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Blog Paulo Sertek

por Paulo Sertek

Política

Opinião pública assanhada!

Por paulosertek em Cidadania, Comportamento, Cultura, Política

17 de Maio de 2019

Aristóteles ao tecer suas considerações sobre o debate de ideias afirmava que renunciar ao logos, isto é, à racionalidade equivale a fazer-se semelhante a uma planta. Esta renuncia voluntaria resulta na incapacidade de diálogo.

O debate político entre torcedores apaixonados para impor a própria vontade desemboca em uma contradição em termos: é impossível qualquer política sem racionalidade.

Diferentemente da situação que ocorre no exemplo do cego que busca a descrição do que é um elefante, e como apenas consegue abarcar com seu tato partes desconexas do animal, não deixa de afirmar verdades aparentes: ao tocar as pernas diz: parece uma árvore, ao tocar a tromba, parece uma mangueira, ao tocar o rabo, é um espanador. De qualquer forma neste observador, limitado no sentido da visão, não há ignorância voluntária, pois pode, pela observação e diálogo, atingir alguma compreensão dos fenômenos que desconhece.

Observa-se no palco político a marionete que embaralha a máxima atribuída a Abraham Lincoln de que: “É possível enganar uma pessoa todo o tempo, também é possível enganar muita gente durante algum tempo, porém é impossível enganar todos, todo o tempo.” Com as novas ferramentas de mídia os novos “políticos” mais do que esclarecer pretendem manter a opinião pública permanentemente assanhada contra tudo e contra todos.

A quem interessa tal estado de coisas? Pesquisas estão mostrando que os brasileiros são dos que mais desconfiam dos políticos, pois os consideram como crápulas. Interessante observar que, este estado de raiva coletiva, é útil ao manipulador político populista, seja de esquerda como de direita.

Os populismos necessitam insuflar a insatisfação popular, pois no momento em que um bom grupo de pessoas já está farto de injustiças, então, convém urdir uma estratégia de revolta, que se torna “razoavelmente justa”. Situações como esta afastam o debate público da razoabilidade, e infelizmente, a política transforma-se em truculência. Acabam levando a melhor os populistas!

Paulo Sertek

Doutor em Educação pela UFPR, Mestre em Tecnologia pela UTFPR e desenvolvimento, Engenheiro Mecânico pela Escola de Engenharia Maua (SP).

Diplomado pelo ISE-IESE no Program for Management Development.

Professor do Centro Universitário da Grande Fortaleza – UNIGRANDE

 

Confira o livro do autor

Editora Intersaberes

Responsabilidade Social e Competência Interpessoal

http://www.intersaberes.com/item-catalogo/responsabilidade-social-e-competencia-interpessoal/

Autor: Paulo Sertek Dr
Editora Intersaberes

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Trabalho bem feito gerador de capital humano-social

A excelência profissional é atraente para as pessoas dotadas de sensibilidade e honradez. Pode ser que não seja compartilhada por todos, ou por muitos, porém o que se verifica é a qualidade da pessoa em função do cuidado das obras que executa. Enfim, do amor que se põe naquilo que se faz. O poeta Fernando Pessoa conta em um de seus poemas a sua experiência de que: “o meu dever me fêz”!

Emprestando as palavras do poeta Antonio Machado encontra-se o matiz da questão: Despacito y buena letra, que el hacer las cosas bien, importa más que el hacerlas”. Esta reflexão leva à necessidade de buscar o êxito da ação, porém sem descuidar do amor com que se faz. Este amor pode ter variações consideráveis. Ainda que se pudesse descrever que o motor de muitíssimas obras se dá em função do benefício financeiro, há inumeráveis comportamentos que ultrapassam a condição de benefício econômico, ganho de prestígio, autossatisfação, entre outros.

Há um tipo de conduta que estimula e aprimora a vida familiar e comunitária, que é o amor de amizade, que se diferencia do amor de concupiscência. O amor de doação, desinteressado representa o diferencial-chave do ser humano. O que o torna humano é o amor e não a violência, o ódio, a esperteza em levar a melhor.

