunir pessoas e alegrar os ambientes, no entanto nada do que encontrava na escola lhe dava suficiente atração para desenvolver conhecimentos. Dizia que era um aluno medíocre e estando na situação de pré-vestibular se via sem forças. Tinha reprovado várias vezes e sempre passava de ano de forma arrastada. O seu interlocutor perguntou: e como foi a mudança? Pois é! Tomei consciência da situação do quanto precisava estudar ao ver como estava muito despreparado para poder entrar numa faculdade pública.

Estava um dia estudando na biblioteca do meu colégio e um amigo me disse: cara tu tem é que mudar! Olha você precisa ler este livro aqui: Caminho. Continua o relato: peguei o livro de forma cética e como quem não quer nada abri o livro sem mais, talvez porque já estava mais usado num capítulo, caiu no seguinte título “Estudo”! Opa! O que é isto? A curiosidade me fez ver os pontos de reflexão: um deles dizia algo assim: “Oras, mortificas-te, trabalhas em mil coisas de apostolado…, mas não estudas. – Então, não serves, se não mudas. Outro ponto falava algo do mesmo estilo: “e não estudas… Não me digas que és bom; és apenas bonzinho. Foi uma sacudida e tanto!

A partir desta inspiração caiu a “ficha”, foi como se tivesse dado um impulso como nunca para correr atrás de um grande passivo. Valeu a pena o estimulo de um amigo, valeu a pena uma leitura oportuna.

Serve de exemplo este caso, pois mostra a necessidade de refletir sobre as diversas situações da vida e tirar a partir de algum conselho de sabedoria um propósito prático de mudança.

Verifique o capítulo “Estudo” de Caminho em Escrivá Works aqui.

http://www.escrivaworks.org.br/book/caminho-capitulo-15.htm

Paulo Sertek

Doutor em Educação pela UFPR, Mestre em Tecnologia e desenvolvimento pela UTFPR, Engenheiro Mecânico pela Escola de Engenharia Maua (SP).

Diplomado pelo ISE-IESE no Program for Management Development.

Professor do Centro Universitário da Grande Fortaleza – UNIGRANDE

Confira o livro do autor

Autor: Paulo Sertek Dr
Editora Intersaberes

Editora Intersaberes

Responsabilidade Social e Competência Interpessoal

Responsabilidade social e competência interpessoal

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Educação e o reino das sensações

Por paulosertek em Cultura, Desenvolvimento Pessoal, Educação, virtude

01 de junho de 2019

A cultura genuína provê o ser humano dos conhecimentos e dos valores existenciais que permitem uma forma de viver que ultrapasse o reino das sensações. Ortega y Gasset compara a cultura a um instrumento de sobrevivência no meio da correnteza que são as sensações e solicitações das realidades mutáveis. Associa a uma prancha que permite flutuar e navegar sobre a fugacidade do reino das sensações e dá a possibilidade de viver humanamente.

Verifica-se quase sempre que a pressão do consumismo impele a uma vida humana imersa no reino das sensações imediatas, porém, o característico do homem é o definir-se como ser racional, portanto dotado de liberdade. Seria sinal de liberdade deixar-se levar pela correnteza das sensações, mas isto não significa que seja verdadeira liberdade, pois, se a correnteza levasse para a morte, esta escolha não seria verdadeiramente livre.

Os mecanismos da sociedade de consumo adestram contingentes enormes de indivíduos ao comportamento de atração-impulso-consumo, mais ou menos consciente e a produção de pessoas que se transformam em máquinas-de-desejo.

A habituação a ter ao alcance da mão absolutamente tudo o que se deseja gera pessoas descontentes de tudo e insaciáveis, especialmente, entre o segmento da população mais desafogado financeiramente, e de forma mais envolvente as crianças, adolescentes e jovens. As privações e contrariedades desestruturam o seu estado de animo.

Fenômeno muito atual são: a crescente imaturidade, a fragilidade diante das dificuldades e as variações de humor por não se saber lidar com as renuncias.

