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Blog Paulo Sertek

por Paulo Sertek

Ética na política

Jorge Lacerda: o itinerário de um líder

Visa conhecer trajetória de desenvolvimento de liderança do médico, advogado, jornalista e político como deputado federal em duas legislaturas e governador de Santa Catarina.

Tema destaca o papel educativo das narrativas de vida no desenvolvimento das qualidades humanas.

DOWNLOAD GRATUITO
ESTUDO SOBRE JORGE LACERDA EX-GOVERNADOR DE SC
JORGE LACERDA: UMA LUMINOSA MENSAGEM DE CULTURA
https://goo.gl/DpKN4b

 

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Violência na base da pirâmide

A violência, antes de aparecer nas primeiras páginas dos jornais, nos noticiários e nas redes sociais é o sinal externo de que a sociedade está há muito tempo doente, e acostumou-se com os comportamentos injustos, que ocorrem na vida familiar, na vida do trabalho, no transito, isto é, nas situações mais comuns do dia a dia. O descuido da qualidade moral nas pequenas ações acaba tendo efeitos cada vez maiores no ambiente coletivo.

O experimento das “janelas quebradas” comprovou que: para passar do descuido em pequenas coisas para o colapso social, basta a incúria prolongada e a falta de diligência em tomar as ações que visam manter as coisas bem arrumadas e limpas.

Frank Bird pesquisador da área de saúde e segurança no trabalho já havia observado a correlação entre, o volume de pequenos descuidos em hábitos de disciplina, de atenção, de limpeza, de organização e do uso de protetores, e a ocorrência de acidentes de trabalho com dano grave.

A pirâmide de Frank Bird, como ficou conhecida, indica que para 600 incidentes corriqueiros, que poderiam ser qualificados como “sem maior importância”, levam a 30 ocorrências de danos materiais, a 10 danos físicos leves, e acabam chegando a pelo menos um evento de dano físico sério ou acidente fatal.

Mesmo com as limitações das analogias: a do experimento “Broken Windows” e a da constatação de Frank Bird, a ideia de fundo é que, a fatalidade, é a ponta do iceberg e origina-se no descuido da educação familiar.

Apontando apenas para os meios preventivos, sabe-se que a violência miúda começa bem cedo e no âmbito da família. Um bom ponto de partida está no cuidado de políticas públicas voltadas ao bem estar familiar, à moradia digna e a eliminação da miséria.  Porém, ainda que estas ações preventivas exijam mudanças estruturais na economia, na educação, nos serviços públicos há ações que são decisivas, pois, mesmo com poucos recursos, atuar na base da pirâmide, no seio das famílias, por meio da educação das virtudes assegura a paz social.

Paulo Sertek

Doutor em Educação pela UFPR, Mestre em Tecnologia e Desenvolvimento pela UTFPR, Engenheiro Mecânico pela Escola de Engenharia Maua (SP).

Diplomado pelo ISE-IESE no Program for Management Development.

Professor do Centro Universitário da Grande Fortaleza – UNIGRANDE

Consulte o livro do autor:

Autor: Paulo Sertek Dr
Editora Intersaberes

Responsabilidade Social e Competência Interpessoal

http://www.intersaberes.com/item-catalogo/responsabilidade-social-e-competencia-interpessoal/

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Prudência e o bom governante

Por paulosertek em Comportamento, Ética na política, Liderança, Política, virtude

09 de agosto de 2019

Com a inteligência esclarecida, o conselho oportuno, e sendo pessoa de juízo, poupa-se muita dor de cabeça. Vale como referência a máxima do carpinteiro: “é necessário medir duas vezes e serrar somente uma”. É decisiva a ponderação para tomar a boa decisão, pois, a experiência circunstanciada na aprendizagem vivencial favorece a qualidade que os antigos gregos denominavam de sofrosine que se traduz por prudência, ou sabedoria.

Tomás de Aquino ensina na Suma Teológica que a prudentia se compõe fundamentalmente de três atos-chave: conhecer a realidade, julgar sobre a forma mais conveniente de agir e realizar efetivamente o que se decide.

A fase do conhecimento é a deliberação amadurecida: uma avaliação das situações da forma o mais objetiva possível. Para o juízo sobre a conveniência de uma determinada atuação é imprescindível ter critérios de referência, que dão apoio a juízos mais seguros sobre as possíveis decisões, como por exemplo: o critério-chave da defesa da vida, ou o que rege a segurança das construções, de que: o critério econômico não pode colocar em risco a idoneidade de uma construção prejudicando a segurança humana.

Os médicos seguem o critério do “primum non nocere”, primeiro não prejudicar, que se deve aplicar com mais força nas decisões de governo.