O trabalho realizado por motivos de serviço, bem feito, bem acabado, feito por amor provoca transformações tangíveis e intangíveis. Tangíveis na medida em que a atividade realizada atinge graus de identificação com as necessidades humanas que encantam todo aquele que recebe um serviço que excede as suas expectativas. Nos aspectos intangíveis, ou não imediatos, melhoram o caráter daqueles que se esforçam por ver a oportunidade de servir mais e melhor os outros. Sim aqui Fernando Pessoa nos diz que “o meu dever me fêz”! Aparece neste pensamento a aquisição da arete grega, ou virtus no latim. Trata-se da aquisição dos bons hábitos através do aprendizado com a obra bem feita e elemento aglutinador de pessoas e gerador de capital humano-social.

 

Paulo Sertek

Doutor em Educação pela UFPR, Mestre em Tecnologia pela UTFPR e desenvolvimento, Engenheiro Mecânico pela Escola de Engenharia Maua (SP).

Diplomado pelo ISE-IESE no Program for Management Development.

Professor do Centro Universitário da Grande Fortaleza – UNIGRANDE

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Autor: Paulo Sertek Dr
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Responsabilidade Social e Competência Interpessoal

http://www.intersaberes.com/item-catalogo/responsabilidade-social-e-competencia-interpessoal/

 

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Por que cortar as pesquisas em ciências humanas?

Por paulosertek em Educação, pesquisa, Política, universidade

30 de Abril de 2019

Um pequeno leme tem a propriedade de, sendo habilidosamente manejado, dar o rumo certo a um navio de grande calado. Esta propriedade é a da capacidade de direção. Um político, um educador, um empresário etc. somente adquire excelência humana e profissional ao tomar decisões e assumir compromissos de acordo com os valores morais. A ética é a ciência da moral, uma das disciplinas-chave da orientação da vida individual e dos relacionamentos interpessoais.

Quando nos referimos às ciências humanas englobamos as ciências da educação, as ciências sociais, a literatura, a história, a filosofia, entre outras. Chama à atenção a mentalidade primária de determinados comandantes que avaliam a pesquisa em ciências humanas como sendo puramente acessória e passível de cortes de verbas porque, talvez nestas mentes limitadas, somente a tecnologia traz rendimentos sociais e aumente a produtividade.

Padecem tais autoridades de um reducionismo sobre o tipo de bens que valem mais e sobre as suas prioridades na vida social. Alinho radicalmente ao pensamento de Jorge Lacerda ex-gov SC quando nos ensina que: “Os nossos compromissos com a nação não se insulam apenas nos aspectos eventuais de seus interesses imediatos. Transcendem, é natural, dessa órbita limitada, pois se fundem com as finalidades superiores da cultura. As nações sobrevivem na história, não pelos seus efêmeros empreendimentos materiais, mas, sobretudo pela marca inapagável que sua cultura deixa na face do tempo”.

Juscelino Kubitschek e Jorge Lacerda em Brasília 1958

Ainda que a ideologia marxista embase os pressupostos antropológicos de um numero razoável de pesquisadores, mais necessário é o avanço científico mostrando os resultados negativos de tais doutrinas no seio da sociedade. Não se justifica a tomada de decisão de cortar verbas para a pesquisa em ciências humanas, pois o raciocínio coerente é o de se estimular a boa pesquisa, aquela que tem compromisso com a ciência e a verdade.

A pesquisa sobre o existir humano é decisiva para a formação de uma sociedade sábia.

Paulo Sertek é doutor em educação e autor do livro Jorge Lacerda: uma luminosa mensagem de cultura, disponível para download:  https://goo.gl/DpKN4b

 

Jorge Lacerda: uma luminosa mensagem de cultura
Autor: Paulo Sertek
Ed.: Cultor de Livros
São Paulo, 2015

Email: psertek@gmail.com

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Educação na mão de amadores: até quando?

