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Blog Paulo Sertek

por Paulo Sertek

Poesia

Leonardo Mota

Por paulosertek em Cultura, Escritor, Poesia

10 de Maio de 2019

Leonardo Mota
Leonardo Mota, nasceu em Pedra Branca, no dia 10 de maio de 1891, e faleceu em Fortaleza, no dia 2 de janeiro de 1948. Foi escritor, professor, advogado, promotor de justiça, secretário de governo, tabelião, jornalista e historiador. Formou-se em direito pela Faculdade de Direito do Ceará no ano de 1916.

No jornalismo, fundou em Ipu a Gazeta do Sertão e em Fortaleza trabalhou como redator do Correio do Ceará e diretor da Gazeta Oficial. Considerado o “príncipe dos folcloristas nacionais” é, no dizer de Raimundo Girão, “o mineiro descobridor de filões exuberantes de ouro e das pepitas riquíssimas da poesia matuta, até ali anônima, vivendo de boca em boca mas sem os nomes dos donos”.
Foi poeta cujos poemas ficaram pouco conhecidos em virtude de sua paixão pelo folclore.
Principais obras: Cantadores,1921; Violeiros do Norte (Prêmio da Academia Brasileira de Letras), 1925; Sertão alegre, 1928; No tempo de Lampião, 1930; Prosa vadia, 1932; A Padaria Espiritual, 1938; História eclesiástica do Ceará (inacabado) e Adagiário brasileiro, 1982 (seus livros tiveram várias edições).
Leonardo Mota foi o principal auxiliar do presidente Justiniano de Serpa na primeira reorganização do sodalício.
Ingressou na Academia Cearense de Letras no dia 8 de setembro de 1922, tendo ocupado a cadeira 32, cujo patrono era Franklin Távora.
Seu nome foi injustamente esquecido na reorganização ocorrida em 1930.
Foi reeleito para ACL em 4 de julho de 1937 para preencher a vaga deixada por José Sombra Filho, cadeira 28, cujo patrono era Oto de Alencar.
Tomou posse no ano seguinte, ocasião em que foi recepcionado pelo acadêmico Dolor Barreira.
Foi membro do Instituto do Ceará.

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Priscas novidades

Por paulosertek em Poesia, simbolismo

05 de Maio de 2019

 

Xilogravura Osvaldo Goeldi

Priscas novidades

Atalgísio de Ribeiro Schmidt

 

Sentir o outono em pranto,

Milhares os saltos e sobressaltos;

Memórias em vivos encantos,

Abrigam-se em alvos mantos.

 

Sons brilhantes nos cetros juvenis,

Longínquas sortes de mármore,

Traz e apraz em alma vivaz,

Ensimesmando miragens febris.

 

Oh! Eternidade presente em si!

Ao longe das trevas desfaz,

Naves do farol em guia,

Melhores prados em si compraz.

 

Ai! Quanto desalento esqueci,

Quão longe dos antanhos sons,

Caem apenas insucessos e somam.

Memórias em Adônis perdi!

 

Metanoia em priscas novidades,

Qual flecha apolínea vibrar,

Ressurgem do devir em absoluto.

Quantos ais para tornar a amar!

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Fragmentos

Por paulosertek em Poesia

20 de Abril de 2019

Poesia recorre a figuras simbólicas, ainda em fase de ajustes, ao que parece é um pequeno ensaio de natureza expressiva. Recorre a figuras imaginativas.

Xilogravura: Osvaldo Goeldi

A fio contam-se os punhados,
Anos de memória vividos.
Ontem os sabores de mocidade,
Hoje luzes claras,
Em maturidade tingida.

Fragmentos em lembranças,
Qual trem por bela paisagem,
Em desfilar rápido passam.
Bancos escolares: uma saudade,
Chão batido: agora nova cidade!
Ruas em coração: hoje avenidas,
Qual nuvem no ar,
Recordações das mãos escapam.

À busca de esmeraldas, a miragem,
Somente as verdadeiras suprem,
D’alma caminhante em vida,
Rumos de ciência a caminhos de mar.
Hoje ao longe, sendas a sulcar!

Amizade afeiçoa-se imponente,
Singular, de rumos entre muitos.
Valor imprime suavemente,
Pois em oculto vive a semente.

Índole dos que a muitos ensina,
Apraz à mente que trilha,
Caminhos novos desvendam,
Por muito que se estime.
Grandeza de sabedoria os guia,
Horizontes descortinam, com certeza!

Maturidade fragmentos revelam,
Luzes fugazes da mocidade,
Lições como cores de aquarela,
Manifestam harmonia e felicidade.

Autor: Atalgísio de Ribeiro Schmidt

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Fragmentos

Por paulosertek em Poesia

20 de Abril de 2019

Poesia recorre a figuras simbólicas, ainda em fase de ajustes, ao que parece é um pequeno ensaio de natureza expressiva. Recorre a figuras imaginativas.

Xilogravura: Osvaldo Goeldi

A fio contam-se os punhados,
Anos de memória vividos.
Ontem os sabores de mocidade,
Hoje luzes claras,
Em maturidade tingida.

Fragmentos em lembranças,
Qual trem por bela paisagem,
Em desfilar rápido passam.
Bancos escolares: uma saudade,
Chão batido: agora nova cidade!
Ruas em coração: hoje avenidas,
Qual nuvem no ar,
Recordações das mãos escapam.

À busca de esmeraldas, a miragem,
Somente as verdadeiras suprem,
D’alma caminhante em vida,
Rumos de ciência a caminhos de mar.
Hoje ao longe, sendas a sulcar!

Amizade afeiçoa-se imponente,
Singular, de rumos entre muitos.
Valor imprime suavemente,
Pois em oculto vive a semente.

Índole dos que a muitos ensina,
Apraz à mente que trilha,
Caminhos novos desvendam,
Por muito que se estime.
Grandeza de sabedoria os guia,
Horizontes descortinam, com certeza!

Maturidade fragmentos revelam,
Luzes fugazes da mocidade,
Lições como cores de aquarela,
Manifestam harmonia e felicidade.

Autor: Atalgísio de Ribeiro Schmidt