Para os educadores vale a pena a formulação do diagnóstico preventivo desta doença da vontade que evolui progressivamente, com as doses de condescendência, facilidade, moleza de caráter, consumo fácil, entre outros.

Oportuno considerar a abordagem da educação da liberdade de forma permanente, na medida em que, a liberdade é conquistada por meio de escolhas virtuosas e por vezes requerem a renuncia do mais agradável.

 

Paulo Sertek

Doutor em Educação pela UFPR, Mestre em Tecnologia e desenvolvimento pela UTFPR, Engenheiro Mecânico pela Escola de Engenharia Maua (SP).

Diplomado pelo ISE-IESE no Program for Management Development.

Professor do Centro Universitário da Grande Fortaleza – UNIGRANDE

Confira o livro do autor

Editora Intersaberes

Responsabilidade Social e Competência Interpessoal

http://www.intersaberes.com/item-catalogo/responsabilidade-social-e-competencia-interpessoal/

 

Autor: Paulo Sertek Dr
Editora Intersaberes

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Trabalho bem feito gerador de capital humano-social

A excelência profissional é atraente para as pessoas dotadas de sensibilidade e honradez. Pode ser que não seja compartilhada por todos, ou por muitos, porém o que se verifica é a qualidade da pessoa em função do cuidado das obras que executa. Enfim, do amor que se põe naquilo que se faz. O poeta Fernando Pessoa conta em um de seus poemas a sua experiência de que: “o meu dever me fêz”!

Emprestando as palavras do poeta Antonio Machado encontra-se o matiz da questão: Despacito y buena letra, que el hacer las cosas bien, importa más que el hacerlas”. Esta reflexão leva à necessidade de buscar o êxito da ação, porém sem descuidar do amor com que se faz. Este amor pode ter variações consideráveis. Ainda que se pudesse descrever que o motor de muitíssimas obras se dá em função do benefício financeiro, há inumeráveis comportamentos que ultrapassam a condição de benefício econômico, ganho de prestígio, autossatisfação, entre outros.

Há um tipo de conduta que estimula e aprimora a vida familiar e comunitária, que é o amor de amizade, que se diferencia do amor de concupiscência. O amor de doação, desinteressado representa o diferencial-chave do ser humano. O que o torna humano é o amor e não a violência, o ódio, a esperteza em levar a melhor.

O trabalho realizado por motivos de serviço, bem feito, bem acabado, feito por amor provoca transformações tangíveis e intangíveis. Tangíveis na medida em que a atividade realizada atinge graus de identificação com as necessidades humanas que encantam todo aquele que recebe um serviço que excede as suas expectativas. Nos aspectos intangíveis, ou não imediatos, melhoram o caráter daqueles que se esforçam por ver a oportunidade de servir mais e melhor os outros. Sim aqui Fernando Pessoa nos diz que “o meu dever me fêz”! Aparece neste pensamento a aquisição da arete grega, ou virtus no latim. Trata-se da aquisição dos bons hábitos através do aprendizado com a obra bem feita e elemento aglutinador de pessoas e gerador de capital humano-social.

 

Paulo Sertek

Doutor em Educação pela UFPR, Mestre em Tecnologia pela UTFPR e desenvolvimento, Engenheiro Mecânico pela Escola de Engenharia Maua (SP).

Diplomado pelo ISE-IESE no Program for Management Development.

Professor do Centro Universitário da Grande Fortaleza – UNIGRANDE

Confira o livro do autor

Autor: Paulo Sertek Dr
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Responsabilidade Social e Competência Interpessoal

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Enfrentando a Turbo Década

Jorge Lacerda ex-gov SC na sua luta pela qualidade de vida e meio ambiente. 

Clique aqui para obter download do livro digital: Jorge Lacerda: uma luminosa mensagem de cultura

No período dos 25 aos 35 anos de idade ocorrem muitas transformações na vida dos jovens e isto está se intensificando cada vez mais em virtude do ambiente de intensas mudanças na sociedade. A experiência do desconforto na procura de emprego e a experiência acumulada do adiamento da inserção profissional têm gerado fantasmas e apreensões.