Por paulosertek em Cidadania, Educação, Política

21 de Março de 2019

Em 2017 cerca de 2,5 milhões de pessoas começaram a fazer o curso superior no país e a esmagadora maioria buscou os cursos oferecidos pela rede particular, e neste mesmo ano, 1,2 milhões acabaram se formando. Sabe-se pelos dados do INEP que, depois de quatro anos de curso, aproximadamente 31% desistem e somente 11% chegam a se formar. A desistência de estudantes dos cursos das instituições privadas é ainda mais pronunciada e registra-se algo em torno de 37%.

 

As universidades federais oferecem 300 mil vagas. Você sabe quantos pleiteiam estas vagas? Da ordem de sete milhões de estudantes são os que fazem o exame do ENEM. O que chama a atenção é que há uma grande massa de pessoas que acredita no milagre de ser aprovado em Universidades Federais, porém é uma ínfima minoria que consegue.

Os gastos da educação pública federal estão crescendo desde 2008 a 2017: de R$32 bilhões para R$75 bilhões. Grande parte dos estudantes busca o financiamento da educação superior privada e o crédito educativo chegou a R$ 30 bilhões nos anos de 2016 e 2017. Em matemática simples 30% deste valor – R$ 9 bilhões- se perdem por ineficiência. Além da enorme desistência verifica-se a baixa qualidade de aprendizagem nos cursos superiores.

Não adianta tampar o sol com a peneira, os estudantes que chegam ao final do ensino médio têm lacunas abissais que impedem o acesso a qualquer curso superior. Verifica-se que o nosso ensino público, fundamental e médio é medíocre, porquanto, estamos na rabeira dos testes internacionais de avaliação PISA. Enviei um artigo de Simon Schartzman avaliando o nosso sistema educativo a um professor, também doutor em educação, e simplesmente me respondeu que o nosso problema não dá para ficar na mão de amadores.

Uma nação será no futuro aquilo que o seu projeto educativo conseguir atingir. Para isso deve promover os fatores possibilitadores de futuro graças ao emprego eficiente e eficaz do dinheiro público e a busca da excelência profissional dos diretores e professores.

Paulo Sertek é doutor em educação e professor universitário

Jorge Lacerda: Uma luminosa mensagem de cultura. Autor: Paulo Sertek. Ano: 2015 São Paulo. Editora: Cultor de Livros

Jorge Lacerda: uma luminosa mensagem de cultura, disponível para download: 

https://goo.gl/DpKN4b

Email:   psertek@gmail.com

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Nova sensibilidade religiosa

Por paulosertek em Cidadania, Educação, Política, Religião, Responsabilidade Social

05 de Março de 2019

Na atualidade observam-se dois fenômenos de certa magnitude: o primeiro é o da secularização, e outro, concomitante, o do ressurgimento de uma nova sensibilidade religiosa. A secularização equivale à privatização do sagrado, ao reduto particular de cada cidadão, com suas crenças, e reduz-se consequentemente o espaço público permitido ao ato religioso.

Ao mesmo tempo, dissemina-se o sentimento religioso subjetivo, de contornos pouco definidos, em geral de conteúdo moral débil, marcado pelo sentimento religioso cosmético, em que se ausentam os critérios morais vinculantes. O filósofo Zygmunt Bauman, pensa, em vez de chamar pós-modernidade, à situação atual em que “a incerteza é a única certeza”, prefere chamá-la de “modernidade líquida”, porquanto se abandonaram os pontos de referência e critérios orientadores da conduta.

Atualmente constata-se que o mais determinante da conduta é o sentimentalismo extremamente flexível e mutável.
A nova religiosidade assemelha-se à satisfação das necessidades de consciência de ocasião, como as de objetos descartáveis. Equipara-se à religiosidade de “supermercado”, cujo fim nada mais serve senão para aquietar as próprias culpas e faltas de sentido e de critério de vida, que povoam as mentes em nossa sociedade.

A religiosidade de “supermercado” valoriza a convivência do plural e da diversidade, o que é muito bom e é sinal de tolerância; não obstante, como não se acredita em nenhum tipo de identidade, tudo acaba valendo o mesmo, o que aniquila a diferenciação antropológica entre virtudes e vícios.