Para um determinado tipo de problema e suas circunstâncias, a pessoa prudente é a que ganha experiência nas pequenas ações diárias, aplicando os critérios mais adequados, e aprendendo no pequeno, obterá uma melhor capacidade de governo em situações conflitivas.

A prudência é uma virtude que se adquire por meio da serenidade e se distancia do governo guiado pela irreflexão.

Não haveria boa decisão se, depois de deliberar e julgar com critério adequado, a pessoa atuasse por influência do medo, da preguiça, da ira, e de outros vícios. Decidir-se bem requer a prática das quatro virtudes morais: prudência, justiça, fortaleza e temperança ou autodomínio. Não basta que alguém tenha boas intenções para ser um bom governante. 

Paulo Sertek

Doutor em Educação pela UFPR, Mestre em Tecnologia e Desenvolvimento pela UTFPR, Engenheiro Mecânico pela

Escola de Engenharia Maua (SP).

Diplomado pelo ISE-IESE no Program for Management Development.

Professor do Centro Universitário da Grande Fortaleza – UNIGRANDE

Sobre a virtude da prudência consulte o livro do autor:

Autor: Paulo Sertek Dr
Editora Intersaberes

Responsabilidade Social e Competência Interpessoal

http://www.intersaberes.com/item-catalogo/responsabilidade-social-e-competencia-interpessoal/

 

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Escravidão da mentira

Por paulosertek em Ética na política, fake news, Política, virtude

14 de julho de 2019

Toda vez que se afirma algo dentro de um contexto de seriedade, o que se espera do conteúdo da informação, é que esteja de acordo com a verdade e não subordinada a fins utilitários.

Neste sentido há necessidade da coerência entre o que se comunica e os fatos. Qualidade informativa requer o esclarecimento dos assuntos para não se enganar e não ser causa do engano dos outros por imprudência, negligência, superficialidade e dolo.

O relativismo moral quase generalizado acaba influenciando, na falta de critérios objetivos para a veracidade informativa, recorrer como critério de valoração definitivo, entre outros, o politicamente correto, o levar vantagem, o não causar desgosto, e, por vezes, passar para outro nível de justificativas, tais como: é que todo mundo faz, se eu não tirar vantagem outro vai tirar, e assim se podem levar estes comportamentos a extremos insuspeitáveis de injustiça e de improbidade.

Verifica-se que a mentira nada mais é que produzir o engano do outro com a intenção de ludibriar. O autor da mentira pretende passar um conteúdo para frente por meio de uma verdade aparente, ou de verdades que encobrem as mentiras. O mentiroso, precisa do disfarce da verdade para enganar os de boa fé.

A reiteração de condutas falsas gera o caráter vicioso. Aparentemente com este tipo de comportamento as coisas andam bem, porém não se consegue manter uma trajetória digna. Boa parte do tempo tenta-se o equilíbrio entre as meias verdades e as verdades aparentes. Esta atuação, leva à ruptura da personalidade que se pode manifestar na dupla vida. Confirma-se o adágio que diz: “quem não age como pensa acaba pensando como age”, pois somente a submissão à verdade é o que se contrapõe à escravidão da mentira.

A verdade é o fundamento de toda sociedade justa e no momento em que as mentiras, as fake-news, tomam conta das fontes de informação já não se pode dizer que haja liberdade, porquanto esta se apoia na investigação responsável e criteriosa dos fatos e na informação fidedigna.

 

Paulo Sertek

Doutor em Educação pela UFPR, Mestre em Tecnologia e Desenvolvimento pela UTFPR, Engenheiro Mecânico pela Escola de Engenharia Maua (SP).

Diplomado pelo ISE-IESE no Program for Management Development.

Professor do Centro Universitário da Grande Fortaleza – UNIGRANDE

Confira o livro do autor aqui:

Jorge Lacerda: uma luminosa mensagem de cultura, disponível para download:  https://goo.gl/DpKN4b

Jorge Lacerda: Uma luminosa mensagem de cultura. Autor: Paulo Sertek. Ano: 2015 São Paulo. Editora: Cultor de Livros

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Sem negociar a ética

O empreendedor-servidor é o que se entrega a iniciativas de valor social e se afasta da busca de um resultado da virtude que morre em si próprio. Líder-magnânimo pauta o seu comportamento pela excelência e excede-se no cumprimento dos deveres.

Magnanimidade, como ensina Aristóteles, é o ornamento das virtudes, e reluz como a qualidade dos que têm alma grande e desejo de fazer o bem a serviço de causas nobres e que repelem instintivamente o simplesmente fazer, rejeitam a pequenez de coração e não cedem ao rebaixamento negligente dos seus compromissos.

Os estudos biográficos de personalidades dos mais diferentes estilos permitem descobrir como esta qualidade aumenta significativamente o poder de incutir a visão de futuro.