Por vezes a formação acadêmica se estende além do curso de graduação, alguns fazem a pós-graduação e, em torno dos 25 anos, inicia o período em que se precipitam inúmeras decisões que requerem muita atenção para não ser afogado no turbilhão de definições do projeto de vida.

O primeiro emprego, o desejo de iniciar o próprio negócio, a vontade de tornar mais estável o relacionamento afetivo com o casamento e, tudo passa como num filme em alta velocidade. Aflige a todos a busca dos recursos para ter o apartamento, e, pouco depois vêm os filhos…

O progresso profissional exige tempo e dedicação, por outro lado cuidar da família também exige tempo e atenção aos pormenores. Estes dois ciclos, um do êxito profissional, e outro do êxito familiar, testam os limites das forças do ser humano.

Para harmonizar o cuidado da saúde, o descanso, o ócio produtivo, é necessário ter um projeto profissional que não esteja simplesmente atrelado ao que Viktor Frankl denominava como binômio sucesso-fracasso, mas antes guiar-se pelo binômio realização-sentido de existência. A Turbo Década proporciona desafios e oportunidades.

Como enfrentar estes desafios? Lembra-se daquela história que nos contavam nos cursos de administração de empresas? A experiência de preencher uma jarra de agua vazia, com os seixos de pedra, depois pedrisco, a seguir areia fina e depois agua e, com ordem coube tudo na jarra contra todas as previsões! Qual seria a conclusão? Administrar bem o tempo? É um caminho. Porém, se não se puser as coisas mais importantes em primeiro lugar, como são os valores éticos, a família, as amizades, reina a confusão. Recomendo a leitura do livro indicado abaixo.

Paulo Sertek

Doutor em Educação pela UFPR, Mestre em Tecnologia pela UTFPR e desenvolvimento, Engenheiro Mecânico pela Escola de Engenharia Maua (SP), Formado pelo ISE-IESE Program for Management Development., Professor do Centro Universitário da Grande Fortaleza – UNIGRANDE

Confira o livro do autor: Editora Intersaberes:

Responsabilidade Social e Competência Interpessoal

http://www.intersaberes.com/item-catalogo/responsabilidade-social-e-competencia-interpessoal/

 

Autor: Paulo Sertek Dr
Editora Intersaberes

 

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Por que cortar as pesquisas em ciências humanas?

Por paulosertek em Educação, pesquisa, Política, universidade

30 de Abril de 2019

Um pequeno leme tem a propriedade de, sendo habilidosamente manejado, dar o rumo certo a um navio de grande calado. Esta propriedade é a da capacidade de direção. Um político, um educador, um empresário etc. somente adquire excelência humana e profissional ao tomar decisões e assumir compromissos de acordo com os valores morais. A ética é a ciência da moral, uma das disciplinas-chave da orientação da vida individual e dos relacionamentos interpessoais.

Quando nos referimos às ciências humanas englobamos as ciências da educação, as ciências sociais, a literatura, a história, a filosofia, entre outras. Chama à atenção a mentalidade primária de determinados comandantes que avaliam a pesquisa em ciências humanas como sendo puramente acessória e passível de cortes de verbas porque, talvez nestas mentes limitadas, somente a tecnologia traz rendimentos sociais e aumente a produtividade.

Padecem tais autoridades de um reducionismo sobre o tipo de bens que valem mais e sobre as suas prioridades na vida social. Alinho radicalmente ao pensamento de Jorge Lacerda ex-gov SC quando nos ensina que: “Os nossos compromissos com a nação não se insulam apenas nos aspectos eventuais de seus interesses imediatos. Transcendem, é natural, dessa órbita limitada, pois se fundem com as finalidades superiores da cultura. As nações sobrevivem na história, não pelos seus efêmeros empreendimentos materiais, mas, sobretudo pela marca inapagável que sua cultura deixa na face do tempo”.