A fidelidade matrimonial e a dedicação para formar os filhos com sacrifício equiparam-se ao mesmo nível moral do amor fugaz e sem responsabilidade. É uma época de grandes sensibilidades e de grandes indiferenças. Dá-se valor muito positivo às diferenças individuais comportamentais, não obstante, nutre-se a indiferença às diferentes opções. Todas as coisas dão mais ou menos na mesma; já não há um melhor ou pior. Apenas há liberdades de escolha, e enquanto tais ganham por si próprias a categoria de ações valorosas, tornando-nos forçosamente indiferentes a todo tipo de diferenças. Tudo dá na mesma! O amor aos pais e o amor, por exemplo, às tartarugas, ao se equipararem, tornam-se clamorosas indiferenças e injustiças.

Jürgen Habermas, filósofo e sociólogo alemão, herdeiro da Escola de Frankfurt está redescobrindo a importância das religiões e especialmente a do cristianismo. O recente Habermas, que se considera como um pensador pós-metafísico, a princípio não crente, defende que a sociedade democrática e liberal deve possuir um fundamento não religioso, porém, tem a convicção de que a religião exerce um papel insubstituível, pois, segundo ele, toda sociedade se apoia em “uma solidariedade que não se pode impor com leis”, e salienta que é necessário fundamentar a sociedade “não só no próprio interesse legítimo, mas direcionando-se ao bem comum”. Não apenas baseando-se na vontade consensual, porquanto, – numa sociedade em que nada há de firme -, em termos de critérios vinculantes -, apenas resta a possibilidade vinculante externa por meio das leis positivas e não por nenhum tipo de valor em si das ações. Em outras palavras a bondade do comportamento do amor e respeito aos pais, nesta ótica, não tem valor em si, mas a partir apenas de uma vontade consensual. Habermas postula que a vida em sociedade não pode se limitar à promoção das obrigações meramente externas, mas deve abrir-se à dimensão ética – aos compromissos morais vinculantes de caráter universal -, contando com a religião. Destaca Habermas: “Contra um abstencionismo ético de um pensamento pós-metafísico que abre mão de qualquer conceito universalmente vinculante de vida boa e exemplar, nas escrituras sagradas e nas tradições religiosas que foram articuladas, transliteradas com sutileza e conservadas por milênios hermeneuticamente vivas as intuições de culpa, redenção e salvação graças ao abandono de uma vida percebida como iníqua. Por isso na vida das comunidades religiosas (…) pode permanecer intacta alguma coisa que, alhures, se tenha perdido e é relevante para o ser humano”.

Os vínculos com o sagrado, requeridos pela religião, municiam a vida com as orientações e critérios que ajudam a tomar decisões orientadas para o bem-viver – a vida virtuosa- fundamental para sustentar, alimentar e fazer crescer qualquer forma de convivência humana. A nova sensibilidade religiosa necessita urgentemente de fundamentação em bases morais seguras.

Paulo Sertek Doutor em educação

Autor do livro Responsabilidade Social e Competência Interpessoal Ed. Intersaberes.

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Artimanhas e falsidades: até quando?

Por paulosertek em Cidadania, Educação, Política

03 de Março de 2019

O discurso político pode se transformar numa técnica cheia de falsidade quando a palavra é semeada mais para confundir do que para esclarecer. Por isso, Platão no diálogo de Sócrates com Fedro sobre a verdade se refere ao mito de Adônis (amante de Afrodite) morto num acidente de caça, e Zeus, a pedido dela, permite que Adônis ressurja do reino dos mortos durante a metade do ano. Os gregos comemoravam o ressurgimento de Adônis, semeando nos conhecidos “Jardins de Adônis”. Eram jardins falsos, porquanto durante os festejos colocavam-se sementes de fácil crescimento em vasos dispostos nos lugares semelhantes a estufas, e as plantas cresciam rapidamente. Com a mesma brevidade que se desenvolviam, também morriam. Esta é a figura que representa bem os políticos atuais que tem lábia apenas para obter os votos nas eleições.