Convêm ressaltar, entre outros, o empreendedor modelar que foi Jorge Lacerda-ex-gov SC, inspirador de várias gerações por meio dos seus conselhos, obras e ações, e que, ainda hoje estimula os que pretendem dar um pouco mais de si às causas nobres.

Adonias Filho, na sua nota sobre Jorge Lacerda, na introdução do livro póstumo de Jorge Lacerda, Democracia e Nação, organizado por Nereu Corrêa diz que: Jorge Lacerda era um católico, e no seu discurso sobre os soldados de Cristo – que se completa ao reivindicar a reconstrução do homem no sentido do espírito-, confirmando a consciência em sua fé, transmitia com valor ortodoxo o respeito à pessoa humana.

Jorge Lacerda sobressai como um grande temperamento, forjador de líderes, líder transformador e multiplicador das energias criadoras de cada pessoa. Nos deixa o legado: nas decisões que tomava enquanto político, tanto no legislativo como no executivo, observava-se um talento raro para harmonizar os resultados imediatos à visão de conjunto, de modo a não condicionar os frutos de longo prazo aos dividendos políticos mais vistosos. O seu perfil de estadista revela-se, sobretudo pela constância em agir, além das condições puramente efêmeras ao visar os frutos duradouros, sem transigir nas questões de valor ético.

Confira aqui o perfil de Jorge Lacerda.

Paulo Sertek

Doutor em Educação pela UFPR, Mestre em Tecnologia e Desenvolvimento pela UTFPR, Engenheiro Mecânico pela Escola de Engenharia Maua (SP).

Diplomado pelo ISE-IESE no Program for Management Development.

Professor do Centro Universitário da Grande Fortaleza – UNIGRANDE

Confira o livro do autor aqui:

Jorge Lacerda: uma luminosa mensagem de cultura

disponível para download:  https://goo.gl/DpKN4b

Jorge Lacerda: Uma luminosa mensagem de cultura. Autor: Paulo Sertek. Ano: 2015 São Paulo. Editora: Cultor de Livros

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Sem negociar a ética

O empreendedor-servidor é o que se entrega a iniciativas de valor social e se afasta da busca de um resultado da virtude que morre em si próprio. Líder-magnânimo pauta o seu comportamento pela excelência e excede-se no cumprimento dos deveres.

Magnanimidade, como ensina Aristóteles, é o ornamento das virtudes, e reluz como a qualidade dos que têm alma grande e desejo de fazer o bem a serviço de causas nobres e que repelem instintivamente o simplesmente fazer, rejeitam a pequenez de coração e não cedem ao rebaixamento negligente dos seus compromissos.

Os estudos biográficos de personalidades dos mais diferentes estilos permitem descobrir como esta qualidade aumenta significativamente o poder de incutir a visão de futuro.

Convêm ressaltar, entre outros, o empreendedor modelar que foi Jorge Lacerda-ex-gov SC, inspirador de várias gerações por meio dos seus conselhos, obras e ações, e que, ainda hoje estimula os que pretendem dar um pouco mais de si às causas nobres.

Adonias Filho, na sua nota sobre Jorge Lacerda, na introdução do livro póstumo de Jorge Lacerda, Democracia e Nação, organizado por Nereu Corrêa diz que: Jorge Lacerda era um católico, e no seu discurso sobre os soldados de Cristo – que se completa ao reivindicar a reconstrução do homem no sentido do espírito-, confirmando a consciência em sua fé, transmitia com valor ortodoxo o respeito à pessoa humana.

Jorge Lacerda sobressai como um grande temperamento, forjador de líderes, líder transformador e multiplicador das energias criadoras de cada pessoa. Nos deixa o legado: nas decisões que tomava enquanto político, tanto no legislativo como no executivo, observava-se um talento raro para harmonizar os resultados imediatos à visão de conjunto, de modo a não condicionar os frutos de longo prazo aos dividendos políticos mais vistosos. O seu perfil de estadista revela-se, sobretudo pela constância em agir, além das condições puramente efêmeras ao visar os frutos duradouros, sem transigir nas questões de valor ético.

Confira aqui o perfil de Jorge Lacerda.

Paulo Sertek

Doutor em Educação pela UFPR, Mestre em Tecnologia e Desenvolvimento pela UTFPR, Engenheiro Mecânico pela Escola de Engenharia Maua (SP).

Diplomado pelo ISE-IESE no Program for Management Development.

Professor do Centro Universitário da Grande Fortaleza – UNIGRANDE

Confira o livro do autor aqui:

Jorge Lacerda: uma luminosa mensagem de cultura

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Jorge Lacerda: Uma luminosa mensagem de cultura. Autor: Paulo Sertek. Ano: 2015 São Paulo. Editora: Cultor de Livros