Juscelino Kubitschek e Jorge Lacerda em Brasília 1958

Ainda que a ideologia marxista embase os pressupostos antropológicos de um numero razoável de pesquisadores, mais necessário é o avanço científico mostrando os resultados negativos de tais doutrinas no seio da sociedade. Não se justifica a tomada de decisão de cortar verbas para a pesquisa em ciências humanas, pois o raciocínio coerente é o de se estimular a boa pesquisa, aquela que tem compromisso com a ciência e a verdade.

A pesquisa sobre o existir humano é decisiva para a formação de uma sociedade sábia.

Paulo Sertek é doutor em educação e autor do livro Jorge Lacerda: uma luminosa mensagem de cultura, disponível para download:  https://goo.gl/DpKN4b

 

Jorge Lacerda: uma luminosa mensagem de cultura
Autor: Paulo Sertek
Ed.: Cultor de Livros
São Paulo, 2015

Email: psertek@gmail.com

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Virtude: o melhor capital humano-intelectual

Modernidade líquida é o termo cunhado pelo filósofo Zygmunt Bauman que ainda nos traz luz para os processos educativos da atualidade.

Domina a pedagogia que prioriza os sentimentos, não à luz do desenvolvimento das virtudes, porém ao estímulo dos comportamentos caprichosos, gerando personalidades mais vulneráveis ao fracasso, à dor e à contrariedade. Pouco se aprende sobre constância e perseverança, e a disciplina praticamente inexiste no léxico pedagógico.
Os programas nos diversos níveis de escolaridade são fundamentados em uma enorme quantidade de teorias, entretanto padecem de uma síndrome: o medo de falar da virtude. Isto é da educação dos sentimentos por meio do fortalecimento da vontade.

Verifica-se que os estudantes desconhecem o que são as virtudes e falta promover a questão do crescimento da força de vontade.

Na literatura e prática educativa destaca-se a condição-chave da educação sócio emocional, mas carece da educação dos limites que significa educar a vontade debilitada entre muitas crianças e jovens.

Entre outras causas da deliquescência educativa, do estado alérgico à disciplina e à ascese moral estão a filosofia do comportamento moral e antropologia que pretendem adequar os processos educativos aos impulsos espontâneos da geração de gostos e interesses. Talvez seja necessário recordar que o fator motivacional-chave do crescimento na competência pessoal está no desenvolvimento do amor ao conhecimento e à conduta virtuosa. Estas conquistas se fazem por meio dos hábitos estáveis que geram as virtudes. A aquisição da virtude por parte dos estudantes é o melhor “capital humano-intelectual” gerador de uma sociedade empreendedora e inovadora.

Recomendo visitar os estudos de mestrado e doutorado em que foi possível identificar a correlação entre a prática das virtudes e os resultados acadêmicos e crescimento profissional.

Confira uma abordagem deste tipo para o âmbito educativo e profissional no livro do autor do artigo: Responsabilidade Social e Competência Interpessoal.

Paulo Sertek
Doutor em Educação pela UFPR, Mestre em Tecnologia e desenvolvimento pela UTFPR , Engenheiro Mecânico pela Escola de Engenharia Maua (SP).
Formado pelo ISE-IESE Program for Management Development.
Professor do Centro Universitário da Grande Fortaleza – UNIGRANDE

Confira o livro do autorEditora IntersaberesResponsabilidade Social e Competência Interpessoal

Responsabilidade social e competência interpessoal

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Doar e dar o melhor de si

Pitirim Sorokin, destacado sociólogo russo, foi preso e condenado ao fuzilamento por oposição à Revolução Russa de 1917. Depois de estar seis semanas na iminência de fuzilamento foi poupado, porém foi definitivamente expulso da Rússia em 1922. Defendia que historicamente “a cooperação é um fenômeno mais universal que o antagonismo”, porquanto os frutos da cooperação eram condizentes com a índole social humana. Este sociólogo define a solidariedade como sendo o fato ou qualidade de estar unido ou ligado ao outro em uma comunidade de interesses e responsabilidades ou obrigações. Seu pensamento formula a solidariedade como uma propriedade da pessoa humana e que os homens são sociáveis porque são solidários e não ao contrário. A solidariedade é nesta perspectiva uma tendência fundamental que resulta na soma de esforços para atingir metas valiosas e comuns a todos em um mesmo grupo.