Também conta-se na mitologia que Prometeu foi ao Olimpo, à morada dos deuses, entrou astuciosamente e furtou o fogo de Vulcano (deus das técnicas) e a inteligência de Atena. A posse da inteligência e o domínio do fogo pelas técnicas tornariam o homem capaz de se defender dos outros animais que possuíam garras, mandíbulas fortes, pele grossa, e não passariam fome seriam capazes de prover suas necessidades através do trabalho.

No mito de Prometeu, verifica-se a insuficiência destas técnicas, pois são capacidades cegas e requerem as qualidades do coração humano como são a sabedoria e a justiça. As virtudes políticas não se desenvolvem como as sementes dos jardins de Adônis, somente chegam aos frutos através de honestidade e um trabalho perseverante. A educação política se faz através de exemplos de sacrifício e esforço continuados. A mentira dos jardins de Adônis desenvolve-se rapidamente na camuflagem das barbaridades realizadas nos recantos do poder com a manipulação da verdade fingindo-se defender os princípios de justiça e de liberdade.

Tesouro perene está no cultivo esforçado das virtudes políticas por todos os cidadãos e as artimanhas não transformam um grupo de pessoas em um povo com visão de futuro. Lembro-me de ter ficado impressionado com umas palavras de Jorge Lacerda (ex-gov SC), pois destacava que: “As nações sobrevivem na história, não pelos seus efêmeros empreendimentos materiais, mas, sobretudo, pela marca inapagável que sua cultura deixa na face do tempo”.

Temos de repudiar os poderosos que se nutrem da astúcia e das artimanhas de Prometeu e semeiam a falsidade dos jardins de Adônis, porquanto os frutos da verdadeira democracia crescem sob o cultivo da Justiça e da Liberdade. Quanto deve fascinar a excelência da Justiça, como desejava Rui Barbosa: “mais alta que a coroa dos reis e tão pura quanto as coroas dos santos.”

Download gratuito do livro do autor:
JORGE LACERDA: UMA LUMINOSA MENSAGEM DE CULTURA,

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Como desenvolver inovadores sociais

Veja o vídeo de introdução:

A economia solidária nasce da tendência natural do ser humano à ajuda mútua, do compartilhamento de serviços, de bens e de atividades. Os grupos de interesse aumentam o grau de solidariedade comunitária, e projetos sociais emergem entre novos atores situados fora do sistema de produção para o consumo, pois passam a viabilizar ações cooperativas.


Empreendedores sociais desenvolvem estratégias de interação entre pessoas e conectam portadores de necessidades, ou virtualidades complementares em projetos comuns. Inovadores sociais têm algo em comum: descobrem as fontes agregadoras da confiança mútua e criam instrumentos interativos que viabilizam a conectividade interpessoal.

O Airbnb nasceu da iniciativa de três jovens que criaram um serviço comunitário com ajuda da plataforma web para reservas de hospedagens de forma simples e direta. Na pratica resgata algo dos costumes anteriores ao desenvolvimento da rede hoteleira: simplesmente se negociava diretamente com algum parente, ou amigo que poderia facilitar um local para residir uma temporada.

O engenho consiste em tornar a troca válida e atrativa gerando um novo mercado para pessoas que aspiram viver de uma forma mais simples e gastando menos. Trata-se de um projeto alternativo ao da lógica do trabalhar mais, para ganhar mais, poder consumir mais e assim descansar melhor para ser feliz.

A inovação em design social exige alguns conhecimentos especiais, pois não são suficientes os do design de produtos e serviços. O inovador social deve ter competências interpessoais para captar a necessidade de grupos de interesse e descobrir qual é o gatilho, ou o fator multiplicador da interação humana. Capta o potencial de interesse em comunidades de prática, como, por exemplo: as das pessoas aficionadas em gastronomia que trocam espontaneamente experiências sobre receitas e pratos.

O design social começa a se destacar como disciplina emergente visando o desenvolvimento de inovadores sociais como catalizadores do compartilhamento social.

Currículo Lattes Paulo Sertek Dr

Paulo Sertek é formado pelo ISE -IESE Business School Program for Management Development
Engenheiro pela Escola de Engenharia Mauá
Mestre em Tecnologia e Desenvolvimento pela UTFPR
Doutor em Educação pela UFPR
Vice Presidente da ANECE Associação Nordestina de Ensino Cultura e Esporte
Professor do Centro Universitário da Grande Fortaleza UNIGRANDE em Fortaleza-CE

Livros do autor, veja aqui
RESPONSABILIDADE SOCIAL E COMPETÊNCIA INTERPESSOAL
https://www.livrariaintersaberes.com.br/produtos/responsabilidade-social-e-competencia-interpessoal

Também pode ser boa sugestão o livro Empreendedorísmo.
Empreendedorismo
https://www.livrariaintersaberes.com.br/produtos/empreendedorismo-514005a0-3549-4cce-99fa-0ac5dfcc817e

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Democracia e nação

Por paulosertek em Cidadania, Educação, Política, Responsabilidade Social

25 de Fevereiro de 2019

“Os governos são como as montanhas: temos de guardar certa distância para vê-las em toda a sua majestade. As proximidades e paixões do momento cegam as vistas desarmadas de lentes de alcance. Só a perspectiva é que nos pode dar a nítida e exata visão da obra de um administrador.”

Passados 60 anos do desaparecimento de Jorge Lacerda, governador de Santa Catarina, em virtude de um acidente de avião em São José dos Pinhais. Também foram companheiros deste infortúnio o ex-presidente da República Nereu Ramos e Leoberto Leal, deputado federal. Com a perspectiva do tempo, vale ressaltar o que já se disse do governador catarinense: seu governo foi uma legítima escola de democracia. Jamais permitiu o menor arranhão às liberdades públicas e à livre manifestação do pensamento, mesmo quando este extravasava os limites do bom senso. As obras de arte genuínas se diferenciam das demais, na medida em que, com o passar do tempo, dão mais de si, não se esgotam, tornam-se perenes. Continuam atraindo as sucessivas gerações porque dão respostas novas. As outras obras, se esgotam, morrem, caem no esquecimento.

O mesmo, penso, se aplica à boa arte de governo. O bom governo de Lacerda continua influenciando a inteligência criadora nos tempos atuais. No entanto, para que haja o seu influxo no momento presente é necessária a difusão da memória histórica. Ao conhecer as experiências de outros, já que não podemos viver várias vidas, ampliam-se os horizontes próprios de sabedoria. Ao ler ou reler os discursos e as narrativas de vida, como as de Lacerda, dá-se o efeito análogo às obras de arte revisitadas, que produzem novas inspirações. O contato com as palavras referendadas por narrativas de vida evocam modelos de comportamento e oferecem conhecimentos novos, capazes de suscitar novas realidades.

No programa de doutorado em educação da UFPR, pesquisaram-se as contribuições de Jorge Lacerda para a educação tendo como objeto de estudo os seus discursos, encontrados no livro póstumo: Democracia e Nação, da editora José Olympio (1960), e as narrativas de vida, que em parte, encontram-se na biografia escrita por Cesar Pasold (1998): Jorge Lacerda – Uma vida muito especial, da editora da OAB catarinense.

Empregaram-se duas técnicas para identificar estas contribuições: a análise de conteúdo e a pesquisa narrativa, servindo-se da narratologia. Identificaram-se os conceitos subjacentes aos discursos e interpretaram-se os significados em função dos contextos narrativos. Verifica-se a atualidade dos ensinamentos através de conceitos e diretrizes replicáveis. Neste sentido, a obra lacerdiana, apresenta características plenamente válidas para a atualidade, no âmbito propriamente educativo, e em outros campos como o da cultura, da arte e da ciência política-administrativa.