Pitirim A. Sorokin


Conclui que o homem é um “ser-mediante–o-outro”, “um ser-com-o-outro” e um “ser-para-o-outro” e como decorrência o “doar-e-dar-o-melhor-de-si” é uma necessidade intrínseca do ser humano para sua realização e consequente felicidade.

O entorno próximo reclama o dar-o-melhor-de-si para atividades que contribuam: para a promoção da dignidade humana, para a participação nos bens da cultura, para o acesso à educação de qualidade e para os instrumentos sociais que estimulem a prática das virtudes.

Entre as iniciativas de caráter performativo, aquelas que não ficam apenas nos aspectos cognitivos, mas se preocupam com o desenvolvimento humano, encontra-se uma instituição que nasceu em Fortaleza, a ANECE- Associação Nordestina de Ensino Cultura e Esporte (www.anece.org.br). Visa “a formação ética e a excelência humana” como “pilares para o alcance de uma nova cultura e uma educação mais digna, que respeite e desenvolva as competências e aptidões do homem”.

Sugiro o conhecimento dos propósitos desta instituição e o apoio financeiro na aba “donativos”, pois estão empenhados na expansão das atividades em Fortaleza.

Consulte o site da ANECEwww.anece.org.br

Paulo Sertek é doutor em educação e autor do livro Jorge Lacerda: uma luminosa mensagem de cultura, disponível para download: https://goo.gl/DpKN4b
Email: psertek@gmail.com

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Doar e dar o melhor de si

Pitirim Sorokin, destacado sociólogo russo, foi preso e condenado ao fuzilamento por oposição à Revolução Russa de 1917. Depois de estar seis semanas na iminência de fuzilamento foi poupado, porém foi definitivamente expulso da Rússia em 1922. Defendia que historicamente “a cooperação é um fenômeno mais universal que o antagonismo”, porquanto os frutos da cooperação eram condizentes com a índole social humana. Este sociólogo define a solidariedade como sendo o fato ou qualidade de estar unido ou ligado ao outro em uma comunidade de interesses e responsabilidades ou obrigações. Seu pensamento formula a solidariedade como uma propriedade da pessoa humana e que os homens são sociáveis porque são solidários e não ao contrário. A solidariedade é nesta perspectiva uma tendência fundamental que resulta na soma de esforços para atingir metas valiosas e comuns a todos em um mesmo grupo.

Pitirim A. Sorokin


Conclui que o homem é um “ser-mediante–o-outro”, “um ser-com-o-outro” e um “ser-para-o-outro” e como decorrência o “doar-e-dar-o-melhor-de-si” é uma necessidade intrínseca do ser humano para sua realização e consequente felicidade.

O entorno próximo reclama o dar-o-melhor-de-si para atividades que contribuam: para a promoção da dignidade humana, para a participação nos bens da cultura, para o acesso à educação de qualidade e para os instrumentos sociais que estimulem a prática das virtudes.

Entre as iniciativas de caráter performativo, aquelas que não ficam apenas nos aspectos cognitivos, mas se preocupam com o desenvolvimento humano, encontra-se uma instituição que nasceu em Fortaleza, a ANECE- Associação Nordestina de Ensino Cultura e Esporte (www.anece.org.br). Visa “a formação ética e a excelência humana” como “pilares para o alcance de uma nova cultura e uma educação mais digna, que respeite e desenvolva as competências e aptidões do homem”.

Sugiro o conhecimento dos propósitos desta instituição e o apoio financeiro na aba “donativos”, pois estão empenhados na expansão das atividades em Fortaleza.

Consulte o site da ANECEwww.anece.org.br

Paulo Sertek é doutor em educação e autor do livro Jorge Lacerda: uma luminosa mensagem de cultura, disponível para download: https://goo.gl/DpKN4b
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