Os discursos foram estudados por eixos temáticos, tais como: arte e cultura; educação, valores e interculturalidade; meios de comunicação; missão da universidade; visão de governo, nacionalidade e pátria e unidade econômico-sentimental. As análises permitiram encontrar alguns conceitos norteadores que perpassam as diversas falas e narrativas, podendo comprovar a realidade da analogia com as obras de arte perenes.
Tais conceitos norteadores foram identificados, como a subordinação da técnica aos valores do espírito, a cooperação social e cidadã, a missão da universidade, a visão de futuro e as raízes históricas, a defesa dos valores democráticos, a promoção da inteligência criadora, o diálogo intercultural, o desenvolvimento econômico e as relações entre capital e trabalho.

Os princípios nucleares que tornam perenes seus ensinamentos consistem na valorização do ser humano em sua liberdade e no compromisso com a prática da justiça social.

Adonias Filho, no prefácio do livro Democracia e Nação, refere-se ao ilustre catarinense: “(…) fixava a liberdade que sempre inunda como uma referência quase todos os discursos. Associando a liberdade à vocação criadora, situando-a como indispensável à inteligência, concluía por sua validade na área social como a mais ponderável na mecânica dos governos. Raros os estadistas que, fiéis a uma concepção ideológica, puderam afirmar como Jorge Lacerda: ‘meu governo presa a justiça e defende a liberdade.’ Não será preciso dizer, já agora, que foi um democrata.”

Revisitar os discursos e narrativas de vida de Jorge Lacerda e de outros brasileiros permite resgatar os conhecimentos provenientes da experiência e dar-lhes vida através da inteligência criadora.

Paulo Sertek é doutor em educação e autor do livro Jorge Lacerda: uma luminosa mensagem de cultura, disponível para download: https://goo.gl/DpKN4b
Email: psertek@gmail.com


Documentário sobre a vida de Jorge Lacerda
Memórias de Jorge Lacerda

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Estudo sobre os riscos do consumo da maconha

Por paulosertek em Educação, Política, Saúde

20 de Fevereiro de 2019

Acaba de sair estudo revisando o impacto a longo prazo do uso de maconha em 23 mil adolescentes, publicado numa das melhores revistas de psiquiatria do mundo. Resultados: adolescentes usuários de maconha (em comparação com adolescentes não usuários) tiveram

– risco 37% maior de desenvolver depressão na idade adulta
– risco 50% maior de ideação suicida na idade adulta
– risco de tentativa de suicídio triplicado na vida adulta

Conclusão dos autores: “a alta prevalência de adolescentes consumindo cannabis gera um grande número de adultos jovens que podem desenvolver depressão e comportamento suicida atribuíveis à cannabis. Este é um importante problema de saúde pública, que deve ser adequadamente abordado pelas políticas de saúde pública”. Enfatizam que as políticas de prevenção devem “educar os adolescentes a desenvolver habilidades para resistirem à pressão do grupo para usarem drogas”.

https://jamanetwork.com/journals/jamapsychiatry/article-abstract/2723657

Association of Cannabis Use in Adolescence and Risk of Depression, Anxiety, and Suicidality in Young AdulthoodA Systematic Review and Meta-analysis

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Aprender com Jorge Lacerda

Por paulosertek em Educação, Política

15 de Fevereiro de 2019

Um exemplo marcante, uma narrativa expressiva provoca uma impressão permanente. Os modelos de atuação são mobilizadores do aprendizado.

Sugiro a leitura, no link abaixo, do livro de minha autoria sobre Jorge Lacerda ex-governador de Santa Catarina, pois visa o desenvolvimento do intelectual que pretende ampliar a sua participação na construção democrática. Esta produção literária é o resultado de quatro anos de pesquisa no doutorado da UFPR e outros três anos de estudos sobre as contribuições de Jorge Lacerda para a educação e política. Chegamos nesta pesquisa exploratória a respostas sobre os conhecimentos e as habilidades intelectuais e sociopolíticas que foram orientadoras desta personalidade marcante da história política brasileira.

Fiquei admirado nesta pesquisa sobre como a aprendizagem vivencial contribuiu para a construção da sua personalidade política. Dizia ele: “aprendi no contato com as nossas palpitantes realidades, diretamente com o povo.”

Já como deputado federal em 1950 soube que em São Joaquim SC havia um lavrador, o Senhor João, que tinha perdido sua esposa e filha de forma traumática e que mantinha com enorme fortaleza seus oito filhos. Depois de ter-se informado bem do sitio em que morava para lá rumou. O camponês, às seis e meia de um amanhecer extremamente frio, ao abrir a porta de sua cabana deparou-se, sentado na escada, com um homem elegantemente vestido com sobretudo preto, terno escuro e gravata, a cabeça coberta por elegante chapéu que imediatamente retirou ao se levantar, sorriu e disse:

-“Bom dia; meu nome é Jorge Lacerda. Estou aqui para buscar energia e inspirar-me em seu exemplo de homem e pai. O senhor me dá a honra de partilhar o seu chimarrão e o seu café da manhã?” Deste momento em diante firmou uma amizade que perdurou por toda a vida!

O trabalho nesta pesquisa foi o de garimpar quais foram as ideias, exemplos, práticas de virtude e anseios que levaram a um intelectual atuar como político.

Por que não aprender com Jorge Lacerda?

Paulo Sertek é doutor em educação e autor do livro Jorge Lacerda: uma luminosa mensagem de cultura, disponível para download: Jorge Lacerda: uma luminosa mensagem de cultura

Jorge Lacerda: uma luminosa mensagem de cultura
Autor: Paulo Sertek
Ed.: Cultor de Livros
São Paulo, 2015


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Aprender com Jorge Lacerda

Por paulosertek em Educação, Política

15 de Fevereiro de 2019

Um exemplo marcante, uma narrativa expressiva provoca uma impressão permanente. Os modelos de atuação são mobilizadores do aprendizado.

Sugiro a leitura, no link abaixo, do livro de minha autoria sobre Jorge Lacerda ex-governador de Santa Catarina, pois visa o desenvolvimento do intelectual que pretende ampliar a sua participação na construção democrática. Esta produção literária é o resultado de quatro anos de pesquisa no doutorado da UFPR e outros três anos de estudos sobre as contribuições de Jorge Lacerda para a educação e política. Chegamos nesta pesquisa exploratória a respostas sobre os conhecimentos e as habilidades intelectuais e sociopolíticas que foram orientadoras desta personalidade marcante da história política brasileira.

Fiquei admirado nesta pesquisa sobre como a aprendizagem vivencial contribuiu para a construção da sua personalidade política. Dizia ele: “aprendi no contato com as nossas palpitantes realidades, diretamente com o povo.”

Já como deputado federal em 1950 soube que em São Joaquim SC havia um lavrador, o Senhor João, que tinha perdido sua esposa e filha de forma traumática e que mantinha com enorme fortaleza seus oito filhos. Depois de ter-se informado bem do sitio em que morava para lá rumou. O camponês, às seis e meia de um amanhecer extremamente frio, ao abrir a porta de sua cabana deparou-se, sentado na escada, com um homem elegantemente vestido com sobretudo preto, terno escuro e gravata, a cabeça coberta por elegante chapéu que imediatamente retirou ao se levantar, sorriu e disse:

-“Bom dia; meu nome é Jorge Lacerda. Estou aqui para buscar energia e inspirar-me em seu exemplo de homem e pai. O senhor me dá a honra de partilhar o seu chimarrão e o seu café da manhã?” Deste momento em diante firmou uma amizade que perdurou por toda a vida!

O trabalho nesta pesquisa foi o de garimpar quais foram as ideias, exemplos, práticas de virtude e anseios que levaram a um intelectual atuar como político.

Por que não aprender com Jorge Lacerda?

Paulo Sertek é doutor em educação e autor do livro Jorge Lacerda: uma luminosa mensagem de cultura, disponível para download: Jorge Lacerda: uma luminosa mensagem de cultura

Jorge Lacerda: uma luminosa mensagem de cultura
Autor: Paulo Sertek
Ed.: Cultor de Livros
São Paulo, 2015